NASA atualiza dados do meteoro russo. Foi feio, MUITO feio.

russia-meteor

As últimas informações sobre o evento astronômico-apocalíptico dos últimos dias mostram que fomos MUITO conservadores nas primeiras estimativas, e que um meteoro BEM grande nos pegou desprevenidos. Parte da culpa é dos próprios governos, que não investem em bobagens como programas de detecção de asteróides.

Só para dar uma idéia, o orçamento da NASA é de míseros 0,5% do Orçamento Federal dos EUA, e desses 0,5% só conseguiram alocar 1/20 para pesquisa de asteroides.

Quanto ao meteoro que atingiu a Rússia, sua explosão foi detectada por instalações de monitoramento em todo o mundo, inclusive um posto de escuta de infrassom no Alaska, a 6.500 km de distância. Com esses dados, satélites, vídeos, sismógrafos e outros brinquedos, as dimensões mais atuais são:

  • Tamanho: 17 metros, 1/3 do 2012 DA14;
  • Massa: 10 mil toneladas;
  • Energia liberada: 0,5 megaton.

·  
Isso mesmo. 500 quilotons explodindo sobre a Rússia, o sonho de qualquer general americano no tempo da Guerra Fria.

“Ah, mas 10 mil toneladas não é muito?”

Não, pequeno gafanhoto. O problema é que o volume de um objeto não aumenta de forma linear. Um cubo de 1 metro de lado tem volume de 1 metro cúbico. Já um cubo de 2 metros de lado tem volume de 8 metros cúbicos.

A explicação é que você está aumentando tridimensionalmente o objeto, então a fórmula, no caso do cubo, é L³, Lado ao cubo. Um cubo de 17 metros de lado tem 4.913 metros cúbicos de volume.

No caso do meteoro, trabalhamos com uma esfera, cuja fórmula para calcular o volume é (4/3)*π*r³.

Assim uma esfera de 1 metro de diâmetro tem volume de 0,523 metros cúbicos, já uma de 2 m sobe para 4,19 metros cúbicos. Uma hipotética esfera de 17 metros tem volume de 2.573,42 metros cúbicos.

Segundo a Wikipedia a densidade média de um asteroide classe S, o mais comum, é de 2,71g/cm³. Convertendo as unidades e multiplicando volume por densidade, chegamos a uma massa de 6.971.314 kg. Convertendo em toneladas, 6.971,3 t. Batendo certinho com o valor da NASA, 10.000 t.

Qual o equivalente de 7.000 toneladas?

É o deslocamento de um submarino classe Los Angeles como o USS Miami:

uss-miami-ssn-755

O que são 500 quilotons? Clique play:

riceicles123 — Operation Ivy: King

Em resumo, repetindo, mais uma vez: demos muita, MUITA sorte.

Fonte: NASA.

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Autor: Carlos Cardoso

Entusiasta de tecnologia, tiete de Sagan e Clarke, micreiro, hobbysta de eletrônica pré-pic, analista de sistemas e contínuo high-tech. Cardoso escreve sobre informática desde antes da Internet, tendo publicado mais de 10 livros cobrindo de PDAs e Flash até Linux. Divide seu tempo entre escrever para o MeioBIt e promover seus últimos best-sellers O Buraco da Beatriz e Calcinhas no Espaço.

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  • Caramba… Isso é assustador. =S

  • Orakio Rob

    Longe de mim querer que o mundo acabe e tal, mas… how cool is that? ^_^

  • Realmente, foi muita sorte. Até parece que a “mãe natureza” está avisando, inclusive com ironia: olhávamos para um lado e fomos acertados pelo outro…

    Ótimo texto, Cardoso. Agora, creio que houve algum engano no parágrafo que trata do diâmetro da esfera: tem 1m repetido duas vezes. Também sugeriria que colocasse os dados atuais em forma de faixa, como como fez a NASA, para ficar mais coerente com os trechos em que você se refere a 7 mil toneladas.

    • Nos avisando? Neste momento a Madrasta Natureza deve estar dizendo “PQP, errei!”

      • Vc falou isso e me lembrei da piada do “Errei, porra!”

