Cientistas desocupados tentarão provar que não vivemos na Matrix

benzadeus

Existe uma corrente de maconheiros filosófica que acredita que nós não existimos. Vai mais além de auto-ateísmo. O conceito é que nós somos apenas uma simulação, rodando nos computadores de alguma espécie avançada.

Um dos principais argumentos é o princípio antrópico forte, que diz que o Universo é estranhamente adequado ao surgimento de inteligência. Talvez por não estar sob influência de substâncias estupefaciantes, eu não consiga acompanhar essa lógica, afinal aonde mais a vida surgiria se não em um Universo propício á ela?

Em teoria seria impossível dizer se estamos dentro de uma simulação, exceto pelos dejavus envolvendo gatos pretos, mas um grupo de pesquisadores estudou a questão e achou uma resposta:

Mesmo nossas melhores simulações apresentam limites de granularidade. Crisys provavelmente simula até os átomos das folhas das árvores do outro lado da montanha do cenário, mas se examinarmos esses átomos, eles não estarão simulados ao nível dos Quarks, a menos que você tenha a GeForce MAIS recente.

A idéia dos caras é examinar fenômenos físicos minúsculos, em escala quântica, e determinar se eles apresentam características de fenômenos reais ou se mostram “trapaças” de programadores, atalhos e marmotagens, como jogos que usam texturas ao invés de mapear objetos em 3D.

hippie8

Matematicamente um computador não pode simular um Universo inteiro, ou teria que simular a si mesmo, então teoricamente nossos Mestres Alienígenas estariam fora do nosso Universo, e não teríamos como entrar em contato com eles, mas podemos achar pistas da simulação.

O método proposto é… interessante. Vão criar uma simulação quadridimensional em supercomputadores onde criarão modelos de matrizes cromodinâmicas quãnticas, observando as interações de Força Nuclear Forte (uma das quatro forças fundamentais do Universo). Compararão então os resultados com os observados no “mundo real”. Aqui está o paper dos viajandões.

O que pode resultar disso:

  • muitas pizzas e doritos consumidos, vizinhos ligando pra polícia reclamando do futum
  • a descoberta de que realmente vivemos em uma simulação, nada mais importa, tá liberado o bundalelê
  • a descoberta de que realmente vivemos em uma simulação, a vida de ninguém foi afetada, hoje tem jogo do Timão.
  • “Bosta, descobriram de novo que é uma simulação. Comenta a linha earth.create(´cannabis´), roda bigbang.exe e vamos tentar de novo”

Autor: Carlos Cardoso

Entusiasta de tecnologia, tiete de Sagan e Clarke, micreiro, hobbysta de eletrônica pré-pic, analista de sistemas e contínuo high-tech. Cardoso escreve sobre informática desde antes da Internet, tendo publicado mais de 10 livros cobrindo de PDAs e Flash até Linux. Divide seu tempo entre escrever para o MeioBIt e promover seus últimos best-sellers O Buraco da Beatriz e Calcinhas no Espaço.

Compartilhar
  • Fabio Pasini

    Opa! Se vai rodar o bigbang.exe, tanto faz comentar ou não a linha 🙂
    Eu pessoalmente curto muito Doritos, e dane-se a vizinhança.

    • Zilardo

      Mas se não não comentar descobriremos de novo que somos simulação.

      Em tempo: Coma comida saudável e seja mais cordial com seus vizinhos.

      • Não existe motivos para comer comida saudável, seremos dropados…

        • Zilardo

          snif; ;(

    • Faz diferença por que se não fosse o earth.create(´cannabis´) os terráqueos não teriam tido a “abstração” necessária para pensar que vivem em uma simulação.

    • A linha comentada só vai passar a valer no próximo loop, os cabeças de fumaça vão viver em um universo em que a bendita nunca existirá.

  • A matéria é bacana, mas o texto é horrível :s

    • Essa tentativa de ser engraçadão sempre nos textos do mesmo redator é a pior parte do MeioBit, sem dúvida alguma. Assunto super interessante, estragado por infinitas piadinhas de tiozão. Uma pena.

      Até removi a assinatura do MeioBit no Google Reader depois dessa (vem atrapalhando a leitura há tempos, mas esse post foi meio que o ponto final pra mim).

      • Quanto rancor nesse seu coraçãozinho… estou removendo sua conta da lista de comentaristas autorizados, já que não vai usar mesmo…

      • Ah cara, se eu fosse você pedia o extorno da cobrança da mensalidade do MeioBit, ou ia no procon, é ganho de causa na certa!

      • Ah a pluralidade de opiniões. Eu já acho que as piadinhas de tiozão do Cardoso são justamente o que salva o texto e transformam o que poderia ser um negócio terrível de ler em algo leve, que flui naturalmente. O conteúdo ainda está todo lá (de forma muito didática, diga-se de passagem), mas as piadinhas tornam tudo mais leve e permitem que mesmo o cara que não tem interesse nenhum em se aprofundar nos detalhes da física quântica leia o texto e entenda a ideia.

