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Resenha dupla: ao menos Quarteto Fantástico é “melhor” que Pixels

Confiram a nossa resenha dupla dos filmes Quarteto Fantástico e Pixels, duas recentes adaptações ainda em cartaz nos cinemas. Recomendamos pelo menos um deles.

4 anos atrás

Exceto por quatro filmes dos X-Men, todo fã da Marvel que se preze tem bons motivos para detestar a 20th Century Fox. O estúdio octogenário mantém um delicado acordo com a Marvel para adaptar algumas das franquias desta.

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Graças a tais acordos entre Fox e Marvel, coisas como os filmes Daredevil e Elektra vieram ao mundo na década passada. Felizmente o Homem sem Medo e a ninja grega voltaram para as mãos da Marvel, mas o Quarteto Fantástico não teve a mesma sorte.

Chamaram o terceiro filme de Quarteto Fantástico 4, ok.

Uma foto publicada por C. Emanuel B. Laguna (@max_laguna) em

Distribuídos e financiados pela Fox, o Quarteto Fantástico ganhou na década passada dois filmes engraçadinhos que não fizeram justiça ao material original. O primeiro Quarteto Fantástico fez relativo sucesso nas bilheterias, o bastante para que o estúdio financiasse uma sequência. Infelizmente, O Surfista Prateado foi ainda pior como filme e quase não se pagou nas bilheterias.

Quando todo mundo achou que o Quarteto Fantástico poderia voltar para a Marvel e ganhar um filme e/ou série pela Marvel Studios, eis que a Fox nos brinda (ou castiga) com um novo filme, assegurando assim à produtora Constantin Film os direitos de adaptação dos personagens por pelo menos mais uma década.


Fox Film do Brasil — Quarteto Fantástico | Segundo Trailer Oficial | Legendado HD

À exemplo da Sony com seu (nada) Espetacular Homem-Aranha, a alemã Constantin Film decidiu pegar uma série de quadrinhos mais recente do Quarteto Fantástico e adaptá-la para a telona com o dinheiro da Fox. No caso, a vítima foi a Ultimate Fantastic Four (iniciada em 2004).

O universo Ultimate do Quarteto Fantástico possui origem bem distinta do que vemos nos clássicos quadrinhos da dupla Jack Kirby e Stan Lee. Como a adaptação foi feita para o cinema, ainda tiveram que mudar um pouco a origem e até mesmo a etnia de alguns dos personagens em uma tentativa de conseguir maior público.

Não bastasse tais mudanças, o Quarteto Fantástico de 2015 passou por um belo inferno no desenvolvimento, com direito a refilmagens e atrasos. Parece que até a Fox sabia que um desastre estava por vir e cuidou de esconder os filmes antigos da Constantin Film.

Certo, tio Laguna, e o filme em si, é bom?

Ah, veja bem… Se você ignorar todas as críticas negativas, ir ao cinema com expectativa abaixo de zero e ter lido o Ultimate Fantastic Four, você vai conseguir gostar do resultado. O tio Laguna só sentiu falta de algo memorável no filme: o vilão parece pouco ameaçador, certos conflitos são insinuados e a única batalha entre os personagens principais é resolvida de forma muita rápida.

O novo Quarteto Fantástico é um filme feito de forma correta, concisa e insípida. Mas só consegue agradar aos fãs do universo Ultimate do Quarteto Fantástico. E muito mal, pois tais jovens fãs têm que fazer força para compreender as mudanças feitas na adaptação dos quadrinhos para o cinema.

Você tem no novo filme do Quarteto um filme que possui apelo nenhum com o povão, por exemplo: alívio cômico zero, não há nem ao menos um romance e os personagens principais estão numa faixa etária bem mais jovem que os personagens dos filmes antigos, mas são interpretados por bons atores que não parecem ser tão jovens. Nesse sentido, melhor sorte teve o filme Pixels.

O longa metragem estrelado e produzido por Adam Sandler foi baseado num curta-metragem francês sobre uma invasão alienígena que utilizava gráficos de games em 8 bits para destruir o planeta Terra. Ou seja, graças à magia da tia do café, esticaram o roteiro de um curta de 2,5 min em um filme de 100 minutos.

Isso mesmo: o roteiro do filme Pixels foi feito em torno do trailer. Sim, primeiro fizeram o trailer abaixo e aí preencheram com qualquer coisa típica dos filmes de comédia pastelão do Adam Sandler.


Sony Pictures Brasil — Pixels | Trailer 2 Dublado | 23 de julho nos cinemas

O filme Pixels está todo entregue nesse trailer aí. Só que isso não impede de o povão gostar do longa.

Adam Sandler possui uma legião de fãs, inclusive no Brasil: o tio Laguna assistiu ao Pixels logo na estreia, primeira sessão e tudo, e o povo riu durante e aplaudiu o filme ao final. Mantenho a mente aberta, mas esse povo deve ter assistido a um filme diferente daquele que vi na mesma sala, só pode. O melhor do filme é o talento do dublador Alexandre Moreno, que empresta a voz ao protagonista. Desperdiçam em Pixels (ou melhor, abusam) até (d)o We Will Rock You do Queen.

Pixels legendado? Não acho que tenha público. Enquanto Pixels consegue agradar ao povo fã dos deploráveis Turma do Didi e antigo Zorra Total contendo um roteiro tão ruim quanto, considero até injusto que o novo Quarteto Fantástico seja recebido com tanta pedrada, antes mesmo da estreia. Aliás, é incrível saber que Adam Sandler como ator ganha mais que o Lito Rodriguez Tom Cruise.

Quero deixar bem claro: ambos são filmes bem ruins, nenhum merece resenha em texto exclusivo, mas ao menos o novo Quarteto faz sentido. Nem que seja para manter a franquia da Marvel na Fox (na verdade, na produtora Constantin Film).

Conclusão

Se você se sentir obrigado a passar tempo no cinema e somente esses dois filmes estiverem em cartaz, siga a seguinte dica:

    1. está sozinho? Vá conferir o novo Quarteto Fantástico;
    2. está acompanhado da família? É, talvez eles gostem de mais um Adam Sandler na Sessão da Tarde, assim como filmes com cachorros falantes.

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