Campanha tenta financiar novo jogo para o Mega Drive

tanglewood

E já que estamos vivendo (novamente) o renascimento do Mega Drive, que tal termos a oportunidade de jogar algo novo para o console? Pois se depender da Big Evil Corporation, isso acontecerá lá pelo final do ano que vem, quando o estúdio pretende lançar o Tanglewood.

Descrito pelo criador como uma mistura de Another World com The Lion King, o jogo de plataforma ainda teria recebido a influência de clássicos como Flashback, Sonic the Hedgehog, Abe’s Oddysee e Heart of Darkness, além de aproveitar elementos de títulos mais modernos, como Limbo e Ori and the Blind Forest.

Nele controlaremos Nymn, um ser parecido com uma raposa que se separa de seu grupo e cujo objetivo será voltar para casa enquanto tenta sobreviver aos muitos perigos do lugar que habita. Para isso teremos que solucionar diversos quebra-cabeças conforme avançamos pelos cenários, além de usar a inteligência para derrotar inimigos muito mais poderosos.

O estúdio também promete implementar um sistema de passagem de tempo, mas ainda não está claro se isso fará com que certos animais apareçam apenas durante o dia ou durante a noite. Por enquanto, o que sabemos é que haverá muito a se fazer no jogo, com áreas escondidas esperando para serem descobertas e com muitos colecionáveis espalhados por todos os lados.

Porém, para que o Tanglewood se torne realidade, Matt Phillips precisa conseguir pelo menos £ 48 mil através de uma campanha no Kickstarter, meta que ainda está bem longe de ser atingida, mas como ainda faltam 33 dias para o seu fim, a esperança de todos nós é de que ele obtenha sucesso.

O bom é que o game designer disponibilizou uma demo do jogo, mas preciso dizer que visualmente o Tanglewood precisa melhorar bastante. O que reconforta é o fato do projeto ainda estar num estágio inicial de desenvolvimento e caso o sujeito não consiga entregar algo mais bonito, restará a sua promissora jogabilidade.


Matt Phillips — TANGLEWOOD for the SEGA Mega Drive/Genesis – Dev Log 8 – A brisk walk through Tanglewood

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Autor: Dori Prata

Pai em tempo integral do pequeno Nicolas, enquanto se divide escrevendo para o Meio Bit Games, Techtudo e Vida de Gamer, tenta encontrar um tempinho para aproveitar algumas das suas paixões, os filmes, os quadrinhos, o futebol e os videogames. Acredita que um dia conseguirá jogar todos os games da sua coleção.

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  • Rodrigo Alineri

    Acho muto legal essa onda de consoles clássicos estarem voltando. O NES Classic já está esgotado nos EUA, o que indica o quanto as pessoas gostariam de reviver grandes momentos da infância não com emuladores, mas com seus antigos consoles. Feliz por isso.

    • Luiz Claudio Eudes Corrêa

      Do jeito que a Nintendo fez pouco NES Classic, é mais fácil um Raspiberry Pi com emuladores e controle usb

      • Bruno S

        Desse jeito fica muito bom mesmo. Que a diversão seja assim!

    • Sinceramente não acho bom a reconstrução dos consoles em si. Sou grande fã de games retrô criados para plataformas atuais, pois fazem uso de algumas vantagens óbvias desses sistemas: a maior deles, no caso, a qualidade sonora. Eu daria tudo por um novo Metroid 2D, gráficos estilizados, mas com som 5.1. Ainda bem que temos o AM2R para salvar a pátria. Axiom Verge também merece crédito.

      • Rodrigo Alineri

        Respeito sua opinião e considero muito válida a sua colocação sobre o áudio. Hoje estou com 35 anos e, na minha época não pude ter nenhum desses consoles clássicos, então ia nas locadoras e marcava um tempo pra jogar. De uns tempos pra cá coleciono emuladores justamente daqueles que não pude ter (e outros que não queria rssss). Mas o emulador não traz a mesma experiência de pegar o controle, soprar e inserir o cartucho e ligar o console, isso não tem preço. Com meu trabalho, posso adquirir esse ou aquele console da atual geração, mas quem hoje quer adquirir esses consoles clássicos, quer também adquirir aqueles defeitinhos no áudio, os legs na tela e tudo que só o original proporciona. Grande abraço.

  • Samuel

    A importância dos jogos como forma de entretenimento cresceu tanto nos últimos anos q tem aberto espaço até para os consoles antigos encontrarem mercado novamente. Eu acho excelente. Que volte o SNES, q volte o MegaDrive. Jogo é jogo, independente se é 3D ou roda em 4K ou não.

    • Gostaria muito que mais pessoas pensassem como você. Acho deprimente ver alguns que se dizem apaixonados por games dizendo que apenas jogos fotorealista são bons.

