Os infilmáveis Snow Crash e Ringworld vão para a telinha!

yt__snow_crash-791x1024

Existe uma categoria de scripts que Hollywood considera infilmáveis. Em alguns casos, o motivo é o estilo. Histórias totalmente subjetivas, que se passam na mente do protagonista são notoriamente complicadas de adaptar. Ulisses, de James Joyce tem uma estrutura narrativa infernal, impossível de se encaixar em um filme. Outros casos é falta de dinheiro ou tecnologia. Por muito tempo um filme do Thor era impensável, só Asgard custaria US$ 400 milhões. A simples imagem do Yoda andando era complicadíssima nos tempos d’O Império Contra-Ataca.

Snow Crash, de Neal Stephenson e Ringworld, de Larry Niven são dois livros que se encaixam direitinho nessa segunda categoria.

Ringworld narra a exploração de uma gigantesca e misteriosa estrutura espacial, um anel com 1,6 milhões de km de diâmetro, e circunferência do tamanho da órbita da Terra. É um dos clássicos da Ficção Científica, foi lançado em 1970 e rendeu várias continuações, além de receber toneladas de prêmios literários.

halo_ring_world_by_artbygp-dae5cki

Antes que alguém pergunte, é óbvio que Halo foi inspirado em Ringworld.

O Universo de Ringworld é imenso, riquíssimo, mas às vezes extremamente alienígena, filosófico e sobretudo, grandioso. É algo que assustaria um Spielberg das antigas. Não assustou a Amazon, que encomendou uma série, produzida em conjunto com a MGM. Digamos assim, é Senhor dos Anéis para nerds de espaço.

Snow Crash pegou o finalzinho da moda cyberpunk e a encerrou com chave de ouro. A história vai virar um filme de 1 h também pela Amazon, e tem tudo para agradar a galera que acha que realidade virtual é uma grande novidade. Neal Stephenson misturou anarco capitalismo, religiões antigas, mitos sumérios, katanas e YT, a mais incrível de todas as Manic Pixie Dream Girls.

O herói protagonista se chama Hiro Protagonist, um hacker cujo emprego principal é entregar pizzas pra máfia, usando um skate futurista. AH sim, Snow Crash também tem o mais incrível memorando sobre papel higiênico da história da literatura universal, e isso foi bastante criticado. Os membros do “movimento” Cyberpunk não gostaram de um livro bem-humorado.

Bem, esse livro virará filme, com produção executiva de Joe Cornish, roteirista de Homem-Formiga, e Frank Marshall, que tem dedo em um monte de filmes que você adora.

Fonte: Variety.

Relacionados:

Autor: Carlos Cardoso

Entusiasta de tecnologia, tiete de Sagan e Clarke, micreiro, hobbysta de eletrônica pré-pic, analista de sistemas e contínuo high-tech. Cardoso escreve sobre informática desde antes da Internet, tendo publicado mais de 10 livros cobrindo de PDAs e Flash até Linux. Divide seu tempo entre escrever para o MeioBIt e para seu blog pessoal, o Contraditorium,

Compartilhar