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Crítica: Perdido em Marte — ou… Marte Ataca Matt Damon

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Quando me recomendaram The Martian, de Andy Weir, fiquei com pé atrás: a ficção científica atual é em geral muito ruim e Marte foi explorado mais que vampiros e distopias adolescentes, mas não custa dar uma conferida. Na primeira linha o livro me ganhou, quando Mark Watney abre seu diário com:

Eu estou basicamente fodido.”

Percebi na hora que não estava lendo um livro pretensioso, com ilusões de épico, muito menos de um autor que se leva a sério demais pro próprio bem. Ao final só tenho a lamentar que tenha sido tão rápido, devorei 300 páginas em duas sentadas (ui!). Agora com a versão em filme ficou a dúvida: seria dirigido pelo Ridley Scott de Alien ou o de Prometheus?

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Nenhum dos dois, Perdido em Marte é do Ridley Scott de Blade Runner, o diretor que pegou uma obra literária ótima e a transformou em algo mais. Havia um milhão de possibilidades de o filme sair ruim: poderiam criar um interesse romântico para Mark, aumentar o romancinho na tripulação da Hermes, incluir um sidekick de alguma minoria (mais provavelmente chinês para faturar na bilheteria), ou criar um vilão além de Marte.

Hollywood nunca se deu bem com histórias onde as circunstâncias, ou a Natureza, é vilã: é preciso personificar o mal, coisa que Ridley Scott se recusou a fazer. Mark tem contra si apenas Marte e a própria estupidez, como ele mesmo diz.

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A premissa do filme é bem simples: em um futuro próximo uma tempestade de areia faz com que os tripulantes sejam obrigados a abortar a missão e decolar de Marte. Mark Watney é atingido por um destroço do sistema de comunicações, seu biomonitor é danificado, ele está perdido de noite desacordado no meio de uma tempestade. É dado como morto, e a tripulação foge. Horas depois ele acorda, descobre que está sozinho e a única chance de sobreviver é usar ciência até fazer bico, como adaptaram o science the shit out of it.

Ciência é o foco de Perdido em Marte, é o filme mais Científica e menos Ficção que vi em muito tempo. Só é ficção por não ter acontecido (ainda). Esse filme é a Vingança dos Nerds. Manja aquela cena (real) de Apollo XIII com os nerds da NASA batendo cabeça pra descobrir como fazer um filtro de CO2 quadrado se encaixar em um buraco redondo? Perdido em Marte é 2 h disso. E discoteca. E é maravilhoso.

É um filme onde ninguém morre (nem o Sean Bean!), não tem gente gritando (sorry, Porchat) nem tem as pretensões filosóficas de Gravity, ou a arrogância messiânica de Interestelar. É um filme simples sobre um sujeito simples que está fodido sabe disso mas não abre mão da esperança nem do bom humor.

Humor aliás é o foco, várias partes do livro que terminaram em sorrisos no filme rendem risos altos da platéia. Mark Watney ri de si mesmo, ri de sua situação, e isso o torna humano.

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Matt Damon ganhou um senhor presente de Natal com esse papel. Fora algumas cenas rápidas no começo do filme ele não interage com ninguém diretamente, ele conversa conosco, através dos vídeo-diários. Com eles Damon vende o personagem, passamos a gostar e nos preocupar.

A Ciência

Perdido em Marte faz cafuné na glândula científica do espectador (a metáfora era outra mas tem criança lendo). Há coisas erradas? Sim, claro, o solo de Marte é cheio de percloratos, que não são saudáveis de se respirar, mas Andy Weir (nem ninguém) sabia disso quando ele escreveu o livro. As distâncias são encurtadas para facilitar a vida do espectador, mas não há nada errado no mau sentido.

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“My God, it’s full of potatoes”

As soluções, tanto de Watley quanto da NASA são perfeitamente viáveis e lógicas, os prazos são realistas, ninguém tira foguetes do bolso, mesmo na correria prazos de muitos meses no máximo viram poucos meses.

Antes de cada sequência de comunicação com Watney dão um jeito de algum personagem mencionar o tempo de trânsito do sinal, que mesmo na velocidade da luz leva mais de 20 minutos para ir e voltar de Marte. O espectador comum pode até achar que a comunicação é instantânea, mas foi avisado mais de uma vez.

