História de Uma Vida Mobile

It’s been a long road. Getting from there to here“, já dizia a canção na abertura de Star Trek – Enterprise. É verdade. E como toda boa viagem, o percurso é tão ou mais importante do que o Destino. Foi o que descobri ao escrever este texto, relembrando todos os celulares que já tive.

Não é uma comparação crua sobre quem é melhor ou pior. Não é uma competição. Todos tiveram seu tempo, todos trouxeram alegrias e tristezas, todos valeram como experiência.

Vou me ater a celulares, sem listar PDAs, pagers, agendinhas eletrônicas e equipamentos genéricos. É um apanhado de telefones que me acompanharam em mais anos do que estou disposto a contar. Alguns eu ganhei, a maioria comprei. Cada um tem sua história.

Os aparelhos estão listados em ordem mais ou menos cronológica, alguns com certeza estão trocados e sempre que possível omiti datas, é complicado lembrar o quê fiz ontem à noite (mentira, o mesmo que faço todas as noites), que dirá quando comprei tal celular.

As especificações técnicas estão na Internet, a função deste texto é basicamente relembrar os velhos tempos. Sem saudosismo, sem aquela hipocrisia de “antigamente era melhor”.  Pelo contrário, a evolução desses celulares inteligentemente projetados é evidente. Assustador é pensar que tão pouco tempo se passou.

Portanto, se quiser entrar no Bonde da Memória, clique em continuar lendo e divirta-se…

Nokia 232

Meu primeiro celular. Na época só era possível comprar celulares com uma carta-convite, as linhas no mercado negro custavam milhares de Reais, a fila de espera na TELERJ Celular eram imensas. Uma amiga (oi, Tackla!) do Espírito Santo não acreditava nas dificuldades, segundo ela a TELEST não tinha nenhuma dessas besteiras. Um belo dia durante uma viagem de Reveillon em Vitória fomos a uma loja da operadora local. Era 31/12. 16PM. Entrei, sem fila, pedi o aparelho pelo modelo. A vendedora me estendeu uma listagem de computador, eu podia inclusive escolher o número!  Saí de lá com a caixa e um pedido de desculpas pois a central estava no meio da festa de final de ano, por isso não tinha gente pra ativar NA HORA, mas no máximo no dia seguinte estaria falando. Duvidei, afinal uma estatal funcionar na virada do ano?

Na manhã do dia 1o eu estava ligando de meu celular.

O Nokia 232 basicamente falava. A bateria durava poucas horas e não poderia ser carregada pela metade (foi antes das de Lítio). Eu andava com três baterias na mochila e era comum no final da noite ficar sem carga. Ele era fino para a época, mas anos depois achei uma das baterias, e sozinha era maior que qualquer outro celular que já tive.

A antena retrátil era um charme a mais, embora fosse desnecessária, segurando direito era possível ligar sem esticar a danada.

Gradiente Chroma

Foi um dos celulares que comprei por fetiche. Versão OEM da Nokia, se tornou o primeiro aparelho que cabia no bolso da camisa. Antena interna, uma capa cobrindo o teclado e o chamativo cromado, desespero dos fabricantes de capas de oncinha. Na época todo mundo comprava capinhas, o Chroma foi um dos primeiros aparelhos feito para ser bonito, além de funcional.

Na época o alarde do lançamento foi tão grande que até o Presidente da República ganhou um.

Como não havia conectividade, o trunfo do Chroma era ser bonito e pequeno. Claro, muita gente perdeu o telefone e culpou o tamanho por causa disso, mas não se faz um omelete sem quebrar alguns ovos.

O Chroma também foi um dos primeiros aparelhos a ter uma bateria razoavelmente decente, boa o bastante para que eu não comprasse várias, ao contrário do 232, que me deixava igual ao Batman, com celular E baterias extras no cinto.

Nokia 8110

Era 1999. Como todo geek que se preza vi Matrix várias vezes, babando pela Trinity (claro) e pelo celular do Neo. Quando ele tirou o  Nokia 7110 no envelope, apertou o botão e a capa abriu sozinha, foi um “uau!” coletivo.

NOTA: A Nokia tem mania de batizar o mesmo aparelho com números diferentes, de acordo com localização geográfica, fuso horário, distância de Meca e outros fatores. Por isso o aparelho que para Australia era 7110 no Brasil era o 8110 (acho).

O aparelho vinha com um rolete, usado no navegador WAP, que é mais ou menos como a Internet se parece pro Stallman. Para os padrões da época era danado de bonito, e todos os nerds achavam o máximo o “telefone do Matrix”, que para frustração desses mesmos nerds não vinha com a capa automática, o mecanismo só existia nos protótipos e no filme.

Mesmo assim foi um celular bem legal de ter, até o tamanho começar a incomodar.

Nokia 3320

Foi um dos celulares que mais gostei. Pela primeira vez um aparelho fazia mais do que falar. Com conexão infravermelha, dava para ser conectado  com o PDA. Na época não existia conexão de dados, então a ligação era feita de forma analógica, discando como modem a incríveis 9600 bauds.

Infelizmente não havia muito o que se fazer. Navegadores para Palm eram basicamente inúteis, o único programa de Instant Messenger que funcionava razoavelmente era o ICQ, então a diversão se resumia a alinhar o PDA com o Telefone e ficar escrevendo com a canetinha, contando pra todo mundo que você estava online. OK, não mudou muito do que se faz hoje no Twitter, que o diga o pessoal que tuita da praia, não é, Marcel?

Com tamanho minúsculo, boa autonomia e o modem interno, o 3320 era um telefone que aguentava muita pauleira. Robusto, nunca vi um quebrado. Não fosse AMPS, ainda teria muito 3320 sendo usado por aí.

