Grindr – Aplicativo gay faz sucesso na App Store

Depois do Cardoso declarar que teria o maior orgulho de dizer que o Meio Bit é o primeiro blog de tecnologia com um autor openly gay (e que não é ele), resolvi trazer uma pauta voltada ao público, ou mesmo para quem se interessa sobre a App Store. Existe um aplicativo para relacionamento entre homossexuais chamado Grindr, que já possui mais de 3 milhões de usuários em todo mundo em 192 países.

Obviamente dizer que o Grindr é apenas uma rede social para relacionamento sério e amizade é pra vender e ser aceito na App Store. Grande parte dos que entram na rede procuram sexo loucamente. Talvez a principal razão seja o lance da geolocalização, é possível encontrar com um parceiro que está a metros de você. E olha, aqui em Recife existe uma grande aderência do aplicativo (sério, achei que aqui no Brasil ele não ia pegar, como o WhosHere que é sucesso lá nos Estados Unidos e é voltado para todos os públicos), imagina em São Paulo, por exemplo (vou fazer o teste quando for pra Campus Party).

Desde que o aplicativo se lançou para iPhone, outras versões também sugiram como para Android, Blackberry e iPad. Sem falar que eles possuem uma versão paga que é baseada em assinatura, ou seja, você paga eternamente (ou até achar o amor da sua vida).

O mais curioso é que existe usuários em locais em que a homossexualidade é crime, como o Irã. E outras em que é visto com outros olhos, como Afeganistão, Etiópia, Haiti, Iraque, Ruanda, Sri Lanka e Yemen. No total em todos os países, são cerca de 8 mil novos usuários por dia.

Obviamente eles não informam o quanto ganham por essa versão Xtra, como eles chamam. Mas considerando que até o aplicativo é pago, e ainda existe uma assinatura, eu não duvido que esteja na casa dos milhões. Ah, e para quem não sabe, o público consumidor gay é bem mais “fiel” do que o heterossexual, por isso que existem ações voltadas ao público.

Ah vá, você pensou que tudo isso, de ser “gay-friendly” era apenas por apoiar a causa? Focar no público homossexual é ótimo, mas tem que conhecer bem o seu público para não fazer besteira e cair nos clichê. Eu mesmo, por exemplo, não sou afeminado, gosto das músicas que “todos” os gays gostam, mas se eu ouvir Jamie Cullum ou Alexander Rybak tocando na minha frente, eu viro outro. Ou o modo de se vestir, à lá Restart, ou como eles encaram o mundo, ou tudo.

O Grindr por ser um aplicativo voltado ao público gay, já fez sucesso em si. E com o notificações de eventos e de causas (como aquela que era a favor do casamento gay nos Estados Unidos), faz mais sucesso ainda (perdi de ir a um evento deles durante o SXSW). Sem falar que, só quem entra no Grindr é gay ou bissexual, ou seja, as pessoas sentem-se mais à vontade de mostrar seus rostos e muitos não são assumidos. Ou você ficou curioso com o artigo, vai pegar seu Android/iPhone e baixar o Grindr, ah vá. Para o público geral, existe uma ferramenta da mesma empresa chamada Blendr.

Não sou gay, meu namorado é que é. Ah, precisava terminar esse artigo com uma frase clichê e imbecil, inventada por gays que são quase assumidos e querem criar polêmica. Aos gays que lêem o Meio Bit (eu sei que tem, que eu sou amigo de vários), um artigo pra vocês. Para o público hétero que lê o MB, não sintam-se incomodados com essa invasão gay no site, prometo que quando meu tripé chegar, vocês terão ótimos reviews 😉

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Autor: Yeltsin Lima

Estudante de Publicidade e Propaganda, Web Developer, gosta de escrever sobre tecnologia e raramente (agora) sobre ciência. Não sabe escrever biografias, muito menos a própria.

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  • Realmente o mundo heterossexual está cheio de clichês acerca dos gays.
    Sou viciado em tecnologia, games, hardware, programação, linux… E GAY!
    Quando as pessoas descobrem que gosto de homens elas não entendem direito, a maioria das pessoas simplesmente não espera que um cara, aparentemente normal como eu, e ligado tanto em tecnologia seja viado! Eles esperariam que eu me tornasse um designer, ou algo do tipo, mas nunca o moço que conserta televisão e computador.

    • Rafael Vasconcelos

      Velho, um gay se auto chamando é “viado” é engraçado demais! Ri muito aqui!

    • Anônimo

      Sou designer e não sou gay! e aí? Seu comentário é tão preconceituoso quanto a situação que você mesmo reclama! Loser!

      • De fato existe preconceito com a profissão de designer, arquiteto, cabeleireiro (meu cabeleireiro é hétero, casado e tem 2 filhos).

        • Anônimo

          Já vi um que fingia ser, como se fosse um requisito da profissão.

      • Anônimo

        Ele disse que a população em geral liga essas profissões ao homossexualismo, não ele.

