Nikon D3200 – 24 megapixels e Wi-Fi
Nos últimos três dias muita coisa vazou na internet sobre as especificações do novo lançamento da Nikon. Como a experiência já me ensinou, alguns rumores não devem ser levados muito em consideração, mas a maioria deles se mostrou verdadeiro. A nova Nikon 3200, que veio para assumir o posto de câmera mais barata da empresa, chega ao mercado com impressionantes 24 megapixels de resolução máxima. Sério mesmo? A Nikon anda conversando muito com a Sony. Somente essa explicação para dar conta da atual gula da empresa por megapixels. Estou falando isso por conta de que as câmeras da Nikon sempre se mantiveram dentro de patamares confortáveis de resolução. Agora parece que as porteiras se abriram definitivamente. Só espero que toda essa densidade de pixels não atrapalhe o rendimento da câmera em situações de velocidade ISO elevada.
As mudanças no equipamento, em relação ao modelo anterior, são poucas, mas valem uma conferida. A primeira, e mais evidente, é a resolução máxima. A Nikon D3100 possui 14 megapixels de resolução máxima enquanto a D3200 chegou aos 24 megapixels. São 10 milhões de pixels a mais no sensor APSC da câmera. Infelizmente não temos informações mais detalhadas sobre o sensor, mas provavelmente também é fabricado pela Sony. A segunda mudança é referente a filmagem em Full HD que agora é feita em 30 fotogramas por segundo contra os 24 fotogramas por segundo do modelo anterior. O visor LCD passou a ter 920 mil pixels, o que deve garantir uma visualização mais nítida das fotos e do menu. O corpo da câmera sofreu poucas alterações, sendo que a região do botão disparador parece um pouco mais rebaixada e arredondada.
Porém, a maior mudança, se bem que não sei se sua utilidade vai ser tão espetacular assim, é a capacidade de acoplar a câmera um dispositivo Wi-Fi. Pouca informação foi liberada sobre isso, mas ao que parece, o WU-1a tem a capacidade de conectar a câmera a um Smartphone. Através de um aplicativo que vai estar disponível em Maio para Android, e apenas no final de ano para o iOS, será possível disparar a câmera por controle remoto e visualizar as fotos tanto em VGA quanto em resolução máxima. Porém, ao que parece, não poderá ser utilizado para ajustar as configurações do equipamento. Eu achei muito pouco. Se não agregar mais algumas funções ao acessório Wi-Fi ele vai ser uma coisa um pouco decepcionante.
A nova Nikon D3200 deve chegar ao mercado ao final de Abril com o preço sugerido de US$ 700,00 apenas o corpo. O adaptador WU-1a deve ser vendido por US$ 60,00. É possível ver fotos oficiais do equipamento no site da Nikon.
Canon EOS 5D Mark III – infiltração de luz
Bem, a novela é um pouco longa. Todo mundo estava esperando ansiosamente pela EOS 5D Mark III por conta da qualidade que a série do equipamento já mostrou. Porém, ninguém poderia esperar que a câmera mostrasse um defeito tão esquisito. No começo, alguns usuários começaram a notar um comportamento estranho da câmera. Quando se ligava a câmera, sem colocar a lente, e escolhido uma certa velocidade de obturador, ao acionar a luz do visor LCD superior a velocidade caia pela metade. Esquisito? Muito, mas todos diziam que isso acontecia quando o equipamento estava sem a lente. Em uma situação real de fotografia isso não aconteceria.
Porém, albuns usuários começaram a fazer alguns experimentos em situações reais e se descobriu que mesmo com a lente acoplada existe uma variação de até 2/3 na exposição, independente do modo de disparo que está sendo usado. Vídeos e textos começaram a percorrer a internet, mas até poucos dias a Canon não havia se pronunciado. No dia 13 de abril a Canon divulgou um comunicado admitindo o problema e explicando que “Em ambientes extremamente escuros, se o painel LCD acende, o valor da exposição apresentada pode mudar como resultado de detecção do sensor AE (Auto Exposição) de luz do painel LCD.” Ou seja, existe uma infiltração de luz do visor LCD para dentro da câmera. No mesmo comunicado a empresa avisa que está trabalhando em uma solução.
Todos apontam que existem duas saídas. A primeira, que seria a mais barata, seria uma solução via firmware que tentasse equilibrar a exposição quando a luz do LCD for ativada. Ou seja, um lance bem Tabajara. A segunda, bem mais cara e trabalhosa, seria recolher todos os equipamentos já vendidos e executar os reparos necessários, o que seria a melhor solução para o consumidor. Hoje aconteceu mais um capítulo nessa novela. A Canon suspendeu oficialmente e de forma temporária a distribuição da 5D Mark III para os representantes de venda no Reino Unido. Em grandes lojas como Amazon e B&H Vídeo não é mais possível encontrar o equipamento para venda. Ele está temporariamente fora do estoque. Ao que parece a Canon vai reparar o defeito nos equipamentos ainda não vendidos e, você que já comprou, se prepare para embrulhar em plástico bolha e mandar para a assistência técnica.
