Use a Web para escolher seu candidato nas Eleições 2010

Por: em 23/08/10 na(s) categoria(s): Internet, Meio Bit, Miscelâneas


Vivemos a primeira “eleição 2.0″ da história do Brasil, com a Internet tendo papel importante no pleito — ou, no mínimo, prometendo isso. Deslumbrados com o Obama-effect visto em 2008 nos Estados Unidos, boa parte dos candidatos desse ano estão investindo na Internet para angariar votos. E, de nossa parte, cabe aproveitar essa maior abertura para escolher bem, afinal, colocaremos essas pessoas no poder pelos próximos quatro anos.

Alguns portais e sites de jornais criaram infográficos e jogos interativos para ajudar na escolha. Desses, destacamos alguns que valem uma olhadela.

A Veja criou um joguinho de perguntas e respostas baseadas em declarações dos três principais presidenciáveis baseadas em declarações deles sobre temas em comum. Cada tema traz as declarações, sem indicação dos seus autores, cabendo ao jogador escolher aquela com qual mais se identifica. A cada nível que se passa, a barra do candidato autor da declaração escolhida aumenta. A intenção é mostrar qual dos três tem as ideias em maior sincronia com as do eleitor.

Outra aplicação interessante da publicação da Abril é o Twittômetro, um serviço que mostra o desempenho dos candidatos à presidência no Twitter. Lá, José Serra, do PSDB, está na dianteira com folga…

Twittômetro das Eleições.

Twittômetro das Eleições.

Aliás, os perfis (em ordem alfabética):

Voltando aos mashups e serviços, na Folha temos mais dois interessantes, ambos do tipo “ômetro”. O Promessômetro colhe promessas de campanha dos candidatos, com fonte e uma barra que indica o grau de dificuldade de seu cumprimento. Há filtros por candidato, e será excelente se, após as eleições, o serviço for mantido no ar, ou pelo menos um compilado das promessas do novo Presidente.

Promessômetro.

Promessômetro.

Já o Mentirômetro pega os candidatos de calças curtas (no sentido figurado). Declarações deles são confrontadas com dados estatísticos e os arquivos do periódico, indicando erros, exageros e mentiras descaradas mesmo. Filtrando por candidatos, aparece o desempenho de cada um. É para ficar de olho mesmo!

Vale dizer, ainda, que todos os principais portais do Brasil estão cobrindo intensivamente as Eleições presidenciais. Escolha o seu canal (os seus, de preferência) de informações, e pense muito bem sobre em quem votar, ok?

  • http://murdock-brasil.blogspot.com Murdock

    José Serra do PMDB??? Não seria PSDB?

  • http://www.rodrigoghedin.com.br Rodrigo Ghedin

    @Murdock, dá um desconto, foi por uma letrinha :-)

    Valeu pelo toque, corrigido.

    []‘s!

  • oletros

    Assim como religao, politica eh um tema extremamente controverso, pois deriva de opinioes pessoais.
    Um post que falasse da importancia da web na eleicao me parece correto, mas apontar veiculos especificos para consulta me parece no mimimo equivocado.
    Aqui, foi apontado sites vinculados a midia Abril e Folha, que infelizmente nao teem se pautado pela isencao na cobertura, como o acontecido no debate online, onde “perguntas aleatorias” foram escolhidas a dedo para determinado candidato.
    Some isso ao fato do meiobit ter parceria com a UOL (do grupo Folha), e a credibilidade (na minha opiniao) foi pro ralo.

  • http://www.rodrigoghedin.com.br Rodrigo Ghedin

    @oletros, a parcialidade está nos seus olhos. Passeei pelos principais sites jornalísticos e portais brasileiros, e só nos dois acima encontrei conteúdo dinâmico (jogos, infográficos, mashups). Se conhece algum outro não apontado na matéria, avise aqui, atualizo o post sem problemas.

    Você não vai acreditar porque está pré-inclinado a essa opção, mas não tive motivação partidária alguma na hora de redigir esse post.

    []‘s!

  • Rickd

    Uma rapida passada nos blogs de Luis Nassif e Paulo Henrique Amorim é o suficiente para decidir em quem não votar.

  • oletros

    @Rodrigo Ghedin, acho que aqui cabe um dito popular: ”À mulher de César não basta ser honesta, tem de parecer honesta”.
    Como comentei, politica infelizmente no Brasil eh algo expremamente passional, gerando posicoes arraigadas.
    Abracos

  • Wallacy

    Bem, a principio não gosto de nenhum candidato. Não assisti nenhuma propaganda eleitoral (aleluia), porém chega a hora que tenho que sentar meu traseiro gordo e pensar nos candidatos.