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Perdido em Marte é a prova de que você consegue fazer um filme inteiro onde os problemas são resolvidos com o cérebro, não com os músculos. Nosso herói não é um Space Marine dos Roughnecks, é um botânico. Não quer dizer que não quero mais Expendables, quero e muito, mas do mesmo jeito que o Expendables com mulheres que estão fazendo não implica no fim do Expendables com brucutus, o filme inteligente com herói cerebral é mais diversidade em termos de roteiros, e isso é bom. IDIC, diria um certo sujeito de orelhas pontudas.

Marte é Incrível

Os efeitos visuais da Industrial Light and Magic estão lindos, Marte parece Marte, não aquela bosta que mostraram em John Carter. Não é fácil, estamos falando de um planeta cheio de robôs e sondas e câmeras de alta resolução, produzindo imagens como este panorama montado com fotos da Spirit, 22.348 × 3.997 pixels. Não clique se estiver mobile, lembra da piada da formiguinha e do elefante?

Minha única reclamação é que o 3D tornou os panoramas achatados, em algumas cenas parece que estamos vendo uma fotografia estilo tilt shift, aquele efeito onde imagens reais parecem miniaturas. Se possível veja em 2D.

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O triste da Hermes é que poderíamos ter uma nave dessas HOJE, mas as pessoas preferem se explodir…

A Hermes é uma nave suspeitosamente familiar, os painéis lembram muito os propostos para a Dragon V2. Pensando bem faz sentido, no material de apoio explicam que a nave foi construída em uma estação espacial da SpaceX.

Ela parece uma nave que estaremos usando em 30 anos, toda a tecnologia mostrada existe, no máximo não está aprimorada, como motores iônicos mais potentes, mas a única coisa que impede uma nave com toda a tecnologia mostrada no filme é vontade política, uns 10 anos de trabalho e uma kidbengalada de dinheiro.

Would you like to know more?

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Perdido em Marte vai te deixar com curiosidade, e o livro é perfeito para isso, a ciência é bem mais explicada, bem como os detalhes das missões. Você vai encontrar o mesmo Watney, vai dar uma cara a ele (se bem que todas as edições agora já vêm com a fuça do Matt Damon na capa) e vai entender a complexidade envolvida em plantar batatas.

Conclusão

Perdido em Marte conseguiu elevar para dois o número de filmes bons passados em Marte, deixando Total Recall para trás no quesito MELHOR filme marciano. É um filme leve, sem reflexões filosóficas, visualmente primoroso como tudo que Ridley Scott faz (incluindo Prometheus) e que traz uma mensagem fundamental: exploração espacial existe por causa de humanos, enquanto mandarmos só robôs nós não estaremos efetivamente “lá”.

Cotação:

batatinhas

5 de 5 batatinhas, excelente!


Fox Film do Brasil — Perdido em Marte | Segundo Trailer Oficial Legendado | HD

Perdido em Marte entra em cartaz dia 1º de outubro, com cópias dubladas e legendadas, 3D e 2D.

Agradecimentos ao pessoal do SciCast que arrumou essa cabine pra gente…

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Autor: Carlos Cardoso

Entusiasta de tecnologia, tiete de Sagan e Clarke, micreiro, hobbysta de eletrônica pré-pic, analista de sistemas e contínuo high-tech. Cardoso escreve sobre informática desde antes da Internet, tendo publicado mais de 10 livros cobrindo de PDAs e Flash até Linux. Divide seu tempo entre escrever para o MeioBIt e promover seus últimos best-sellers O Buraco da Beatriz e Calcinhas no Espaço.

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  • Alvaro

    Quero!