    • ClaudioLisboa

      E pensar que aconteceu apenas um mes e meio após a (suposta) previsão Maia de fim do mundo. De repente uma pequena variação no eixo da terra nos ultimos milhares de anos, uma acertada no calculo temporal e os Maias quase acertaram…

  • “Assim uma esfera de 1 metro de diãmetro tem volume de 0.523 metros cúbicos, já uma de 1m sobe para 4.19 metros cúbicos. ”

    Acho que vc se confundiu, Cardoso. O certo seria “Assim uma esfera de 1 metro de diâmetro tem volume de 0,523 m³, já uma de 2 m de diâmetro (ou 1 metro de raio) tem volume de 4,19 m³”.

    • Interessante como é o cérebro humano… eu na hora li 2m… depois que vc chamou a atenção que percebi que estava 1m no texto.

      • O cérebro sempre procura um desenvolvimento lógico em qualquer argumentação. Nesse caso, dobrar a quantidade “1 metro” seria a forma mais provável para criar um exemplo comparativo simples.

    • esqueci de converter de raio pra diâmetro.

  • Então realmente tivemos muita sorte em detectar o 2012 DA14, considerando que ele é apenas 3x maior do que o da Russia… Fico imaginando quantos outros corpitos celestes estão rodando perigosamente perto.

  • OverlordBR

    Estou dizendo: quem reclama de “falta de sorte” na vida não tem a mínima idéia do que fala!
    Parabéns pelos textos, Cardoso! Estou de ferias nos cafundós do Juda, com pouco acesso á Internet e vim direto ao MeioBit: só aqui encontrei uma coletânea de informações precisas e verídicas sobre o Kinder ovo lá da Rússia.
    Só faltou uma frase nos teus textos: você deseja saber mais?
    Afinal, sabemos que foram aqueles malditos insetos os responsáveis por este meteoro!

  • Edmilson_Junior

    Foi uma bela de uma pedrada.

    • Salles Viana Gomes de Magalhae

      Não é pedradada, é aerolitada!

    • Guest

      Aerolitada!

  • Enquanto isso o tempo da universal em Del Castilho esta de pé… Ahhh mundo injusto!

  • Eu pessoalmente achei vergonhoso não terem detectado essa pedra aí (aerolito, eu sei). Sério, achei que os caras (governos) estivessem mais bem preparados…

    • Já temos 500 MIL asteroides detectados, a maioria bem maior que esse. É complicado ver uma pedra preta de 17 metros a vários milhões de Km de distância.

  • lordtux

    Quando centenas de pessoas morrerem por causa de um bólide desses, governos vão começar a levar a sério o trabalho de agencias espaciais.

    • Guest

      Não que centenas de pessoas já não tenham morrido, mas né…

  • Felipe Lima ®

    ainda bem que DEUS é brasi…. terráqueo!!! vlw GOD!!! 😉

    • GalegO86

      Eu diria isso com um infelizmente não foi no Brasil, seria uma festa se caísse em Brasília… Sim, eu comemoraria, já que o povo não faz nada..

      • Brasília seria o lugar ideal principalmente entre quinta e terça-feira. O índice de vítimas seria zero.

      • Felipe Lima ®

        Mesmo que o meteoro acertasse BSB, o seu desejo de “certas” pessoas fossem atingidas será nulas, principalmente pq estas “pessoas” não ficam muito tempo por lá! :/

    • Diga isso aos dinossauros.

  • pegou desprevenidos ????
    Não acredito que a Nasa não tenha visto nada ou qualquer outro satélite de qualquer outra organização.

  • Cardoso, é provável quje haja um erro quando é dito “Massa: 10 mil toneladas”?

    • Não, o número é esse mesmo: as estimativas são de 7 milhões de quilogramas, ou seja, 7 mil toneladas. É uma esfera maciça. 😉

      • Laguna, ainda estou consufo. Suspeito que não me atentei à palavra “massa” e na verdade 10 mil toneladas de massa equivalem a 7 mil toneladas de peso. Seria isso? Peço desculpas pelo provável fora e agradeço se me ajudar a ver meu erro de raciocínio.

        • As estimativas dão 7.000 toneladas e a NASA coloca 10.000 toneladas e ambas as medidas referem-se à massa do asteróide. 😉

          • Laguna, no fim da matéria é dito “Convertendo em toneladas, 6.971,3.” Certinho com o valor da NASA.” Como esse valor pode estar correto se você apontou que a NASA coloca 10.000?

