Carlos Cardoso 11 anos atrás
Longe de mim defender o dinheiro da Microsoft, idealmente eles investiriam milhões em anúncios no MeioBit e clones da Luciana Vendramini para distribuir como brinde para blogueiro (eu). Mesmo assim há casos onde a ganância alheia é tão evidente que fica impossível não se solidarizar com a softhouse do Tio Chico.
É o caso desse processo idiota onde a Kinbook, uma app irrelevante de Facebook mudou de nome para Kinbox e descobriu que estava sentada na interseção entre dois grandes produtos da Microsoft, Kinect e Xbox.
Como em Maio de 2011 a App tinha 14 usuários ativos, decidiram que era melhor buscar alternativas de monetização. A melhor foi entrar com uma ação alegando que o público consumidor estava confundindo Kinbox com Kinect for XBox 360, e isso era a causa da péssima performance da App.
A lógica: Microsoft investe US$100 milhões em propaganda e marketing. O público confunde Kinect com Kinbox, acessa a tal App e por isso ela tem poucos usuários.
O Juiz não engoliu esse papo.
Primeiro, a Microsoft já tinha a marca Kin antes da tal empresa.
Segundo, não é razoável que um acessório de videogame seja confundido com uma App de Facebook.
Terceiro a própria Kinbox admitiu que investiu só alguns milhares de dólares em divulgação, e que segundo seus próprios (inflados e irreais) números nunca passou de 17 mil usuários.
Quarto: O autor da ação admitiu perante o juiz que outros serviços que usam o prefixo kin, como Kindle não são motivo de confusão, sem explicar o motivo de Kinect for XBOX 360 ser.
No final das contas os espertões tomaram um safanão legal, provavelmente arcarão com as custas e se a Microsoft estiver num dia ruim ainda exigirá que paguem os custos legais dela, que não devem ser nada baratos.
Fonte: GW