Nokia nGage

Meu primeiro celular Symbian, foi uma revolução. Pela primeira vez percebi que um telefone podia ser mais do que um dispositivo para falar OU interligar um PDA à Internet. Mesmo com parcos 3,4MB de memória, já vinha com infravermelho, Bluetooth, tela colorida, cartão de memória (que a gente precisava tirar a bateria pra instalar) e um form factory que primeiro me levantou a suspeita de que alguns designers da Nokia usam drogas.

Apesar de pequenas falhas de projeto como o sidetalking, o nGage fracassou como plataforma de games mas foi o primeiro Smartphone para as Massas, vendido a preço de brinquedo.

Curiosamente o que menos fazia com ele era jogar. O aparelho se foi faz tempo, mas até pouco tempo ainda tinha o cartão original com Tomb Raider, o jogo que veio di grátis com ele. Sim, era tão ruim quando você imagina.

Nokia 1110

Um dos problemas do nGage era o tamanho. Era celular de mochila, não funcionava na mão. impossível de levar no bolso da calça sem ouvir a piadinha “isso é um nGage ou está feliz em me ver?”.

Comprei o 1110 para usar como telefone “social”, cabia em qualquer lugar e em caso de confusão não era motivo para processo por propaganda enganosa, como o supracitado nGage.

De brinde ainda vinha com uma lanterninha, mas era só isso que ele fazia. Falava e acendia. Apesar da aparência não era uma versão simplificada do 3320, carecia de toda a conectividade. O 1110 foi um telefone barato, backup e que cumpria muito bem o pouco que prometia.

Sony Ericsson T68

Está entre os Top 3 telefones que já tive. Pequeno até para os padrões de hoje, vinha com Bluetooth, infravermelho, Internet e uma incrivel tela de 101×80. Sério, o sujeito tem que ser muito PNC para criar uma resolução de cento e UM pixels.

Apesar de não ter uma grande variedade de softwares (sim, Java já despontava como decepção no mercado Mobile) o T68 se resolvia bem com o que tinha. Autonomia excelente, peso inexistente e uma beleza para conectar ao PDA.

O T68 assim como os Thinkpads da IBM vinha com um clitóris, agilizando o acesso aos menus. Também era computer-friendly, era possível sincronizar o telefone com o PC, através do Mobile Phone Tools da Motorola. Pela primeira vez editava-se contatos no conforto de um teclado de verdade.

O LED azul para indicar o Bluetooth ligado também era um charme e tanto.

Sony Ericsson T610

Talvez minha maior decepção em termos de celular. Comprei achando que seria uma evolução do T68. Descobri um telefone pouco mais rápido, software virtualmente idêntico e uma câmera que era uma piada de mau gosto. O fabricante repetiu o erro que por incrível que pareça é repetido até hoje: Criam o celular, enfiam uma câmera mas não dão qualquer forma de você TIRAR as fotos dele. Envio por email era inviável, o tempo consumido seria imenso. O conceito de cabo de dados ainda era restrito ao último círculo da Maçonaria e ele não sabia ser amigo por Bluetooth.

Para piorar o meu T610 resolveu animar a vida, com resets aleatórios. Durante meses tentei atualizações de firmware, assistência técnica, nada. Um dia, voltando de uma festa de final de ano, 3AM em Copacabana, bateria no penúltimo pentelhonésimo de erg de energia, tentei ligar para o Taxi. No meio da ligação o telefone reseta. De novo.

Atirei o carcamano na parede, com toda força. voou celular pra tudo que é lado. recolhi metade da carcaça, o chip e saí procurando um taxi na rua. Demorei a achar mas ter destruido aquela porcaria foi muito gratificante.

Motorola V3

Esse foi o segundo celular que comprei por fetiche. Comprei um dos primeiros disponíveis, paguei uma quantia absurda de dinheiro, mas valeu cada centavo. O V3 era lindo, fino e elegante. O teclado que acendia um charme. Anos depois foi alvo de críticas, em geral de haters que não entendem que nem todo telefone é um smartphone. Nunca foi a proposta, o V3 era um CELULAR, não um PDA.

O meu me acompanhou por muito tempo e junto com o T68 se mostrou um magnífico companheiro para meu Sony Clié.

Problema é que o Brasil não tem conceito de pós-venda, então eu simplesmente não encontrava nem capas nem baterias para ele, e por mais mágica que o V3 fizesse e por melhor que fosse a bateria, 12 horas de ônibus era demais para o bicho funcionar conectado à Internet.

O V3 também foi o primeiro celular que tive cujo conector de força era um miniUSB.

Nokia 6600

O bom e velho Cabeção, provou que um telefone com hidrocefalia podia ser um excelente aparelho.

Foi meu segundo Symbian, com muito mais espaço, 6MB de memória e câmera VGA. Dava para rodar softwares decentes nele. Dava para escrever textos nele (bendito T9). Dava até para ouvir música.

De forma alguma esse sabonete era pequeno, mas apesar de parecer uma pequena orca, compensava com o Symbian e a autonomia, garantida pela BL-5C, uma das melhores baterias da Nokia. Se há prova maior da qualidade do 6600, é o fato de ele ter sido vendido de 2003 a 2007. Em um tempo onde modelos são descartáveis (não é, Motorola?) um celular (sejamos sinceros) feio e grande vender por tanto tempo não é normal.

Tenho até hoje meu 6600, não vendo e não empresto. É um telefone que não faz feio mesmo em 2010.

HTC Touch

Durante muito tempo os celulares Windows Mobile eram tijolos. Aceitável em um PDA, o tamanho era inadmissível para um telefone. O sistema operacional também não ajudava. Ter que usar uma stylus para mexer em um celular tirava toda a agilidade do aparelho.

Com a melhoria no Windows Mobile e a estagnação do Symbian a necessidade de uma integração maior com Office me levou a experimentar (podem me chamar de phone-curious) o Touch, que parecia ser uma revolução. Minúsculo, elegante e quase sem botões.

