Ciência
Ciência
Digital Drops Blog de Brinquedo

Confirmado: O Futuro Chegou: Planetary Resources fará mineração de asteroides

Por em 26 de abril de 2012
emCiência Indústria relacionados     
Mais textos de:

Site | Twitter
  • Overlord

    Ótimo texto, Cardoso.

    E isto tudo só com os metais raros que conhecemos por aqui! Vai saber o quê tem lá fora…

    Fiquei curioso de saber o porque a Arkady Darell foi escolhida como a personagem homenageada. Talvez porque na série Fundação, ela seja uma aventureira espacial. E o nome dela seja mais “sonoro” para naves do que Hari Seldon. :)

  • CiA

    E que comece a mineração de Paládio, Titânio, Ouro e Platina. A exploração espacial irá se expandir absurdamente nos próximos 100~200 anos, viagens espaciais de longa distância se tornarão realidade graças aos motores fotônicos e de íons e os estudos em física e mecânica quântica.

    Bem o resto todo mundo já sabe: descobriremos que não estamos sozinhos nessa galáxia e que existem várias outras espécies, aprenderemos a usar um complexo sistema de deslocamento de massa construído muito antes de sabermos o que era o universo, e lá pros anos de 2500 uma raça superior dona de tudo isso vai aparecer pra acabar com tudo…

    Tenho a impressão que já vi isso antes.

  • tonnydourado

    Eu sou o único que, ao ler sobre isso, fico preocupado com a possibilidade de que mexer na órbita de asteróides possa colocar um deles em rota de colisão com a Terra? Eu sei que os caras tem tecnologia e conhecimento pra fazer as coisas direito, mas, enfim, shit happens.

  • Rogério

    Sorry for my ignorance, but de que tamanho são estes asteróides? A possibilidade de atracar um desses na órbita da Lua é real ou foi só uma piada acima da minha capacidade de compreensão?

  • delfini

    Que história é essa de ouro ser um bom isolante térmico?

  • http://nada-aqui.posterous.com Marcio Neves

    Se acharem mesmo Unobitainium Pandora está logo ali na esquina :D

    Brincadeiras à parte, eu assisti à essa palestra (obrigado pelo link, Cardoso) boquiaberto com a proposta. Até comentei com o digníssimo: “Ok, quando foi que chegamos ao futuro? Esse tipo de palestra eu só imaginava em filmes, não na vida real”. Realmente, alguém tem que dar o pontapé inicial, e esse é o futuro mesmo, a exploração COMERCIAL do espaço. Era inevitável, e não era uma questão do SE, e sim do QUANDO. E parece que o QUANDO é agora, finalmente :D

  • http://nada-aqui.posterous.com Marcio Neves

    Outra ótima citação no final da conferência: Science Fiction is fiction up to the point it turns out as Science Fact :)

  • Ruminante

    Como você disse, é bacana que alguém tenha peito para começar uma empreitada dessas. Mas qualquer pessoa com um pouco de conhecimento científico sabe que eles estão MUITO otimistas.

    Para você ter uma idéia, a sonda Phobos-Grunt queria trazer 200 gramas de material de um asteroide pela bagatela de US$ 160.000.000,00 (uma pechincha em comparação ao que tinha sido feito antes) e não conseguiram. Será que 200 gramas de platina pagam com lucro um gasto de, no minimo, 160 milhões de dólares? Duvido.

    Eles próprios (Planetary) disseram que não vão gastar em desenvolvimento, pois aguardam avanços nos custos. Bem, ai já estão dependendo de tecnologias que ninguém tem. Os custos que temos hoje são esses aqui: Sonda Osiris-REx da Nasa que vai pegar 60 gramas de um asteroide proximo por US$800 milhões e ExoMars que vai trazer poucas gramas por 1,6 bilhão de dólares.

    Alguém me explica que mágica vai permitir esses caras montarem máquinas mineradoras no espaço e trazer pelo menos 1 tonelada desses metais para a missão se pagar.
    É por isso que eles não deram prazos, isso é coisa para no mínimo 2050. Antes disso no máximo trarão poeira de platina.
    Acho que o que esses bilionários estão fazendo é marcar com um X alguns asteroides como propriedade deles, essa é a intenção principal. É para a poupança dos filhos e netos deles.

