Facebook lança o Watch, sua plataforma de vídeos e declara guerra a YouTube, Netflix e Amazon

O Facebook não esconde seu desejo de manter os usuários da rede social eternamente presos dentro de seu Jardim Murado, utilizando única e exclusivamente suas soluções e por isso atira para todos os lados, com uma série de produtos que vão de mensageiros instantâneos a apps de compra e venda, VR (com o Oculus Rift), notícias, transmissão de áudio, apps voltados para o mercado corporativo e etc.

Só que um pelo menos uma área o Facebook ainda não acertou: vídeo. Sua ferramenta é bem inferior ao YouTube, o streaming de vídeo é um tanto confuso e há zero produção de conteúdo original, mas a empresa já dava indícios de que tentaria resolver essa questão e concorrer não só com o Google como também com Netflix, Amazon Prime Video e outros grandes players do setor.

Agora veio a resposta: nesta quarta-feira (09) o Facebook apresentou o Watch, sua plataforma própria dentro das versões desktop, móvel e para Smart TVs da rede social, que vai reunir num só lugar todo o seu conteúdo em vídeo seja gravado ou ao vivo, e também terá conteúdos desenvolvidos exclusivamente e financiados pela companhia, sejam de grandes parceiros ou não.

Inicialmente o Watch buscará privilegiar além dos grandes players personalidades já conhecidas dentro e fora do círculo do Facebook, buscando contar com conteúdos de qualidade para fazer frente ao YouTube (principalmente) e à Netflix, Amazon Prime Video, Hulu Plus e outros, sendo uma opção para o usuário da rede social de modo que ele não precise consumir conteúdo de fora. O uso da plataforma é livre e com o tempo ficará customizada, aprendendo com os costumes do espectador e dando destaque a seus programas favoritos e sugerindo atrações similares.

Não obstante todo o conteúdo de vídeo, sejam de indivíduos ou de páginas será concentrado no Watch, de modo a permitir que os usuários acessem o conteúdo mais facilmente. Haverão filtros como “O Que Seus Amigos Estão Vendo”, “O Que Faz As Pessoas Rirem”, que reunirá os vídeos com a maior concentração de reações de risadas e “Os Mais Falados”, que obviamente são os que viralizaram na plataforma e geraram grande comoção.

No entanto o foco é mesmo criar conteúdos próprios, e logo de cara o Facebook anunciou os primeiros programas exclusivos do Watch (para os EUA); são eles:

  • My Social Media Life, reality show estrelado por David Lopez;
  • Championship Rewind, um documentário da NBA sobre o Golden State Warriors;
  • [email protected]: uma série com episódios de até 5 minutos com curadoria da NASA sobre ciência descomplicada;
  • Gabby Live: um programa ao vivo apresentado pela autora de livros de auto-ajuda Gabby Bernstein;
  • Tiny Spaces: um show sobre arquitetura e decoração para ambientes reduzidos;
  • ExtraTime Live: um programa esportivo focado na MBL;
  • Safari Live: um show da National Geographic que trará transmissões diretas de safaris na África do Sul e Quênia;
  • Nas Daily: um reality show estrelado pelo rapper Nas;
  • Pretty Unfiltered: um programa motivacional;
  • WSL Surfing Sundays: esporte, que fará a cobertura dos eventos da liga mundial de Surfe;
  • Kitchen Little: um programa de culinária voltado às crianças, com dicas de chefs;
  • Major League Baseball Live: como o nome sugere, cobertura ao vivo dos maiores eventos da MLB;
  • Returning the Favor: série documental sobre pessoas que fazem a diferença em suas comunidades estrelado por Mike Rowe, do Dirty Jobs.

Introducing Watch

Posted by Facebook on Wednesday, August 9, 2017

Por enquanto o Watch é exclusivo dos Estados Unidos e será introduzido aos poucos nos país, para um seleto número de usuários. Já os interessados em criar programas para a plataforma devem submeter sua proposta em um formulário aqui. O Facebook informa que a expansão será gradual e em breve outros países receberão a plataforma, obviamente quando houverem criadores de conteúdo de cada país interessados em suprir um número inicial decente de atrações.

Fonte: Facebook.

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Autor: Ronaldo Gogoni

Um cara normal até segunda ordem. Além do MeioBit dou meus pitacos eventuais como podcaster do #Scicast, no Portal Deviante.

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  • Monstro Medieval

    Particularmente acho ruim ficarmos cada vez mais presos dentro de uma rede só, um site só. Até nos logins eu procuro diversificar entre e-mails, Google, Twitter, Facebook, mas vai que isso também acaba?

    • Google tem tudo que é serviço e a maioria do povo entrega a vida de graça a Alphanet que trata a privacidade como piada. A automação residencial (áudio da casa, presença de pessoas, abertura de portas, luzes, aparelhos ligados e etc), o painel do carro, o e-mail, as pesquisas na Internet, o GPS, os vídeos que assiste, os albuns de foto, o que assiste na TV e nada tem privacidade,

      Era frescura em 2005, valia muito a pena, afinal era tudo de graça. Já gera polêmica em 2017. Acho que daqui uns anos que vamos perceber o impacto deste modelo de negócio sobre entregar tua vida pra ter tudo de graça.

