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Google I/O 2019: confira todas as principais novidades

Google I/O 2019 trouxe novidades sobre o Android Q, os novos Pixel, Google Mapas, Google Lens, Project Euphonia, e muito mais

15 semanas atrás

Começou nesta terça-feira (07) a Google I/O 2019, a conferência anual do Google que traz uma série de novidades para os vários produtos da empresa. Neste ano, os destaques vão para um Google Search mais dinâmico, e a primeira prévia do Android Q.

Google I/O 2019

Vamos dar uma olhada em tudo o que foi apresentado no keynote de abertura do Google I/O 2019:

Android 10 Q

O Android Q, cuja versão será a 10 (um tanto óbvio, não?) terá total suporte a telas de múltiplos formatos, inclusive as dobráveis, e ao 5G, a próxima geração de conexão de dados. O Google está se preparando para em torno de 20 operadoras, que lançarão suporte ao 5G em 2019.

O recurso de respostas inteligente reconhecerá mensagens que suportam respostas de vários apps, e oferecerá sugestões rápidas dependendo do contexto e seus hábitos, incluindo emojis. E ele terá suporte a multitasking, como já mostrado em certos dispositivos, executando dois ou mais apps ao mesmo tempo.

O Android 10 Q também possui uma grande preocupação com a segurança: ele implementou um novo sistema de atualizações de segurança OTA (over-the-air), que é capaz de passar por cima das restrições dos fabricantes e serem instaladas em seus aparelhos. Só que tem um probleminha, ou melhor, dois:

  • Os fabricantes (e muito provavelmente, as operadoras também) podem optar por implementar o recurso ou não;
  • Ele não é retroativo, logo, só estará disponível do Android 10 Q em diante, e não será incluído em aparelhos que forem atualizados.

Basicamente, ele fará companhia ao Project Trebble, sendo outro recurso morto na chegada.

E sim, o robozinho receberá um tema escuro, porque todo mundo hoje em dia considera isso importante.

Em termos de privacidade, o Android 10 Q informará quais apps andam sabendo da sua vida, e uma opção será incluída que lhe dará o poder de fornecer seus dados de localização temporariamente, somente enquanto o app estiver aberto. Fechou, cortou o acesso.

Na parte do bem-estar digital, introduzido no Android 9 Pie, o novo Modo Foco silenciará notificações de aplicativos que você marcar como fontes de distração, e os controles parentais agora estão embutidos nos celulares, e não mais ligados somente ao Google Family Link. Assim, você poderá definir quanto tempo seus filhos poderão usar um app, um jogo ou o próprio aparelho em si, podendo adicionar bônus de minutos quando quiser.

O novo beta do Android 10 Q está disponível hoje para desenvolvedores, e é compatível os seguintes aparelhos:

  • Google Pixel e Pixel XL;
  • Google Pixel 2 e Pixel 2 XL;
  • Google Pixel 3 e Pixel 3 XL;
  • ZenFone 5Z;
  • Essential PH-1;
  • Nokia 8.1;
  • Huawei Mate 20 Pro;
  • LG G8 ThinQ;
  • OnePlus 6T;
  • Oppo Reno;
  • Realme 3 Pro;
  • Sony Xperia XZ3;
  • Tecno Spark 3Pro;
  • Vivo X27;
  • Vivo NEX S;
  • Vivo NEX A;
  • Xiaomi Mi Mix 3 5G;
  • Xiaomi Mi 9.

Resta saber qual será o doce que dará nome ao Android 10 Q: Quindim? Qottab? Queijadinha? Façam suas apostas.

Android

E em notas relacionadas, foi revelado no keynote do Google I/O que todos os dispositivos Android rodando o 7.0 Nougat ou superior, com o Play Services instalado, poderá ser usado como uma chave para autenticação em dois fatores; o recurso passa a valer a partir de hoje.

Google Pixel 3a e 3a XL

O Google aproveitou também para atualizar sua linha de smartphones: os novos Google Pixel 3a e 3a XL não quiseram esperar a próxima versão do robozinho, e chegam rodando o Android 9 Pie mesmo.

