Cidade dos EUA quer alugar parques para apps e games de Realidade Aumentada

Apps e games de Realidade Aumentada, como Pokémon GO e tantos outros estão em alta ultimamente. A possibilidade de transformar o ambiente ao seu redor em parte de sua experiência tem estimulado muita gente a sair de casa, conhecer novos lugares, interagir com outras pessoas e até mesmo fazer exercícios, e atire a primeira pedra quem não caminhou uns bons quilômetros por dia apenas para chocar os monstrinhos de bolso.

Claro que a novidade movimentaria o interesse de pessoas e instituições para tentar irar vantagem da novidade, e uma das mais descaradas veio da prefeitura da cidade de Milwaukee, no estado de Wisconsin, nos Estados Unidos.

A lógica por trás da portaria despachada pela administração da cidade é interessante no mau sentido: quando você inicia um empreendimento em um espaço público, é preciso recolher taxas junto à prefeitura para conseguir a autorização para trabalhar e posteriormente, terá que recolher impostos em cima de seus rendimentos. Em outros casos o espaço aberto pode ser alugado, mas em todo caso tais regras se aplicavam até então a produtos e serviços físicos, no mundo real.

O entendimento da prefeitura de Malwaukee, no entanto é que utilizar um espaço público como um parque, por exemplo de forma a transforma-lo em uma arena virtual ou parte de um mundo dentro dos games e apps de RA configura uso não autorizado da locação, e por isso determinou que as desenvolveras sem exceção recolham taxas de “aluguel virtual” para utilizarem os espaços abertos. Trocando em miúdos, a Niantic Labs terá que pagar um valor entre US$ 100 e US$ 1 mil (não está claro se a quantia deverá ser recolhida mensalmente) para poder fixar ginásios Pokémon e fazer os monstrinhos aparecerem nos parques.

Segundo informes a culpa de tal situação é única e exclusivamente de Pokémon GO, ou mais especificamente de seus usuários; os danos ambientais causados pelos treinadores por conta de um fluxo muito maior do que o suportado pelos parques da cidade levou a prefeitura a pelo menos responsabilizar os desenvolvedores pelo prejuízo, ou em última análise força-los a remover os locais de seu banco de dados e afugentar os jogadores. E em última análise tal medida se estenderá a qualquer outro tipo de app ou game de RA.

Este caso abre um precedente curioso. Em situações normais uma propriedade real tem seus direitos reservados a seu dono e uma virtual aos desenvolvedores; mas no caso de um aplicativo de Realidade Aumentada, que mescla as duas situações quem tem direito de explorar o quê? O espaço em que os monstrinhos aparecem em Pokémon GO é real, capturado pelas câmeras dos smartphones e pertencem a seus proprietários legítimos (no caso de um parque, à população e é administrado pelo executivo local), mas toda a mecânica foi desenvolvida pela Niantic e sem o game, a visitação não aumentaria em primeiro lugar e todos sabemos, um maior fluxo de pessoas costuma movimentar todo o comércio ao redor, levando à conclusão que games do tipo oferecem vantagens a todos os envolvidos.

Enfim… resta observar qual será a reação da Niantic e de demais desenvolvedoras sobre essa decisão e claro, se a ideia de Milwaukee não vai virar moda.

Fonte: AP.

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Autor: Ronaldo Gogoni

Profissional de TI auto-didata, blogueiro que acha que é jornalista e careca por opção. Autor do Meio Bit e Portal Deviante, podcaster/membro fundador/Mestre Ancião do SciCast e host/podcaster do Sala da Justiça.

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