        No mais, concordo com o pessoal. Junte os comprovantes de pagamento da sua assinatura Gold do meio bit e exija a devolução do seu dinheiro.

        • Orador dos Mortos

          Só uma observação, essa não é uma questão de física, seja clássica ou quântica, é filosófica, é a questão de que nossa crença mais básica, a de que existe uma realidade independente do sujeito, é real. Não, não é, como o Cardoso afirmou, uma questão difícil de se resolver, é impossível. Se a nossa realidade é uma simulação, e nós, junto com ela, então não poderemos ver e reconhecer um objeto dessa simulação, como algo simulado. Mesmo que seja observadas granulações em qualquer nível da realidade, não seríamos capazes de afirmar que o objeto observado não é real, para isso precisaríamos ter acesso ao objeto correspondente do mundo real, para compará-lo com o que estamos observando. Como não temos acesso ao mundo supra-simulação, não podemos fazer isso.

      • #Chatiado!

      • A pior parte dos textos do Cardoso são os leitores cultos destilando suas críticas inúteis. Já vai tarde, que fiquem apenas os que se divertem.

    • Parei de ler no benzadeus.jpeg :p

  • Achei super interessante e válida essa teoria, sendo assim “baixar o santo” é tipo um cheat

  • Zilardo

    Somos a simulação de Deus.

    …momento de reflexão…

    Somos não, sois! Eu sou um Sleestak.

  • Muitas vezes na ciência o que importa mais não é o resultado, mas o caminho que usamos para chegar até ele. Essa pesquisa pode não chegar ao fim, ou ser inconclusiva, mas pode incitar uma série de novos questionamentos interessantes 🙂

  • Prefiro a teoria de que somos uma mistura de humanos com Cylons! 😛

    • Orador dos Mortos

      E essa teoria existe onde?

      • Opa Orador… apenas citei um seriado que gostei bastante… Battlestar Galactica… É uma série de ficção que relata a guerra entre humanos e “Robos” (Cylons/ Cilonios) 😉

  • Claudio Marcelo

    Esses cientistas nunca programaram nada complexo pra ter idéia do número de erros que uma aplicação complexa tem.

    • Orador dos Mortos

      Vejamos, se existirem seres com poder de computação capaz de simular um universo como o nosso, no nível de detalhes que ele tem, eu diria que o que você chama de programação, em comparação, seria como contar de um a dez usando pedrinhas. E quem garante que a aplicação “simulação do universo” não possui erros? Como saber, se nem temos ideia de que é uma simulação mesmo e, sendo, qual seria o objetivo dela?

  • Edmilson_Junior

    a descoberta de que realmente vivemos em uma simulação, nada mais importa, tá liberado o bundalelê.

    voto nessa.

  • Unfear

    Agora fez todo sentido, vai que o SO onde está o simulador deles, tem o bug do milênio maia.

  • E se perde tempo em provar coisas que são irrelevantes.
    Em alguns anos eu estarei morto e todos vcs tbm.

    as pessoas em vez de se preocuparem em viver gastam tempo pregando ou estudando coisas que na melhor das hipoteses não tem como existir.

    Somos apenas poeira se reciclando.

    Vão brincar, foder, viajar, trabalhar (mas nao muito), ler e compartilhar a nossa unica realidade. Nossa curta vida sem proposito.

    • Tejobr

      E se esquecerem de escrever truestory = nothing? Você tem uma chance de ficar flutuando por um bom tempo.

      Brincar, foder, viajar, trabalhar… nada mais é do que uma mera simulação do nosso cérebro para não percebermos a dura realidade que é… nothing.

    • Orador dos Mortos

      Fico feliz em saber que a grande maioria dos cientístas não concorda com você!

    • Imaginem se o True Story fosse vivo na época de Michael Faraday e James Clerk Maxwel? “- Vocês ficam aí, perdendo tempo com essa tal de eletricidade!”

    • Se todos pensassem como você, provavelmente ainda estaríamos na África tentando descobrir o fogo, nem pensaríamos nada na real.

      • Negada é meio tapada…
        Não conseguem entender um pensamento que seja amplo e não desenhado.
        Em nenhum momento fui contra as pesquisas cientificas serias.

        • Orador dos Mortos

          E o que se propõe não é sério? Qual o critério para determinar se uma linha de pesquisa é séria?

          • uai. procurar se vivemos em uma matrix ou se existe deus é algo serio desde quando?

  • Gilberto Torrezan Filho

    “bigbang.exe”? Prefiro morrer mesmo do que saber que sou simulado em um Windows… =P

    • Melhor compilar o novo RC e descobrir que faltam dependências.

      # make buildworld
      # make buildkernel
      # make installkernel
      # mergemaster -p
      # make installworld
      # mergemaster

  • vai rolar um preconceito quando descobrirem q alguns foram programados em delphi, outros em C, C++, Java.

