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Google apresenta primeiro Project Ara quase funcional

Apesar de não funcionar como deveria, Google está bastante empolgada com o Project Ara e mantém cronograma de lançar o smartphone modular no início de 2015

5 anos atrás

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Oito meses se passaram desde que a divisão ATAP da Motorola apresentou o Project Ara, o seu conceito de smartphone modular. De lá para cá muita coisa mudou, inclusive a absorção de toda a equipe de tecnologia avançada e projetos pelo Google, que deu sequência no desenvolvimento do projeto que foi inicialmente especulado pelo designer Dave Hakkens, autor do Phoneblok.

O time de desenvolvimento prometeu que o Project Ara chegará ao mercado consumidor em janeiro, entretanto ainda não havíamos vislumbrado um protótipo funcional do brinquedinho. Pois bem, um deles foi ligado pela primeira vez durante a conferência Google I/O, entretanto ainda é cedo para se empolgar.

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O protótipo apresentado durante o Google I/O, chamado de Spiral 1 não é nada espetacular, tendo em vista que ainda está um tanto cru. Para se ter uma ideia ele é ligado via jumper. Ainda assim ele já parece um dispositivo pré-fabricado, exceto pelos problemas óbvios. Posto para funcionar, segundo Eremenko ele deveria entrar no desktop do Android após 60 segundos, mas ao invés disso ele dá pau. Em sua defesa, Eremenko voltou a dizer que o sistema do robozinho ainda não suporta plenamente dispositivos modulares e esse será o último estágio do desenvolvimento a ser implementado, já que os planos são de colocar os smartphones modulares no mercado nos próximos meses.

Apesar de só termos tido conhecimento do Ara em outubro último o projeto vem sendo desenvolvido há catorze meses, só que há de se levar em conta que um dispositivo modular tão miniaturizado não é algo tão simples de se fazer. O líder do Project Ara Paul Eremenko explicou que um dos maiores desafios é o problema do overhead, que acaba por prejudicar o desempenho geral do dispositivo. Outros detalhes técnicos são o uso de FPGA para implementar o protocolo de comunicação UniPro entre os módulos. O modelo inicial será vendido por míseros US$ 50, contendo display e módulo Wi-Fi além do chassi. Ele inclusive servirá como um amplificador do módulo de antena do smartphone.

Além disso, Emerenko também discutiu o caso das baterias. Como cada componente do smartphone é modular, fica evidente que a bateria do Ara não será lá muito grande, e sobre isso ele considera a nova leva de baterias que seriam capazes de armazenar muito mais energia, entretanto sofreriam de uma vida útil bem menor. Do seu ponto de visto isso é aceitável, pois como os módulos são pensados como acessórios baratos, trocar uma bateria gasta por uma nova ao custo de poucos dólares em um curto espaço de tempo (leia-se mais curto do que a duração de uma bateria normal) é algo com o qual o usuário poderia lidar. Resta saber se ele vai aceitar.

No mais, a pesquisa é importante pois como a ATAP está brigando para reduzir ao máximo o delay da comunicação entre os módulos, isso poderia significar no futuro melhores componentes para PCs: memórias RAM, processadores e GPUs podem se beneficiar desses estudos e passarem a se comunicar mais rapidamente, melhorando a performance computacional como um todo. Resta esperar pelas próximas conferências do Project Ara, que serão realizadas em julho e setembro e conferir de perto o que esse pessoal anda aprontando.

Fonte: ET.

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