Pentágono pode ser obrigado a encomendar US$ 126 bilhões em submarinos

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Em 1944 a Marinha dos EUA tinha 230 submarinos. Com o fim da guerra esse número caiu bastante, em 1950 eram 72, então veio a nuclearização e a Guerra Fria. Em 1957 a frota era de 113 embarcações de ataque e 2 balísticos. Em 1964 os números eram 102/23, em 1980 100/37.

A Guerra Fria acabou, os custos cresceram, submarinos foram sendo aposentados, e hoje os americanos possuem 52 submarinos de ataque 14 balísticos e 2 de mísseis comuns (fonte).

Desses de ataque o grosso da frota são classe Los Angeles (43). 3 são Seawolf, 11 são Classe Virgínia, e os números tendem a diminuir mais ainda. Submarinos são bons para uma coisa: afundar navios. Até podem ser usados para lançar ataques de mísseis de cruzeiro, mas é canhão para matar passarinho.

Agora estão tentando aprovar um plano para substituir os submarinos de mísseis balísticos classe Ohio. Faz sentido, é um barco cujo primeiro da classe começou a ser construído em 1974, e AINDA está em uso. Estão mais que obsoletos.

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A Classe Columbia pretende substituí-los, mas o custo é assustador: US$ 8 bilhões por unidade, e o projeto prevê 12. Óbvio, se durarem 40 anos é um bom investimento, mas mesmo assim é um facada. Só há um problema: não encomendar sairá mais caro.

Motivo: há UMA empresa nos EUA que constrói submarinos, a General Dynamics Electric Boat. É uma atividade extremamente específica que demanda um know-how que é perecível. Soldar um casco de pressão que resiste à pressão de ▮▮▮▮ metros de profundidade não é algo que se aprende em cursos do SENAI.

Os funcionários da Electric Boat mantém um programa de aprendizes, muitas vezes passando de pais para filhos o conhecimento e a experiência. Quando ficam muito tempo sem projeto, eles se aposentam, morrem e o conhecimento se perde.

Hoje os EUA estão em um dilema. Se mantiverem a produção de submarinos abaixo de um mínimo chegará o momento em que ninguém mais saberá como construir submarinos, e se for preciso terão que reaprender, o que leva tempo. E em guerra, tempo é um luxo.

O programa de construção da Classe Columbia tinha apoio do Obama e tem tudo para ser continuado pelo Trump. Tomara, pois pior que um barato que sai caro só um caro que sai muito mais caro ainda.

Fonte: Spacewar.

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Autor: Carlos Cardoso

Entusiasta de tecnologia, tiete de Sagan e Clarke, micreiro, hobbysta de eletrônica pré-pic, analista de sistemas e contínuo high-tech. Cardoso escreve sobre informática desde antes da Internet, tendo publicado mais de 10 livros cobrindo de PDAs e Flash até Linux. Divide seu tempo entre escrever para o MeioBIt e promover seus últimos best-sellers O Buraco da Beatriz, Calcinhas no Espaço e Do Tempo Em Que A Pipa do Vovô Subia.

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  • É bom que fiquem afiados em construir esses barcos. Não gostaria de ver um F35 naval.

    • Macedo

      se for F35 fique tranquilo, você não verá, talvez seus bisnetos vejam…

    • Tem aqueles destróieres super bonitos, super caros e super coloridos nos radares, Zumwalt.

  • Atrollando Natuacara

    Chupa EUA, chupa Rússia, na República da Banania, os submarinos são mais versáteis….

    https://uploads.disquscdn.com/images/88772ff0025bf7661b31f6297242de0077af5c460f523dae5406f04f90ca7b22.jpg

    • Jorge Dondeo

      kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    • Brazil, “País do Futuro”… nunca esqueci dessa… =P

  • nerddiaries

    Como já foi citado pelo próprio Cardoso (acho), investimento militar é como contratar um seguro: você paga e torce para não precisar usar, pronto. É melhor do que ficar desprotegido.

    • Tom

      Submarinos de Guerra: É melhor, ter.

  • Jose X.

    dinheiro de pinga

  • Dandalo Gabrielli

    O problema na verdade é a solda??!!! Puxa em 70 anos o avião saiu de 200 para mais de 3 mil Km/h e não conseguimos um processo de automatizar e não ter um sistema sem falhas de solda? Quem ta sendo a roda presa a CUT ou CGT???

    PS – Obviamente que ter automatização desse processo em carros é muito mais simples, são peças de menos de 500 KG e não precisam estar a 20 metro de altura.

    Mas puxa é impressionante como em muitas áreas ainda precisamos muito do fator humano, é muita coisa artesanal que chamamos de industrial… :

    • ochateador

      Robos não conseguem fazer inspeção visual…
      Fora que se o equipamento de solda não estiver bem cuidado e/ou utilizando materiais de qualidade a solda vai ser a mesma coisa que não soldar.