Ambos contam com o mesmo hardware: processador Snapdragon 670, 4 GB de RAM, 64 GB de espaço interno não expansível, câmera principal de 12,2 megapixels com abertura f/1,8 e estabilização eletrônica de imagens, e câmera selfie de 8 MP, f/2,0 e campo de visão de 84 graus. Eles possuem conexão via USB-C, e trazem uma porta P2 para fone de ouvido.

Google Pixel 3a e 3a XL / Google I/O

As diferenças ficam por conta da tela OLED, com 5,6 polegadas e resolução de 2.280 x 1.080 pixels no Pixel 3a, e 6 polegadas com 2.160 x 1.080 pixels no Pixel 3a XL, e da bateria, respectivamente 3.000 e 3.700 mAh. Além de claro, o tamanho e peso, 147 g contra 167 g.

O Google está posicionando a linha Pixel 3a como aparelhos intermediários, mas que rodam o Android puro e trazem uma série de recursos interessantes, em especial os da câmera principal de alta qualidade, com um modo noturno de alta definição, o Night Sight, que praticamente enxerga no escuro, o modo Super Res Zoom, que usa zoom digital inteligente para não detonar a foto, e um modo retrato que deixa muito aparelho premium para trás.

E por isso mesmo, ambos celulares não são tão caros lá fora: o Google Pixel 3a e o 3a XL já estão disponíveis nos Estados Unidos, custando respectivamente US$ 399 e US$ 479. E como de praxe, as chances deles virem para o Brasil tendem a zero.

Ambos aparelhos terão três anos de atualizações garantidas.

Google Search e Google Lens

O Google I/O serviu de palco para a demonstração dos recursos de Realidade Aumentada nos resultados de busca. Ela implementou alguns modelos 3D em alguns resultados de busca, e com eles, você pode por exemplo ver como músculos e ligamentos funcionam, ou ficar pertinho de um grande tubarão branco. Basta selecionar o modelo, e exibi-lo em seu ambiente, podendo visualiza-lo pelo celular.

O Google não esclareceu quantos modelos criou, nem se desenvolvedores poderão criar os seus próprios e submetê-los ao Google Search, mas esta é uma possibilidade bem grande. A meta do Google não é apenas oferecer respostas para uma pergunta, mas respondê-las ele mesmo.

Google Lens / Google I/O

O Google Lens também recebeu uma injeção de neurônios. Ele agora reconhece cardápios de restaurantes, e se conecta à busca para identificar os pratos mais populares, ao apontar a câmera do celular.

Ao clicar em uma das opções, o Google Lens irá exibir fotos do prato, comentários deixados no Google Maps, e até calcular a gorjeta ao escanear a conta, e dividir o valor entre as pessoas presentes. Ele também pode ser utilizado para exibir vídeos em contexto, em parceria com sites, museus e revistas, como no exemplo dado, exibindo o preparo de uma receita publicada na Bon Appétit.

Google Go / OCR e tradução em tempo real / Google I/O

A parte mais legal é que o Lens está sendo espremido com sucesso dentro do Google Go, a versão mais básica do Google Search, voltado para celulares de entrada e que pesa ridículos 100 KB. Neste caso, porém, ele só trará suporte a OCR e tradução de textos em tempo real, com direito a leitura em voz alta na língua que você escolher.

O Google vai liberar todos esses recursos até o fim de maio.

Google Assistente

A Google Assistente (por Odin, alguém dê um nome para ela!) está ainda mais pró-ativa e rápida, muito rápida. Por exemplo, você pode dizer "OK Google" apenas uma vez, e fazer um a série de solicitações uma atrás da outra.

Ele pode inclusive dispensar a chamada, ao responder diretamente uma notificação, e a partir dela, pedir para que a assistente responda uma mensagem de texto, abra a busca por fotos, e anexe-a à conversa. Sem dizer "OK Google" em nenhum momento, neste caso.