    Gostei da iniciativa dos portais, esse Promessometro e Mentirometro apesar de parciais são bem esclarecedores para quem não está antenado.

    O joguinho da abril também é interessante, só achei as perguntas meio limitadas e da forma que foram dispostas pareciam insinuar que só uma daquelas respostas era a correta. No estilo: “Olha como esse candidato é esperto”.

  • carlos.h.rodrigues.a

    Quanto ao site da veja eu recomendo MUITo cuidado ao recomenda-lo, mas na minha opnião as frases escolhidar foram ABSURDAMENTE parciais, não vou dizer aqui para quem eu tenho preferencia ou para quem o site é mais parcial, mas acredito que é MUITO fácil de notar quando voces forem fazer o teste.

    fica a dica, não se basei muito por esse teste não pois ele aparenta ser muito parcial…

  • http://meiobit.com/author/Max_Laguna/ Emanuel Laguna

    @Wallacy, no meu teste da Veja, quase sai um empate técnico. E olha que tentei ser o mais sincero possível nas respostas. :-?

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=100000454577455 Marcelo Gouveia

    Boa sua iniciativa Rodrigo, mas como já escreveram pode parecer tendenciosa.

    Para não ficar só na crítica sem objetividade, vai aqui a minha contribuição de formas que também me ajudaram escolher meus candidatos.

    1 – Estabelecer uma orientação política partidária que mais lhe agrade. É fácil obter informações ideológicas e históricas dos partidos políticos em seus próprios sites ou pela rede.

    2 – Saber quem são os candidatos em (tem filtros que facilita a busca): http://divulgacand2010.tse.jus.br/divulgacand2010/jsp/index.jsp

    3 – Candidatos a presidente são os que mais têm informações, entrevistas e pesquisas a respeito, por isso mesmo precisam de um cuidado maior na análise.

    4 – Pesquisar as realizações (as vezes inexistentes) dos candidatos nos sites do Senado: http://www.senado.gov.br/senadores/ – Camara: http://www2.camara.gov.br/deputados/pesquisa – e Camaras Estaduais através de uma pesquisa no Google por “Assembléias Legislativas Estaduais” (Cada Estado tem a sua)

    5 – Dar uma olhada no portal de esclarecimentos ao eleitor para as eleições 2010: http://eleicoes2010.jus.br/

    6 – Nem precisa falar em critério e bom senso, pois todos já sabem que uma escolha ruim afetará não só os próximos 4 anos, mas também pode ser prejudicial para o futuro das próximas gerações.

    []‘s

  • predador00

    @Murdock, Tanto faz, afinal a campanha do Serra já está indo serra abaixo..

    ;-;

  • http://meiobit.com/author/Max_Laguna/ Emanuel Laguna

    @predador00, se não me engano, tal candidato é o que possui maior rejeição entre o público. O facto de ele já ter sido candidato outra vez pode ter alguma influência nisso: Dilma e Marina, além de serem mulheres, representam ‘novidade’ no cenário eleitoral. :-P

  • tiagodami

    @predador00, me mijei rindo aqui….

  • thE Masterkey Blaster

    @tiagodami,
    vamos fazer uma vaquinha pra lhe mandar um penico… :evil: :P

  • Edu Lacerda

    Aumentar de 5% para 7% o porcentual do PIB destinado para educação não é nada dificil, isto é, fim do ano passado ou inicio do ano foi aprovado o fim da DRU Educação (possibilidade do governo contigenciar gastos da educação). Nos anos que vigorou (cria do FHC, mas que só no fim do governo Lula derrotaram), foram 80 bilhões que deixaram de ser investidos na educação. Se soma isso + aumento da arrecadação com aceleramento da economia + algum dinheiro do pré-sal não é nada impossível do próximo governo dar esse salto.

    Ah sim, se algo está na Veja presume-se… deixa pra lá.

  • gabriel_

    @Rodrigo Ghedin, sou obrigado a concordar em termos com o colega @oletros.

    Uma ferramenta que mede a participação no twitter pode até ser isenta, mas é difícil imaginar que a frases escolhidas pela Veja para serem associadas aos candidatos tenham o mínimo de neutralidade. Assim como eu esperaria postura semelhante de uma Agência Carta Maior. Um claramente pró-governo e outro claramente anti-governo, criando-se distorções gritantes dos dois lados.

    Pra mim parece evidente que a Veja escolheu exatamente as frases mais comprometedoras que o candidato do governo possa ter pronunciado, e eliminou todas as frases comprometedoras que o candidato de oposição tenha dito. Além é claro de ter escolhido frases que possam associar o atual governo a um extremismo que não cabe mais hoje me dia.

