O Melhor Jogo de Todos Os Tempos

Will Wright, criador de clássicos como Sim City criou o que está sendo considerado um jogo revolucionário. Em uma apresentação na E3 (Electronic Entertainment Expo) de 2005 demonstrou o protótipo de Spore. Um jogo simulador de… tudo. Veja adiante uma descrição, screenshots e um vídeo que deixará qualquer gamer com cérebro arranhando a tela.O conceito de Spore é simples: Evolução.

Você começa a vida como um organismo unicelular. Tem que fugir de algumas células malvadas, comer células boazinhas, juntar energia, crescer. Quando atinge sua maturidade sexual, é hora de reproduzir. Você tem a opção de usar seus pontos e modificar o organismo. Pode criar ferrões, torná-lo sensível a luz, as variações são infinitas.


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O Início da Vida

Com o passar do tempo, sua criatura, se bem-sucedida, vai crescendo, evoluindo em outras formas. Você pode modificar absolutamente tudo. No vídeo Will demonstra desde um ursinho de pelúcia até um estranho ser de 4 patas e 2 bocas.

As animações e comportamento são procedurais. Não há scripts ensinando os personagens a andar. Uma criatura de 3 pernas irá se locomover após o programa descobrir, sozinho, a melhor forma para isso.

Saindo da água, a criatura passa a se alimentar em terra. Você cria novos mecanismos, técnicas de caça, escolhe seu nicho na cadeia alimentar. Ah sim, nada garante que você esteja no topo. Cuidado com predadores.


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Corre que o bicho tá pegando

Com o tempo, você pode parar de desenvolver fisicamente a criatura. Seus pontos são usados desenvolvendo o cérebro dela. Um cérebro maior em algum momento desenvolve… consciência.

Suas criaturas (sim, você deixa de controlar um individuo, parte para a espécie inteira) desenvolvem linguagem, passam a viver em comunidades. Na melhor tradição de 2001, você dá a suas criaturas ferramentas. Depois, o Fogo.

Você passa a ter cidades, pode negociar com os vizinhos, que não necessariamente são da sua espécie. Seu desenvolvimento tecnológico, arquitetônico e econômico é MUITO livre. Em alguns momentos a interface do jogo para criação de novas máquinas lembra o jogo The Incredible Machine.

Nessa hora da apresentação, Will Wright avançou alguns milênios, criou um disco voador, fez um zoom out, mostrando o planeta inteiro. Com um dos vários recursos, abduziu uma criatura de outra espécie. Não satisfeito, fez um zoom ainda maior, mostrando todo o sistema solar. Escolhendo uma lua qualquer, soltou nela o animal abduzido. Na falta de atmosfera, ele simplesmente explodiu!


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Wilma!!!

Um dos recursos do disco voador é um raio que cria vulcões. Depois de alguns criados, lentamente começou a se formar uma atmosfera no planeta. Só que Will queria mais. Ativando o “Torpedo Gênesis”, terraformou a lua em um ambiente adequado ao sustento da vida.

Pesquisando outro planeta, ele descobriu uma civilização. Foi investigar, foi recebido à laser. Depois de trocar alguns tiros, ele se cansou. Usou uma Arma do Juízo Final, destruiu o planeta inteiro, criando um cinturão de asteróides. Onde a vida poderia surgir novamente.

Quando a platéia já estava fascinada, veio a cartada final: Um zoom final, exibindo a galáxia inteira, girando lentamente. Uma ferramenta de radioastronomia permitia vasculhar o Cosmos, atrás de civilizações avançadas. Cada pontinho, um sistema solar em potencial. Poderia ser seu, poderia ser de outro jogador, poderia ser gerenciado pelo computador.

Os seus dados, seus avanços serão enviados a um banco de dados central, onde outros jogadores poderão fazer uso deles. Não está claro ainda o quanto de Multiplayer o jogo será, mas apenas single player já é algo que afeta todo e qualquer geek que goste de Ficção Científica, e tenha crescido vendo Cosmos, de Carl Sagan.

A Internet está em polvorosa com a aproximação do lançamento. O Site Oficial ainda tem muito pouco. Por enquanto, o melhor a fazer é babar na excelente apresentação de Spore na E3 do ano passado, veja e babe você também.

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