Isso acontece porque o o novo modelo de reconhecimento de voz é processado é 100% localmente, e não mais depende da internet. Como? Espremendo, apertando, compactando e martelando para que os dados de IA, que antes ocupavam cerca de 100 GB e ficavam na nuvem, agora caibam em apenas 512 MB.

A Google Assistente está esperta o suficiente para distinguir um ditado de texto de comandos de voz, por exemplo: você pode pedir para ela abrir um e-mail e respondê-lo, começar a ditar o texto, e no fim, dizer "enviar" sem nenhum tipo de informação extra. A assistente vai tratar o última frase como um comando, e não um ditado, e enviar o e-mail.

O Duplex, a assistente de IA criada para interagir com pessoas está chegando a mais produtos. Hoje, ela está disponível apenas no Android, e em 44 dos 50 estados dos EUA, mas ate o fim do ano, ele será disponibilizado na web, especificamente para situações envolvendo aluguel de veículos, e reserva de ingressos em cinemas.

Tais recursos chegarão primeiro para dispositivos Google Pixel até o fim do ano, e para demais Android no futuro.

A Google Assistente também receberá uma dashboard para quando você estiver dirigindo, chamada Modo de Condução, reunindo em uma tela botões grandes para ações como mídia (música e podcasts), mapas, mensagens e ligações, e sincroniza com suas ações fora da direção para serem retomadas ao volante depois.

Com a navegação ativa, você pode fornecer comandos de voz sem fechar o mapa, ou atender/recusar uma ligação, sem tirar os olhos da estrada. Ele chegará a dispositivos com a Google Assistente ainda em 2019.

Google Mapas

O Google Mapas ganhou algo que muita gente pedia, um modo anônimo. Assim, você poderá pesquisar por direções e locais de interesse totalmente protegido, sem que essas buscas sejam registradas em seu log de ações do aplicativo.

Para os mais paranoicos, o Mapas poderá agora remover todos os seus dados de navegação automaticamente, entre três e 18 meses, em companhia à ferramenta manual. E em junho, ele valerá também para o seu histórico de navegação.

Fora isso, o app receberá alguns ajustes visuais, como sua foto de usuário, que servirá como o botão Menu de sua conta, por onde você poderá ativar e desativar o Modo Anônimo; os apps Google Chrome, YouTube, Google Search, Google Assistente e Google News também receberão essa alteração.

Project Euphonia

O Google está sempre buscando formas de fornecer produtos inclusivos, que pessoas com limitações possam usar como uma extensão de si mesmos. No Google I/O 2019, a empresa apresentou o Project Euphonia, voltado a entender pessoas com dificuldades de vocalização.

Ele utiliza a Google Assistente, e ferramentas de personalização para permitir que usuários com problemas de fala, como surdos, ou que sofreram derrames, e mesmo aqueles que dependem exclusivamente da linguagem de sinais, ou expressões faciais, como pacientes com Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) em estágios avançados, possam ser entendidos pelo programa, que converte suas solicitações em comandos.

O projeto é criação do dr. Michael Brenner, professor de Matemática Aplicada e Física da Universidade de Harvard, e utilizou dados de vários usuários com situações particulares, para que fossem usados pela rede neural do Google para aprender a identificar padrões e elemente caóticos, como anomalias na fala imprevisíveis. E o resultado é muito bom.

Momento para os desenvolvedores

Kotlin

Mountain View anunciou no Google I/O 2019 que a Kotlin, linguagem de programação que pode ser traduzida para JavaScript, passa a ser a linguagem de escolha para o desenvolvimento de apps do Android. Novas APIs do Jetpack, e outros recursos serão disponibilizados primeiro em Kotlin, que entrou para o suporte do Android Studio em 2017.

O motivo é simples, o Google está se livrando do Java em todas as instâncias possíveis e imaginadas após o arranca-rabo com a Oracle, que pode lhe custar muito caro. É o preço que se paga por manter contratos verbais, e não assinar nada.

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