          • Leia antes dessa parte aí, por favor, até citarei:

            (…)Uma hipotética esfera de 17 metros tem volume de 2.573,42 metros cúbicos.(…)Segundo a Wikipedia a densidade média de um asteroide classe S, o mais comum, é de 2,71g/cm³.

            O Cardoso expôs os cálculos das estimativas, mas a NASA colocou 10.000 toneladas, um número que está acima de qualquer expectativa (7.000 t) e isso foi a parte feia do título do presente texto: a coisa foi pior do que as estimativas anteriores previam. 😉

          • Muito obrigado pela paciência, Laguna. Agora finalmente entendi. Eu não vi “certinho” como sarcasmo, falha minha. Então, a coisa toda foi mesmo muito feia. Fico muito curioso para seria o material – mais denso que o habitual – de que seria composto o corpo, afinal.

        • Não. Peso é a força exprimida pela multiplicação da massa pela aceleração gravitacional. 7 mil toneladas são 7 mil toneladas. Tonelada é unidade de massa e não força. A unidade de força é newton, por vezes é usado quilograma-força, mas só em livros didáticos, não em publicações científicas sérias, que só usam SI.

          • Obrigado, André! Sempre me confundo nessa questão. Aproveitando, é certo dizer que o peso dessa mesma quantidade de matéria seria diferente em outros planetas?

          • Com certeza. Se vc for a um planetário, normalmente eles tem simuladores que mostram como seria seu peso em outros planetas. No Planetário da Gávea no Rio tem e no Catavento Cultural em São Paulo também tem

  • Fotos ou Fatos conservadores?

    • Charles L’Astorina

      Acho que era pra ser Fomos.
      Não que o T seja perto do M…

  • Tão impressionante quanto o próprio acontecimento são essas dados fornecidos pela NASA que dão a real impressão do quanto o estrago foi grande e do quanto poderia ter sido ainda maior.

    Belo texto. =)

  • Acho que tens um erro de cálculo por ai.
    Com certeza não foi equivalente a uma explosão de 500 kilotons, isso é um absurdo.

    • Bem-vindo ao maravilhoso mundo das grandes massas em grandes velocidades F = M x A. Simples assim. O Universo não tem nenhuma obrigação de trabalhar na escala humana.

      • Eu explico pra ele que a energia cinética é calculada com a velocidade elevada ao quadrado ou deixo ele descobrir por si só?

        • hahahahah…
          O universo também não tem nenhuma obrigação de dissipar toda energia cinética em uma fração de segundo. O uso da unidade kiloton não tem esse propósito e não é representativo da situação.

          Mas depois eu ensino o Andre a ter bom senso. Ta sempre cheio demais do proprio ego

          • De fato, é quase tão representativo quanto dizer que um homem, na média, é uma bomba de 80 toneladas de TNT ambulante, convertendo o quanto de energia ele dissipa ao longo da vida.

            O meteoróide pode muito bem ter dissipado os 2 PJ que equivalem aos 500 kilotons, mas em um processo muito diferente do que é uma bomba. Até porque foi uma desintegração, e não uma explosão. Pelo próprio vídeo da Ivy King dá para ver que a comparação bomba/impacto é incompatível.

            Eu até nem culpo o Cardoso, porque a própria NASA divulga os dados em kilotons. Mas ainda acho que “demos muita sorte” é um exagero: mesmo que os 500 kilotons tivessem sido liberados instantaneamente e Chelyabinsk tivesse ido pelos ares, a própria Operação Ivy (bem como muitas outras detonações nucleares) é prova de que nós, como espécie, somos perfeitamente capazes de sobreviver a explosões dessa magnitude, até piores (vide a Tsar Bomba). Claro que seria um dia bem chato para quem fosse vaporizado, mas – tirando a comoção – não seria um evento de escala global.

          • Tá, mas a Tsar não foi testada com a metade de sua capacidade em uma área TOTALMENTE sem pessoas??? Não da pra dizer que o ser humano consegue sobreviver a uma detonação da magnitude da Tsar, pq isso nunca passou nem perto de acontecer. Para validar o que vc tá dizendo seria preciso ter detonado a Tsar sobre uma área com algum tipo de população, pra daí sim poder saber se resistiríamos ou não.

