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Você pode deletar o Uber, mas startup ainda usará seus dados

Após série de polêmicas usuários estão deixaando o Uber em massa, entretanto dados pessoais armazenados continuarão a ser usados para os mais diversos fins

4 anos atrás

uber

A startup Uber se envolveu em uma série de escândalos nos últimos tempos, desde acusações de que ela joga sujo com os concorrentes à denúncia feita pela jornalista do PandoDaily Sarah Lacy, de que a empresa a está perseguindo com o intuito de acabar com a vida dela e da família, devido às inúmeras críticas que ela tem feito à empresa desde 2012 (quando ela ainda estava no TechCrunch), que segundo ela é uma instituição imoral.

Na esteira desse rebuliço muita gente desinstalou o app por não querer compactuar com a companhia, mas a verdade é que o estrago já está feito: seus dados continuarão a ser utilizados e não há como impedir isso.

Está bem descrito nos Termos Legais do Uber. Atente para o item #8, que discorre sobre o cancelamento de contas:

Nós manteremos seus dados pessoais e informações de uso do Uber (como geolocalização, informações de cartões de crédito e histórico de transações e corridas) mesmo que sua conta seja encerrada) a fim de utilizá-los em obrigações legais e regulatórias, resolver disputas, concluir quaisquer atividades relacionadas ao cancelamento de uma conta (como estornos junto às operadoras de cartões), investigar ou evitar fraudes e atividades inapropriadas, endossar nossos acordos e quaisquer outras razões de negócios.

Note que a empresa deixa claro que vai manter os dados do usuário para eventualmente continuar a fazer negócios com eles, e não deixa claro que tipo de negócios. Ainda mais quando colocamos na roda a ferramenta interna chamada “God View”, que rastreia em tempo real os usuários que estão em carros ou que solicitaram uma corrida. O Uber estaria utilizando esse recurso para rastrear jornalistas, mas é fato que qualquer um pode ser monitorado: basta abrir o app, utilizar o recurso e pronto, você caiu no radar da empresa. Literalmente.

O pior é que armazenar dados de usuários indefinidamente como o Uber diz com todas as letras que faz atrai o interesse de várias fontes. De acordo com o advogado da Electronic Frontier Foundation Lee Tien, em banco de dados é um prato cheio para agências governamentais, e a EFF já aconselhou diversas empresas a se livrarem dos dados para não causar brechas de segurança. Não que o Uber esteja escutando, claro.

Claro que esse tipo de problema não é exclusivo do Uber, mas o comportamento da companhia não é dos melhores e isso só ajuda a derrubar ainda mais a sua credibilidade.

Fonte: Giga OM.

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