Asa do F-35 será reprojetada para poder carregar mísseis, mas isso não é o pior.

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O F-35 é aquele elefante branco que o Trump não quer engolir, e com razão. Já está uns 7 anos atrasado, o projeto custa uma fortuna e toda hora surgem novos problemas, como o canhão não poder ser disparado por falta de software

A última novidade foi uma falha estrutural. Originalmente para manter o stealth o armamento seria todo interno, mas isso não se mostrou viável. Para ser minimamente útil o F-35 precisa de tanques externos, e como quem tá no inferno abraça o capeta, melhor espetar uns mísseis também.

Eis que descobriram que os suportes de mísseis na ponta das asas não eram fortes o suficiente. Em manobras de alta velocidade como as de um combate aéreo os mísseis corriam o risco de ser arrancados. Isso… não é bom.

Agora os testes foram concluídos, e os caças que foram entregues para a Marinha em 2015 vão ter que voltar pra fábrica. As asas vão ser reforçadas para compensar as oscilações e turbulências quando voam com mísseis Sidewinder AIM-9X, mas calma que piora.

Como os aviões terão que ser reformados e testados, eles entrarão certificados somente para o AIM-9X, que é uma versão uma geração mais antiga que o AIM-9X Block II e o AIM-120D, que é usado nos caças F-18 Super-Hornet.

Isso mesmo, o caça do futuro vai voar com o míssil do passado, mas calma que piora MAIS AINDA. Está vendo este carro sendo atingido por uma bomba guiada por laser, lançada de um drone?

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O F-35 não consegue fazer isso. Algum gênio decidiu que ele iria combater tanques e blindados lentos, então seu designador laser de alvos não consegue calcular como atingir um alvo que se mova a mais de 112 km/h em linha reta, ou 62 km/h se fizer manobras de mais de 0,2 G.

Camelos conseguem correr a 65 km/h então, NÃO É PIADA: se o Achmed subir no Kabubi e mandar ele dar tudo que tem, estará a salvo do avião mais caro e moderno de todo o arsenal dos EUA.

Como outro upgrade de software está fora de questão, a alternativa pode ser usar uma bomba inteligente que corrija as alterações no alvo, mas a GBU-53B da Raytheon só deve estar operacional por volta do ano fiscal de 2022.

Fonte: Next Big Future.

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Autor: Carlos Cardoso

Entusiasta de tecnologia, tiete de Sagan e Clarke, micreiro, hobbysta de eletrônica pré-pic, analista de sistemas e contínuo high-tech. Cardoso escreve sobre informática desde antes da Internet, tendo publicado mais de 10 livros cobrindo de PDAs e Flash até Linux. Divide seu tempo entre escrever para o MeioBIt e promover seus últimos best-sellers O Buraco da Beatriz, Calcinhas no Espaço e Do Tempo Em Que A Pipa do Vovô Subia.

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