          • “Como espécie”, em oposição a “como indivíduos”. No sentido de que, sim, uma explosão de 500 kilotons mata potencialmente milhões de pessoas, mas não é uma ameaça séria para a população mundial como um todo.

          • Carcarah Klato Barada Nicto

            Mas, suponha que um meteoro mate 10 milhões de pessoas. Comparada a população mundial nós teríamos um perda não muito substancial (em termos meramente matemáticos, para uma merda horrível deste tamanho), mas os efeitos posteriores de um eventos dessa magnitude seriam bem ruins, dependendo de onde o evento se dê, se estivermos falando de um grande centro industrial/financeiro a coisa pode ficar muito ruim. Não dá para considerar a coisa com uma visão simples de contagem de coisas/pessoas queimadas.

            Ainda quanto ao tempo e espaço da dispersão de energia, tudo depende de uma combinação de fatores, que envolvem densidade do objeto, velocidade, tipo de superfície atingida e ângulo de entrada. entre outros. Nada impede que esse fatores sigam a lei de murphy. Dêem uma jogada de angry Birds 😉

          • Bruno Rocha

            E Hiroshima e Nagazaki não serve de prova? Elas foram completamente arrasadas, só algumas meia dúzia de paredes aguentaram em pé. Metade da população foi completamente carbonizada no instante que a bomba explodiu.

            Quando uma bomba nuclear explode. Ou o calor da energia principal te canonizar instantaneamente, ou a onda e choque e o calor te matam instantaneamente, ou você sobrevive completamente queimado e morre depois, ou morre de câncer anos depois.

            Uma coisa é ver uma bomba fraca explodir longe, ao horizonte. Outra é ela explodir à 1km acima da sua cabeça.

          • Bruno Rocha

            “não seria um evento de escala global.”

            Essa é a questão. Mas errou em afirmar que somos à prova de bomba atômica, o problema ai é a força. Mas o Sol é a prova de que não somos à prova de nada. E mais. Se um super vulcão, como Yellowstone, explodir agora mesmo, vai ser pior que todo arsenal nuclear da terra explodindo ao mesmo tempo. Não pela explosão em si (que vai fritar 1/3 dos EUA), mas toda a emissão de cinza que será expelida por semanas sem fim, até cobrir totalmente a Terra. Dias e dias, o planeta todo nublado, chuva ácida, doenças, inverno etc. Fim da humanidade. A única coisa que restará de nós em 1 milhão de anos, será meia dúzia de satélites que ainda orbitarão a Terra, pois a maior parte já terá despencado na atmosfera.

          • Wallacy

            O comparativo é feito usando como referencia as crateras de outros asteroids de mesma magnitude que por sua vez também dissiparam energia na queda.
            Um exemplo já citado aqui no meiobit foi o Canyon Diablo, um meteoro de 50metros que deixou uma cratera de 1.1km e teve sua energia de impacto estimada em 10 megatons.

          • Amigo, a energia dissipada em TODA ENTRADA é enorme sem dúvida. Mas está muito, MAS MUUUIITO, longe de uma explosão como é referido no texto.

            segue:
            “Isso mesmo. 500 quilotons explodindo sobre a Rússia, o sonho de qualquer general americano no tempo da Guerra Fria.”

            Poderia passar o resto da vida citando exemplos esdrúxulos aqui… Como fez o colega acima: “De fato, é quase tão representativo quanto dizer que um homem, na média, é uma bomba de 80 toneladas de TNT ambulante, convertendo o quanto de energia ele dissipa ao longo da vida.”

          • Wallacy

            Ignorando o fato que a unidade ton não tem em nenhum momento a exigência de ser dissipado de em frações de segundos, ainda assim um meteorito muitas vezes o faz em seu momento de impacto.

            Um exemplo simples já citei. Quanta energia um objeto de 50>10m de diâmetro precisa dissipar em um impacto para deixar uma cratera de 1.1km?

            Fora que uma bomba atômica geralmente é detonada a 1km de altura, pois o que importa mesmo é a onda de choque, não a cratera em sí.

            Se não estou enganado, uma bomba atômica de 5megatons testada em nevada deixou uma cratera 800 metros, isso considerando uma explosão de solo. Pergunto novamente, quanta energia você diria que teve o tal meteoro que deixou 1.1km de cratera?