    • Se fosse em Java, não dava para simular nem Pindamonhangaba.

  • Hollander

    e se já tiver um código de proteção?

    if Cientista.Simular.Quarks()
    {
    Cientista.InduzirFalsaPercepcao()
    Mundo.Replicar(Cientista.InduzirFalsaPercepcao())

    Cientista.Nobel = Cientista.Nobel + 1

    }

    • Tejobr

      Cade os tratamentos de erro? Está querendo perder o cliente? Assim fica fácil provar que é uma simulação.

      • Hollander

        O “If” é um clássico que a maioria das pessoas entendem… o bloco “try … exception”, apesar de eu saber ser o correto e entender seu ponto de vista, atrapalharia na comunicação desta mensagem.

      • OverlordBR

        Desculpe, senhor, “estaremos implementando” o recurso de tratamento de erros na versão 4.1 da Terra, sem data para ser disponibilizada.

  • O que leva uma pessoa a anunciar que “cancelou uma assinatura” de RSS de um blog, no mesmo blog?

  • Se fossem cientistas phodas de verdade, gerariam uma simulação com o intuito de gerar uma quebra na simulação original, forçando a gente a desaparecer, aparecer na sala do arquiteto do universo, ou simplesmente policiar melhor as faculdades onde esses malucos começaram a fumar baseados a kilo.

    • Quilo[grama] só possui ‘k’ na abreviatura. 😉

      • Um dia a gente aprende laguna 😀

        • Keaton

          Nah, aprende não. xD

  • Tartaruga Touche

    Falta quanto até nascer um CLU e tentar sair do mainframe?

  • A idéia de um universo em um computador, ou um “universo mental” é um pouco mais antiga que um bando de maconheiros. Consulte o “Caibalion” (sem fumar).

  • Talvez vivemos num mundo lisérgico :-P. Ver filme: Once Upon a Time in America is a 1984 Italian epic crime film co-written and directed by Sergio Leone and starring Robert De Niro and James Woods.

  • Os peitos da Monica Bellucci na foto e o pessoal preocupado com o texto do Cardoso? Ah vá!

  • Luiz Felipe

    Isso explica a extranheza da fisica quantica. Pois um foton que não é observado não é simulado, por isso ele fica em ambos os estados particula e onda. Alias, isso explica porque a energia sempre ocorre em pacotes e não assume valores arbitrarios, o processador provavelmente somente trabalha com numeros inteiros e o universo é pixelizado.
    Isso tambem explica a ação fantasmagorica a distancia, provavelmente é apenas um ponteiro de memoria simulado pela MMU do processador da Matrix. Um objeto com massa maior provavelmente gasta mais ciclos de processamento, por isso que ele distorce o espaço-tempo.

    • Bruno Rocha

      O problema de se crer numa existência artificial, é que não teremos meios de comparação plausíveis para avaliar se aqui é artificial ou não. Por exemplo: se você diz que vive num mundo artificial, qual sua base de comparação para saber como seria então o mundo real ou simulado? Outra coisa. Se isso for uma simulação, então existe um mundo real. Pergunto: Como saberemos distinguir o mundo real do mundo artificial? Se sabemos que elétrons podem se teletransportar. Como poderíamos dizer que isso é simulado, e que num “mundo real” não aconteceria isso? Levando em conta de que não conhecemos o “mundo real”. Essa é a questão, estão alegando que existe um mundo “real” e usam o argumento de que fenômenos físicos bizarros não conhecidos são a prova dessa simulação.

      Eu francamente não acredito nisso pela simples forma como podemos observador, há uma complexidade em tempo real que sequer pode ser equalizada numa formula matemática. Simplesmente não podemos criar uma fórmula de como funciona o mundo. Podemos apenas observar entender as coisas grandes, mas as minúsculas ainda são extremamente complexas de desconhecidas. O que esses caras estão querendo é o que os físicos sempre quiseram. Colocar o Universo numa caixinha, criando a “teoria do todo”, a fórmula mágica do universo.

  • Guilherme Medeiros

    42.
    só isso.

  • Daniel

    Vivemos em numa espécie de Matrix sim! Mas em uma Matrix
    real e orgânica, onde também interagimos com verdadeiros robôs orgânicos e
    programados, pois estes não possuem alma como nós possuímos tipo: peixes,
    insetos, lagartos, e também algumas aves e pequenos mamíferos. Assim como no filme Matrix, somos
    prisioneiros, mas a nossa prisão são os nossos próprios corpos e ao morrermos,
    nossa alma tem a livre decisão de retornar a em outro corpo para um novo
    aprendizado ou ficar vagando como rebeldes descontentes com o sistema de
    ensino, pois se recusam a reencarnar e dá continuidade ao processo de
    aprendizado, pelo método de vivencias assistidas onde aprendemos com situações
    diversas que lapidam o nosso caráter em situações reais e não teóricas.