Windows Phone: Microsoft dando tiro no pé?
A Maior unanimidade produzida por Redmond desde o WindowsME (por motivos diferentes, óbvio) o Windows Phone já garantiu seu lugar na trindade dos sistemas operacionais mobile. O New York Times fez uma das resenhas mais entusiasmadas já vistas no jornal. Um dos motivos desse resultado é a decisão da Microsoft de determinar graus de exigência bem altos dos fabricantes de hardware.
A idéia era esquecer o tempo onde qualquer fabricante xing-ling produzia celular com Windows Mobile, desvalorizando a marca.
Excelente, até sair a notícia de que a Microsoft relaxou as exigências e permite agora que sejam fabricados smartphones Windows Phone sem câmeras.
Sim, o telefone multimídia, compartilhador, social, completamente cego.
Vai um Playbook aí, freguesa? É pra acabar, leva três paga dois! (é, chegou a esse ponto)
O estado dos iPad Killers é lastimável, mas como provavelmente disse Marvin, nada é tão ruim que não possa piorar. O Motorola Xoom, que seria o fim da Apple (ao menos na cabeça dos fanboys) no 3o Trimestre de 2011 entregou para as lojas 100 mil unidades. O Playbook da RIM no 2o Trimestres entregou 200 mil. Notem, entregar para as lojas não é vender. Eles não divulgam unidades vendidas, quem faz isso é a Apple, que no 3o Trimestre vendeu 11,1 milhões de iPads.
Agora para tentar salvar a pátria a RIM apelou para uma estratégia de fim de feira. Aceitando a inevitabilidade da xepa, transformaram seu carro-chefe, seu produto mais caro e motivo de orgulho em peixe velho.
Compre dois Playbooks e leve um terceiro INTEIRAMENTE GRÁTIS!
Mas calma, não ligue ainda, para os primeiros 834723472398 que ligarem você vai levar além desse incrível tablet que todo mundo quer se não tiver opção de injeção no olho um kit completo de acessórios, com um carregador extra, uma capa de couro e um cabo HDMI de 2m!
Hora de comprar um Gadget novo. E agora: quem poderá me defender?
Algo que acontece de forma recorrente comigo, principalmente no Twitter: muita gente vem me questionar pedindo dicas sobre produtos, perguntando se deveriam comprar o aparelho A ou o B. Por sorte as perguntas resumem-se a produtos de tecnologia e carros de luxo, pelo menos até agora!
Atualmente, com a demanda por Smartphones crescendo mais que os seios da sua irmã adolescente, são constantes as perguntas, que dentre as mais comuns, destaco:
- Compro um Android ou um iPhone?
- Compro um iPhone ou um iPad?
- E aí, Galaxy SII ou iPhone 4S?
- Que Notebook eu compro?
Algumas perguntas até dá pra responder, mas em geral, são perguntas que envolvem essencialmente experiência de uso e percepção de valor, o que torna a tarefa de ajudar alguém a escolher o seu novo gadget quase impossível. Perguntar a alguém se você deve comprar um Smartphone ou um Tablet é como decidir entre um fogão e uma geladeira. Talvez você precise dos dois, talvez não precise de nenhum deles, mas eles são mutuamente exclusivos. Um não exerce a função do outro, um não ocupa o espaço do outro. Se você não precisa de nenhum deles, piorou. Você estará perguntando em que produto deve rasgar o seu dinheiro. Se precisa dos dois, cabe a você decidir qual é o mais necessário nesse momento.
Ter um amigo geek ou um “personal nerd” nessas horas ajuda apenas a sair de roubadas. O que essa pessoa pode fazer pra lhe ajudar não é dizer o que você deve comprar, mas o que você não deve comprar de jeito nenhum. Portanto, algumas dicas pra você escolher o seu novo cacareco eletrônico são:
- Defina a plataforma. Se você já é familiarizado com uma empresa ou produto, talvez permanecer nela seja uma boa pois você já conhece o caminho das pedras e terá poucas dificuldades de adaptação. Se pretende mudar, procure conhecer sobre a nova plataforma para ver se você irá se adaptar a ela. Fale com amigos, parentes, pessoas conhecidas que já utilizaram ou utilizam e tire suas dúvidas, leia fóruns, reviews, etc;
- Teste o produto. Se possível, tente ir até uma loja e testar antes o produto. Veja a qualidade do material, o design, a usabilidade geral, ou procure alguém próximo que possua o item que você quer comprar e tire algumas impressões (foi assim que fiz com minha segunda Ferrari);
- Analise os prós e contras. Veja se você realmente esta disposto(a) a gastar aquela grana, se há risco ou não de arrependimento e observe as políticas de devolução do produto caso você fique insatisfeito.