      • Dandalo Gabrielli

        Um camera térmica não resolve isso? Material com qualidade não deve ser o problema se tem um robo soldador…
        A verdade é que o ser humano é muito mais barato… 🙂

        • Ivan

          Pelo que entendi precisam construir pra não perder recurso humano, então se conseguissem substituir por maquinas sairia mais barato.

          • Luiz

            exceto que o volume de produção é baixo para automatizar, quem sabe se fossem produzir 4000 subs dai dariam um jeito de automatizar e não ter humanos

          • Juaum

            Talvez não. Visto que mesmo as máquinas, teriam um processo complicado para exercer à função.

          • Macedo

            custo para manter humanos: 126 bi
            custo para incorporar todo este conhecimento em máquinas: 1,2 tri? sim, a ordem costuma ser de 10 a 100 vezes mais caro para se automatizar algo em relação ao que é feito pelos humanos, quando há volume normalmente se paga rápido, mas como o rapaz disse aí abaixo, não tem escala para isto valer a pena…
            o que deve acontecer é quando outras frentes da indústria usarem tecnologia equivalente para algum fim semelhante (exploração oceânica de petróleo maybe?) a produção militar possa incorporar e continuar desenvolvendo a partir dalí, cortando muito o custo da automação

        • Giovane K.

          Solda se inspeciona com ultrassom e radiografia, técnicas que demandam de muito conhecimento teórico e prático, especialmente o ultrassom.

        • ochateador

          Cara, talvez algum robô possa fazer o serviço de forma mais eficiente e mais barata. Mas sempre haverá um ser humano para ensinar e/ou dar manutenção no robô, então para que ensinar 2 grupos quando posso ensinar apenas 1 e economizar ?

          Fora que por melhor que seja um robô/IA sempre vai ter algum detalhe que ele deixará passar ou não saberá avaliar corretamente (exemplo tosco: eu confio mais na previsão do tempo do meu pai e meus avôs do que na previsão do tempo da TV/internet/rádio/etc).

      • Ivan

        Questão não é inspeção, robo solda e uma pessoa inspeciona.

    • Black Bomberman

      O problema não é soldar, é substituir. A solda vai ser só p/ alongar o prazo e o preço de custo do que já está velho. Como o Cardoso disse, substituir vai sair caro, mas não substituir sairá mais caro ainda.

      Agora estão tentando aprovar um plano para substituir os submarinos de mísseis balísticos classe Ohio. Faz sentido, é um barco cujo primeiro da classe começou a ser construído em 1974, e AINDA está em uso. Estão mais que obsoletos.

    • Luiz

      é industrial pelo metodo de produção, mas usa mao de obra artesanal humana

    • Narciso

      A palavra chave aqui é :”exemplo ilustrativo”.

    • Macedo

      sobre essa história de algo se perder com o tempo, bons exemplos são o concreto romano, o fogo grego (se não for lenda), o aço damasco, coisas que só agora, trocentos anos depois, é que estão conseguindo ter algumas pistas de como funcionam (exceto fogo grego) e como eram feitos na época sem tecnologia atual… e pistas por enquanto…

      • As construções romanas são tão fantásticas que os engenheiros de hoje só conseguem fazer com CAD e muita simulação.

        E na época foi feita sem nada disso, e muitas ainda tão de pé.

        • Macedo

          fato, sem contar construções marítimas ainda firmes e fortes depois de milênios em contato com a água salgada…

  • “Pode ser obrigado a encomendar 126bi em submarinos” que inferência clickbait hein!?

    Se não tem cláusula em contrato, ou uma arma apontada na cara, não são obrigados a nada. Se as técnicas de construção arcaicas de submarinos eventualmente se perderem, treinam uma geração inteiramente nova de engenheiros que provavelmente vão modernizar e melhorar todo o processo de construção, sem precisar “encomendar 126 bilhões em submarinos”.

    • Carlos Ferreira

      Você leu o texto? Treinar uma geração de engenheiros leva muito tempo. Duvido muito que o inimigo espere por alguns anos até terminarem de treinar os engenheiros. Sem contar o tempo de projeto e produção dos submarinos. Você acha que em um eventual conflito o inimigo entraria em acordo pra adiar a guerra em 12 anos?

      • Lui Spin

        Talvez se o Cardoso colocasse o “obrigado” entre aspas, ele entenderia melhor. kk

    • tudo pra você é clickbait, impressionante. Eu tenho uma solução: Volta pro G1 e pronto, assim não tem que ler esses terríveis clickbaits do MeioBit.

      • Você sabe bem que a inferência foi clickbait sim, só não quer admitir.

