Eu não quero saber a sua localização…

Parte da indústria é movida por criar necessidades que, antes dos inventos que as soluciona, não existiam. Esse mantra é conhecido de todos, e vira e mexe uma novidade mostra que, apesar de tentarmos nos blindar contra esses impulsos, nem sempre esse escudo funciona a contento. Quem queria um tablet antes do iPad? Então.

Na Internet, acontece a mesma coisa. Ninguém sentia falta do orkut ou do Facebook antes dos mesmos terem sido criados, da mesma forma que, antes do foursquare explodir, ninguém sentia falta de informar a uma galera todo bendito lugar que ele frequenta. Mas… hey, temos uma falha aqui. Ainda hoje, após várias startups investirem pesado nisso, até o Facebook entrar na onda com o Places e o foursquare ter sido avaliado em US$ 115 milhões, as redes sociais baseadas em localização ainda não se popularizaram.

Um estudo da Forrester Research mostra que o público adepto desses serviços é formato por homens jovens da cidade bastante interessados em tecnologia — ou, para definir numa palavra meio controversa, geeks. Nos Estados Unidos, berço da maioria das “fads” que varrem a Internet, apenas 4% da população já experimentou serviços do tipo. Pior: apenas 1% os usa regularmente, no mínimo uma vez por semana.

Localização.

Localização. (foto por Nico Kaiser)

Recentemente, o foursquare virou notícia por ter atingido a marca de 3 milhões de usuários. O número, per si, chama a atenção, mas é quase nada perto dos 145 milhões de usuários do Twitter, ou do meio bilhão do Facebook.

Apenas dizer aos amigos aonde você está não é o suficiente para atrair usuários, e justamente por isso, startups que se seguram na localização estão investindo em novos incentivos. O foursquare, por exemplo, negocia promoções com estabelcimentos para quem fizer check-ins pelo serviço neles. A mesma tática é usada pela Shopkick, que distribui cupons de desconto para quem usa o serviço em determinadas lojas, como Best Buy e Macy’s.

Será o bastante? É difícil prever, porque, aparentemente, não é a falta de incentivos que afasta as pessoas, mas sim a real necessidade de algo do tipo, somada à privacidade. Richard Sherer, escritor de 65 anos, parece ter resumido bem a questão na reportagem do The New York Times, fonte dessa reflexão:

“Não consigo pensar em ninguém que se importe com o local em que me encontro a cada minuto, com exceção de minha esposa — e isso [aonde estou] ela já sabe. Talvez seja uma coisa de geração. Quando nós, velhos cabeças-dura, partirmos, talvez isso não será mais um problema.”

Sempre tenho o impulso de entrar de cabeça em novas redes sociais e coisas do tipo, mas ainda não fui pego pelas de localização. E você? Responda a enquete, vejamos como anda a situação no Brasil:


Relacionados: , , , , , ,

Autor: Rodrigo Ghedin

Blogger, bacharel em Direito e acadêmico de Sistemas de Informação.

Compartilhar

Aproveite nossos cupons de desconto:

Cupom de desconto Asus, Cupom de desconto Frio Peças, Cupom de desconto Mundo da Carabina, Cupom de desconto JBL, Cupom de desconto Costa Cruzeiros, Cupom de desconto Loja do Mecânico, Cupom de desconto Staples