E uma dica final: nunca passe para outra pessoa o poder de decisão sobre a compra de um produto que pode lhe acompanhar por anos. Você pode acabar se frustrando com a aquisição e culpando um terceiro pela bobagem que você fez. Deixar os outros decidirem como você gasta o seu dinheiro só quando você for casado (fica o alerta).
Mitos: eles estão entre nós
Em seu ótimo “O mundo assombrado pelos demônios”, Carl Sagan conta como, conforme avançávamos nas descobertas dentro de nosso próprio mundo até o infinito e além, paulatinamente a humanidade foi substituindo mitos de aparições de santos e demônios trazendo mensagens ou machucando pessoas por mitos de extraterrestres idem. No auge da corrida espacial eram tantos homenzinhos verdes dando as caras no planeta Terra quando havia homenzinhos minúsculos em continentes perdidos amarrando marujos desavisados no auge das explorações marítimas.
Quando, inconscientemente, alguém deu por si que tantos os primeiros quanto os últimos mitos podiam ser frutos de um mesmo tipo de experiência, surgiram os deuses astronautas. Se todas aquelas experiências religiosas em eras passadas tinham por trás de si alguma explicação simples e racional, certamente é porque eram provocadas por… E.T.s! Se você nunca ouviu falar de Eric Von Däniken (não que vá fazer alguma diferença na sua vida a falta de conhecimento desta curiosa personalidade), saiba que foi este suíço um dos principais divulgadores desses mitos.
Neste início de século, depois de corridas espaciais dispendiosas, parece que não tão cedo retornaremos a explorar a fronteira final. Sondas, satélites e outros artefatos humanos circulam entorno da Terra e adiante, mas dificilmente a única forma de vida inteligente conhecida no universo vai ir muito além disso, pelo menos nessa geração. Pode parecer um cenário bastante desolador para seres curiosos como somos, mas acho que nossa jornada agora é outra. E os mitos, consequentemente, também.

Nicolelis é o Brasil na Copa
Pipocam todos os dias notícias sobre os avanços da robótica em conjunto com a neurociência. Elas vão desde mini robôs controlados por células cerebrais de ratos até exoesqueletos que permitem andar novamente quem perdeu movimentos e precisa de ajuda para coisas banais. O ASIMO, que no próximo dia 31 completa seus dez anos, e ainda surpreende, não por ser o robô humanóide mais avançado do mundo, mas porque o robô humanóide mais avançado do mundo, assim como um recém-nascido, ainda está literalmente dando seus primeiros passos.

ASIMO, Advanced Step in Innovative MObility
Esses dez anos de ASIMO me fizeram pensar num possível marco quanto ao estágio embrionário dessas pesquisas: a não existência de mitos a respeito. A literatura está cheia de especulações sobre um futuro com robôs e ciborgues, oferecendo tantos cenários possíveis que até leis específicas quanto aos limites comportamentais de um robô ela já nos ofereceu. Talvez porque esses avanços ainda não estejam ainda tão evidentes e presentes em nossas vidas, talvez porque o pensamento crítico humano esteja avançando em relação aos mitos (eu duvido muito). Os extraterrestres estavam/estão presentes numa época em que, apesar de a maior parte das pessoas não ter contato com estações espaciais, esses acontecimentos traziam grandes mudanças e estavam de alguma forma presentes. Os frutos exóticos e as especiarias vieram da mesma forma que nossos travesseiros de espuma “da Nasa” que não deforma.
Cada época teve suas explicações extraordinárias para fatos que a maioria da população não compreendia. Alucinações viraram espíritos, e depois santos, e depois ainda, extraterrestres. Mesmo depois de as alucinações terem sido fatiadas com a lâmina de Occam e terem encontrado sua explicação não tão emocionante, ainda há quem confunda tecnologia suficientemente avançada com mágica.
Isso me traz à memória um texto que circulava pelos emails nos anos 90 e alarmava os crentes no apocalipse de João: chips de identificação seriam usados no futuro para controle da população e seriam a Marca da Besta de que falava o homem da ilha de Patmos, conhecida pelos seus cogumelos alucinógenos. Vez ou outra essa lenda urbana (que é o nome que damos a mitos que ainda não fizeram aniversários o bastante) reaparece com outra cara. Uma hora são códigos de barras, outra são etiquetas de RFDI e, quem sabe?, logo chegará a vez dos QR codes.