        Mas como disse o cara mais pra baixo, a diferença entra a clickbait do G1 e a do MB, é que a do G1 vc clica pra ler algo que não quer, e a do MB vc clica mas já planejava ler o artigo de qualquer forma.

        ¯_(ツ)_/¯

        • Cara, eu não sou obrigado a te ensinar figura de linguagem, mas dica dou de graça: Seja menos literal, o mundo fica melhor assim.

          • Baby Commando

            Você anda muito estressado Cardoso, precisa de férias.

          • Você é novo por aqui, acertei?

    • Luiz

      QUAL E O PROBLEMA COM A PORRA DO CLICKBAIT, exceto se tu for peixe, não é mesmo

    • Unfear

      Pelo menos o clickbait aqui vale a pena

    • Juaum

      Cara, e a perda de todo know-how existente não é pior que um contrato litigioso que te obriga a comprar??

    • ochateador

      Cara, vou linkar um comentário que fiz a um tempo atrás para explicar o que vou falar -> http://disq.us/p/1e1pion

      Após a leitura do comentário me responda algo.
      Será que é clickbait mesmo ? Porque agora os USA estão com uma dúvida simples: “gastar 126 bilhões de dólares para montar novos submarinos e mantar profissionais treinados que podem ser convocados a qualquer momento (e de quebra ainda mantem a influência militar no mundo) OU economizar 126 bilhões de dólares agora, perder todos os profissionais treinados e em caso de surgir alguma merda no exterior o país terá que perder algumas gerações (pois a primeira geração é apenas tapa-buraco) treinando novos profissionais (e com isso perder toda a influência militar e ficar acuado por qualquer país) ?

      Por mim acho que esses 126 bilhões estarão bem investidos, pois tem que treinar profissionais, criar materiais certos, pagar salário/comida para todos, forçar o desenvolvimento de novas tecnologias/materiais, etc (isso que falei apenas da atividade “construir submarinos” e não falei das atividades que acontecem ao redor).
      É fácil pensar que podemos treinar uma nova geração de engenheiros, mas não é bem assim a coisa…

      • Esse é o ponto! Know-how é uma coisa absurdamente cara pra se perder.

    • Jorge Dondeo

      Ta bom, é assim mesmo que funciona, vimos isso nas caravelas que babania tentou refazer 500 anos depois.

      Opa esquece, to respondendo um cara que se intitula gato sei la o que.

      • Ah claro, excelente pensamento! Devíamos ter mantido e sustentado gerações e mais gerações de Engenheiros de Caravela para o conhecimento não ter se perdido né? Afinal, esse tipo de navio é ainda extremamente relevante e útil no mundo de hoje.

        Putz, respondi o Mestre dos Magos. Daqui a pouco ele some de novo!

        • Some tal qual um rolo de Papel Alumínio que não estava presente pra embrulhar meu PERU no natal???

    • Volta pro Gizmodo oferenda… xD

  • gfg

    Pra mim submarinos hoje servem muito bem como arma de terror.
    Navega despercebido até a costa, solta as Nuke e vai embora.

    • Lucas Linki

      Daqui a pouco drones vão fazer isso. Na verdade, já fazem. Já vi pessoas que vivem em zonas de conflito no oriente médio que dizem ter medo do céu, porque você só percebe quando é tarde demais. Num momento você está cuidando da sua vida, noutro está chovendo fogo do céu. [ Só falta equiparem eles com pequenas ogivas nucleares ]

      • Jamais! isso ainda vai ficar com um humano no controle. Não seria impossível alguém “passar o cerol” no drone e ganhar de brinde uma ogiva nuclear lindinha!

    • Eduardo Alvim

      É isso mesmo, mr. Obvious!

    • Toda arma é de terror. Um bombardeiro chega, despeja uns napalm (EU SEI!) no seu quengo e vai embora. O recado está dado: “O próximo alvo é você”

  • Hemeterio

    Pior que tem que manter esse povo ocupado mesmo. A comparação que vou fazer ñ tem sentido, mas eu ñ sou o MIT nem o TNYT: se os USA fosse minimamente como o Paquistão, digamos, um Usakistan, esses engenheiros ociosos/desempregados iriam vender seus conhecimentos pra quem pudesse pagar. Tal como as guildas medievais, um pedreiro habil ia de catedral em catedral oferecer seus serviços, e eram extremamente requisitados. Continuando a analogia tosca, um estado pária ou uma organização terrorista adoraria pegar um pedreiro desses pra fazer ñ catedrais, mas castelos, fortes e prisoes.

    • Edson Sanchez

      Gostei do raciocínio “gafanhoto”. Realmente se o Estado Islâmico cooptar um destes engenheiros, vários americanos bem instruídos, já caíram nas garras hipnotizantes do Alcorão, deve ser as tais 70 Virgens(ta quase impossível achar 1), que te esperam no paraíso(e assassino sem noção vai pro Paraíso???), e demais delícias que te aguardam, meu caro Nerd/gênio/totalmente solitário sem sexo. Podem descobrir muitos ou quase todos os segredos destas armas de guerra eficientes.

