Rapidinhas Marvel: Os Fugitivos no Hulu e rumores sobre Homem-Aranha

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A Marvel Studios está a todo vapor, e não é para menos. Não bastassem os diversos filmes já engatilhados há as produções para a TV, divididas atualmente entre a ABC (Agentes da S.H.I.E.L.D.) e a Netflix. Só que como o serviço de streaming de Reed Hastings está sobrecarregado a Casa das Ideias estuda outras alternativas, e o acordo com Fox foi uma delas.

Agora outro player entra na jogada: o Hulu, concorrente direto da Netflix nos EUA também vai produzir uma série, baseada na HQ d’Os Fugitivos.

Não tão conhecida por aqui, a série escrita por Brian K. Vaughan (Under the Dome) tem uma premissa interessante: seis adolescentes descobrem que seus pais são membros de uma seita criminosa conhecida como O Orgulho (o ciborgue Victor Mancha é inclusive uma criação de Ultron, a quem se refere como pai). Como todos possuem poderes e habilidades, ele se unem e fogem de casa tanto para combater seus pais como para evitar que suas habilidades sejam usadas para o mal. Daí a premissa de serem um grupo de fugitivos: eles são procurados como potenciais criminosos e basicamente não confiam em ninguém, nem nos heróis.

Considerando a pegada é de esperar que Os Fugitivos seja uma série com apelo mais teen, o que é muito bom: nenhuma das atuais produções para a TV do MCU é totalmente voltada para adolescentes: Demolidor é violenta até dizer chega, Jessica Jones lida com temas como estupro e abuso. Como as quatro séries da Netflix são ambientadas na Hell’s Kitchen, leve é a última coisa que elas são.

Agentes da S.H.I.E.L.D. é divertida, mas seu texto mais cerebral é claramente voltado para os fãs dos quadrinhos. Uma série focada em atrair os jovens pode dar muito certo para cooptar quem não consome nada do MCU fora os filmes. Resta saber se a dupla de roteiristas conseguirá desenvolver a trama de forma decente: Josh Schwartz e Stephanie Savage, responsáveis por The O.C. e Gossip Girl serão os responsáveis, o que a princípio não é algo muito animador. Mas posso estar errado.

Agora falta o Hulu chegar ao Brasil…


Atenção: o texto a seguir contém possíveis SPOILERS, ainda que baseados em rumores. Leia por conta e risco.

Saindo da telinha e indo para a telona, a produção de Homem-Aranha: De Volta ao Lar está ao que tudo indica bem adiantada; como o filme tem data de estreia marcada para o verão de 2017 isso é o mínimo esperado. Entretanto as informações são bem escassas, a Marvel Studios está mantendo tudo trancado a sete chaves e solta pílulas mínimas de novidades aqui e ali. Nem o teaser exibido na SDCC foi liberado oficialmente.

Mas vazou.

O que sabemos até agora: o uniforme tosco visto em Capitão América: Guerra Civil vai aparecer em destaque, Michael Keaton viverá o vilão Abutre e o plot se centrará na vida escolar de Peter Parker. O cabeça-de-teia tem apenas 15 anos então é de se esperar que ele frequente a escola, algo que as duas versões anteriores não abordaram muito. Isso é tanto para aproximar o Aranha de suas origens como para estabelecer um vínculo com os fãs mais jovens.

Se Parker vai para escola, já temos um cast de personagens bem definido. Embora a escalação dos atores que serão os colegas de classe de Tom Holland já tinha sido divulgada, apenas Tony Revolori, o Zero Moustafa de Grande Hotel Budapeste havia sido confirmado no papel de Flash Thompson, um dos amigos de infância de Parker e seu eterno bullier.

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Se escalar um ator de origem indiana para viver o Flash já deixou os puristas fulos da vida, esses chatos têm mais um motivo para reclamar: a cantora teen e atriz do Disney Channel Zendaya, que havia sido mencionada no papel de uma tal de “Michelle”, segundo rumores irá calçar as botas de ninguém menos que Mary Jane Watson.

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Então vamos lá: eu não vejo nenhum problema em escalar uma atriz negra no papel da ruiva que mais deu dor de cabeça para o Parker do que toda a sua galeria de vilões (sorry, sou #TeamGwenStacy). Se Zendaya convencer no papel ela poderia ser branca, negra, hispânica, até chinesa que eu não estaria nem aí. A Marve já deixou bem claro que mudanças serão feitas e personagens estabelecidos poderão e serão modificados.

Isso não é de hoje, o estúdio já tinha dado o recado em 2011 quando escalou Idris Elba como Heimdall e Tadanobu Asano como Hogun em Thor: um negro e um japonês no papel de dois asgardianos. Mesmo Marisa Tomei como a tia May não agradou esses malas sem alça por ser “muito jovem”, e se ela não consegue…

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Enfim. Eu não estou preocupado com a aparência do personagem, e sim com sua construção. Se a Mary Jane da Zendaya (lembrando, tudo ainda é rumor) for convincente ótimo, isso é o que importa. O que eu quero é uma aventura do Homem-Aranha no cinema como deve ser, dinâmica e com uma série de piadinhas.

