Escoteiras dos EUA, as próximas profissionais de Segurança da Informação

O Escotismo não é um movimento muito popular no Brasil, mas nos EUA é levado a sério. A organização utiliza o método militar de disciplina e hierarquia para ensinar às crianças e jovens habilidades essenciais para a sobrevivência e para se sair bem em qualquer situação difícil.

Eles aprendem a cozinhar, a fazer serviços e reparos simples (de acordo com a idade) e também a serem prestativos e criativos, para no fim se tornarem cidadãos funcionais à frente dos encostados que não sabem nem cozinhar um ovo.

Na civilização o movimento para garotas escoteiras é igualmente forte, contando com mais de 1,8 milhão de membros e uma CEO de respeito: Sylvia Acevedo foi cientista de foguetes da NASA JPL e já atuou como engenheira de sistemas da IBM e diretora da Dell, entre outras ocupações e é um defensora do ensino de STEM (Science, Technology, Engineering and Mathematics) aos jovens, principalmente às meninas na área de TI onde elas ainda estão em um número bem menor que os homens. E exatamente por isso a Girl Scouts for USA fechou uma parceria com a Palo Alto Networks, uma companhia de segurança para ministrar cursos de cibersegurança para as escoteiras.

A iniciativa não partiu totalmente do grupo ou da empresa: em pesquisas realizadas entre as garotas sobre quais cursos e habilidades adicionais gostariam de aprender, ciência da computação foi uma das mais mencionadas e especificamente voltada à segurança. Assim, as escoteiras terão direito a uma insígnia de cibersegurança ao participarem de cursos de acordo com suas faixas etárias: as mais novas terão acesso a cursos sobre lidar com privacidade de dados, cyberbullying e como se proteger adequadamente na internet, enquanto as mais velhas vão aprender a programar; elas serão direcionadas a dominarem habilidades para desenvolvimento de softwares de segurança e firewalls, bem como conhecimentos para contornar barreiras ao se tornarem hackers “white hat”, por assim dizer.

Há um esforço real lá fora em incentivar as meninas a programar e se interessar por carreiras em STEM, e o Girls Scouts acredita que essa parceria pode ser o primeiro passo para incutir tal ideia nas garotas. Se vai dar certo, só o tempo vai dizer.

Fonte: CNN.

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Autor: Ronaldo Gogoni

Um cara normal até segunda ordem. Além do MeioBit dou meus pitacos eventuais como podcaster do #Scicast, no Portal Deviante.

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