  • As pessoas ainda assistem muita televisão. Acreditam que o gay do mundo real é igual àquele da novela, que não esconde de ninguém, afeminado, afetado. As pessoas precisam olhar mais para o mundo e menos para a TV. Parabéns pela iniciativa! Precisamos de mais pessoas abertas assim no mundo 😀

    • Lucas Augusto Oliveira

      você é gay mano?

  • Parabéns pela iniciativa MB! Primeira vez que vejo tal coisa =)
    E viva a diversidade!

    Ah, sobre o Grindr, eu já o usei algumas vezes só para ver mesmo a real utilidade do aplicativo (já que eu nao gosto deste tipo de coisa.. conhecer alguém assim “do nada”).
    É interessante pelo lance de geolocalização, eu já fiz alguns colegas, mas só…

    Pessoal reclama que o app é mal programado, meio bagunçado (uso Android) mas no geral, dá para conhecer gente =)
    Ah sim, sou de SP e tem gente gay a cada meio metro =P (ok, nao vamos exagerar mas em geral, tem sempre em ruas paralelas, ou a cada 10 min de distancia, caminhando ….)
    Yeltsin, dê um pulo até a Av Paulista e ligue, teu cel ficará maluco haha

    Abraços

  • sobre o app nao posso comentar, porque nao usei, e nem pretendo
    acontece que sobre a homossexualidade eu posso comentar, eu tenho 3 pontos:
    1˚ eu nao sou gay ( tenho namorada e sou apaixonado por ela, chega a parecer gay de tanto) mas pelo menos 25% do meu circulo de amizade é gay, e sao pessoas comuns, nao sao bichas escandalosas iquais a da tv, se fossem eu metia chumbo na testa, odeio gente irritante
    2˚ o que uma pessoa faz trancado com outra pessoa nao interfere na forma como socializo com ela(e) (socializar é diferente de interação intima, mesmo assim nao trato melhor nem pior, só um pouco diferente )
    3˚ Yeltsin cara parabéns pra voce que luta contra o preconceito nessa sociedade maldosa e tenta ser feliz, cara eu sei o que é passar por preconceito/bullying (+ bullying), nao por ser gay, porque nao sou, mas porque eu sempre fui o gordo nerd fraco e excluído das outras pessoas
    E viva a diversidade
    que todos sejam eles mesmos

    • Orador dos Mortos

      Eu tenho amigos gays que nem imaginava que eram, e nem imagino, há coisas mais importantes, em uma amizade, do que o que o(a) cara faz e com quem.

      Sobre a piada, conheço outra versão. O macho do escritório foi visto na parada gay e, quando questionado, falou:

      — Para com isso, comigo não tem disso não, eu não sou gay, só vim acompanhar meu namorado!

      • é obvio que qualquer outra pessoa da minha idade nao deixaria as piadinhas de lado, eu também nao deixo
        eles zoam do meu peso e outras coisas
        eu zoou da aparência e me divirto um pouco com os relacionamentos deles
        nada de mais, só um garoto de 16 anos enchendo o saco dos amigos

  • Anônimo

    Parece que o IBGE vai usar os dados desse programa para estimar a população de gaúchos nos próximos censos. Resta saber como vão contar as pessoas do sexo feminino.

    • hehhehhe.. maldoso, mas ri dessa, rs

    • Junior Predador

      Dos gaúchos não sei muito mas que as gaúchas são as mulheres mais lindas e com o sotaque mais cativante ah isso são!
      PS: Sou carioca

  • xtreme x

    Legal o post prova que estamos evoluíndo…

    So não curto transformar artigos do genero em ode a diversidade…

    Que tenha mais do mesmo (post) não vejo necessidade do autor deixar claro isso ou aquilo sobre sua vida pessoal.

  • Eu escrevia pro Blog do Android..E NÉ.

    #revelaçã

  • Anônimo

    Relaxe. A “invasão” não incomoda. Só diverte pelas reações (dãaa)…
    Quando eu sei que sou algo preconceituoso (lendo o artigo anterior almoçando):
    “Ué? Ele tem namorado? … [esquecendo] …Me passa o sal? Valeu.”
    Realmente não me importa se alguém gosta de Coca ou Fanta. Que seja feliz. Aliás, alguém gostar de determinada marca de refrigerante ou comida é só um pouco menos irrelevante do que gosta na intimidade, até por que é mais provável que isso me afete de um modo mínimo no convívio. Imagine a cena: “-Cara, aquela mina tem cara de quem gosta de coentro!…” outro diz: “-Não, pô, ela gosta de salsa! Sério! Eu vi no restaurante! Que nojo!” “Putz! Jamais vou comer na casa dela!” “Isso é falta de um bom prato de coentro! Garanto!” Pois é, não me incomoda o que os demais comem. Se todos comessem bem, ninguém iria criticar o que o outro bota no prato.
    P.S.: Dia desses, minha mulher conta pra minha mãe que a mãe (dela) está desesperada com medo de o filho ser gay. Minha mãe aponta pra mim e diz: “Ah, MUITO PIOR é descobrir que é ateu! Mas, coitada: filha e genro ateus e agora mais essa!…”

  • Anônimo

    Muitos colegas tem o Grindr. Eu não pois meu celular é Symbian, o sistema menos gay que existe pelo visto.