Comparativo de vídeo – D800 x 5D Mark III
Acho que todo mundo estava se perguntando qual das novas câmeras full frame que chegaram ao mercado fazem o melhor vídeo. A coisa está tomando proporções que eu nunca poderia esperar. Depois dos megapixels e qualidade em ISO elevado, o que manda na corrida pela preferência do consumidor agora é a qualidade do vídeo em Full HD. E não é para menos. A Canon 5D Mark II deu início a todo um mercado de vídeo que se utiliza das câmeras DSLR para produzirem peças publicitárias, filmes, documentários e filmagem de eventos de forma profissional. Isso se deve ao relativo preço baixo dos equipamentos (se comparados às câmeras de vídeo profissionais) e também pela grande disponibilidade de lentes de alta qualidade no mercad0 de novos e usados.
Depois desse início a Nikon também entrou na briga e agora temos a Nikon D800 batendo de frente com a Canon 5D Mark III. Como não poderia deixar de ser, já temos um primeiro comparativo entre a capacidade de filmagem das duas câmeras. O vídeo está disponível no Vimeo e foi postado pelo usuário Joe Marine. O comparativo ainda tem como bônus a participação da 5D Mark II, que foi a câmera que começou tudo isso. Todos os equipamentos filmaram a mesma cena com a mesma quantidade de luz. Também foi utilizada uma única lente para as três câmeras, a Nikkor 85mm f/1,4. A metodologia é bem simples. O processo de gravação foi feito com temperatura de cor em 3200K e com velocidade do obturador em 1/50s. A velocidade ISO foi sendo aumentada gradativamente começando em 500 e terminando em 25.600. Vejam abaixo o resultado.
Embora o ISO seja definido por um padrão internacional e, teoricamente, deveria ser igual para todos os equipamentos, notamos que a Nikon D800 consegue uma melhor captação de iluminação e de detalhes. Provavelmente se trata de algum elemento de software. Porém, isso tem um preço (também por conta da maior densidade de pixels), pois o ruído gerado é mais palpável. Mesmo em ISO 25.600 a 5D Mark III ainda mantém uma qualidade aceitável de imagem e, pelo menos em minha opinião, uma melhor representação das cores. Porém, cada um deve tirar sua própria conclusão.
Canon EOS 1D C – DSLR com vídeo de 4K
Como muitos já tinham apontado, a Canon não sabe brincar. Agora o pessoal da empresa anunciou a sua primeira DSLR Full Frame com capacidade de gravar vídeos com 4K de definição. Estamos falando de uma resolução de 4096×2160 pixels com 24 fotogramas por segundo. A câmera também pode executar o “antigo” filme em Full HD com 1920×1080 pixels a 60/50/30/25/24 fotogramas por segundo ou em HD com 1280×720 pixels com 60/50 fotogramas por segundo.
A câmera é praticamente uma irmã próxima da EOS 1D X que ainda não chegou ao mercado. Elas possuem a mesma aparência e o mesmo sensor CMOS de 18 megapixels. Porém, a Canon afirma que existem diferenças nos circuitos e que o corpo é mais resistente para suportar o super aquecimento. De maneira geral a câmera pode gravar vídeos utilizando toda a área do sensor ou o Modo Super 35mm em Full HD para gerar compatibilidade com as lentes construídas para a Canon C300.
Você pode até estar se perguntando onde uma pessoa vai assistir um vídeo de 4k, mas temos que lembrar que esse vai ser o próximo passo na tecnologia de vídeo e a Canon garante que a câmera foi planejada atendendo as necessidades de estúdios de cinema e produtoras de vídeo. Um outro ponto interessante, e que me foi passado pela galera que trabalha com vídeo, é que a edição se torna mais confortável com a alta definição, mesmo que o resultado final seja transformado em uma mídia com menor definição. A EOS 1D C também está equipada com o Log Gamma da Canon que garante um melhor range dinâmico propiciando guardar mais informações das imagens em arquivos menores.
Segundo o site da Canon essas são as principais características do equipamento:
- Vídeos em 4K com 1080 pixels com 50/60 fotogramas por segundo;
- Log Gamma da Canon com Saída HDMI sem compressão;
- Sensor CMOS Full HD com 18 megapixels;
- Modo contínuo com 12 fotos por segundo;
- Sistema de auto focus com 61 pontos;
- Velocidade ISO entre 100 e 25.600;
- Dois processadores DIGIC 5;
- Visor LCD com 3,2 polegadas;
- Compatível com as lentes EF e EF Cinema.