E verdade seja dita, a Zendaya é uma graça.?

Fontes: Deadline e The Wrap.

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Autor: Ronaldo Gogoni

Um cara normal até segunda ordem. Além do MeioBit dou meus pitacos eventuais como podcaster do #Scicast, no Portal Deviante.

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  • Nunca entendi o mimimi por causa da Marisa Tomei. Peter Parket tem 15 anos. Se tia May tivesse 30 anos quando ele nasceu, estaria então com 45. Marisa Tomei tem 51 e só o Stan Lee (que nem sempre acertava e ter feito Osborn o Duende Verde foi criticado como “folhetim barato”) teria a ideia idiota de fazer uma velhinha de 80 anos.

    Eu gostei desse novo Aranha tanto qto gostei do Garfield, mas se formos à luz do personagem, este agora tem mais a ver.

    BTW: Gwen Stacy >>>>>>>>>>>>>> Mary Jane

    • PPKX XD ✓ᵛᵉʳᶦᶠᶦᵉᵈ

      Não seria tipo uma tia avó? então seria bem mais velha… casa dos 65

      • Aí é forçar um significado que não é dito. Martha Kent faz sentido ser idosa, porque eles já eram velhos quando o encontraram, e mesmo assim remoçaram-na um pouquinho nos últimos filmes

      • Diego Marco Trindade

        Cara, como alguém poderia implicar com a Marisa Tomei?

        Ps.: Podiam ter escalado ela para uma elfa em O Hobbit, por essa foto.

        • PPKX XD ✓ᵛᵉʳᶦᶠᶦᵉᵈ

          Diliça

  • Esse novo começo do Aranha é uma oportunidade ímpar para mostrarem a obra do Stan Lee. O mito em torno do homem se tornou tão grande que quase ninguém valoriza as histórias originais que ele escreveu e que criaram as lendas porque eram muito boas.
    Por exemplo, a Saga do Duende Verde mostra todo o processo de envolvimento do melhor amigo do Peter Parker com o uso de cocaína e teve que ser publicada sem o selo de aprovação da associação de quadrinhos americana.
    O Stan Lee sabia que ia vender bem menos sem o selo, mas fez questão de contar uma boa história do jeito certo: jovens universitários se envolvendo com drogas, morte na juventude, traumas que ficam por toda a vida…
    Hoje em dia não se vê quase nada disso nos quadrinhos regulares.

    • Stan sempre se mostrou preocupado com essas questões. Racismo, drogas, alcoolismo etc.

      Agora só se quer vender revista, com histórias sem sentido. Não é à toa que vende-se tão pouco.

      • Então… Meu personagem favorito é o Hulk e parei de acompanhar HQs justo no fim do ciclo de Peter David com o personagem (Futuro Imperfeito e tal).
        Acho que foi o melhor negócio que fiz. Depois disso, só compro Graphic Novels consagradas pela crítica e ainda assim eu diria que é 50% as chances de ser algo realmente bom.
        O Hulk, pelo que fiquei sabendo, virou agora “Amadeus Cho”. Não basta mais a analogia de um nerd fraco porém estudioso ficar super forte e selvagem quando provocado. Agora é preciso que o jovem nerd seja adolescente e não homem, oriental, e o “mais esperto do mundo” para virar, quando provocado, o “mais forte do mundo”.
        É… Em algum momento, isso tudo ficou ridículo. Talvez, sempre tenha sido, mas os roteiristas eram habilidosos em disfarçar.

        • Diego Marco Trindade

          Mas o Cho não é o 3º Hulk verde? Pelo que ouvi (porque não li mesmo, nem pesquisei antes de digitar) teria o Hulk (Bruce), a She-Hulk e esse coreano Cho.

          • É, mas parece… Hã SPOILERS ok, que mataram o Bruce Banner e agora esse Cho é o gigante esmeralda.
            A DC tem também a sua criança que, OHHHHHHHHH, é mais esperta até que o Lex Luthor.
            Assim, virou uma espécie de clichê com sistema de cotas.
            (os X-Men, nas mãos do competente Chris Claremont, não deixavam de ser isso: mutantes do mundo inteiro para vender gibis no mundo inteiro, mas… meu Deus, quanta diferença de competência!)

          • Diego Marco Trindade

            Eu vi que no guerra civil 2, (SPOILERS) o Gavião arqueiro atirou uma flecha especial que mataria o hulk, mas ele morreu mesmo?

            E essa Guerra Civil 2 vai ficar ótima no MCU na decada de 20 ou 30 do sec XXI.

