Re-review HTC Magic

Há um ano atrás, eu escrevia um review do HTC Magic. Era um aparelho bastante recente, um dos primeiros Androids a chegar ao país e tinha acabado de perder seu posto de “Android top de linha” para o Motorola Milestone.

Desde então, muito aconteceu. Uma semana depois de publicar a análise, a Google anunciou o Nexus One, que definiu o padrão para os smartphones high-end: Processador de 1 GHz, 512 MB de RAM, tela de alta resolução. Será que depois de toda essa revolução, o Magic ainda vale a pena?

HTC Magic com FroYo.

HTC Magic com FroYo. (Clique para ampliar)

Nesse ano, o que mais fez diferença foi o software. O Android 1.5 + HTC Sense que vem por padrão no Magic eram bons um ano atrás, mas hoje não. Quer instalar o Kindle? O cliente oficial do Twitter? As atualizações do Gmail e Maps, do próprio Google? No 1.5, não pode nada usar nada disso. Mas felizmente há como atualizar o Magic.

Uma das formas é o CyanogenMod, uma das ROMs alternativas (*cof* distros *cof*) mais usadas pelo pessoal do robô verde. A versão mais atual dela é baseada no Android 2.2.1 – usa até mesmo os drivers oficiais da HTC.

E ele me trouxe muitas surpresas, A primeira foi assim que liguei o aparelho, ver que ele já trazia a tradução para português brasileiro — algo que eu não esperava de um update não oficial. A segunda foi o desempenho do aparelho, que melhorou bastante. E segundo o Quadrant Benchmark, o Magic com Android 2.2.1 tem a mesma performance do Motorola Droid (Milestone, por aqui) com o 2.0. Nada mal.

Ele vem com o Android “puro”, sem muitas modificações, o que pra mim é um ponto positivo. Se ano passado o Sense era um grande diferencial e melhorava bastante a experiência de uso do Android, hoje ele chega quase ao status de bloatware. O Android evoluiu muito e as interfaces das fabricantes não fazem mais a diferença.

O grande problema do Cyanogen é que ele não é pra leigos. É necessário trocar o bootloader e o baseband (software responsável por controlar o “modem” do celular) para poder instalá-lo. Para quem já é familiarizado com a linha de comando, é mais fácil do que parece. Mas certamente esse não é o caso da maioria das pessoas…

Para quem não quer se arriscar, há o update oficial da HTC, recém saído do forno, que traz o Android 2.1 e o HTC Sense 1.5. Nele, a instalação é mais fácil: basta baixar o arquivo da atualização, copiar para o cartão SD e ligar o aparelho em um modo de atualização. Ok, é mais difícil que no iPhone, mas não é nada que não dê para fazer lendo as instruções da HTC.

Minha intenção era instalar o update oficial no meu Magic para poder comparar com o Cyanogem, mas o update oficial não gosta de quem é apressado — no meu aparelho, as tentativas de instalá-lo resultaram em uma tela preta no meio do processo e o backlight ligado no máximo. Com sorte, consegui fazer meu aparelho voltar à vida, mas teve gente que ficou com um tijolo na mão. Fica o alerta.

De qualquer forma, rodando uma versão menos arcaica do Android, o Magic é um ótimo smartphone. Apesar de ter sumido, especialmente depois de ser queimado por R$ 299, ainda dá para encontrá-lo em algumas lojas físicas perdidas por aí.

E mesmo custando cerca de R$ 599 nessas, não é um mal negócio — é a mesma faixa dos Androids low-end, como o Samsung Galaxy 5, que possuem hardware similar mas geralmente tem tela com menor resolução, 240×320 contra 320×480.

Por enquanto, minha única queixa do Magic é que ele não pode usar os mapas vetoriais do novo Google Maps pelo seu hardware mais antigo. De resto, atende bem.

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