Display Super AMOLED do iPhone X amarrou a Apple mais uma vez à Samsung

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Não é novidade que a Apple tenta de tudo quanto é jeito se livrar da Samsung. A companhia da Pior Coreia, rival direta da maçã no mercado mobile é uma das principais fornecedoras de componentes de Cupertino por um motivo simples: esta zela pela experiência de uso a todo custo e no que tange a memórias, processadores e etc. poucos superam os coreanos.

A Apple até conseguiu afastar a Samsung em algumas frentes. Depois de apanhar bastante a TSMC conseguiu enfim atender as exigências e hoje fornece sozinha os processadores das séries Apple A10 e A11 que equipam iPhones, iPads e outros aparelhos. Recentemente a maré mudou novamente, com a Samsung fechando outro acordo para produzir parte dos chips A12 que serão introduzidos nos aparelhos da linha de 2018 mas por via de regra a Apple não gosta muito dessa situação.

Claro que isso não é apenas porque ambas as empresas batem cabeça e dividem sozinhas o market share de dispositivos móveis: Apple e Samsung se estranham há anos nos tribunais, trocando ofensas e processos por infrações de patentes aqui e ali. A maçã frequentemente acusa a empresa sul-coreana de copiar designs dos iPhones em seus aparelhos (as patentes são bem genéricas, é bom frisar e cobrem coisas como Slide to Unlock, sincronização de dados e por aí vai). A Samsung também já processou a Apple mais de uma vez, e um dos mais polêmicos desdobramentos foi referente ao recurso de controle por voz voltado para deficientes visuais.

Porém quando o assunto é oferecer um produto de primeira a Apple não tem melindres de pagar à Samsung para fornecer componentes de primeira. O caso mais recente envolveu o fornecimento de chips de memória NAND, que os coreanos dominam e são uns dos principais fabricantes do mundo.

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Sim, sou velho e você também, porque você entendeu.

A bola da vez é o iPhone X, o belo (e caríssimo) top de linha da Apple. De modo a conferir uma qualidade de imagem exemplar a maçã decidiu por bem abrir mão de um display LCD, mantendo-os unicamente nos iPads e no iPhone 8/8 Plus. O X por sua vez conta com uma bela tela OLED Super AMOLED de 5,8 polegadas, com resolução de 2.436 × 1.125 pixels (463 ppi) e altíssima definição de cores e convenhamos: a LG ainda não domina a técnica, já a Samsung usa e abusa dela em seus dispositivos.

Em abril rumores indicavam que a Apple havia fechado um pedido com a Samsung de 70 milhões de displays para serem acondicionados no iPhone X, e de acordo com os preços praticados por ela no mercado cada uma custou entre US$ 120 e US$ 130. Caro? Com certeza, mas a Apple não tem escolha visto que poucos atingiram a qualidade da Samsung por um preço atraente (talvez a Sharp, mas os displays IGZO são mais caros e o fato de ela hoje pertencer à Foxconn não deve ter ajudado em nada nessa questão), e isso posto a gigante coreana se dá ao luxo de ditar os preços para todo o mercado. Pode até ser que a Apple tenha conseguido um desconto, mas nada muda o fato de que é isso ou continuar com telas LCD, algo totalmente fora de questão.

Assim, provando mais uma vez que Michael Corleone estava certo quando é hora de fazer negócios e ganhar dinheiro, rusgas e processinhos sempre ficam em segundo plano.

Fonte: SamMobile.

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Autor: Ronaldo Gogoni

Profissional de TI auto-didata, blogueiro que acha que é jornalista e careca por opção. Autor do Meio Bit e Portal Deviante, podcaster/membro fundador/Mestre Ancião do SciCast e host/podcaster do Sala da Justiça.

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