            Sim colega, o tal meteoro russo teve muito provavelmente 500ktons, e muito provavelmente a maior parte dissipada na explosão (que foi bem longe da superfície) , não tem todo o calor e radiação de uma bomba nuclear mas ainda assim dissipou tanta energia que observatórios do mundo todo conseguiu medir os efeitos, tal como mediria se fosse uma bomba.

            Não é porque não explodiu mais baixo e não causou mais dano que realmente não teve tanta energia dissipada. Mesmo na explosão.

          • “Sim colega, o tal meteoro russo teve muito provavelmente 500ktons, e muito provavelmente a maior parte dissipada na explosão (que foi bem longe da superfície) , não tem todo o calor e radiação de uma bomba nuclear mas ainda assim dissipou tanta energia que observatórios do mundo todo conseguiu medir o impacto, tal como mediria se fosse uma bomba.”

            Afff… Vamos esperar. Uma hora ou outra sai um avaliação especializada específica.

          • Wallacy

            OK, apesar que considero a avaliação da NASA bem especifica e condizente com eventos do mesmo porte.

            De qualquer forma realmente não vale ficar discutindo isso eternamente.

          • ‘It is important to note that this estimate is preliminary, and may be revised as more data is obtained.”

            Acho sempre bom ler a noticia até o fim…

          • A energia acumulada é a mesma, irrelevante como ela é dissipada, bebê.

          • Bastante irrelevante. Em uma situação, milhões morrem e na outra, apenas um show de fogos global.

            Pra quem escreve um blog de ceticismo, tu parece ter o QI de uma azeitona.

      • Me explico.

        Não adianta fazer formulinha de massa x aceleração = força e achar que é equivalente. Isso é jornalista besta querendo fazer manchete. Não costuma fazer teu tipo, mas vai saber.

        Kiloton é uma unidade de energia liberada em explosões e a energia foi dissipada ao longo de minutos, em um longo caminho. Provavelmente a explosão vista tem um fração bem pequena do todo de energia que corpo trouxe.

        Mas vou deixar você e o André na demagogia… afinal de contas, é a profissão dos dois.

  • Eduardo Tenório

    Nossa única salvação é algum milionário excêntrico criar uma fundação para observar o espaço. Os governos estão mais preocupados com a safra de soja do ano que vem e a queda da bolsa…

    • Fundação B612. É uma das que já existem. Falta verba.

    • Estamos esperando a ideia surgir de Hari Seldon.

    • o projeto de mineração espacial dos carinhas do google e do diretor de avatar n poderia gerar pesquisa nesta área??

  • Akhala

    “Convertendo em toneladas, 6.971,3. Certinho com o valor da NASA.”

    Mas anteriomente não diz que a estimativa da massa do meteoro é de 10000T (e não 7000T)? Não entendi essa parte.

    EDIT: A estimativa na verdade é de 7000 a 10000T. Agora fez sentido :).

    • Lembrando que T maiúsculo abrevia tesla, unidade de medida eletromagnética: tonelada é abreviada por t minúsculo. 😉

      • cara você é um chato das medidas e abreviações, mas sério, eu gosto disso, eu aprendo muito vendo seus comentários =P

  • Cardoso, a detecção de um meteoro (ou objetos do gênero) é uma coisa, mas poder afirmar se vai colidir com a terra (e com qual ângulo de entrada) é outra bem diferente.
    Pois um meteoro desta mesma dimensão (que explodiu sobre a Rússia) pode causar danos catastróficos ou não, dependendo do ângulo de entrada e de sua composição.

    Desconfio que pouca coisa possa ser feito pelos governos, na prática, que realmente ajude a população!
    Posso afirmar que, caso se detecte um que vá aniquilar os humanos no meu pais, acho que vou preferir nem ficar sabendo. Se ninguém poderá fazer nada para evitar, prefiro não sentir a agonia de saber sem poder fazer nada.

    • Se você detectar com meses de antecedência mesmo sem tecnologia para desviá-lo (como não temos hoje) você pode EVACUAR a cidade. Eu acho que meus eleitores ficariam felizes em ser avisados para se mandar do alvo de uma bomba de meio megaton.