  • Robson Crusoe em Marte é um dos filmes que mais vi e revi na vida, marcou minha infância, numa madrugada de rebeldia acordado ligado na Globo, a Sessão Coruja do sábado me premeia com este filme, fiquei alucinado ! Hoje em dia é muito tosco, mas nos anos 80 ainda convencia aqueles efeitos especiais, especialmente pra uma criança de uns 7 ou 8 anos… heheh

    • Anos 80? Robinson Crusoé em Marte é de 1964. Tinha que ser tosco se formos comparar com os filmes da Marvel por exemplo

      • Rapaiz, nos anos 80 eu vi o filme, não disse que ele era dos anos 80 🙂

        Nos anos 80 ele ainda satisfazia uma criança de 7 anos como eu, apesar dos efeitos toscos dos anos 60. Algo imbatível é a dublagem. Tenho ele com o áudio original, mas queria mesmo é com a dublagem da época.

    • Um filme que gosto muito é Inimigo Meu. Mereceria remake.

      • Isso aí ! Também acho ! É na mesma linha ! Muito bom !

  • Marte de John Carter não é uma bosta. É um Marte criado em 1912, cujo personagem só apareceu em 1964. As muralhas de Troia não foram construídas por Posseidon, nem por isso a Ilíada é uma bosta

    • John Carter como livro se sustenta; como filme, tem que enfrentar +100 anos de Hollywood. Não rola.

      • Gilson Lorenti Fotografia

        kaka, eu gostei e tenho aqui na estante na coleção. Mas, tem que levar em conta minha imensa capacidade de aceitar filmes de qualidade duvidosa. Sei que são ruins, mas acabo me divertindo. Um exemplo é que gostei de Prometheus e minha esposa odiou 🙂

        • Maom

          Eu tb tenho um filtro para isso. Quando vejo filmes assim eu não associo aquela Marte de John Carter com o planetinha vermelho no céu e, assim, o filme torna-se um entretenimento muito bom. Existem os filmes Perdido em Marte, Inception, Matrix, Os 12 Macacos e afins que vc ao mesmo tempo que curte o filme vive um outro filme dentro do seu cérebro especulando outras possibilidades, aprendendo ou constatando a natureza humana.
          E existem os filmes que vc assiste, se diverte e seu cérebro fica no modo Homer apenas pensando em rosquinhas, vênus de milo e cerveja.

          • Rodolfo Oliveira

            John Carter saiu numa época que Avatar ainda estava na moda, e quando eu vi no cinema me pareceu um clone mal feito.

            Eu nunca tinha ouvido falar do personagem antes, mas todas as escolhas do filme me pareceram ” como podemos montar um filme parecido com Avatar só que muito mais rápido e mais barato?”

            Aí pegaram o tema da pessoa de fora indo salvar o planeta e em vez de uma grandiosa floresta de Pandora fizeram desertos ( muito mais fácil de fazer no computador) pra economizar na CG.

          • Maom

            E se eu te falar que achei John Carter mais divertido que o Avatar?

          • Ednei Monteiro

            Somos dois. Assisti Avatar duas vezes e esgotei minha cota. Já, “Virgínia, meus braços direitos” eu perdi a conta. Acho um história extremamente leve e divertida.

          • Maom

            Virginia!!!! S2 S2 S2
            Edit.: não…. troquei tudo! kkkkkk
            Virginia escroto!

          • Ednei Monteiro

            kkkkk. Eu bem que estranhei essa amor pelo Virgínia. Agora a Dejah é muito gata.

          • Fernando Albuquerque

            Só que “John Carter” não foi mais barato que “Avatar”, e sim mais caro. Custou no total 263,7 milhões de dólares, enquanto que o filme do James Cameron custou 237 milhões. Foi um dos maiores fracassos de bilheteria da história.

          • Ah sim. Daí vão filmar Neuromancer e pessoal vai dizer que é kibe de Matrix.

            E, não John Carter não tem nada a ver com Avatar, a Pocahontas do Espaço

        • Reinaldo Matos

          VIRGINIA?!?!?!?!

          • Maom

            Tb cai nessa… kkkkk Virginia era o apelido do cara… A ET gostosa era Deja Thoris.
            Mas confesso que ela ficaria ainda melhor com o nome de Virginia.

          • Reinaldo Matos

            Eu sei… Foi só zuera mesmo… 😉

    • Concordo.
      Ver a princesa marciana já valeu cada centavo do ingresso.

  • Gabriel Gomes

    Ansioso por esse filme!