Infelizmente esse equipamento não é para qualquer um. A nova Canon EOS 1D C vai custar a bagatela de US$ 15.000,00. Eu já encomendei duas para o estúdio.
Leica M9-P – edição especial branca
Então, vamos falar de um mundo que não nos pertence. Bem, pelo menos para a maioria dos mortais que gostam de fotografia. A Leica, em comemoração a uma nova loja que está sendo inaugurada no Japão, colocou no mercado uma versão limitada e super especial da M9-P coberta por couro branco. Serão fabricadas apenas 50 unidades da nova câmera e, para deixar a coisa mais salgada, ela virá com a lente Noctilux 50mm f0.95.
Bem, o importante agora é saber o preço. Levando em conta que é uma edição limitada (muito limitada), que a lente possui uma abertura de diafragma monstruosa e que estamos falando de uma câmera com a marca Leica, então pagar US$ 31.000,00 não é tão caro assim não é? Bem, claro que é. Mas, estamos falando de uma Leica não é verdade?
D3s ainda é a melhor câmera da Nikon?
O pessoal do blog fstoppers, que não tinham muito o que fazer e tendo muitos recursos a disposição, decidiu proporcionar um embate entre a nova Nikon D4 e três outras câmeras bem sucedidas da empresa nipônica. As escolhidas para a briga foram as Nikon D7000, D3 e D3s. O teste era simples. Seriam feitos uma série de retratos com as 4 câmeras utilizando lentes com a mesma distância focal e com progressivo aumento da velocidade ISO. O que seria analisado neste teste? Apenas o ruído e nitidez geral das imagens quando colocadas lado a lado. Para uma melhor comparação todas fotos foram feitas em RAW+JPEG e a Nikon D7000 teve uma compensação na distância focal da lente por conta do fator de corte.
Ao final da bateria de testes, e não escondendo o assombro, eles notaram que a Nikon D3s ainda seria a melhor escolha para o fotógrafo profissional que avalia seu equipamento por conta da relação entre ruído e nitidez. Como isso poderia acontecer? Bem, vamos ver um pouco das considerações do pessoal. Todas as imagens foram feitas com distância focal de 70mm e abertura de diafragma em f/8. Também foi utilizado o mesmo flash no estúdio, mas em certo momento foi suficiente apenas a luz de preenchimento por conta das altas sensibilidades. A primeira observação é que o novo visor LCD da Nikon D4 leva o fotógrafo a acreditar que as fotos feitas por ela são as melhores do grupo. Óbvio que ao colocar os arquivos no computador as coisas mudam. Desde cedo aprendemos a nunca acreditar no que o LCD nos mostra.
Até o ISO 400 todas as câmeras se comportaram de maneira igual, sendo que a Nikon D4 apresentou as imagens mais suaves entre as full frames. Em ISO 1600 a coisa começou a se complicar e, em termos de qualidade, a D4 e a D3s começaram a se afastar do resto do grupo. Em ISO 6400 a D3s começou a apresentar indícios de ruído de cor, mas ainda mantinha uma nitidez melhor que a D4. Quando chegaram ao ISO 12800 a Nikon D4 mostrava sua superioridade com relação ao ruído de cor, mas as imagens se tornaram mais suaves e macias. Os arquivos da D3s se mostravam mais nítidos, embora a existência do ruído de cor seja mais evidente. Nesse ponto é que a coisa ficou complicada para eles, pois começaram a questionar os resultados atribuindo diferenças nas lentes. Porém, após trocar as lentes os resultados se mantiveram. Embora seja uma câmera com mais recursos tecnológicos e grandes promessas, a D4 perde em nitidez para sua antecessora. Isso não é uma boa coisa.
Porém, todos os arquivos comparados até esse momento foram os JPEGs. Depois de chegarem a algumas conclusões, decidiram que estava na hora de ver os arquivos RAW. Todos foram abertos no Lightroom 4 e surpreendentemente as fotos da D4 ganharam muita nitidez nesse formato. Isso me lembra sempre os ensinamentos do mestre Iatã Cannabrava ao dizer que o “JPEG não existe, fotografia tem que ser feita em RAW”. Parece que mais uma vez ele estava certo. A conclusão de toda essa brincadeira foi fácil. A Nikon D4 nos presenteia com incríveis novos recursos na área do vídeo e com o novo sistema de focagem. Mas, se você pensa apenas em qualidade de imagem não vale a pena trocar sua D3s pelo novo lançamento. Ao final é citado outro teste com o mesmo objetivo e com resultados um pouco diferentes, mas que levam à mesma conclusão.






