Los Alamos apresenta supercomputador composto por 750 Raspberry Pi 3

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Brincar de montar clusters com o Raspberry Pi 3 não é novidade nenhuma, há vários vídeos no YouTube ensinando como montar e configurar o seu em casa com passos simples (para micreiros e fuçadores em geral, é bom deixar claro), só que a Divisão de Computação de Alta Performance do Laboratório Nacional de Los Alamos chutou o balde ao apresentar um produto de grande porte, equipado com nada menos que 750 unidades do micro-computador preferido dos hobbystas.

O projeto em si se tornou possível através de um produto destinado especificamente a institutos de pesquisa, o Cluster Module da BitScope. Cada um destes conjuntos acomoda 30 racks com capacidade para cinco unidades do Raspberry Pi 3, totalizando 150 peças ao todo previamente adaptadas para processamento paralelo (não são as mesmas disponíveis para o usuário comum), mas eles não estão à venda ainda; a empresa espera colocá-los à disposição no próximo ano por um preço-base de US$ 18 mil a US$ 20 mil. O experimento de Los Alamos é uma vitrine da solução, que integra cinco clusters e logo, conta com 750 Rapsberry Pi 3.

Isso significa que caso alguém queira adquirir a mesma configuração desembolsaria de US$ 90 mil a US$ 100 mil, uma pechincha perto da menina dos olhos de Los Alamos: o Trinity, atualmente o 7º supercomputador mais rápido do mundo e que custou ao todo US$ 200 milhões, o que é troco de pinga considerando que ele é usado para realizar cálculos de disparos de mísseis dos Estados Unidos.

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Um dos racks do cluster da BitScope

Obviamente que o supercluster Raspberry não chegará nem perto da performance do Trinity (que usa processadores Intel Xeon Phi), mas o conjunto total impressiona: como cada unidade conta com um SoC Broadcom BCM2837, quad-core Cortex-A53 com clock de 1,2 GHz o conjunto possui nada menos que 3.000 núcleos disponíveis além de consumir muito menos energia, de mil a dois mil watts em em situações normais ou quatro mil se usado na capacidade máxima; já os tradicionais precisam de 10 a 25 MW para funcionar.

A intenção da BitScope não é substituir os tradicionais supercomputadores, mas sim oferecer uma opção mais barata para institutos que realizam vários experimentos diferentes e não precisarim sempre ocupar o conjunto mais poderoso para tarefas mais simples ou corriqueiras, de menor urgência. Dado o custo infinitamente menor, o cluster pode ser adotado em massa por universidades que conduzem pesquisas e cálculos para fins acadêmicos, pois ainda que seja bem mais lento ainda é uma opção em casos de orçamento limitado.

Talvez seja uma opção acessível até para o Brasil, que periga ficar sem previsão do tempo a qualquer momento

Fonte: ExtremeTech.

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Autor: Ronaldo Gogoni

Profissional de TI auto-didata, blogueiro que acha que é jornalista e careca por opção. Autor do Meio Bit e Portal Deviante, podcaster/membro fundador/Mestre Ancião do SciCast e host/podcaster do Sala da Justiça.

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