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Sabe por que o Project Ara vai atrasar? Ele falhou no Drop Test

Descoberto o porquê de o Project Ara só dar as caras em 2016: smartphone modular falhou no Drop Test, as pecinhas não param no lugar

5 anos atrás

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O Project Ara, o ambicioso e maluco projeto da divisão ATAP do Google de um smartphone modular está atrasado. Muito atrasado, se formos considerar a meta que era ser lançado em janeiro e o ciclo de desenvolvimento padrão da divisão, antes pertencente à Motorola e que trabalha no ritmo da DARPA, já que é capitaneada pela ex-diretora Regina E. Dugan. A norma da agência é desenvolver novas tecnologias dentro do prazo de dois anos, para manter o caráter de urgência.

Só que as coisas não saíram como planejado. A princípio especulou-se que a reestruturação do Google, sob o guarda-chuva da Alphabet teria parte no cancelamento do plano piloto que entraria no ar agora em Porto Rico. Em verdade eu lhes digo que o problema foi interno e na minha opinião, um tanto óbvio: o Ara é altamente desmontável.

Na terça-feira, através de sua conta no Twitter a equipe do Project Ara admitiu que estão atrasados, mas devido problemas dos mais diversos foram obrigados a postergar o pré-lançamento do smartphone modular para 2016. A divisão ATAP acabou se deparando com uma série de empecilhos no meio do caminho, ao que tudo indica todos relacionados a uma coisa chata chamada “realidade”. Basta olhar para o aparelho, com um sem número de pecinhas e se perguntar: como ele vai passar nos testes de stress?

Você sabe, as fabricantes submetem seus aparelhos aos mais rigorosos testes para checar a durabilidade e confiabilidade dos mesmos, a fim de ter certeza de que eles resistirão aos usuários mais estabanados. Claro, de vez em quando aparece um bendgate da vida mas no geral as empresas são rigorosas em seus testes. Água, pressão, calor, frio... e obviamente, o drop test.

Pois bem: sabemos que o Ara utiliza módulos que são fixados ao chassi através de eletroímãs permanentes. Diferente dos eletroímãs comuns eles não precisam de uma corrente constante, apenas na troca de estados; assim ele é energizado quando acoplado e muda de inerte para magnetizado, não requisitando energia até ser removido quando o estado é trocado novamente. Tais dispositivos são utilizados em linhas de montagem, usinagem, robôs industriais e etc., não há nada mágico e não é nenhuma novidade.

Só que os módulos não se fixam tão bem à carcaça do Ara quanto se pensava. Uma simples queda e é módulo para tudo quanto é lado.

Antes que você diga “é só usar um case” não é o que o Google deseja (e muita gente não gosta deles), ou as pecinhas não teriam designs variados. A ATAP agora estuda novas formas de manter as pecinhas no lugar, tendo abandonado os eletroímãs. Não obstante a equipe voltou a analisar a arquitetura nos módulos a fundo, a fim de liberar mais espaço e permitir que os usuários possam acoplar mais componentes num mesmo smartphone.

O Google espera que o Ara ajude a não só avançar o desenvolvimento de componentes para smartphones como também seja um produto de qualidade e preço baixo, voltado para aqueles que não querem pagar caro por um dispositivo de qualidade. Para isso o projeto precisa ser confiável, rápido e principalmente, não se desmonte na primeira queda.

Fonte: CNET.

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