Câmera de 2Megapixels, capacidade para tocar vídeos E uma interface linda me atraíram.

pena que a tal interface TouchFlo era uma grande marmotagem. Picaretagem da grossa, só funcionava para as telas principais, o uso normal do aparelho era o mesmo conjuntinho de menus e popups que o Windows Mobile havia herdado do desktop. A metáfora era de um pczinho na sua mão. Uma péssima metáfora, diga-se de passagem.

O processador do HTC também era uma bela bosta. 200MHz era piada de mau gosto, para lidar com Windows Mobile MAIS as demandas de um celular. Meu venerável Dell Axim x51v, lançado dois anos antes em 2005 vinha com um processador de 624MHz.

O resultado era uma experiência de uso ruim, lenta e um sistema operacional que complicava as coisas mais simples. Configurar WIFI era uma saga, com diversos passos desconexos, nenhuma ligação lógica entre eles. As configurações tendiam a desaparecer e no final o telefone tinha vontade própria, escolhendo sempre a conexão mais cara disponível para acessar Internet quando você não queria que ele acessasse nada.

Ah sim, era impossível tocar vídeos com o processador dele, também.

Nokia N80

Fiquei com o N80 muito pouco tempo, mas não tive do que reclamar, exceto ter comprado um celular com câmera frontal sem me tocar que até Steve Jobs dizer que videochamada é legal NINGUÉM, NINGUÉM fará uma ligação dessas. Ainda mais com os vampiros canalhas chupa-sangue as operadoras cobrando valor premium pelo serviço.

Com 40MB de armazenamento, o N80 era uma enormidade. A tela de 352 × 416 pixels permitia ver filmes decentemente (o complicado era converter pro divx que os programas questionáveis aceitavam). O áudio era bom como todo Nokia, e o processador de 220MHz ao contrário do HTC Touch não deixava o aparelho se arrastando.

Mesmo assim hoje eu não recomendaria um N80, ele tem tanto potencial não-aproveitado, é tão “quase” para os padrões modernos que representa o início da derrocada do Symbian como sistema operacional mobile. É evidente para quem usa que o hardware estava evoluindo mas o software o limitava.

LG Renoir

O Renoir é um aparelho que foi odiado por geeks que, assim como o V3 não entenderam o target do produto. Digamos que o uso constante do aparelho me deixou frustrado, com raiva e decepcionado, mas nem de longe é um celular ruim. A câmera dele é a melhor que já vi em um telefone, o áudio é excelente e ele cumpre bem tudo que se propõe a ser, um FEATURE phone.

Nós assumimos que tudo é smartphone, mas não é o caso. O Renoir pertence a uma categoria de celulares entre os aparelhos baratinhos e os smart. Ele existe para atender o público que quer por exemplo substituir a câmera digital que ainda não comprou, mas não quer a complexidade ou o preço de um smartphone.

O Renoir peca talvez por tentar parecer um smartphone, mas partindo do princípio que até GPS e Google Maps ele tem, a confusão é perdoável.

O meu foi doado a uma amiga (que não doou nada em volta, mas nada é perfeito) que está adorando, a câmera está sendo usada profissionalmente, é o celular ideal para ela, aquele tipo de gente em extinção que usa celular para falar.

Nokia E71

Se remover a parte multimídia da equação, o E71 é o melhor celular que já tive. Pronto, simples assim.

É mais fino que a Ingrid Bergman, a bateria é um monstro que dura mais do que culpa por pegar prima bêbado, o teclado é maravilhoso e tem até cedilha. Cedilha, meu jesuscristinho, vocês tem idéia de como isso agiliza a digitação?

O E71 vem com o Quickoffice, GPS, câmera razoável e um player de áudio igualmente decente. Aceita (não oficialmente) microSD de até 32GB, substituiu meu iPod como player de áudio. Infelizmente não funcionava com vídeo, engasgava muito e a Nokia não ajudava em nada, os 512 softwares de conversão de arquivos que ela disponibiliza são inúteis. Acho inclusive falta de respeito você passar 40min convertendo um arquivo no software OFICIAL da empresa, selecionando corretamente modelo e tudo, para chegar no telefone e ele cuspir “formato inválido”.

Fora isso, o E71 é maravilhoso. Com o Nokia Maps e a função turn-by-turn (chupem, macfags!) se perder passou a ser atividade opcional em minha vida. Programas como o Gravity transformam o E71 numa ferramenta mobile completa. O navegador web da Nokia, tão vira-lata que não se dignam nem a dar um nome pro bicho, é excelente, “tem até Flash”.

A agilidade do E71 é impressionante, mesmo não sendo touchscreen. Esse aliás é o único problema: Depois de usar Symbian Touch ficamos habituados a clicar na tela, mas aí a culpa é da anta que vos escreve, não do aparelho.

A Nokia lançou o E72, venerável sucessor do E71, mas se você está curto de grana o E71 ainda é o melhor celular não-multimídia da atualidade.

Nokia N97

Talvez minha maior decepção em termos de celular. Ganhei achando que seria uma evolução do E71. Descobri um telefone pouco mais rápido, software virtualmente idêntico e um sistema operacional obsoleto. A Nokia chegou ao cúmulo de soltar comerciais FALSOS, vendendo o N97 com uma interface que ele simplesmente não tinha. Era um Symbian idealizado pelo marketing, quando usávamos o telefone era evidente que alguém pegou as especificações de hardware de um smartphone topo de linha mas esqueceu do pequeno detalhe do sistema operacional.