          • Daniel Belini

            Pelo que li o Gavião não matou o Banner, ele o ajudou a cometer suicídio.

          • Junior Capitanio

            imaginem a voz do senhor miagi nesse coreano “lulk ismaga”

          • Daniel Belini

            Não, a Mulher Hulk é prima do Banner que ficou assim por causa duma transfusão de sangue entre eles.
            Se não me engano ela sofre um acidente e a única pessoa que tem sangue compatível, naquele lugar e momento, é o Bruce.

    • Manoel Guedes

      Os filmes da Marvel são para a “família” então acho vai ficar bem leve nestas parte ou mesmo sendo excluídas…

    • O legal dessa história é que quando a DC fez o mesmo com o Ricardito e seu vício em heroína, a saga já saiu com o selo. Abrandaram por causa do que o Stan Lee fez e provou que podia vender uma história polêmica e de conscientização.

  • Gaius Baltar

    Eu não tenho nada contra a diversidade ou alterações em personagens, mas há casos e casos. Achei muito mais lógico (e interessante) uma tia May MILF do que a velhinha dos quadrinhos, mas por outro lado há personagens que têm características próprias que os definem e mudá-los acaba por ser um processo sem lógica. Foi o caso do Tocha Humana e da Mulher Invísivel no último Quarteto Fantástico. Sue e Johnny Storm serem irmãos adotivos foi uma mudança desnecessária e não acrescentou nada ao roteiro. Flash Thompson indiano pode funcionar, mas é bem estranho um membro de uma minoria ser bullyer. Uma atriz negra como Mary Jane é ainda mais estranho, pois uma das formas carinhosas de Peter tratá-la é justamente “Ruiva”. Nesse caso específico parece que os produtores pensaram: “qual a atriz teen poderia ter mais impacto junto ao público-alvo do filme?” E saiu essa garota. Mas é óbvio que nas mãos da Marvel tudo pode funcionar e dane-se essa discussão.
    PS: Ronaldo, o Hogun nos quadrinhos era oriental, ao contrário do Heimdall que era o típico nórdico.

    • Diego Marco Trindade

      Eu já vi várias negras com cabelo vermelho… Então mesmo que não seja uma dinamarquesa ou holandesa ruiva natural, pode ser uma mulher qualquer com cabelo cor de cobre.

      • Gaius Baltar

        Acho que o “ruiva” é mais que https://uploads.disquscdn.com/images/1be18e5dc822ab1e1e905b3a3a61e26048235dcaba328333ae4fe0d40d98a3b5.jpg só a cor do cabelo, mas você pode estar certo.

        • Rodrigo M

          ( ͡° ͜ʖ ͡°)

        • Diego Marco Trindade

          Achei no face:

          • Gaius Baltar

            Foi o que eu falei acima. Para mim, ruiva é um biotipo, mas se a galera acha que a menina pode ser uma boa Mary Jane, beleza. É nitpicking meu. Só queria saber o que aconteceria se a Claire Temple ou a Amanda Waller fossem interpretadas por loiras. Será que diversidade é estrada de duas mãos?

          • Sophos Nsm

            Tipo hermione que virou branca nos filmes? Ou Moisés que virou branco? Ou egípcios brancos?

          • Gaius Baltar

            Estamos falando de coisas diferentes. Whitewashing é tão errado quanto ceder ao politicamente correto ou à ditadura dos teens. Só acho que manter a essência do personagem quando ele tem uma característica marcante é importante. Shaft TEM que ser negro, Thor TEM que ser loiro dos olhos azuis, Hikaru Sulu TEM que ser asiático, etc. Já o Finn, o Poe e a Rey podem ser de qualquer etnia ou gênero, pois para o desenvolvimento dos personagens tanto faz. Acho importante a representatividade na cultura pop, só acho desnecessário alterar personagens para isso. Precisamos de um herói negro? Então vamos colocar o Luke Cage, Pantera Negra ou Falcão? Não, vamos mudar a etnia do Johnny Storm. Precisamos de uma heroína superpoderosa? Então coloquemos a Mulher Hulk, a Capitã Marvel ou a Jean Grey. Não, vamos transformar o Thor e o Homem de Ferro (?) em mulheres. Esse é o meu ponto: para termos uma representatividade real não precisamos reinventar a roda, basta escolher atores certos para cada papel.

          • Daniel Belini

            Excelente comentário!!

          • Falou o cara que queria pegar “o” Starbuck e não “a”.

          • Gaius Baltar

            😄😄😄

          • Nilton Pedrett Neto

            Neste caso não, pois já há uma subrepresentarividade e do clareamento de personagens historicamente negros.

  • Superleosam

    Não seria “…habilidades sejam usadas para o “mau”. ?

    • Raphael Nunes

      Não. Mau/bom, mal/bem.

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