    Mas, falando sério, sempre pensei no potencial desse aplicativo para o mal. Imagina um grupo de homofóbicos usando ele pra achar vítimas?

    • Complicado mesmo heim….. tem FDP pra tudo no mundo

    • Junior Predador

      99% dos inventores criam algo pensando em criar algo bom para a humanidade e depois vem alguem e caga tudo, eletricidade, polvora, avião, comunicação, remedios, tudo tem sempre alguem para pensar em como usar para ferrar outra pessoa. É a essencia do ser humano

    • É O SISTEMA MENOS GAY ASDGIYASDGSDAYUDSUASG
      Eu ri, é, sempre tem o potencial de ser usado para o mal, mas acho que daí tem o foursquare, find my friends, google latitude 🙁

    • Anônimo

      Um homofóbico teria PÂ-NI-CO de ter no celular um app cheio de viados. Especialmente se alguém descobrisse.

      Claro que um psicopata poderia usar, mas a grande maioria dos fóbicos não teria sangue frio pra ter o app, se fingir de gay pra marcar um encontro e então bater no cara.

  • Anônimo

    FINALMENTE, um site Gay sobre tecnologia. Parabéns MEIO BIT

    • epa lá, é só um artigo hahaha e só um autor 🙂

      • Anônimo

        Não só um autor, mas deixa pra lá porque não quero receber Cease and Desist de mim mesmo 😛

  • Antônio T F Neto

    Leitores gay o/ que já conhecia o Grindr o/ o/ vadia é a mãe o

  • Parabéns ao MB!
    Tecnologia não pode ser discriminal, e sim ser uma bela ferramenta para unir os povos. Somos todos iguais, sejam gays, negros, judeus, muçulmanos, etc…
    Muito bom ter uma notícia que saia um pouco do óbvio e da mesmísse!

  • Ramon de Assis

    Yeltsin, parabéns pela iniciativa cara!
    No meio de MKT ou TI, cada vez há mais homossexuais, que, em sua maioria possuem um comportamento “tão naturalmente hétero” que é difícil notarmos. Mas, não nos tarda a surpresa de saber que aquele cara que admiramos no trabalho, por ele saber mais, ou ser melhor em algo, ser gay. Graças a Deus tem se tornado comum a aceitação de pessoas homossexuais em círculos de amizades essencialmente heterossexuais ou mesmo nos círculos de TI. 99% dos meus amigos e amigos são hétero! Alguns ficam surpresos e até felizes em saber sobre minha sexualidade e ninguém se incomoda com isso ou me trata diferente. Tipo: “Há, vc é gay? Beleza. E aquele layout prá loja tal, como é que vc acha que deve ficar? Onde colocaremos os displays de 42 polegadas?”.

  • Jonathan Cardoso

    Cara

  • Rafael Vieira

    Se tem alguém aqui que se sinta incomodado por ter um gay escrevendo, me desculpem o palavreado, mas ela tem mais é que se fud#$%&*@@#$%%%%.
    Pronto, falei.
    Não sou gay mas não tenho nada contra. Cada um com seu cada um.

    Parabéns pelos seus artigos, Yestsin.

  • Cara, no ano passado eu fui na Campus Party e percebi que quase ninguem usava o grindr por lá, mas desde o meio do ano venho percebendo um aumento no numero de pessoas usando. na minha cidade (Volta Redonda) normalmente só se encontrava uma ou duas pessoas, agora no fim de ano tinha mais de 15 pessoas em menos de 30km.

    mas de qualquer forma ainda prefiro usar o scruff, que é similar ao grindr mas tem a possibilidade de procurar gays em outras cidades e funciona no meu android 2.2.

  • Anônimo

    Mas o Meiobit já não tem a “Princesa Libélula”?

  • Muito legal a iniciativa desse App e ele estar em várias plataformas.
    Não vejo nada de errado o público GLS ter uma rede de relacionamentos que compartilha interesses em comum.
    PS: acho que quem tem preconceito contra homo/bi/trissexuais na verdade é inseguro.
    Sou hétero mas a favor dos direitos iguais, sem problema nenhum 😀

  • Anônimo

    Meiobit sempre na vanguarda. Agora vão queimar a rosca geral!!! 🙂

  • Parabens ao meio bit! A sexualidade é questão pessoal de cada um e não influi na competência e caráter. O que se deve combater são os radicalismos e Estereótipos.

  • Eu sou gay, gosto de tecnologia, frequento o MeioBit… e já usei o Grindr.

    Mas eu não acho legal distingüir “posts gays” e “posts hetero”, ou chamar isso de “invasão gay” (como o autor ironizou).
    Todos os tipos de app deveriam ser tratados com naturalidade. Sem o autor ficar se explicando ou se desculpando.

    “o app é assim, e serve pra isso. é bom/ruim. ponto final”

  • carlos

    eu tenho e já arrumei altas fodas, amo

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