O N97 tinha algumas soluções bem elegantes, a tela deslizante dele é uma coisa linda e bem-feita, mas não adianta se um telefone lançado em 2009 insiste em tela resistiva. Em alguns momentos dá vontade de apertar o N97 até ele espirrar gosminha amarela, igual uma barata. Como um proctologista de pesadelo, todo toque demanda uma segunda opinião. É impossível encostar o dedo e ser recompensado com um reconhecimento, você tem que fazer “tap-tap”, no mínimo. Deslizar a tela? Naninanão, segure e e PUXE, enquanto a CPU grama tentando desenhar o scroll.

O Symbian não foi feito para um celular multimídia multigiga. Adicionar uma música significa que ele vai reconstruir a biblioteca inteira, o que pode levar mais de uma hora, se você tiver milhares de músicas. Filmes só tocam se forem convertidos para formatos amigáveis, mas depois que se pega a manha, dá para usar. Eu usei o meu como media player depois de ter perdido o iPod Touch, e confesso que funcionava direitinho. Ao menos era possível parar o filme e voltar pro mesmo ponto, coisa que o E71 não permitia.  A coisa chegou a um ponto que o CEO da Nokia pediu desculpas publicamente pelo aparelho.

Motorola Dext

Lançado no Brasil com uma festa excelente, o Dext tem um quê de N97, mas ao contrário. O software é decente mas o hardware deixa a desejar. Se tirar o tal Motoblur, a interface maldita que exige 10GB/s de banda para funcionar minimamente bem, o telefone é decente, SE for visto como um Android low-end.

O problema é que eu não sei se é possível vender um Android low-end, o sistema operacional tem mais e mais recursos, os usuários querem essas funcionalidades e elas demandam CPU. A LG defendeu o uso de sistemas proprietários para seus telefones semi-smart, e eu concordei. O racional é que equipamentos onde não há folga de recursos de hardware demandam uma otimização impossível de ser atingida com sistemas genéricos. Um celular desses acaba provendo uma experiência de uso ruim, se equipado com sistemas operacionais mais pesados. Pense no Vista rodando em PCs velhos, é a mesma coisa. Quem tinha máquinas poderosas (ou pelo menos decentes) não tinha do que reclamar.

Claro, a banana monumental que a Motorola deu aos donos do Dext, lançando um celular de 2009 que NÃO será mais atualizado não ajuda muito na promoção do produto.

iPhone 3GS

A verdade, ilustrada pela lista toda aí atrás é que sou biatch da Nokia, apanhei até não poder mais e como boa mulher de goleiro, voltei pra apanhar mais. Tentei inclusive comprar um Zune HD, seria minha estratégia para multimídia e companheiro para o E71, mas a Microsoft não tem interesse em vender fora dos EUA, teria que depender de favores para comprar um e, pô, business, não quer vender tem quem queira, como a Apple.

Por anos resisti ao iPhone, a falta de aplicativos Office E o teclado virtual me afastaram do equipamento. Infelizmente (para a Nokia) o N97 consumiu minha paciência. Quando vi a proposta do (lindo) N8, baseada em um Symbian capenga, e promessas promessas e mais promessas, desisti. Aceitei que usuaria o iPhone mesmo com o teclado virtual, e em último caso com meu teclado Bluetooth. (que perdi a tampa mas isso é outra história)

O resultado é que o 3GS tem se mostrado um celular excelente. A parte de multimídia é imbatível, A parte de Aplicações, que achei estar limitado geograficamente, ocupa quase 3GB no aparelho e são só apps gratuitas. Devo ter subido mais fotos do iPhone, que tenho tem menos de 2 meses, do que em toda a vida de meus outros celulares. Embora o Gravity seja excelente, o N97 é um inferno lidando com imagens grandes. A galeria de fotos dele leva vários minutos montando os thumbnails. Agilidade zero.

A versatilidade do iPhone tem me surpreendido, há aplicações para tudo, a maioria bem madura. A do WordPress é uma que permite gerenciar vários blogs, da rua, coisa que nunca antes havia sido possível de forma confortável. As de astronomia mesmo gratuitas são maravilhosas.

Na parte da navegação, talvez por ter a experiência com o Symbian não percebi falta do Flash. É a primeira coisa que desabilitamos nos Nokia, só serve para comer CPU e banda, e de qualquer jeito não existe site do concurso “passe o dia com a Luciana Vendramini” rodando somente em Flash.

O iPhone está sendo o telefone que mais uso e o que menos me preocupo. Atualização de aplicações? No Symbian é preciso procurar manualmente, e quando existem uma atualização pode significar OITO confirmações. Imagine isso com a quantidade de tralha que tenho instalada no celular:

No iPhone entro no iTunes e ele me avisa que há atualizações disponíveis. Com um ou dois cliques baixo tudo de uma vez, são instaladas no próximo Sync, fim da história. É possível fazer o mesmo direto do aparelho.

O meu segredo é que penso em Sarah, o resto é fácil. Já o do iPhone é não ficar no caminho. Sua vida não gira em torno do celular e ele não fica no caminho. Eu sei que há tutoriais com 12 simples passos para hackear o Dext e instalar o Android Frodo, ou seja lá o nome da última versão, mas eu quero um telefone que não exija um grau de dedicação equivalente à raposa d’O Pequeno Príncipe.

Por enquanto o iphone atende essa exigência. Continuará assim? Não sei e não me interesse ficar imaginando o futuro. Por enquanto estou satisfeito, como já estive antes, várias vezes. Foi uma viagem e tanto, confesso que não imaginava ter passado por tantos aparelhos, tantas histórias, mas quer saber? VALEU CADA MOMENTO. Não estamos nem começando!

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Autor: Carlos Cardoso

Entusiasta de tecnologia, tiete de Sagan e Clarke, micreiro, hobbysta de eletrônica pré-pic, analista de sistemas e contínuo high-tech. Cardoso escreve sobre informática desde antes da Internet, tendo publicado mais de 10 livros cobrindo de PDAs e Flash até Linux. Divide seu tempo entre escrever para o MeioBIt e promover seus últimos best-sellers O Buraco da Beatriz e Calcinhas no Espaço.

