Digg e Microsoft – fim do casamento

Por: em 21/04/09 na(s) categoria(s): Internet


Uma das primeiras investidas da Microsoft no mundo das mídias sociais foi o Digg, mas estranhamente o acordo foi meramente comercial. A Microsoft queria aprender a vender anúncios online, e o Digg parecia um bom campo de aprendizado. Por três anos Tio Bill seria responsável por vender os banners publicados no Digg.

Agora um ano antes do final do acordo o Digg pediu as contas e resolveu vender anúncios diretamente.

Sair debaixo da asa da Microsoft pode parecer algo temerário, mas a atitude deles é perfeitamente compreensível. Por maior que seja seu parceiro, quando ele tem um portfólio enorme para vender, nunca poderá dedicar 100% de atenção para seu site. Mesmo que você seja o Digg.

Junte a isso o grande Crash dos sites sociais, quando descobriu-se que não dá para crescer além de um certo ponto, e temos uma situação onde a melhor forma de ganhar dinheiro é cortar recursos que não rendem tão mesmo. Mesmo que o recurso seja a Microsoft.

Isso significa que terceirizar a publicidade de um site é ruim?

Nem sempre. Manter uma boa equipe de vendas custa caro. Na maioria das vezes no Brasil os sites renderão menos que o necessário para pagar essa equipe. Que dirá mandar a diretoria para passear no Caribe, como planejamos fazer no MeioBit. (isso e Conquista Global, o que vier primeiro)

O grande problema é que muitas vezes esses acordos implicam em exclusividade, e quando o “parceiro” sabe que só ele pode vender, qual incentivo tem em te priorizar?

A estratégia do Digg é construir uma rede nacional de vendedores, coordenada por Thomas Shin, ex-executivo de vendas do Yahoo!. Vamos ver se com isso se acertam, pois não adianta faturar US$8,5 milhões no ano se no final das contas você tem US$5,3 milhões de prejuízo.

Fonte: Fudzilla

  • bugbgs

    O Digg, tem todo direito de buscar a liberdade e seu lugar ao sol, sozinha, a Microsofret, já é famosa por não criar…

    Bruno Gomes
    ” Os corvardes morrem varias vezes antes de esperimentar a morte, já os corajosos, estes esperimenta-na apenas uma vez”