    Enfim, essas ferramentas não servem pra ajudar na escolha de um candidato, apenas pra reafirmar que você está com o candidato apoiado pelo dito veículo (e vale lembrar que eu não vejo problema nenhum em veículos apoiando abertamente candidaturas, como acontece no EUA).

    É sempre bom lembrar também que apesar de não existir discurso neutro, existe sim uma tênue linha de parcialidade aceitável, sob critérios jornalísticos, do contrário um veículo seria confundido com assessoria de imprensa.

  • gabriel_

    @gabriel_, acabei de achar meu primeiro exemplo de parcialidade gritante, jogando o candidato do governo mais a esquerda do ele realmente é. E logo na primeira pergunta! Entrem no link do teste da Veja e confiram, é logo a primeira pergunta.

    A pergunta era sobre o que acha do MST:

    -Na primeira opção o candidato diz que é um movimento de interesse puramente político. (esse me pareceu claro que era o Serra e coerente com o seu discurso)

    -Na segunda opção o candidato diz que é a favor do MST, desde que aja dentro da lei.

    -Na terceira opção o candidato diz que o MST é muito importante pra democracia.

    (nessas duas últimas opções é que está a pegadinha. A Dilma já disse várias vezes que apoia o MST, mas não toleraria que agissem contra a lei. Assim como a Marina, que defende exatamente a mesma coisa nos seus discursos. Dessa forma as opções caberiam tanto para uma como para outra, mas a resposta mais extremista, que não cita o respeito a lei, a terceira resposta, é apontada como sendo a resposta da Dilma. Claramente a ideia aí é imputá-la a pecha de extremista e conivente com possíveis crimes cometidos pelo MST, o que não faz parte das propostas e do discurso da candidata.)

  • gabriel_

    @Marcelo Gouveia, excelentes sugestões.

    Eu entendo a proposta do Ghedin, de procurar algo mais atraente pra maioria do que fuçar em PDFs de projetos lei nos monótonos sites do congresso.

    Mas infelizmente as sugestões desse post quando não são um tanto irrelevantes pra escolha de um candidato (como o medidor de participação no twitter), são subordinados à parcialidade de veículos com partidarismo forte como a Veja e a Folha de S. Paulo.

  • gabriel_

    Pra mim, o principal ponto que você levantou, @Marcelo_Gouveia, é o primeiro, que diz respeito à orientação político partidária do eleitor.

    É muito comum que muitos eleitores julguem o candidato em que vão votar por seus bons projetos, sua simpatia (muitos eleitores realmente interessados em votar bem, acabam fazendo isso inconscientemente) ou o modo como lida bem com câmeras, entrevistas e debates.

    Não que bons projetos realizados e boas propostas não sejam importantes, são muitíssimo, a questão é que quando se vota para o legislativo (deputado federai e estaduais, e senadores) ou pra presidente, o perfil ideológico do candidato e de seu partido são primordiais.

    ———–

    É bom lembrar que esse “perfil ideológico” vai interferir em questões que normalmente não estão computadas nas listas de feitos ou nas promessas de campanha:

    -política internacional, seja na atuação em grandes organismos supranacionais, no tratamento dado a alinhamentos regionais como o Mercosul ou Unasul, seja em relação ao perfil negociador diante de países pobres, agindo de forma benevolente e assistente, ou defendendo com unhas e dentes o interesses brasileiros, ou ainda se ao se dar apoio a outros países a questão dos direitos humanos deve se sobrepor a qualquer outro valor ou deve-se considerar outros fatores que possam se equivaler aos direitos humanos;

    -o modo como vai agir em relação organizações da sociedade civil, ONGs e movimentos sociais. Se preferem que estes sejam apenas um canal de diálogo, sem perfil protestador, ou se preferem permitir que estes grupos usem de todas as formas de protesto que lhes cabe;

    -sua postura em relação a questões comportamentais ou de inclusão, como casamento gay, cotas, drogas ou aborto;

    -seu modo de conduzir a economia, a interferência e o tamanho do Estado. Por exemplo, no tocante às universidades públicas (só o ensino superior público está sob a alçada do governo federal), se as amplia ou diminui. Por exemplo também, cabe ao eleitor decidir se prefere um perfil de candidato que defende que privatizações e diminuição do Estado trazem mais eficiência e diminuição de gastos desnecessários e serviços ruins, ou se prefere seguir grupos que defendem que manter o controle de mais áreas do Estado, aumentando-o através de concursos e criação de estatais, é melhor para garantir que o interesse público seja preservado ao invés dos interesses de acionistas que priorizam o lucro;

    Enfim, saber boas noções do seu perfil ideológico enquanto eleitor e no de seu candidato, se este se alinha às suas preferências de modo mais amplo, e não se deter apenas a promessas e bons projetos anteriores.