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  • @MrCaio

    Acho que perdi a conta de quantas quedas meu antigo 3320 teve. De tanto cair, deslocou o visor mas ainda funcionava que era uma beleza.
    Na época eu era “empolgado” e tinha trocentas capinhas dele, que eram vendidas em qualquer loja de celulares (ou camelôs mesmo hahaha). Acho que é um dos celulares CLÁSSICOS, um super nintendo dos celulares.

    Sempre tive muita vontade de ter um N97, acho o celular com melhor visual já criado. Pena que tem tantas desvantagens.

    Muito bacana o post. Quem acompanha a evolução com certeza sentiu um pouco de nostalgia ao ler.

  • Saudade de vários destes celulares. Ver vários destes aparelhos me lembra o quanto evoluímos e o quanto precisamos evoluir ainda.

    Hardware é essencial, mas uma experiência agradável na interface é fundamental.

  • brunaomafiotecano

    Assim como vc eu tb fui uma “bitch” da Nokia…

    Tirando os celulares que penas ligavam e mandavam SMS, meu primeiro telefone por asim chamar multimidia foi o Nokia (nao me lembro o modelo =\), não era Symbiam, era um celular CDMA (acho que último deles) que era Slide e tinha uma câmera de 2mpx… Era um baita celular e teria ficado mais tempo com ele se a tela não tivesse quebrado 2 vezes…

    Depois disso comprei um MotoQ (Com WinMo5) meu primeiro smartphone que usei um bom tempo com o pano de Internet maravilhoso que a Vivo tinha para CDMA (conexão ilimitada de verdade e totalmente estável por 69,90 ao mês).

    Não lembro o porque me desfiz dele e fui para um Sony Ericsson W610 (devia estar bêbado), bom celular mas aquém dos meus “desejos de multimídia”…

    Depois que passei ele para frente peguei um K850… Mais um excelente aparelho, tinha uma câmera muito boa, dava pra acessar a Internet até que bem para um não smartphone, mas foi outro que foi e voltou 2 vezes pra assistência por causa da câmera…)

    Passei essa joça pra frente e peguei um E71, que como o Cardoso disse é um baita celular… Usava ele intensamente, mas ai fui seduzido pelo Nokia 5800 e a sua loja de músicas (essa sim fodástica… Tenho uns 30gb de músicas baixadas lá de forma legal) que tive uma relação de amor e odio até semana passada… Ele me foi bastante útil e eu gostava dele até o momento que mexi num iPhone, que foi o suficiente pra mostrar o quanto a plataforma Symbiam é arcaica. Adquiri um iPod Touch e usava o 5800 simplesmente como Access Point com o JoikuSpot… Depois vendi o iPod e comprei um iPad e estava tendo o mesmo uso, fazendo o meu Nokia 5800 de Access Point. E estava me atendendo bem e eu aceitando o fato de ter que enguli-lo até que após 1 mês da garantia vencer o danado me quebra a entrada aonde carrega a bateria… (E pra quem usa o JoikuSpot sabe o quanto isso é terrível)… Apesar de ter 2 baterias e 1 carregador de bateria fica inviável usar ele assim…

    Portanto eu digo, que esse foi o meu último celular da Nokia, apesar de toda a babação de ovo que eu tenho para os escandinavos, eu fico com a idéia que a Nokia agora é a vergonha daquela povo.

    E semana passada adquiri um Samsung Galaxy 5 com android 2.1 numa patcha promoção (paguei 540 reais sem operadora), e ele está sendo totalmente útil para mim… obvio que está anos luz atrás de um iPhone 3GS ou um Galaxy S, mas para meu uso de thetering WiFi para o iPad e uso ocasional nele do Gmail e do Twitter está perfeito, fora que o Barnacle dá um pau no JoikuSpot e ainda por cima é opensource…

    Bom esse foi um pouquinho minha saga…

  • andrelimaozinho

    Bem, a minha história com celulares tem singelos 4 anos (tenho 23 agora… até eu fico surpreso que o meu 1º celular comprei com 19 anos):
    – Sony Ericsson i310 (12/2006 à 07/2010): por 3 anos foi um celular perfeito. Ele fazia ligações, era o meu relógio/dispertador e ATÉ tinha agenda telefônica;
    – Nexus One (07/2010 até os dias atuais): o azar do i310 é que este que voz comenta resolveu fazer o seu TCC com a plataforma Android. Precisava de um Android bom, e que não poderia sofrer com as frescuras de fabricantes ou operadoras. Logo, só existe uma opção: Nexus. E não me arrependo. Paguei uma bela quantia, mas nada extorsivo em termos de celulares de ponta (Oi mercado-cinza o/). A parte multimídia dele não posso reclamar, já que as únicas coisas que eu assisto estão em CODECs über-alles-undergrounds, então não tem celular que rode mesmo, mas a parte dos aplicativos vem me sustentando de forma satisfatória. O meu preferido é um emulador de GameBoy Advanced, o qual vem me viciando nas últimas semanas.
    E desenvolver com ele é uma maravilha, ainda mais pra mim, que venho de 6 anos com Java. Choque cultural, zero.
    Por ser o Nexus, não preciso me preocupar com “Será que a Moto-rola vai me f***r e não atualizar? E será que a Vivo/Anatel vão permitir que isso chegue aqui?”. Quando é necessário, ele simplesmente me informa que deve atualizar algo, mostra que tipo de permissões serão usadas e tem lá os seus 2 botões: Sim, Não.
    Se a Google ainda realizasse a venda dele para o mercado comum, eu recomendaria ele como smartphone-geek-desenv-from-hell.

