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Helio P20: novo SoC da MediaTek entregará alto desempenho a smartphones intermediários

MediaTek posiciona seu novo Helio P20 como um SoC de alta performance para dispositivos acessíveis; Alcatel revelará nova linha com os chips em abril

4 anos atrás

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Nesta quarta-feira a MediaTek reuniu jornalistas e blogueiros para falar a respeito do Helio P20, sua mais nova linha de chipsets voltada para dispositivos móveis de entrada e intermediários, mas que incorporam muitas características dos modelos de ponta da fabricante. Paralelamente, a Alcatel anunciou que revelará uma nova linha de smartphones em abril, equipados com os chips da parceira.

A MediaTek pode não ser tão conhecida do público interessado em conhecer as entranhas de seus smartphones, mas ela não é uma companhia exatamente pequena. Embora não conte com sua própria linha de produção e dependa de parceiros como a TSMC para montar seus chips, seus produtos são muito apreciados entre os fabricantes principalmente para equipar modelos de entrada e intermediários, porque além do custo reduzido eles entregam uma performance bem decente, chegando em alguns casos a superar a rival Qualcomm.

Em 2015 a MediaTek apresentou sua nova linha de chips Helio, os de alta performance X10 e X20 e o de entrada P10, e quando todos esperavam um novo modelo top a companhia taiwanesa aparece na MWC 2016 com o Helio P20, um SoC de filosofia híbrida por assim dizer.

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Ele foi todo planejado para ser um chip affordable, acessível a modelos menos badalados mas incorpora uma série de características dos irmãos mais velhos da sub-linha X. Por exemplo, seu processo de litogragura de 16 nanômetros da TSMC foi otimizado de tal forma a entregar performance semelhante aos tops de 14 nm dos concorrentes. Esse processo lhe confere uma eficiência energética 25% maior e um poder de processamento 10% maior que o P10, graças a seus oito núcleos com clock de 2,3 GHz.

Falando nisso a arquitetura do chip tem um dos cores atuando como um "piloto" dos demais, que determina quantos devem ser acionados para executar as mais diversas tarefas, desde apenas um a todos trabalhando em uníssono. A GPU também é nova, uma Mali T880 MP2 de 900 MHz de desempenho 25% maior que a última geração. Completam as características uma banda de memória 70% maior graças ao suporte a LPDDR4X com consumo de 50% menos energia e a suíte de funcionalidades Imagiq para otimização de captura de imagens, que possui suporte a sensores Mono e Bayer e promete autofoco em tempo real, redução de ruído e três vezes mais captação de luz com os mesmos componentes de câmera dos concorrentes. Mas não se engane, um bom conjunto de lente e sensor e uma boa abertura ainda fazem muita diferença.

O processamento de imagens também foi melhorado. A tecnologia Miravision, importada das TVs oferece ao P20 mais fidelidade na reprodução mesmo em telas de melhor resolução, ou como foi explicado "uma qualidade de Full HD em telas HD". A MediaTek resolveu isso via algoritmos que regulam ajustes de contraste, resolução e saturação, além da técnica Smartscreen de ajuste de brilho pixel a pixel sem a necessidade de acionar o backlight o tempo todo, novamente reduzindo o consumo de energia.

Outro recurso legal apresentado é o chamado Clear Motion: esse algoritmo melhora a fluidez de vídeos reproduzidos em dispositivos equipados com o P20 ao adicionar "frames adicionais", resultando em uma experiência mais confortável. Claro que é uma emulação, que faz uso dos bugs de firmware de nosso cérebro mas nem por isso deixa de ser interessante.

Só que um chip precisa de bons aparelhos para mostrar serviço, e é aí que a Alcatel entra. A fabricante que outrora foi a principal parceira da Mozilla no Firefox OS (que ao contrário do que parece não abandonou completamente o desenvolvimento mobile, segundo fontes minhas) prometeu uma nova linha de dispositivos de entrada e intermediários que serão revelados em abril. A fabricante espera aproveitar o ímpeto consumista do brasileiro, que apesar da crise continua comprando smartphones e fornecerá aparelhos com os chips P10 e P20 com preços acessíveis e outras vantagens, como atender um dos desejos dos consumidores que gostariam de opções de personalização já saindo da loja (capinhas e películas são os mais procurados).

A meta da Alcatel é disponibilizar os novos aparelhos até o fim do ano no mercado brasileiro.

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