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[Hands-on] Um show de processamento com o Core i5 2500

Confira nosso hands-on com o Core i5 2500, novo processador da Intel.

9 anos atrás

Core i5 2500.

Core i5 2500. (Clique para ampliar)

Hardware nunca foi muito a minha praia. Costumo acompanhar lançamentos, até escrever sobre alguns, mas meu conhecimento técnico sobre o assunto está mais para nomenclaturas, arquiteturas e comparativos/benchmarks do que "por a mão na massa".

Tinha a crença de que, para jogos, o que mandava no desempenho era a placa de vídeo, tanto que desde de 2006, quando comprei o meu primeiro PC gamer, sempre tomei a VGA como norte, negligenciando outros componentes, em especial o processador.

Em 2009, fiz uma atualização no meu equipamento. Troquei processador e placa de vídeo. Na ocasião, havia pego uma ATI Radeon HD 4850 e, por limitação da placa-mãe, que só dali a alguns meses ganharia suporte via atualização da BIOS para a primeira geração dos Phenom, um esquentado Athlon X2 6000+.

O desempenho ficou aquém do esperado, e mesmo longe de ser top já na época da aquisição, não suspeitava que o processador impactasse tanto assim. Essa noção só surgiu quando, na semana passada, devido a alguns imprevistos, chutei o pau da barraca e troquei placa-mãe, processador e memória. Quanta diferença!

Comparativos e processo de compra

O Core i3 2100 era a minha primeira opção. Depois de conversar com alguns amigos, apertei aqui e ali e parti para um Core i5 2500. Preferi esse ao 2500K por ser mais barato e por não ser um fã fervoroso de overclock.

4 GB (2x2) de memória DDR3 a 1333 MHz da Markvision (blé!), e só faltava a placa-mãe... Quanta dificuldade! Está muito difícil encontrar placas-mãe socket LGA 1155 no mercado. O bug no chipset agravou o cenário e ainda pôs consumidores em risco, ante a possibilidade de se comprar equipamentos defeituosos de fábrica. Aconteceu comigo — tive que pedir reembolso de uma ASUS P8P67-M.

Na segunda tentativa, efetuei o pagamento e, por um erro do site, uma placa-mãe que não estava mais disponível em estoque me foi vendida. Mais uma tentativa frustrada, outro reembolso pedido.

Minha última esperança foi o MercadoLivre. Lá, encontrei a Intel DH67CL de um vendedor "MercadoLivre Gold". Agora sim, a placa chegou, e sem problemas "de brinde"!

Os benchmarks do Core i5 2500 são bastante entusiasmantes. Um em especial me convenceu do valor do upgrade: esse comparativo sob demanda do Anandtech.

Alguns testes do comparativo sob demanda do Anandtech.

Alguns testes do comparativo sob demanda do Anandtech.

Basicamente, o Athlon X2 6000+ perde em todos os quesitos, e perde feio. Some a isso o consumo energético do modelo da Intel, que em full load é mais econômico que o meu antigo, da AMD, em idle, e temos uma troca que vale muito a pena.

Montagem

Placa-mãe Intel DH67CL.

Placa-mãe Intel DH67CL. (Clique para ampliar)

Em pleno feriadão, fomos, eu e Leitaum, fazer o upgrade na máquina. Aproveitei o embalo para limpar o gabinete e reorganizar os fios da fonte dentro dele.

Me impressionou a facilidade de instalar o processador, principalmente a fixação do dissipador+cooler. Nada de parafusos ou travas que pedem muita força, como no socket AM2 da AMD (o último com o qual havia tido contato). Em resumo, é "tool-free".

O desenho da placa-mãe, com chipset H67, é bastante conservador, sem extravagâncias ou coisas fora do lugar. Chamou-me a atenção a ausência de interfaces legadas. Nada de porta serial, PS/2, não tem sequer interface IDE/PATA — o que me custou o drive de DVD... Por outro lado, tem interface eSATA e vem com duas novíssimas portas USB 3.0.

Apesar dos pesares, no geral o trabalho de atualização foi rápido e o resultado, muito satisfatório. Veja como ficou no fim das contas:

PC montado e pronto para a ação!

PC montado e pronto para a ação! (Clique para ampliar)

Desempenho

Quanta diferença! O PC parece outro — tecnicamente, é mesmo, mas releve. Tudo fica, de fato, mais ágil e responsivo. O Windows atende aos comandos de pronto, sem atrasos, e mesmo a alternância entre janelas com jogos pesados abertos é feita de modo suave, sem engasgos.

No Super Pi, o cálculo de 1M leva 11 segundos:

Super Pi: 11s.

Super Pi: 11s.

Em jogos, houve melhoras notáveis naqueles mais pesados. Testei até o momento Battlefield: Bad Company 2 e Crysis Warhead, e o ganho impressiona. Com o antigo Athlon, era obrigado a deixar o detalhamento no médio e, ainda assim, o desempenho não era dos melhores. Agora ambos rodam em Full HD com detalhamento alto ("High" e "Gamer", respectivamente) sem engasgar.

Rodei o benchmark do Street Fighter IV em Full HD, com todos os efeitos no máximo. Cravou 69,70 fps:

Benchmark tool do Street Fighter IV.

Benchmark tool do Street Fighter IV. (Clique para ampliar)

Isso tudo derruba aquele pensamento inicial, de que só placa de vídeo manda em PCs gamer. O processador faz uma diferença brutal nesse tipo de utilização. Outro efeito do upgrade pode ser visto na saída dos jogos; o computador continua respondendo normalmente. Com o velho Athlon X2, levava uns bons cinco minutos para que a lentidão fosse embora e o sistema voltasse ao normal.

Passando a régua

Estou muitíssimo satisfeito com o desempenho do Core i5 2500. Tentei expressar, sem muito tecniquês (até porque não é minha praia), mais com a experiência prática, o ganho em desempenho que o processador novo trouxe à máquina. Sei que, com essa abordagem, alguns leitores podem ficar desapontados, então peço a ajuda de vocês: tem algum teste ou benchmark específico que queiram ver? Comente aí, sugira, e se levantarmos um bom material, uma "parte dois" do hands-on sai 😉

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