  • Hemeterio

    Long email que mandei pro JovemNerd, mas que é bem pertinente ao tema da resenha do Cardoso.Pra quem tiver paciencia, obrigado, e desculpe qq coisa. O agradecimento ao JN no final tb serve ao MeioBit.
    ———————————————
    O que eu tenho certeza que vai haver é a PW, ou seja: as
    Planet Wars. Calma, eu explico.

    É inevitável que Marte e a Terra entrem numa guerra. Pelos mesmos
    motivos que as Colônias americanas se rebelaram de uma forma ou
    de outra contra suas Metrópoles européias. No futuro, quando a primeira
    e a segunda geração de humanos tiver nascido em Marte, eles vão se
    queixar das taxas de comércio, impostos, preço da água, da carne,
    da madeira (mais caro que ouro, em Marte), do preconceito que sofrem e
    etc. e etc. Nada de novo até aqui, ja vimos esse filme centenas de vezes.

    O que diferencia esse caso dos outros na Terra é que… bem, Marte é um
    planeta, com apenas 1/3 da gravidade da Terra. Os marcianos serão
    incrivelmente altos, e frágeis. Seria doloroso e virtualmente impossível
    para esse humanos transplantados conhecerem a Terra natal, pois seriam
    praticamente esmagados pela gravidade. No máximo, iriam passar férias
    na Lua, vendo a Terra de longe e para sempre inacessível. Com o tempo,
    a ligação com a Terra iria ficando cada vez mais fraca. Uma história
    saudosa que o bisavô contava.

    Tudo isso levaria a população humana em Marte a declarar sua independência da Terra
    opressora, literalmente falando. Lá por 2400, Marte seria a Capital do Sistema Solar
    Exterior (com as bases nas luas de Júpiter e Saturno), e a Terra, a Capital do SS
    Inferior (olha o preconceito!), que englobaria a submissa Lua e Mercúrio.

    Detalhe interessante: o Cinturão de Asteróides seria uma espécia de terra de ninguém,
    perigosa e disputada pelos dois planetas. Seria interessante analisar a personalidade
    rústica dos marcianos, acostumados ao rigor do seu planeta, comparando com os
    terráqueos: preguiçosos, lentos e vivendo no bem-bom da Terra, com água e grama
    abundantes. Seria como as personalidades tropicais e nórdicas, que vivem num loop
    de amor, ódio e inveja mútuas.

    Obrigado pelo espaço (olhaí!), desculpem a lenga-lenga e parabéns pelo sucesso.

    Hemeterio Neto.

    • Leon

      Bem legal! :}

    • Recomendo o SciCast sobre Colonização em Marte, tudo a ver com teu raciocínio.

    • Heitor Oliveira

      Esse raciocínio parece muito com o que fizeram no mangá de Planetes. Inclusive, concordo muito.

    • Rogerio

      de onde é está resenha ???

  • Unfear

    O espaço da vida real é implacável, quanto mais leio e aprendo sobre o assunto, mais deprimente e hostil ele me parece, não é feito para nós humanos, chego a achar que deveriam deixar isso para nossos descendentes maquinas.

    As distâncias são colossais (depressão total), fora os efeitos da radiação, falta de gravidade e as inúmeras outras situações que podem dar errado e te causar uma morte horrível, definitivamente o espaço não é lugar para seres orgânicos.

    Ir até a Lua provou que isso era possível, até ai ok, ir até Marte é só uma questão de proporções, neste ponto eu penso, o ser humano é troll por natureza, ir a Marte só para deixar lá um “first” é deprimente, não seria mais interessante investir em tecnologias para mineração espacial?

    • Hemeterio

      Uai, oceanos tb sao hostis aos humanos, no entanto… 10.000 anos de navegação.

      • Unfear

        A mas não tem comparação, mesmo que se você estiver em uma jangada, se tiver sombra, água e algum alimento em algumas semanas ou meses você acerta algum continente, no espaço um pequeno vacilo pode acabar em morte, sem contar que naturalmente seu corpo é deteriorado pela falta de gravidade e radiação.

        • Nem que voltassem a Pangéia seria assim tão fácil.

