Google vai permitir que empresas controlem melhor como seus ads são veiculados

O Google sentiu as consequências de sua mais recente presepada onde dói mais: no bolso. Ao não controlar como seus ads são vinculados a sites e vídeos do YouTube, muitos deles acabaram ligados a conteúdos extremistas, de apologia ao terrorismo, discursos de ódio e outros temas controversos.

Resultado, centenas de empresas pularam fora da plataforma e como quase 90% da receita de Mountain View vêm dos ads, isso é um problema e dos grandes que agora a companhia está tentando resolver.

Segundo informações vindas do GroupM, o maior grupo investidor em mídia do planeta foi fechado um acordo com uma companhia intermediária, que ficará responsável pela comunicação entre esta e o Google para garantir que os ads das empresas que representa (só file: L’Oreal, HSBC, Lloyds Banking Group, Tesco, Marks and Spencer e outras) sejam ligados a sites, vídeos e canais que não contem com nenhum tipo de conteúdo controverso ou indesejável. Esta empresa irá monitorar, no caso do YouTube os vídeos e canais do Preferred Advertising Program, uma categoria específica que reúne os campeões de audiência da plataforma de vídeos e por isso mesmo, os influenciadores mais rentáveis e influentes.

Desnecessário dizer que Felix “PewDiePie”Kjellberg, o YouTube mais popular (e rico) do mundo era até pouco tempo a joia da coroa do programa, até suas recentes presepadas o levarem a ser posto para fora a pontapés. A ideia é exatamente favorecer ambos os lados, o produtor de conteúdo terá acesso a campanhas de grandes empresas e os anunciantes terão a certeza de que estão se conectando a YouTubers confiáveis e de grande alcance.

Só que os recentes desdobramentos provaram que o algoritmo do YouTube e do Google não possuem Simancol, ligam qualquer ad com qualquer site ou vídeo se baseando nas informações coletadas do usuário, ao invés de promover campanhas ligadas ao contexto. Com isso diversos ads acabaram ligados a vídeos de grupos extremistas, com conteúdos exaltando atos de terrorismo e outros temas e esse tipo de propaganda é algo que ninguém quer.

Segundo o GroupM, que conta com a OpenSlate para tal missão (que receberá uma comissão por seus serviços) ela é até o momento a única companhia autorizada pelo Google a monitorar como suas campanhas são tratadas dentro da plataforma da gigante das buscas, mas é fato que mais grupos e empresas seguirão o movimento e exigirão tal proposta do Google, já que é muito difícil que ela própria se emende e deixe de ligar ads a vídeos e sites controversos.

Fonte: recode.

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Autor: Ronaldo Gogoni

Um cara normal até segunda ordem. Além do MeioBit dou meus pitacos eventuais como podcaster do #Scicast, no Portal Deviante.

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