      • Kirk

        Por isso tento manter distancia de rede social, Facebook, Instagram, Twitter, etc.. deletei tudo quando percebi que não agregava mais nada. Também é legal ir nas opções de privacidade e dar uma olhada, desabilitar tudo que não for necessário.

        • Facebook e Google são os piores casos na minha opinião, mas no Facebook o que faço é tão fútil e superficial e que não vejo problema, só uso pra ter vinculo com as pessoas, registrar alguns momentos e compartilhar com os outros… é fútil… não tem problema.

          Mas o grave é o que escrevo no bloco de notas, o que faço na planilha de cálculos do google, o que faço no browser. No Google tudo isso não é privado, eles realmente mineram e traçam meu perfil e vendem pra tudo que é lugar. Lembretes de remédios, agenda de compromissos, dívidas, tudo está lá pra usarem… isso é muito pior do que Rede Social onde compartilho fotinho fútil no parque e eu estou consciente que estou me expondo.

          • Kirk

            Tudo o que você disse é verdade. Por isso não uso os serviços do Google vinculados a minha conta. A unica exceção hoje é a Apple, devido ao telefone.

          • Mas com ela, teu lembrete, teu bloco de notas, tua agenda, tua automação residencial, tudo está cifrado, ninguém tem acesso, até o governo americano não tem acesso.

      • Monstro Medieval

        Eu nem me referia à privacidade, era mais à limitação de conteúdo, informação. Imagina um cenário só com o Watch e que o Zuckerberg escolhe o que vamos ver porque se ele não gosta, não entra na grade.

        Privacidade eu meio que já relaxei, daqui a pouco vou reclamar no Google que ele não me lembrou de comprar remédio e nem avisou que o café estava acabando.

        • Mas dá pra ter tudo isso sem que ele saiba qual o lembrete ou que ele venda isso para o teu empregador, para a embaixada do pais que tu deseja entrar e etc… Dá pra ter tudo, sem vender a alma a uma empresa.

          Eu relaxava, mas de um tempo pra cá vamos vendo cada vez mais que isso é muito ruim.

  • José Carvalho

    Sinceramente? Não existe conteúdo exclusivo, isso é uma falácia, se algum programa for bom mesmo vai estar disponível na unica plataforma universal de compartilhamento de arquivos da internet. Vocês sabem onde…

    • Parece bom para mobile. Quase ninguém baixa torrent em celular

      • José Carvalho

        Baixa no PC e vê no mobile

  • Bruno Costa

    A parte boa é o YouTube ganhar mais um concorrente sério. Se as pessoas aderirem, pode fazer a Alphabet se mexer um pouco.

    • Só pra isso também, porque nem chegarei perto do Watch…

    • Dou uma e se for bom dou mais

      Com o nível facebook de proteção flocular? Duvido e pago pra ver.
      Fui banido por um mês do FB por falar que queria copular com uma floquinho. (sim, ela era maior de idade e sim ela era mulher).

      • Eduardo Barreto

        Imagino a… finesse… que usou para dizer isso.

        • Dou uma e se for bom dou mais

          Vi gente falar coisa muito, mas muito, pior do que eu falei no FB, só que cometi o erro de falar para um floquinho.

  • DiMais

    a verdade é que todas as companhias querem os usuários presos dentro do seu jardim murado, vai de cada um usar todos os serviços de uma empresa só ou diversificar isso de acordo com sua conveniência.

  • Arnoud Arnoud Rodrigues

    Interessante já lançarem dois programas de ciência.

  • Cassio R Eskelsen

    Bem que o Facebook poderia implementar um filtro que eliminasse o “Fala Galera, Beleeeeeza?” típico dos youtubers nacionais.

  • EmuManíaco

    Tô fora. Se é do Facebook quero distancia.

  • Anayran Pinheiro

    Facebook sendo cada dia mais a internet dentro da internet…

  • OverlordBR

    Sempre quis uma plataforma que reunisse vídeos religiosos, de gatinhos peludos, de bom dia…

  • Chuchu Psicótico

    Eu n tenho facebook e n vou criar só pra ver o watch, se funcionar independente de uma conta no face, aí posso dar uma conferida

  • Marcelo Abrantes

    Parece que o Facebook tá tentando criar o OASIS.

  • Jack Silsan

    A singularidade de Zuckerberg está crescendo.

  • Inquisidor

    o youtube tem criado muitos problemas por causa do politicamente correto, tomara que tome uma na orelha para se espertar.

  • Uriel Dos Santos Souza

    Se o fecebook pagasse por conteúdo igual ao Youtube e/ou desse um jeito em roubo de conteúdo.

    Iria se dar muito bem, mas ele não quer dividir dinheiro neh!

  • Facebosta? Tô fora.

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