  • Excelente texto! Pena que minha vida mobile ainda seja muito curta (pra falar a verdade ainda estou no 3º Capítulo), mas ainda terei muita história para contar.

  • alexkrycek

    Ótimo artigo, mas eu, como alguém que teve só três aparelhos em 10 anos, me encomodo um pouco em ver como o celular se tornou uma espécie de vestimenta, a cada temporada parece que as pessoas precisam trocar, já está ultrapassado. A produção de celulares é altamente danosa para o meio-ambiente, na manipulação de metais pesados, inclusive para as baterias, a melhor esperança parece ser ao menos o descarte correto depois do uso, hoje quase todas as lojas recebem celulares e acessórios que são enviados para o descarte correto, mas lembrando, é sempre melhor reduzir do que reciclar. As fabricantes também não ajudam, o valor da troca de uma capa ou bateria quase sempre é igual a um aparelho de iguais funcionalidades, assim não dá.

    • @alexkrycek, não parece. ESTÁ ultrapassado. E sinceramente, estou pouco me lixando, não moro numa caverna, danoso por danoso hidroelétrica também é e nem por isso vou desligar a televisão.

      • Sugiro destruirmos todos os carros, pois suas baterias grandes são feitas com chumbo.

      • Ivan

        Pensamento alto do dia: Caráter, aquilo que separa quem realmente importa do resto, não se aprende na escola.

  • joo_forto

    Engraçado perceber como os celulares evoluiram (muito) rápido.
    Há 6 anos atrás tive meu primeiro celular, um samsung, muito bom para a época.
    hoje estou com um SE w580i, acesso a web com o opera-mini, com apps para ler pdf, doc, xls e outras funções, ou seja; ele faz a mesma coisa que meu finado netbook fazia, só que sem chamar a atenção.

  • juliocesar757

    Cardoso não teve um motorola StarTAC! Em sua época era mais desejado que a Luciana Vendramini… ok, exagerei.

  • Essa $%%¨&* de texto só me deixou com ainda mais vontade de comprar um Iphone 3gs……

    Mas o texto ficou muito bom.. (;-)

  • rzzbr

    Me lembro de ter desejado o Gradiente Chroma, Sony Ericsson T610, e mais recentemente o Nokia N97, por sorte não o dinheiro disponível para comprar eles só veio depois de perceber que eram aparelhos que não valiam a pena gastar o que se pedia para compra-los.

    Hoje tenho um Nokia E66 (Irmão não-querty do E71), e ele tem mais do que preciso, após compra-lo acabei percebendo que não sou um “Heavy Cell Phone User” e não preciso exatamente de um aparelho smart. Pelas descrições dos aparelhos fiquei até interessado no LG Renoir, mas nah.. estou satisfeito com o meu E66 por hora. =)

    • SandroCeara

      @rzzbr, Deu sorte em não comprar o Chorma: A parte cromada descascava!

      • @SandroCeara, sorte dei eu, o meu nunca deu defeito NEM descascou. Foi a exceção da exceção.

        • Pô, Cardoso. Embrulhá-lo com contact é trapaça. 😉

  • SandroCeara

    Belo artigo.

    Em 1995/6 comprei uma linha no mercado paralelo por 500 reais e, aí, um Gradiente tijolão.

    De fato, como disse o Cardoso, as linhas eram sorteadas.

    Bons tempos, em que você PAGAVA para receber ligações…

  • carituS

    O meu primeiro foi em 2000. Nem cheguei a sofrer com esse problema de filas de espera e tal, graças a Zarquon. Comecei na era CDMA, com um Gradiente Strike (se não me engando era o mesmo Nokia 5125), da então Global Telecom. Depois foram na sequência: um StarTAC, um Motorola V8160, um Nokia 2280 e um 6225i, que foi meu último aparelho CDMA, e o primeiro a superar o efeito “uau!” que o V8160 causava. Era um barato tirar umas fotos a qualquer hora com aquela camerazinha ruim dele.

    Meu primeiro GSM foi uma m**** dum Siemens A50, que depois de 1 ano de uso aquela joça não dava nem 8 horas de bateria. Assim que pude troquei por um Sony Ericsson z530i, com o qual fui muito feliz até o ano passado, foi o aparelho que mais tempo ficou comigo.

    Agora estou com um Samsung Star, bonitinho mas ordinário. Mas como só queria um aparelho mais bacanudo que fosse barato, pra mim tá valendo, era uma boa opção em meados de Agosto do ano passado. Ele serve muito bem para acessar um e-mail ou outro, e apesar da navegação web ser um tanto frustrante, quebra um galho para acessar alguma coisa rapidinho na hora do aperto, e tem um cliente para ver vídeos do Youtube que funciona satisfatoriamente. O que mata é a instalação de aplicativos em Java, a única forma de rodar um .jar nele era baixar via navegador. O que resolvi com a instalação de um firmware alternativo.

    O que tá difícil é segurar meu lado consumista, que tá louco pra botar a mão em um iPhone ou algum Android. Eu não preciso no momento de nenhum ultra mega recurso de um smartphone faz tudo, eu ainda uso meu celular 90% do tempo como um… telefone, veja só. Mas minha vontate é muito irracional, se eu não tivesse no momento outras prioridades já teria feito uma hagada.

  • Só tive dois celulares na minha vida: o Siemens C72 (desde 2006) e o Nokia 5310 Xpress Music (desde 2009). Apenas o C72 acessa à internê e olha que o 5310 possui Opera. 🙁

  • rodrileo

    Sou um dos que estão abandonando o Dext e pretendo ir de iPhone agora. Realmente não adianta ficarmos céticos quanto à maçã. O cara é bom no que faz.