      • No Brasil não rola. Os governantes dirão que não é nada demais (vide Teresópolis). Ademais, a população vai alegar que não tem pra onde ir, o pessoal dos direitos humanos vão protestar que o governo tem que entregar apartamentos no Recreio e a população venderá o que conseguir e voltarão pra casa, esperando a próxima catástrofe para ganhar assistencialismo.

        • Não seria problema pois um meteoro desses não atingiria o Brasil, não temos estrutura pra um evento desse porte.

      • Existem meios de determinar o local do impacto com tanta precisão – como uma cidade específica? Pelo que lembro, os cientistas, quando identificam o objeto a tempo, só conseguem fazer uma estimativa bem grosseira do local da queda… ou estou errado?

        • Amigo, creio que vc esteja errado. Se não estou enganado é possível sim calcular com uma precisão do tamanho de uma cidade. conhecendo detalhadamente a órbita do objeto esse cálculo teria sim a precisão de uma cidade. Pra vc ter uma idéia a NASA errou por algumas dezenas de metros o pouso da curiosity em marte. se eles conseguem calcular o local de pouso de um robô e erram por algumas dezenas de metros, logo podemos inferir que a precisão ao se calcular a tregetória de um asteróide alcançaria esse mesmo patamar de precisão.

  • TiagoRL

    De repente aquela idéia de construir uma estrela da morte não era tão ruim.

  • Essa foi a previsão dos maias sorte ter caído na agua

  • Carlos Eduardo

    Não sei se alguém aqui já postou este game de criar impactos contra a terra

    http://www.popsci.com/science/article/2013-02/fun-game-see-what-would-happen-if-meteorite-smashed-your-hometown

  • Kleber Muniz

    Mas até agora não fizeram (ou anunciaram) uma varredura investigando o trajeto de origem para ver se tem mais alguns a caminho?

  • Paul Krugman Pira

  • Tenho uma dúvida. Quando o Cardoso diz que “Demos MUITA sorte”, essa sorte foi em relação a que exatamente? pelo angulo de entrada do asteróide que possibilitou que ele dissipasse sua energia pelo caminho? ou foi pelo fato de não termos detectado o elemento e ele não foi suficientemente grande pra fazer um estrago considerável?

  • Um detalhe é que as bombas nucleares costuma(vam) explodir a uns 500m de altitude pra aumentar os danos. Não sei mesmo como é a equivalência disso com a explosão do meteoro que parece ter sido a alguns km de altitude. Se tivesse sido mais baixa, a explosão seria como a do vídeo? Ou isso só aconteceria se ele acertasse o solo com tudo?

  • Alberto .

    Pra mim sempre houve um rastreamento mais detalhado de objetos voadores no espaço, em orbita ou não:
    “O exército americano vigia mais de 12 mil objetos de mais de 10 centímetros em órbita terrestre, incluindo o lixo espacial, e passa os dados gratuitamente para as agências e empresas espaciais de todo o mundo, incluindo as da Europa. Mas hoje a Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) prepara seu próprio sistema de vigilância.”

    http://www.cubbrasil.net/index.php?option=com_content&task=view&id=3307&Itemid=106 (meio velhim)

    http://orbitaldebris.jsc.nasa.gov/faqs.html (mais atualizado)

    É simples assim? Um belo dia “Olha a luz!”, e PÁ, já era?!
    Só pra saber

    • Calma lá, calma lá. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Todo esse lixo espacial está muito, mas MUITO próximo da Terra, em termos astronômicos. Já o petardo que caiu na Russia veio à toda velocidade lá de algum confim do espaço. Sem contar que eles monitoram no sentido de que sabem onde cada um está, ou pelo menos CALCULAM que eles estejam ali, pois sua trajetória ao redor da terra é conhecida e bem calculada. Eles não tem um “mega-radar-planetário” acompanhando esse material todo em tempo real. Sem condições disso, atualmente.

  • “Segundo a Wikipedia” foi ótimo…

  • Amigo você mesmo disse “Segundo a Wikipedia a densidade média de um asteroide classe S, o mais comum, é de 2,71g/cm³.” isso é em média, significa que pode ser mais ou menos. Na boa você está confrontando dados da NASA com dados da wikipedia.

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  • Daniel Alcantara

    Se esse evento tivesse acontecido há 40 anos, provavelmente teria começado uma guerra nuclear….

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