    • Diego Tietz

      As distâncias são colossais… dependendo da sua velocidade.
      OK, viajando na velocidade da luz, pra chegar a um sistema solar a um milhão de anos-luz você leva 1 milhão de anos… pra quem ficou aqui na Terra (ou pros ETs que te esperam lá). Pra você, a viagem terá sido instantânea.
      (Já como acelerar um corpo com massa à velocidade da luz eu deixo pros universitários).

      • Unfear

        Se for para viajar a velocidade da luz esqueça, velocidade da luz irá servir só para dar uma banda pelo sistema, ou pelo menos transporte de recursos (e mesmo assim como seria possível acelerar algo assim?), dobra espacial é a solução, isso se isso for possível de fato, pois a ideia é mais absurda do que atingir a velocidade da luz, e creio que mesmo assim dependemos da velocidade da luz para tornar isso possível.

        E para realizar tudo isso precisamos de recursos, tanto financeiro (pois as fronteiras ainda existem e os aliens não estão nos ameaçando) e naturais, então por que não começar a explorar o espaço, captando matéria prima e capital? boto mais fé que um dia se a gente precisar sair deste planeta construir uma mega estação do que colonizar outro planeta, faz muito mais sentido investir neste tipo de pesquisa, foi a mesma coisa que os primeiros colonizadores fizeram.

  • Rolando

    Eu já tinha gostado do trailer mas agora eu fiquei ansioso para assistir.

  • Rafael Lain

    Passarei a usar a escala Batatinha a partir de agora.

    • O legal é que Mark Watney foi plantar batata em Marte. 😛

      • NOOOOOOOOOOOOOOOO?? #rippiada

  • Islan Oliveira

    Uma princesa de Marte foi totalmente cagado com o John Carter: entre 2 mundos. Quanto a resenha, uma das poucas que li no MeioBit que me deixou com vontade de ver o filme.

  • OverlordBR

    Droga… tudo estava lindo e ótimo por aqui até que cheguei na cotação de Batatinhas e o café voou para tudo que é lado.

    Ótima resenha.

    Já me preparando para ir na estréia!

  • Atrollando Natuacara

    Depois de ler o livro, o ditado “vá plantar batatas” tem outro sentido…

  • Arnoud Arnoud Rodrigues

    2D? ÊÊÊÊÊÊÊÊÊ!!!!!!!

  • Diego de Paula

    Lendo o livro.. realmente é difícil de parar de ler!! Tem ciência mas é muito leve pra ler, suave na nave!!

  • 1. Tô querendo ver;
    2. Prometheus foi bom demais.

    • Vi o que você fez aí ( ͡° ͜ʖ ͡°)

    • Prometheus foi bom demais. Quero ver Cumpris no segundo …

      • Darkness

        mussumzis?

        • Daniel Belini

          Não creio.
          Prometheus->Prometeu
          Cumpris->Cumpre

        • Tá certis …

    • Gink Labrev

      Prometheus é bom sim. Só faltou um roteiro coerente.

      • Murilo Cardoso

        Concordo. Se tivesse mudado TODO o roteiro, o filme seria bom.

      • Se mostrasse que humanos podem correr para os lados, o filme seria bom.

        • Rogerio

          kkkkkkkkk cara isso foi furo demais né. A mulher olha a nave caindo em longitudinal e corre para frente seguindo a linha.

          Mas gostie sim de prometheus esperando o 2 para resolver a questão que sufoca a vida dos humanos : Porque estamos aqui (além de escrever merd3 na net)?

  • Nélio Vieira

    Excelente.

  • Xultz

    Eu vi uma entrevista com Andy Weir que ele desafia os leitores a calcularem o ano que se passa a estória (ele não cita isso em nenhuma parte do texto). Levando-se em conta o momento em que Terra e Marte estão mais próximos, o tempo de viagem, e o fato de terem passado o Dia de Ação de Graças em Marte, ele diz que é possível. Eu não tenho QI suficiente prá isso, mas fica o desafio.
    Até nisso o autor se preocupou, prá tornar a estória mais crível, muito legal.

    • Heitor Oliveira

      Acredito que essa história seria perfeitamente possível em 2050/60.

      • Lembro de ter lido em algum lugar que se passa entre 2035 e 2036. Acho que foi no IMDB.