  • apesar de ter celular a mais de 10 anos, tive apenas 4 aparelhos.

    o primeiro foi um ericsson t18, apesar de pequeno era horrível, a bateria mal durava 6 horas, fiquei com ele pouco tempo, foi roubado numa saída de jogo no maracana.

    o segundo foi um 5120 que peguei de segunda mão de minha irmã após o t18 ser roubado, ela pegou um 8260 (o celular do pelé), apesar de grande a bateria tinha boa duração, Além disso tinha centipede instalado.

    depois disso peguei um 3586 quando o problema do 5129 de contato por pressão da bateria piorou muito. Fiquei com o 3586 um tempão até a Vivo me oferecer um V3 para eu pular de CDMA para GSM.

    Estou com o V3 até hoje, o acabamento em alumínio preto fosco esconde bem a idade do aparelho. Só uso para telefonar mesmo então devo ficar com ele até dar o problema no flip.

    Uma coisa que pouca gente sabe é que um carioca foi o responsável pelo design do V3, Claudio Ribeiro, chefe de design em um estudio dos E.U.A. de design da motorola foi o responsável pelo aparelho.

  • Jos-El

    Gosto muito dessas restrospectivas geek.

    Tive poucos aparelhos, meu primeiro foi um motorola (hehehe aquele que era branco e vinha com capas emborrachadas com cores escalafobéticas) e depois só foram Nokias e Sony-Ericssons. Infelizmente a Nokia está do jeito que está. estou pensando seriamente em fazer um “downgrade” e pegar um E71 (que vai ter um iPod Touch como companheiro), mas realmente telas sensíveis deixam a gente mal acostumado. Se não for o E71 vou me render ao mundo iPhone.

    PS: Não sou ecochato, mas tudo bem admitir que causamos impactos no meio ambiente e isso não tem jeito. Mas “se lixar” é sacanagem. Não custa pensar um pouco e tentar diminuir isso.

    • @Jos-El, ontem me avisaram que um programa de TV estava mostrando uma “sopa ecológica com emissão de carbono zero”. Era feita com água fria e legumes crus. É uma boa forma de “diminuir isso”. Também podemos desligar a Internet e voltar pra cavernas.

      • Jos-El

        @Carlos Cardoso, Dá pra fazer isso sem exagerar tanto pra um lado quanto pro outro. “Se lixar” é a atitude dos idiotas que jogam lixo em qualquer lugar e desperdiçam sem pensar nas consequências.

        Às vezes basta ser educado.

    • @Jos-El, agricultura tb causa impacto ambiental. Flatulência de gado libera metano que é agente de aquecimento global (sério!). A saída é reduzirmos a população humana para níveis contados em termos de milhares de habitantes e não milhões ou (pior!) bilhões de habitantes.

      • m_atheus

        @Pryderi, qual a relação entre gado e AGRIcultura?

        • maximusgambiarra

          @m_atheus, ambos causam impacto ambiental.

      • Jos-El

        @Pryderi, Fato que o ser humano causa impacto no meio ambiente. TODO animal modifica o meio ambiente de alguma forma. É hipocrisia pensar que a gente pode existir e o planeta continuar do jeito que sempre foi. Mas não custa lembrar, até por questão de auto-preservação, que poderíamos pensar antes de certas atitudes.

        Idem pro que eu disse ali em cima, às vezes basta um pouco de educação.

      • Jos-El

        @Pryderi,

        Ah, certo. Vamos continuar a repetir essa falácia dos flatos do Gado que desde o Reagan tentam passar pro mundo.

  • fdfurlan

    Cardoso, temos que parar de usar tanto lixo eletrônico! Precisamos parar de pensar somente no meio-ambiente, mas no ambiente todo! ehehehehhe!

    Estava agora fazendo as contas e eu já tive 8 celulares. Meu primeiro celular foi um Ericsson (ainda não era Sony) A1228D. Uma caixa preta com uma barra de ferro em volta. Verdadeiramente uma arma branca. Ah, ele não tinha alerta vibratório, precisava de um acessório para isso!

    Meu segundo celular foi o honroso Start Tac da Motorola. Seguido do meu celular preferido, o Nokia 8210. Pequeno, cheio de recursos e com bateria infinita!

    Na seqüência eu tive um V90. Tenho que confessar que por muito tempo a Motorola faz os celulares mais bonitos!

    Dai fui para um Sony-Ericsson w810i. Excelente telefone! Bateria dele durava muito! Quase me esquecia que tinha que carregá-lo! Esse foi meu último telefone celular usado somente para falar.

    Fiz minha iniciação no mundo dos smartphones com o Samsung i618 (Blackjack II). Windows Mobile rodando em um processado de barbeador elétrico, imagine a experiência!

    Finalmente cheguei ao Nokia E71. Um celular que dispensa comentários. Excelente! Rápido, simples e funcional. Como um smartphone de trabalho tem que ser.

    Hoje estou com o iPhone 3GS que herdei da minha esposa (ela tem um iPhone 4) e estou muito contente. Devo ficar com ele por um bom tempo (acho…).

  • Rickd

    Eu ja joguei celular fora com bateria e tudo num rio. Dei minha cota de contribuicao troll ao meio-ambiente.

  • Ainda sou fã da Nokia. Vocês lembram como a Motorola (dos celulares) estava antes do Google aparecer com o Android? Pois é, espero que o mesmo aconteça com a Nokia e o MeeGo.

    Acho que hoje, levando em consideração apenas questões técnicas, é até melhor escrever um programa para MeeGo e portar para Android depois, afinal é tudo Linux e o Qt (que é a GUI oficial do MeeGo) já está sendo portado para o Android. O Nokia N9 vai vir aí, e vamos ver no que é que dá.

    Sobre o Symbian^3 acredito que a Nokia deveria largar de vez a plataforma – eu gosto muito, mas comparado ao iOS e Android ele sempre vai estar um passo atrás – e fazer o mesmo que a Apple quando começou a usar os processadores Intel: uma camada de compatibilidade com Symbian para MeeGo.

