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GeForce GTX 480 e 470 disparam na liderança, em novos testes

Quando se constrói uma GPU de alto desempenho, aspectos como o consumo e temperatura possuem pouca importância?

9 anos e meio atrás

Seria apenas uma questão de tempo, para todos percebermos as vantagens da nova microarquitetura de processadores gráficos dedicados da nVidia, a Gráficos Fermi 100, presente nas GPUs GeForce GTX 480 e 470. Em novos testes de desempenho, as Fermi saíram-se melhor que qualquer GPU da AMD+ATi:

Laguna_FerviOGFermi_11abr2010

Testes de fritura entre os Fermi e os Evergreen high-end.

Podemos notar, no gráfico acima, que as GTX 480/470 conseguiram fritar determinada quantidade de bacon muito mais rápido que as “frias” GPUs baseadas nos Evergreen high-end (Cypress e Hemlock).

O esquisito foram os resultados na fritura da mesma quantidade de hambúrgueres, pois estes possuem uma maior superfície de contato com as ‘Fervi’ e deveriam fritar em menor tempo que as lingüiças, em teoria. SarcMark

Laguna_nVidiaBaking_11abr2010

Não estamos no 1º de abril.

Sendo sério: no blog nTersect, Drew Henry deu a entender que o chip Fermi fôra especialmente feito para suportar altas temperaturas, além de colocar que o alto consumo é inerente ao elevado desempenho desses processadores gráficos high-end.

O gozado de tais declarações é saber que as Radeon HD5k, que concorrem diretamente contra tais Fermi, também foram feitas para suportar temperaturas tão elevadas quanto as GPUs da nVidia. Estranho reforçar tal detalhe agora, não?

Nos gráficos abaixo, observamos que as temperaturas de todas essas GPUs high-end são muito semelhantes, em condições extremas de uso:

Laguna_TempHighGPUs_11abr2010

A diferença extrema das temperaturas analisadas não passa dos 25ºC.

Os problemas das GPUs high-end baseadas no Fermi são o elevado consumo para um desempenho semelhante ao Cypress e o altíssimo TDP (Themal Design Power) para manter tais temperaturas longe do limite suportável pelos chips (geralmente 100, 105ºC), mantendo suas qualidades e vida útil, até para não derreter as microssoldas como no infeliz caso de alguns XBox 360 antigos.

Se, num post anterior, o tio Laguna reclamava que um chip HPLED de 4mm² tinha que ter 1,5W de TDP dissipados num cano de alumínio; imaginemos agora a situação de uma GeForce GTX480:

O sistema de arrefecimento em apenas dois slots (incluindo o do PCB da própria placa de vídeo) deve dissipar 250W, do TDP característico do enorme chip Fermi de 530mm², para manter a temperatura da GTX480 em “apenas” 96ºC.

O tio Laguna nem imagina o TDP, dissipado no conjunto de arrefecimento utilizado para realizar o overclock (TMUs e ROPs a 800MHz, memória a 1,05GHz), que manteve tal GPU a respeitáveis 87ºC, naquele gráfico supercolorido mais acima, à direita.

Bom lembrar que ainda há pouquíssimas unidades das GTX 480/470 à venda no mercado, afinal o lançamento oficial dessas GPUs dedicadas foi bem recente. Portanto, temos esperanças de que a TSMC consiga melhores rendimentos nos yields litografados à 40nm, pelo menos até a chegada da mid-end GTX 460 em junho, com preços mais atraentes, inclusive.

Laguna_AMDFireProV8_11abr2010

AMD FirePro V8800, provavelmente o último lançamento baseado no Evergreen.

Enquanto a nVidia ainda enfrenta alguns “pequenos” problemas com os primeiros lançamentos das GPUs baseadas no Fermi, a AMD+ATI encerrará a família Evergreen com ‘chave de ouro’: anunciou a AMD FirePro V8800, um processador gráfico para uso profissional em aplicações CAD, DCC e diversas outras pesadas simulações gráficas tridimensionais, renderizadas em tempo real.

Neste ramo profissional, o qual normalmente usa workstations, o último lançamento da nVidia foi a Quadro FX5800, construída ainda sob a segunda microarquitetura Tesla, baseada numa GPU bem semelhante à GeForce GTX285. Enquanto isso, a AMD FirePro V8800 é baseada na refinada Cypress XT, a Radeon HD5870.

O tio Laguna relembra que a GTX285 foi contemporânea à RV770 (Radeon HD48x0). Será que o segmento profissional terá o mesmo atraso de seis meses que tivemos com as Fermi?

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