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Elon Musk — que vai criar Ultron — alerta contra apocalipse robótico

Elon Musk está preocupado com o futuro da Humanidade. Ou com a ausência de futuro, já que acredita que iremos sucumbir ao apocalipse robótico. Sim, o Tony Stark da vida real acha que seremos dizimados e que a Inteligência Artificial é mais perigosa que armas nucleares. O pior? Ele provavelmente está certo.

5 anos atrás

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Sério, cê queria outra imagem genérica do Exterminador do Futuro?

Uma das tropes mais comuns em ficção científica é a criação de inteligência artificial, que por sua vez supera domina e declara guerra ao criador. Skynet, a Matrix, V'Ger, Westworld, os exemplos são milhares.

Como qualquer um que já tropeçou na porta de uma padaria que um dia foi uma livraria cujo servente tinha um primo que morou a menos de 20 km de uma outra livraria cujo dono pensou em vender livros de Freud sabe, a questão aqui é o medo do pai ser suplantado pelo filho.

Essa realidade existe, e nem é simbólica. Boa parte de nossas transações em bolsa são feitas por computadores entre computadores. Se você tem um carro decente quem dirige é o computador: desligue os controles de tração e você se esborracha na primeira curva. A inteligência artificial já é uma realidade, mas a IA Discreta, dedicada.

Por enquanto não temos a IA Genérica, nem computadores sencientes, com noção da própria individualidade. Esse será o grande salto, mas também pode ser o último.

Quando computadores começarem a inventar computadores maiores e mais rápidos o Homem sairá do circuito.

Essa preocupação não é nova. Arthur Clarke já escreveu sobre cenários assim. Agora Elon Musk comentou no Twitter que devemos ter cuidado com Inteligência Artificial, ela pode ser mais perigosa que armas nucleares.

Não que os Teslas vão começar a eletrocutar seus donos. Não imediatamente, claro, mas para Musk um cenário Exterminador do Futuro é uma possibilidade. E não está sozinho. Stephen Hawking compartilha da mesma idéia.

Musk fala que é cada vez mais provável que a vida biológica seja apenas um bootloader para uma superinteligência digital.

Elon Musk e Stephen Hawking são pessimistas. Não é extinção, é evolução. Nossos descendentes mecânicos sempre serão baseados em nossas idéias, em nossa inteligência. Arthur Clarke, em 3001 descreveu perfeitamente:

E agora, lá em meio às estrelas, a evolução rumava para novas conquistas.
 
Fazia muito que os primeiros exploradores da Terra haviam atingido os limites da carne e osso; tão logo suas máquinas ficaram melhores do que seus corpos, chegou a hora de mudar. Primeiro transferiram seus cérebros, e depois apenas seus pensamentos, para novas e reluzentes moradias de metal e pedras preciosas. Nestas percorreram a Galáxia. Já não construíam naves espaciais.
 
Eles eram as naves espaciais. Mas a era das Entidades Mecânicas passou depressa. Em sua experimentação incessante, eles haviam aprendido a armazenar conhecimentos na estrutura do próprio espaço e a preservar suas idéias por toda a eternidade em arranjos de luz congelados.
 
Em pura energia, portanto, acabaram se transformando; e em milhares de mundos, as conchas vazias que eles haviam descartado contorceram-se por algum tempo, numa negligente dança da morte, até se desfazerem em pó.
 
Agora, eles eram os Senhores da Galáxia e podiam vaguear à vontade por entre as estrelas, ou mergulhar qual bruma sutil pelos próprios interstícios do espaço. Embora estivessem finalmente livres da tirania da matéria, não haviam esquecido por completo suas origens no limo tépido de um mar desaparecido. E seus instrumentos maravilhosos ainda continuavam a funcionar, vigiando os experimentos iniciados tantas eras antes.”

A Humanidade insiste em se achar o ápice da Criação, quando na verdade é bem provável que sejamos apenas o primeiro passo. Somos uma reles ameba preparando o terreno para a Verdadeira Inteligência. Pensando bem, imagine então como as amebas devem se sentir.

Fonte: Digital Trends.

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