    Comprei recentemente um E62 e apesar dele ter uma CPU meio lenta tem tudo que eu preciso: teclado qwerty confortável, office, agenda, push mail, Python, fora as toneladas de aplicativos Symbian e Java disponíveis. Custou pouco e eu estou bastante satisfeito.

    PS: Até hoje guardo meu Nokia 6600 com muito carinho. Ele também roda Python e serve pra testar meus programinhas. 🙂

  • Luciano

    Cardoso, uma correção. N-Gage classic *NUNCA* teve infravermelho. Te afirmo isso com 1000% de certeza, eu tenho um N-Gage até hoje que funciona perfeitamente.

    Eu já tive:

    – Motorola PT550 (vulgo porta-aviões) e um kit de baterias de fazer inveja ao cinturão do batmam

    – Nokia 5180 um telefone pé e boi , finado Baby da vivo

    – Kiocera K112 (queime no inferno! o pior telefone que eu já tive)

    – Nokia 3220 (alias, uma discoteca em forma de telefone, mas uso até hoje)

    – Nokia N-Gage, o primeiro e inesquecível Smartphone (tenho até hoje e não me desfaço)

    – E por ultimo um xing-ling “NCKIA”, mas é fabricado por uma tal de KDI, pelo que custou, valeu cada centavo pelas (poucas) funções que tem.

  • skjayanthi

    Estou no 4o. celular em 14 anos:
    – 1998-2001 – Ericsson TDMA- (tijolão da BCP, Claro hoje em dia), a bateria esquentava demais e sentia no bolso. O flip era uma capinha protetora evitando o acionamento dos botões indevidamente. Descobri a real funcionalidade depois que quebrou. Tinha uma antena emborrachada que vivia torta (por causa das gordurinhas da cintura). Morreu.
    – 2001-2006 – Motorola Startac CDMA- comprei quando já não era o celular da moda, mas foi um excelente celular. Menor que o tijolão, a bateria durava muito mais. Quebrou após algumas quedas. Tinha o suporte para cinto – foi meu último celular pendurado no cinto.
    – 2001-2009 – Nokia 2355 CDMA – esse foi o que mais gostei. Era pequeno (vivia perdido no bolso), flip funcional, tinha rádio (que para mim é essencial, por isso não me converti ao iPhone), tinha uma lâmpada LED que era muito útil em alguns momentos. Mas faltava um tocador de MP3 que seria útil quando andava no metrô. Internet era um Wap limitadíssimo. Máquina fotográfica era outro item que sentia falta. Mas como telefone era imbatível. A bateria durava uma semana. Também quebrou após algumas quedas.
    – 2009 – ? Renoir – o conceito dele é uma máquina fotográfica que embarca um celular. A máquina em si não é grandes coisas comparado a outras máquinas. O legal é a grande gama de possibilidades de ajuste e efeitos. Como telefone é convencional. Como smartphone, é limitado, mas creio não ser essa função. Sim, tem rádio. Aguardo quebra num futuro longíquo.

  • m4rcos

    Cara, eu tive um Nokia 232, e ainda comprei um acessório que servia pra pendurar na cintura (2 peças de plástico, uma no celular e outra no cinto) que ficava balançando. coisa linda!

  • marcosalex

    Saí do Grandient Concept pro Samsung SGH-D820 (sabonete) que tinha display colorido, era pequeno e bateria durava muito.
    Depois fui pro Samsung D820, que aceitava cartão, tinha câmera e tocava mp3. Em seguida fui pra Nokia E66 e depois N95 8Gb.

    Ia trocar pro N97 mas foi justamente as críticas do Cardoso que me desanimaram dele, embora seja melhor que meu N95 atual. Se a Nokia atualizar ele pro Symbian^3 eu ainda animaria comprar, mas acho difícil.

  • Belíssimo post do Cardoso, despertou muitas lembranças… Já dizia o velho ditado, o melhor celular é sempre o próximo, o que no meu caso quer dizer iPhone 4.

  • Alexandre Luckenzy

    Poxa, que texto gostoso de ler! (desculpem a sensibilidade)
    os comentários então, até parecem que falam da própria infância!
    Gostei
    [emofag_mode/OFF]

    tive varios celulares

    1° – Nokia 1110, realmente bom. Era robusto e ficou comigo por muitos anos. Quebrou de tanto cair no chão, o bicho aguenta e funciona até hoje – quebrado.

    2° – LG Chocolate – Celular bonito, lembro que prometia o malfadado Bluetooth (super capado). Era todo fechado de recursos e me causava raiva, tinha uma camera boa para um celular comum. Espaço interno pífio para musicas (128 MB? não lembro) e uma terrivel tradição da LG – fabricar verdadeiras louças que quebravam atoa e sem dar nenhum suporte técnico com qualidade. Não compro LG por nada por causa disso.

    3° – Sony Ericsson T630 – eu achando que tudo iria melhorar, quem lembra da qualidade horrivel das fotos e de um espaço interno que parecia uma piada para guardar até uma anotação? Emprestei ele para um “amigo” de manhã, a tarde ele tinha trocado por pedras de crack.

    4° – Sony Ericsson W580i, um bom celular… fiquei com ele por muito tempo!
    emprestei pra minha mãe usar, ela perdeu no mês passado dentro do ônibus interestadual

    5° – Nokia N95 – dispensa comentarios – até hoje!

  • Leonel Seara Neto

    Acho que talvez esteja na hora de atualizar o post.

    Me parece que a história dos celulares de setembro de 2010 até hoje, é muito maior e mais rica do que a da compreendida entre a criação do universo e essa data do post.

    Já deve ter rolado muito mais aparelhos na tua mão, nao?

    Abraço.

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