  • Diego Marco Trindade

    Só de contarem que o personagem usa da inteligência para se safar, e admitir quando erra, já me fez querer ver o filme.

    Tô cansado de de gente correndo em linha reta para fugir de nave gigante rolando, de “a mente mais brilhante da missão” errar ao encaixar a nave na doca de acoplagem, de explicações de primário sobre coisas básicas sobre o filme. Se a gente gosta de ficção científica, é porque gosta de ciência, e logo tem noção de algumas coisas.

    • Reinaldo Matos

      Mesmo quem não tenha noções de ciências, um bom livro, como “The Martian” provou ser, ou o filme, como está prometendo, é possível passar estas noções de forma que até quem tem pouco conhecimento de ciencia pode acompanhar…

      Mas convenhamos, um indivíduo que não sabe um basico de ciência (outras disciplinas também), tem mais é que estudar…

  • Reinaldo Matos

    Estou correndo contra o tempo para terminar o livro antes da estréia… Entendo que uma adaptação de um livro para filme não é simples como pode parecer, mas se manter a mesma essencia, vai ser um baita filme.

  • Oliver Wilson

    Já que foi citado, “Robinson Crusoé em Marte”, que já tinha assistido na TV aberta (trocentos anos atrás), é mesmo o que mais se “aproxima” da ideia… tirando os “absurdos científicos” da época, claro.

  • William Mendes

    Ansioso por ver esse filme, agora mais ainda.

  • Zé Horacio Phips

    Tbm li o livro, faz umas 3 semanas..
    Realmente, e’ tao bom, que o filme torna-se quase desnecessario..

    Comprei o livro… Mas quem nao quiser, a internet tá cheia do pdf gratuito dele, basta procurar e baixar…

    • Murilo Cardoso

      Não é pdf gratuito. É pdf pirata.

  • Maom

    Esse filme é uma ode à imbecilidade… Um bando de nerd rasgando bilhões de dólares e queimando neurônios para pegar pedrinhas marcianas enquanto crianças morrem de fome na África.

    • Reinaldo Matos

      “Os astros que precisam ser enxergados no Brasil é o povo brasileiro
      que sofre com a ausência de saúde, educação e segurança pública de
      qualidade! Tamojunto!” (GARCÍA, Fabio – PSB)

      • “Saúde a mandioca … que é a figura oculta, por trás de todo Brazilêro”
        (Dilma no seu Roskovisk – corru PT os)

        • Reinaldo Matos

          All Hail Mandioc… Não… Espera…

      • Maom

        Sem contar os nossos astros maiores, os heróis tripulantes da nave mãe do BBB.
        Foda-ce a esplorasão espacial, queremos educasão!

        • Renato Carvalho

          kkkkk perfeito.

    • Marcoscs

      bota a hashtag pra evitar (pelo menos tentar) que os indignados de sofá venham com suas ladainhas intermináveis.

      • Reinaldo Matos

        Melhor não… É sempre mais divertido ver os outros se atolarem, porém, dificilmente vejo isso aqui no MeioBit.

        • Marcoscs

          huahuauahua, tem razão, tem razão…

      • Maom

        Mas aí perde a graça. Adoro atirar bolinhas de papel nessas pessoas.

      • rbsouto

        Sem tag. Ele ganha pontos pelo comentário de portal.

    • Xultz

      De que adiante distribuir comida prás criancinhas da África? Isso não vai resolver o problema delas. Mais eficiente é usar esta verba e distribuir biblias.

      • Maom

        Interessante seu raciocínio. Agora sim vejo futuro nesses comentários. Percebam a evolução e o potencial que podemos ter com essa brainstorm em prol da vida, do ser humano e das criancinhas africanas.

        À propósito, poderíamos todos começar a falar em esperanto, a língua universal daqueles que carregam no peito a esperança de um mundo mais anti coxinha, anti pão com mortadela e anti tecnologia.

        Ni ĉiuj fumo mariĥuano, aŭskultu Raul Gil kaj festas la finon de la interreto pro amo kaj paco de Kristo.

    • otaviodecamposg

      Ninguem morre de fome por falta de comida. Só se for falta de distribuição.
      Aproposito, nesse mundo, é melhor rasgar as verdinhas que distribuir.
      “Lei da escassez”.