Quais serão as alegações extraordinárias buscando explicar as maravilhas das tecnologias neuro-robóticas? Façam suas apostas!
Fará a Microsoft com os Tablets o que a Apple fez com os netbooks?
Quando os netbooks surgiram todo mundo se entusiasmou, a idéia de um equipamento ultra-portátil era muito atraente, mas a novidade logo passou. A proposta do Netbook era ser um computador mais simples, sacrificando potência em nome da mobilidade.
Ideal para escrever textos rápidos, consultar sites e acertar detalhes finais em algum trabalho, o netbook não se propunha a competir com um laptop. Sequer rodavam Windows, não tinham potência nem necessidade para isso. Vinham com Linux, otimizado para o hardware enxuto.
Não deu certo. As pessoas compravam e devolviam, pois não rodava os programas que estavam acostumadas a usar. Mesmo os modelos mais avançados, que já vinham com XP eram claustrofóbicos. Usar um Word numa telinha quase de celular não orna.
Quando o iPad foi lançado os haters usaram a lógica dos netbooks para mostrar que não daria certo. As pessoas iriam querer a mesma experiência do desktop no iPad.
Faria sentido, se o público percebesse o iPad como um computador, e não como um produto novo. O público está disposto a aceitar as limitações do iPad pois sua usabilidade não é comprometida. As coisas não ficam apertadas nele, que nunca se propôs a substituir computadores “de verdade”, e sim agregar uma nova tela à equação.
Perfeito, mas e os WinTablets?
A Microsoft nem tentou entrar na briga de iPad Killers, viu muito Android levando tapa na cara e pedindo pra sair.A alternativa, aprendida com a própria Apple era… criar um mercado novo.
Um tablet integrado via nuvem com seu PC e seu celular é algo MUITO atraente, ainda mais rodando as MESMAS aplicações. Toda aquela quinquilharia de recursos, portas e slots que não fazem sentido no iPad se tornam naturais em um WinTablet, afinal é uma experiência completa de computação móvel, rodando o SO do desktop.
Claro, tablets com interface de desktop sempre existiram e sempre foram medíocres, mas pela primeira vez a complexidade vai parar debaixo do tapete, e não teremos (espero!) que ficar mexendo em janelas e control panels.
Se essa estratégia der certo os tablets iOS e Android deixarão de ser atraentes. Suas limitações, que eram aceitas como fatos da vida não farão sentido, visto que o WinTablet trará a experiência completa, sem ser uma versão lobotomizada do desktop.
Talvez os tablets atuais não sejam mais que uma fase intermediária, quando ainda não temos hardware poderoso e interfaces otimizadas para rodar em dispositivos móveis os mesmos softwares do desktop.
Projeto Fotográfico – está na hora de você ter o seu
Em meus anos como professor encontrei muitos tipos de fotógrafos entre minhas turmas. Encontrei aqueles que estavam lá porque o tema fotografia era bacana, mas não era nada muito profundo, mais um cursinho para adicionar ao currículo. Encontrei aqueles que caíram de pára-quedas na sala de aula e tinham apenas a pretensão de melhorar as 20 milhões de fotos que faziam em cada balada. Encontrei aqueles que queriam apenas aprender os macetes para poder entrar na área profissionalmente (alguns ficam tristes logo no começo quando falo dos investimentos iniciais necessários). Também temos aqueles que já estão trabalhando, mas nunca tiveram uma capacitação em fotografia e estão apanhando do equipamento. E, por fim, temos aqueles que estão lá por pura expressão artística. E desse último grupo que gosto mais.
Na minha última turma, que teve o tema de fotografia de natureza, tive três casos muito significativos. O primeiro foi de um bombeiro que gostou tanto da coisa que até já entrou para o Fotoclube. O segundo foi de um agente penitenciário que me disse uma das coisas mais legais de serem ouvidas por um professor: “eu nunca pensei, em minha vida, que iria ficar tão emocionado e investir em algo como a fotografia. Pensei que seria apenas mais um cursinho em minha vida”. E o terceiro caso foi de uma Oficial de Justiça que encontrou na fotografia uma maneira de se expressar. Todos eles estão no começo do aprendizado, mas garanto que vamos colher ótimos frutos dentro em breve.