    Mesmo assim, tomara que consigam o que pretendem. Afinal, não importa as intenções quem ganha é a humanidade com mais tecnologias e know-how científico.

  • Xultz

    “Usarão a Filosofia Burt Rutan: estará pronto quando estiver pronto.”
    Eu sempre pensei que esta fosse a filosofia da 3DRealms prá lançar o Duke Nukem.
    Espero que esta empreitada tenha mais sucesso que o Duke…

  • http://www.csrenan.com Renan the Geek

    @Ruminante o problema é que a NASA queria só ir lá, pegar um pedaço e voltar.

    Vou fazer uma analogia idiota, mas verdadeira. Se você atravessar três bairros só pra ir pegar uma pizza, você está gastando muito tempo e combustível por nada. Mas se você monta uma cooperativa de motoboys pra entregar pizza pros outros, você pode ter lucro.

    Se esses caras deixarem robôs no cinturão de asteróides, que possam voar por lá e arremessar os melhores asteróides na direção Terra, o custo pode ser bem mais baixo do que os da NASA. Pelo menos a longo prazo (mesmo que leve décadas ou mesmo um século). Ah, antes que alguém diga que é perigoso, o perigo está só no tamanho do que eles arremessariam pra cá. Todo dia caem toneladas de asteróides na Terra, mas são pequenos e se desmancham na entrada atmosférica.

  • Tejo

    Comparando com os custos da NASA, o que me ocorre é que, por mais que esta seja eficiente, é um “órgão púbico”. Tudo bem que não é um órgão brasileiro! Mas, continua não sendo tão capitalista quanto empresas privadas.

    Só olhando os 2 primeiros estágios já dá para ver que sabem o que estão fazendo.

    Quem tem imaginação consegue ver que, se o negócio “decolar”, será a pergunta para 42. Muda tudo, como o fogo, a eletricidade e o sutiã.

  • 1k2rp

    Podem esquecer os robôs humanóides. Serão especializados e parecerão mais com os robôs de “Total Anihilator”, com formatos adequados à suas funções. Alguns poderão fabricá-los no espaço mesmo. E para melhorar mais ainda, os robôs e satélites são minúsculos em relação aos satélites atuais lançados, já que a maioria tem tamanhos variando desde um carro pequeno e um ônibus e pesam tanto quanto e os da empresa são do tamanho de um microondas, o que diminui a quantidade de combustível para escapar da força gravitacional a ser gasta exponencialmente. Vamos ver daqui a 10 anos…

  • T E Lawrence

    Excelente texto, Cardoso, as usual.

    ______
    42

  • skyvolt

    Se é uma coisa tãããããooooo boa e lucrativa assim, pelo menos a um longo prazo, por que então os árabes com seus bilhões e bilhões não entraram nessa? Ainda mais eles que gostam de ser tão excêntricos com seus dinheiros e constroem pista de esqui no deserto.

    Acho a ideia muito bom e interessante, porém o que me desamina um pouco é que a fase 3, muito provavelmente, muitos daqui já estarão bem velhinhos e não chegaremos a ver a conquista espacial deslanchar.

    Agora só faltam inventar uma forma de criogenia que funcione para podermos acordar lá na frente e ver como ficou isto tudo….

  • Tejo

    #skyvolt.

    Se é tããããããoooooo lucrativo assim, por que eles não inventaram o iPhone?

  • http://www.ouvindo.com ILO Navarro

    Tem só um porém, como a lei da oferta e procura determina, caso eles tragam realmente toneladas de ouro, prata, cobre, diamantes e etc do espaço pra cá, o preço tende a diminuir, gerando menor lucro, esse é o maior problema que eu vejo na exploração espacial, pois eles tem que trazer muito material pra compensar a viagem, com isso a oferta aumenta, o que diminui o preço, o que diminui o lucro, e por aí vai, a não ser que eles achem outros tipos de materiais (que não existem na terra ou quem existem muito pouco), aí sim a coisa muda, e não será preciso matar uma aldeia inteira pra conseguir adamantium.

  • Pingback: Um telescópio espacial para chamar de seu… « Meio Bit

  • Pingback: Para surpresa de ninguém a Internet é um negócio como qualquer outro. « Meio Bit