  • gabriel_

    Pra finalizar, meus 2 centavos de contribuição para que o leitor possa escolher melhor seu candidato.

    Uma série que o coletivo de blogs Amálgama fez, convidando blogueiros conhecidos pra defender seus candidatos:

    -
    -Por que votarei em José Serra
    http://www.amalgama.blog.br/08/2010/por-que-votarei-em-jose-serra/
    -
    -Por que votarei em Dilma Rousseff
    http://www.amalgama.blog.br/08/2010/por-que-votarei-em-dilma-rousseff/
    -
    -Por que votarei em Marina Silva:
    http://www.amalgama.blog.br/08/2010/por-que-votarei-em-marina-silva/
    -
    -Por que votarei em Plínio de Arruda Sampaio
    http://www.amalgama.blog.br/08/2010/por-que-votarei-em-plinio-sampaio/
    -

    De antemão, tenho que admitir que a defesa do Serra e da Marina não são tão bem elaboradas quanto às do Plínio e da Dilma. Eu consigo ver vários pontos defensáveis na candidatura do PSDB e na do PV que não foram abordados, bem mais de que o “eles são legais” dos caras que escreveram essas defesas. Mas como contraponto ao ótimo texto de defesa da Dilma eu sugiro, não o texto em defesa dos outro, mas a caixa de comentários do texto pró-Dilma, que possui ótimos argumentos contrários à candidata do PT (procurem os comentários grandes, com 3 parágrafos ou mais, e suas devidas réplicas). Acho que foi um bom debate o da caixa de comentários desse texto e deixo aqui a sugestão.

    Vale lembrar também, que defesas e réplicas bem escritas e com argumentação bem estruturada são ótimas pra fugir de maniqueismos do tipo “meu candidato é um máximo e o outro é um lixo”.

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=100000755509143 Eric Colini

    Façam um twittômetro do Helio Costa. Aqui em MG o bicho ta pegando.

  • Ticão

    Esse teste da Veja é meio “mandrake”.

    Numa das perguntas, acho que sobre o casamento gay, cravei na resposta que dizia “o governo não tem o direito de interferir na vida das pessoas”.
    E deu como sendo a posição do Serra. Na mesma hora me lembrei da lei do cigarro.

    E em diversas questões vc descobre a resposta do Serra só pelo fato dele ser o único homem.
    Por exemplo, uma frase como “Eu sou muito religioso mas …”.
    Ora, só pode ser ele. Se fosse uma das duas teria dito “religiosa”.

    A interface e o funcionamento estão bem feitos.
    Mas faltou rigor na redação. O que distorce o teste.

    E isso é o que me espanta.
    Faltou uma boa redação numa empresa especializada em produzir texto.
    Muito estranho.

  • http://meiobit.com/author/Max_Laguna/ Emanuel Laguna

    @gabriel_, gostei de sua contrbuição: não sou partidário do Plínio de Arruda, mas não engulo essa “censura” que a mídia faz para não incluí-lo como um candidato válido à presidência. É algo chocante ver que, por razões obscuras e não tão bem explicadas (pesquisas, sério?), apenas três candidatos possuem algum espaço fora do horário político gratuito. :-?
    |
    Não me prolongarei demais em tal assunto pois poderia gerar uma discussão que fugiria demais do ambiente deste presente blog.

  • rafaeldesouzamendes

    @Rodrigo Ghedin, política não é lugar para técnicos. Ou vocês sabe que está escrevendo um artigo com viés político-partidário em seu conteúdo ou é melhor não escrever.

    Contudo, escrever um artigo apoiando o seu candidato é um direito de todos, porém dar tom de imparcialidade, passando a idéia de método lógico para escolha do candito; considero, no mínimo, falta de transparência nas intenções.

    Recomendar que as pessoas utilizem os joguinhos da Veja e da Folha para escolher seus candidatos é como recomendar que elas utilizem o GTA para educar seus filhos.

    Acredito que se o título do artigo fosse “Empresas investem em games para legitimar seus canditatos.” começariamos a ter um artigo mais sério.

  • http://www.rodrigoghedin.com.br Rodrigo Ghedin

    @rafaeldesouzamendes, http://continue.com.br/26/03/2010/tube-do-dia-gta-iv-como-ferramenta-de-conscientizacao

    Mania de procurar pêlo em ovo, viu :-/