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A mando de Marissa Mayer, Yahoo! espionou e-mails de usuários para FBI e NSA

yahoo

Em outros tempos eu diria que enterraram uma caveira de burro no jardim do Yahoo!, mas sendo sincero a uruca se instalou na empresa em 2012 e ela atende pelo nome de Marissa Mayer. A CEO da companhia, depois de cometer uma sucessão de trapalhadas que culminaram com a venda da companhia por troco de pinga ainda aprontou mais uma.

Como se não bastasse o vazamento massivo que afetou mais de MEIO BILHÃO de usuários e que ela acobertou por anos, agora chega a informação de que o Yahoo! forneceu as chaves de seu serviço de e-mail para o FBI e a NSA vasculharem a vontade.

A mando dela.

Não se engane com a carinha bonita, o apelido de Loura Má™ não é brincadeira: Marissa Mayer é a personificação da executiva ambiciosa e fundamentalmente maligna, ordens de magnitude acima de Stephen Elop, o Cavalo de Troia da Microsoft ou de Carly Fiorina, o Flagelo da HP. Quando Edward Snowden botou a boca no trombone em 2013, o Yahoo! era uma das companhias listadas como parceira do PRISM, o programa que oferecia imunidade jurídica em troca dos dados de toda a sua base de usuários. A desculpa era a mesma de sempre: terrorismo, Patriot Act, etc. e tal.

Porém, na época Mayer declarou que nunca colaborou com o governo dos EUA, assim como todas as outras companhias e mais, criticou as agências. Embora seja possível que ela de fato não fizesse parte do acordo até então (eu duvido, e daqui a pouco você vai concordar comigo), as mais recentes revelações mostram que a empresa tem duas caras. De acordo com denúncias feitas por dois ex-técnicos e um terceiro contato, o Yahoo! não só anda de mãos dadas com os federais e forneceu dados solicitados recentemente, como desenvolveu ferramentas específicas para facilitar o trabalho das autoridades.

Em suma: o Yahoo! mentiu categoricamente quanto à preocupação com a segurança e a privacidade de seus usuários. E a responsável direta não foi outra senão a própria Marissa Mayer.

marissa-mayer

Eis a trama: no ano passado o Yahoo!, a mando de Mayer e em conformidade com a Seção 702 da Lei de Vigilância de Inteligência Estrangeira (que permite monitorar suspeitos fora do território norte-americano) teria desenvolvido uma ferramenta voltada a espionar as contas de e-mail de todos os seus usuários e a fornecido para a NSA e o FBI, que estavam vasculhando as mensagens em busca de uma informação específica não revelada (pode ser um número, um nome, um código… ninguém sabe).

O mais cabeludo dessa história é que a tal ferramenta seria poderosíssima: segundo a denúncia (e aviso que isso é difícil de engolir, mas vamos lá) ela é capaz de não só se conectar e coletar todas as mensagens de qualquer conta de e-mail, mas de o fazer EM TEMPO REAL, à medida que os e-mails chegam à caixa de entrada. Os federais só precisavam programa-lo para ficar de olho em determinadas contas e ele coletaria tudo automaticamente, analisaria e retornaria os resultados.

Se isso for verdade tal software é um completo pesadelo: até então é consenso que a NSA e o FBI só não monitoram cada ser humano da Terra porque é caro e leva tempo demais, pois seriam incapazes de coletar, catalogar e arquivar tudo em tempo real. A ferramenta desenvolvida pelo Yahoo! a mando de Mayer mudaria o jogo a favor das autoridades dos EUA completamente, se elas forem estendidas a outros serviços de e-mail (e sabe-se lá se ela já não está sendo usada dessa forma; no entanto Apple, Microsoft, Google, Facebook e Twitter negam estarem de conluio com as agências de segurança).

O ato foi tão baixo que Mayer mandou os engenheiros do serviço de e-mail desenvolverem a ferramenta e sequer avisou a equipe de segurança, então comandada por Alex Stamos, que está no Facebook. Quando este percebeu uma invasão e descobriu que se tratava de um trabalho interno, e que sequer foi contatado por Mayer (Stamos foi de fato deixado no escuro), ele pediu as contas porque como a ação não era pública, na hora que a bomba estourasse ele seria o bode expiatório. Procurado, Stamos não quis tecer comentários.

Sobre o escândalo, o Yahoo! se limitou a dizer que opera de forma legal e que “está em conformidade com as leis dos Estados Unidos”. Só que tal ato seria uma grave infração à Quarta Emenda, que diz respeito à privacidade dos cidadãos dos Estados Unidos (os de fora que se lasquem, como sempre). Claro que uma alegação de uso do Patrioct Act vai limpar a barra do FBI e NSA, mas o Yahoo! em primeira instância não deveria ter cedido às solicitações.

No fim das contas Marissa Mayer é igual a John S. Chen, CEO da BlackBerry que também abaixa a cabeça para qualquer um que porte um distintivo, e o usuário que se dane. O Yahoo! merece tudo de ruim que acontece com ele, que seja varrido para baixo do tapete da história e que Mayer não consiga emprego nem de faxineira quando sua dispensa for confirmada (não que ela precise, e ainda vai embolsar US$ 55 milhões na saída).

Quanto aos usuários, a dica que deixo não poderia ser outra: encerrem suas contas no Yahoo!. Mesmo do Flickr, não importa. Manter sua biblioteca de fotos no serviço (que será vendido) não vale a tremenda dor de cabeça que Mayer causou.

Fonte: Reuters.

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Autor: Ronaldo Gogoni

Um cara normal até segunda ordem. Além do MeioBit dou meus pitacos eventuais como podcaster do #Scicast, no Portal Deviante.

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