    • SLotman

      Você tem noção do quanto a ciência humana avançou, apenas porquê “um bando de nerd foi pegar pedrinha na Lua”?

      Conhecimento não tem limites – e quanto maior o conhecimento humano, mais vidas se salvam.

      Abra sua cabeça.

      • Maom

        Obaaaaa pesquei um peixe! Pena que esse assunto já está velho. Mas… Vamos lá.
        Não fala merda. Uma criança com fome na África é muito mais importante do que pedrinhas marcianas. Enquanto o espírito humano não for capaz de compreender o valor de uma vida e a pureza de uma criança, não existe futuro, muito menos conhecimento algum para se preservar.
        Kumbaya my Lord, Kumbaya!!!

        • SLotman

          “Não fala merda.” – Na boa, mas no que você vem com palavrão, qualquer razão que possa ter vai pelo ralo.

          E acho que você não entendeu, ou não quer entender. Só para dar um exemplo, de como “estudar pedrinhas” é importante:

          “The surface of the Moon is covered by a rubble
          pile of rock fragments and dust, called the lunar regolith, that
          contains a unique radiation history of the Sun which is of
          importance to understanding climate changes on Earth.”

          E isso é só 1 “coisinha”, que pesquei em segundos no Google. Estudar as pedrinhas, pode levar a diversas descobertas, nas mais diversas áreas do conhecimento – inclusive a algumas que matem a fome na África.

          • Maom

            Sua inocência extrema me dá preguiça. Pesquisa no Google agora o significado de sarcasmo!
            Já falei, pena que a notícia é velha e perdi o interesse. Se vc tivesse comentado no mesmo dia eu teria deitado na sua vontade de mudar o mundo da internet.
            Que se dane o espaço! Quero saber quando a NASA vai usar os bilhões de dólares para descobrir uma maneira de salvar as baleias e uma forma de alimentar as crianças na África.

      • Gaius Baltar

        Vou deixar o Leonard explicar pra você…

    • Rogerio

      AMIGO, COMEÇA VENDENDO TUDO QUE TEM, TIRA TEUS FILHOS DE ESCOLA PARTICULAR, CANCELA PLANO DE SAÚYDE DELES E DOA TUDO PARA CARIDADE. DÊ O EXEMPLO. VAI NA FÉ IRMÃO

      • Maom

        Irmão!!! Vai na fé aprender um pouquinho de sarcasmo e ironia. Pede ao seu deus um pouco de luz para captar essas sutilezas na comunicação entre leitores por aqui.
        Glória a deus irmão!!
        E, abaixo a NASA! Deus salve o folclore brasileiro e as danças típicas contra esses porcos capitalistas soviéticos!

        • Rogerio

          amigo, você não sabe o que é sarcasmo. Primcipalmente quando se existe um monte de jumento que pensa exatamente da forma como você escreveu.

          Isso obviamente leva as pessoas a pensarem que escreveu exatamente o que pensa.

          Lembre-se que nem todos o conhecem.

          • Maom

            Já acho que jumento é quem acredita que uma pessoa fala isso de maneira séria num site nerd como o meiobit.
            Será mesmo que eu que não sei o que é sarcasmo?
            Pense mais um pouco irmão! Glória à deus!

          • Rogerio

            amém Jesus!

    • Bianca Arantes

      O mundo não é justo, infelizmente. Adquirir conhecimento sobre outros planetas é fundamental. Mesmo que tenhamos problemas visíveis hoje como as pobres criancinhas famintas da África, não conseguiremos continuar no planeta terra pra sempre. O destino da raça humana estará na possibilidade de conseguirmos ou não colonizar outros lugares fora do planeta terra. Eu concordo que é triste o fato de tantos problemas aqui serem ignorados, principalmente para as pessoas que vivem esses problemas. É revoltando. Nos brasileiros sabemos o que não é ter acesso a uma educação de qualidade, ou a algo mais básico ainda, assistência medica decente. Entretanto, não apele para a ignorância. Eu sei, você sabe, todo mundo sabe, que não são ”apenas pedrinhas”.

