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Cientistas estão ensinando a robôs o que é a dor

Pesquisadores alemães estão equipando robôs com sensores capazes de identificar dor, a fim de ajudar humanos em situações de risco.

3 anos e meio atrás

andrew-martin

Robôs possuem uma série de vantagens sobre os humanos: não se cansam, em teoria não precisam se alimentar (mas dependem de uma fonte energética de qualquer forma), a manutenção é bem mais simples e demora mais tempo para ser necessária e em último caso, robôs não sentem emoções e nem se incomodam com coisas como frio, calor e principalmente, dor.

Só que uma dupla de pesquisadores da Universidade de Leibniz, Alemanha está estudando as vantagens de dotar autônomos com a capacidade de reconhecer a incômoda sensação de dor. E por incrível que pareça, faz sentido (pun not intended).

Se formos na origem do termo robô, a palavra vinda do original das língua eslavas robota (utilizada pela primeira vez para designar autômatos na peça de teatro R.U.R., de Karel Čapek, em 1920) significa simplesmente “trabalho árduo”. Ou seja, designa tarefas penosas e duras para o indivíduo. A ideia desde sempre é de que os robôs sejam encarregados dos afazerer mais chatos, repetitivos e obviamente mais pesados e perigosos, liberando o homem para cuidar de outras atividades menos maçantes e perigosas.

Logo, dotar um robô de sentimentos ou num primeiro momento, da simples capacidade de reconhecer dor parece contraproducente, afinal por que ensinar isso a uma máquina que é primariamente voltada a executar tarefas insalubres sem se queixar? A resposta já está na pergunta na realidade: ao ensinar robôs o que é dor você também ensina o conceito de auto-preservação.

robot-pain-sensor

Calma, não estamos falando (ainda) das Leis da Robótica de Isaac Asimov; a ideia é de que ao fazer com que os robôs tenham consciência de perigo iminente, eles possam evitar se submeter a situações imprevistas onde possam vir a sofrer danos severos, identificando e classificando as sensações e desenvolvendo respostas adequadas, ou o que chamamos de reflexo, ao se afastar da fonte de dor. A nova habilidade também é útil para evitar que humanos se exponham a perigos desnecessários.

Acompanhe o vídeo abaixo, onde um braço mecânico foi equipado com sensores de pressão e temperatura; ele é capaz de identificar toda uma hierarquia de estímulos, desde uma pressão brusca a fontes de calor.


IEEE Spectrum — Artificial Robot Nervous System to Teach Robots How to Feel Pain

Ainda não é nada do tipo que dote um robô capaz de entender o que é dor, mas é um início para identificá-la e evitar expor a si mesmo e humanos a situações perigosas. Os detalhes da pesquisa podem ser conferidos no artigo.

Fonte: IEEE Spectrum.

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