  • Portuguêses estagnaram na navegação por causa disso, histórico de projetos inesistes e morte dos conhecedores do como faz embarcações, junto a isso detalhes de matéria prima como tratamento de madeira contra inchamento na água

    • Meninão Bobo

      Falou o marceneiro Manoel hehehehehe 🙂
      S2

    • Daí, 500 anos depois, Brasil passa vergonha com uma caravela afundando.

    • Jorge Dondeo

      Fora o fato de a fabricação de caravelas ser um projeto quase secreto.

  • Alvaro Carneiro

    – ” Faz sentido, é um barco cujo primeiro da classe começou a ser construído em 1974, e AINDA está em uso. Estão mais que obsoletos.”

    O 747 é de 1969 e ainda está em produção e não é obsoleto. Idade nesta área não quer dizer muita coisa.

    O tal submarino pode ser até obsoleto, mas não exclusivamente por causa da idade.

    Ah mas o 747 não é de uso militar, ok, temos o A10 em serviço até 2028, e o bicho é de 1972.

    • Hemeterio

      O 747 atual, mesmo em suas várias versões, pouco tem a ver com o projeto dos anos 60. E de lá pra cá, foram aposentados e feitos novos às centenas. Um submarino ñ tem essa mercê. O que foi construído há decadas tem que estar funcionando hoje, e chega um ponto que ñ dá mais pra atualizar nada. Pense neles como um desktop 486 de 1995. Vc realmente acha que com as devidas atualizacoes, ele estaria tinindo hoje? Ou melhor: que o custo de mater esse defunto vivo por vinte anos n seria maior que simplesmente jogar fora e comprar um macbook 2017 em 10x?

      • Ivan

        Exagerou na parte do macbook 2017….

      • Luiz

        o i80486 era produzido ate estes dias, acho que encerrou em 2013 a producao

    • Leonardo

      Melhor ainda são os KC-135 e B-52 ambos da década de 50, e o B-52 planejam manter até a década de 2040.

  • Luiz

    Poderiam ensinar na internet como se constroi subs, dai qualquer um saberia, não espera.

    • DanielBastos

      Fazer um video de 5 min no youtube e fica tudo susa 🙂

      • Ivan

        Hoje no manual do mundo vou ensinar a fazer solda de submarino usando supercola e um tubo de pasta de dente.

  • É uma pena que tenha faltado interesse ($$$) para produzir mais Seawolfs.

  • LV

    Pq submarinos tem classes ?

    • Ivan

      Nunca jogou rpg?

    • ochateador

      Cada classe usa armamentos diferentes e são desenvolvidos para funções específicas.

  • Cesar Osvaldo Müller

    Cardoso, Não fala mal desta incrível industria do conhecimento que é o SENAI, a final, como os próprios alunos falam: ” Você é burro, ou faz SENAI mesmo?”

  • Marcelo Eiras

    Isso me faz lembrar da Engesa e do Tanque Osório

  • Leiner Vitor

    Fico aqui imaginando como seria um ferro velho de sub’s!

    E outra, os seawolf’s são relativamento novos não? Certa vez ouvi falar que era o que tinha de melhor e mais moderno no ramo, porque pretendem lançar esses Columbia se só fizeram 3 Seawolfs? Não entendi essa parte.

  • Kepler K

    A empresa americana Huntington Ingalls Industries também constrói submarinos.

  • Éleéfe PêCê

    Cara, a pior parte do texto é quanto vc se coloca como um norte-americano que está preocupado com russos ou chineses, “O programa de construção da Classe Columbia tinha apoio do Obama e tem tudo para ser continuado pelo Trump. Tomara, pois pior que um barato que sai caro só um caro que sai muito mais caro ainda.” Vai pra Miami cara, lamber as botas dos estadunidenses.

    • doorspaulo

      Que?

  • Bruno do Acre – (Etevaldo)

    O Lula, cidadão ilustre e honesto fei SENAI….então não há como questionar a qualidade do mesmo

  • Mesma perda de conhecimento que houve no programa Saturno V. Ninguem sabe como refazer aquele foguete.

  • Roberto Da Silva Rocha

    Esta maldita solda era segredo dos soviéticos, acreditem!

  • Jose X.

    eu acho que o cardoso está comprando o papo do lobby trilionário da indústria bélica americana…e dos almirantes, generais, etc, que nunca estão satisfeitos com os brinquedinhos que têm (influenciados pelo lobby trilionário da indústria bélica americana, claro)

  • Giuliano

    São apenas 8Bi. Vou pedir 2 logo de cara….

  • Só falta eles perderem o know-how que o Ramius passou pros Ianques!

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