  • Mussolini, o amigo do povo

    Eu comprei o livro: Perdido em marte. Vou começar a ler nesse fim de semana

    • Xultz

      Segunda-feira você conta uma resenha do mesmo. Porque você vai zerar ele nestes dois dias, pode acreditar, esse livro é f*da.

      • Mussolini, o amigo do povo

        porra, é tão bom assim? vou ver se começo na sexta…

  • Marombert Einstein

    “Ao vencedor as batatas!” já dizia Machado de Assis.

  • Wender

    A cotação de 5 batatinhas também é 3d cross eyed. Eu sempre faço isso se vejo imagens iguais lado a lado… Muito boa a resenha, já queria ver o filme, agora, muito mais….

  • Atrollando Natuacara

    The Martian: “shit potato happens”

  • SacoCheio

    Pô Cardoso, eu li o livro, mas esse spoiler é desnecessário!
    “É um filme onde ninguém morre (nem o Sean Bean!)”

    • Gaius Baltar

      Tirando o loiro na chuva…
      E o engenheiro que se desintegra…
      E o mecânico negro…
      E general que virou gladiador
      E o Matt… Pera, isso é outro filme, e é do Christopher Nolan!

  • Helton Mariano

    Li o livro pela recomendação do MeioBit e achei fera demais, agora estou no aguardo para o lançamento do filme.

  • Patolino Verde

    Cardoso,

    Obrigado pela resenha do livro, anteriormente postado.
    Depois de anos um livro de ficção científica conseguiu prender minha atenção.
    Foi uma leitura intensa, onde pude saborear cada “diário” do livro.

    Obrigado!

    • SLotman

      O livro é sensacional. Li o original em inglês – que é gratuito por sinal – numa tacada só.

      Se o filme for metade do que o livro é, é imperdível 🙂

  • Doomed

    Legal lá no URL perdido-em-marte-the-martian-review-quase-sem-spoilers hahahahahah

  • Udson Silva

    Poxa! Podia ter colocado um SpoilerAlert no título da matéria!!!
    #SeanBean

  • Franklin Weise

    Arthur C. Clarke meets Nick Hornby.

  • Gaius Baltar

    Acabei de ver o filme e a resenha do Cardoso é a melhor que eu li. Descreve bem o filme e explica o que outros críticos não querem ou não sabem compreender. Só fiquei grilado com duas coisas:

    SPOILERS – SPOILERS – SPOILERS

    1) A história do Pirata Espacial.
    No filme se omite algo essencial para criar expectativa acerca da viagem de Watney para Schiaparelli: a pane que ele causou na Pathfinder. Por isso não faz sentido (no filme) quando ele diz que está se tornando um pirata pois está levando um veículo por águas internacionais SEM AUTORIZAÇÃO. Inclusive o Kapoor e a Mindy falam sobre isso, logo há comunicação entre Marte e a Terra, logo tecnicamente ele teve autorização.
    2) O final.
    Achei desnecessária a parte dele dando aulas aos novos astronautas. Um final semelhante ao do livro seria bem mais adequado (aliás as caras dos tripulantes diante do suposto fedor de Watney é tudo menos do nojo descrito no livro). Uma narração em off de Mark teria sido muito melhor.
    Há mudanças desnecessárias, mas que não afetam a história, como a mudança de etnia e nome do Kapoor (para mim ele sempre será indiano e se chamará Venkat), a troca de Martinez por Lewis na incumbência de contar aos pais de Mark de sua morte e não citar antes o lance de Beck (sério que é o Bucky Barnes/Soldado Invernal?) e Johanssen, sendo que esta bem que poderia ter sido vivida por uma tal Joahanssen, pois Kate “Não É” Mara anda longe da “nerdelicious” que Andy Weir descreve no livro. Mas isso é nitpicking, pois no geral tudo ficou perfeito.

    PS: Sean Bean é o cara! Oficialmente participou de DOIS Conselhos de Elrond!

    • Ricardo Gelatti

      Kate é “nerdelicious” sim. Veja a primeira temporada de House of Cards! hahaha

      • Gaius Baltar

        Eu vi e mantenho a minha opinião. A menina é até fofa, mas não é a hot girl que o livro descreve.

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