      • A maioria dos que dizem isso Dori, não viveram a época. Criatividade saltando os olhos, empresas brigando por consoles 8, 16 e 32bit.

        • A Era 32bit foi de transição. Acho que foi a pior época pra games, e apesar de franquias que são divisores de água – como Resident Evil e Metal Gear -, o grosso dos games parecia mais experimentos grotescos de fórmulas 2D com gráficos 3D tosquíssinos.

          • Naquela época era tudo experimentação. E o 32bit como você citou foi o inicio. Já havia alguma coisa 3D nos Arcades, era só uma questão de tempo até chegar nos consoles de mesa.

    • Juliano Teichmann

      Embora eu tenha vivido a época do master system e mega drive (e do atari), esses jogos ficam apenas no saudosismo. Tentei jogar novamente mas não tenho mais paciência de jogar isso novamente, pois a maioria destes jogos estão na minha memória com carinho, e jogar novamente alguns deles torna-se quase uma tarefa. O jogo está lá junto com a infância, sem os compromissos da vida, acho que é isso que faz os jogos antigos terem este efeito bom na lembrança.

      Quanto aos gráficos sim, concordo, vide excelentes jogos como Limbo, Inside, Braid, Antichamber e muitos outros.

      I member.

    • Com certeza. Gráficos nunca importaram, a diversão e o fator replay é o melhor, por isso a geração SNES foi a melhor… Até dado ponto. Não troco, contudo, um Metroid Prime por um Super Metroid, o primeiro citado tem maiores vantagens mantendo a essência de ouro dos antigos.

      • Samuel

        Cada geração tem suas pérolas. Só nao acho que uma geração substitua a outra. Cada uma tem os jogos que a definem, e que pra mim são eternos. Arte pura

        • Exatamente. Por isso que criar um game para Mega Drive nos dias de hoje é tolice. Muito mais proveitoso seria os desenvolvedores usarem as mesmas premissas para algo de mesmo fator estético com nuances mais modernos. Que o diga Superbrothers: Sword & Sworcery.

          • Samuel

            O desafio tecnológico move estes caras. Criar games para estes consoles é hoje como algo “artesanal”.

  • Heisenbeck

    Lendo a descrição do jogo – e as referências – me remete à entrevistas de empresario de futebol tentando promover algum jovem jogador o qual representa: ele chuta com as duas pernas, cabeceia bem, chuta de longe, é bom marcador, tem bom passe, otima visão de jogo e bate faltas com maestria.

    • Manoel Guedes

      Imagina se ele tivesse dois pulmões…

  • Consoles antigos voltando, jogos antigos voltando em alta novamente, manda mais que tá pouco!
    Só deixa claro que o mundo não está engajado nessa onda de VR e 4K que as empresas querem empurrar a todo custo. O melhor pixel é importante, mas não é tudo.

    • Rodrigo M

      Eu quero meu jogos Beat ‘em up de volta!!!!
      Era de ouro da capcom:
      – Final Fight
      – Captain Commando
      – Knights of the Round
      – Punisher
      – Dungeons and Dragons

      • Diego Marco Trindade

        Dungeons and Dragons? Não quis dizer Double Dragon?

        • Rodrigo M

          Nops: https://en.wikipedia.org/wiki/Dungeons_%26_Dragons:_Shadow_over_Mystara

          Double Dragon era de outra empresa. Era bom mas não se comprava com os da Capcom.

          • Diego Marco Trindade

            Eu lembrei agora que vc comentou. Era um beat onde escolhia paladino, arqueiro, bárbaro e mago… 😉

          • Rodrigo M

            Isso. E tinha XP que evoluia o personagem.

        • Thiago Romam

          O Chronicles of Mystara e Shadows over Mystara tem nos arcades.
          A capcom também fez o remake de ambos como 1 jogo só para PC. Tem na Steam 😀

  • Cúmulo do saudosismo. É bem melhor fazer como Axiom Verge, que é um game retrô, mas criado pra novas plataformas, com Ost e SFX atuais. Isso aí é brincadeira.

    • Thiago Romam

      Não acho. Se você pegar de exemplo o Túlio, líder do projeto Pier Solar: ele disse que um dos principais motivos para ele e a equipe fazerem o game para para o Mega Drive foi por que era um sonho que eles tinham de criança devido amor pelo console.
      Veja que mais tarde, depois de tanto sucesso com o jogo, levantaram ainda mais recursos para fazer a versão HD para tudo quanto é plataforma atual.

      Não trata-se de saudosismo. A questão, além do próprio desejo de investir tempo nesse tipo de projeto, é que TEM sim mercado para isso. E veja ainda que o cara vai fazer o game para mais plataformas além do Mega Drive.
      Outro ponto é que muita gente gosta do tema retrô como um todo: gráficos, mecânicas e música também.

      Se existe mercado e o cara gosta, por que não?

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