Aliado dos EUA usa míssil de US$ 3 milhões para derrubar drone de US$ 200,00

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A percepção popular acha que guerras são sobre armas, e não são. Guerras são travadas com logística e, em última análise, com dinheiro. Ganha quem mantém produção industrial a todo vapor, e faz o adversário não ter como bancar os brinquedos.

Por isso se justifica um avião de US$ 50 milhões, se o objetivo é derrubar outro avião de US$ 50 milhões ou um bombardeiro de US$ 2 bilhões. O que é complicado hoje é que estão usando mísseis de US$ 250 mil para matar dois idiotas em um camelo. Economicamente a conta não fecha, e agora o general David Perkins de um exemplo prático e real.

O ISIS está usando isto para aporrinhar os inimigos:

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É um quadcóptero, genérico, daqueles que você compra usado no eBay por duzentos trumpinhos. Os terroristas adaptaram um dispositivo que deixa cair uma granada de 40 mm. Nada que vá destruir o mundo, mas mesmo que não exploda uma dessas no alto do coco estraga seu dia.

Segundo o general um quadcóptero desses estava tranquilo sobrevoando um aliado dos EUA, quando alguém no tal país se apavorou, e lançou contra o tal dronezinho um Patriot:

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Não que não fosse funcionar. O Patriot é excelente, reza a lenda que sua simples existência impediu Israel de começar uma guerra nuclear. Após Saddam ter lançado Scuds contra o Estado Judeu, Israel teria decolado caças em direção a Bagdá levando uma ogiva nuclear, mas George Bush os convenceu a recuar, com a promessa de instalar baterias de Patriots pelo país. Que os mísseis estavam bugados e não funcionavam, era só um detalhe. O efeito psicológico acalmou a população.

Só que nosso amigo nervosinho não pensou muito: viu o quadcóptero no radar, o que por si só mostra que o Sistema Patriot é muito sensível, e lançou contra um brinquedo de menos de 1 kg um míssil projetado para destruir ogivas balísticas.

Foi a maior covardia desde o combate Tucão vs Galactus: o quadcóptero foi obliterado dizimado pulverizado polpificado, só que nessa brincadeira foi-se um Patriot de US$ 3 milhões.

Essa guerra assimétrica é inviável mesmo pra quem tem rios de dinheiro, os estoques de mísseis são limitados e demoram pra ser construídos. Se isso vira moda, como falou o general, os terroristas vão correr pro eBay, comprar toneladas de drones e fazer o inimigo gastar todos os Patriots, aí poderão lançar os foguetes de verdade sem medo de interceptação.

Corrida armamentista não é só coisa de gente grande: é preciso se adaptar para todas as circunstâncias, até porque se você gasta US$ 250 mil pra matar dois idiotas em um camelo, o idiota é você.

Fonte: Daily Dot.

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Autor: Carlos Cardoso

Entusiasta de tecnologia, tiete de Sagan e Clarke, micreiro, hobbysta de eletrônica pré-pic, analista de sistemas e contínuo high-tech. Cardoso escreve sobre informática desde antes da Internet, tendo publicado mais de 10 livros cobrindo de PDAs e Flash até Linux. Divide seu tempo entre escrever para o MeioBIt e promover seus últimos best-sellers O Buraco da Beatriz, Calcinhas no Espaço e Do Tempo Em Que A Pipa do Vovô Subia.

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