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iPhone SE: golaço da Apple

Três motivos que mostram que a decisão da Apple em criar o iPhone SE foi acertada.

4 anos atrás

Certa vez eu escrevi um post falando sobre como as empresas simplesmente pareciam ignorar os apreciadores de smartphones com telas menores. Toda vez que um smartphone novo era lançado, o gyodai ia lá e fazia ficar gigante.

Em alguns casos, até há versões humanamente viáveis, mas quase sempre são produtos capados das principais qualidades. Processadores ruins, menos memória, armazenamento e acabamento pior. Nunca é um smartphone top de linha, sempre é um mini craque do flagship. E aí a Apple lançou o iPhone SE (dizem que o SE é de “SE eu tivesse grana, compraria”).

iPhone SE (crédito da imagem: The Verge)

iPhone SE (crédito da imagem: The Verge)

Por que foi um grande acerto da Apple lançar esse aparelho “novo”? Bem simples.

De cara, a empresa vendeu 30 milhões de unidades em 2015 com telas de 4″. Eles ainda são muito populares em mercados emergentes como o Brasil ou Índia. Foram responsáveis por 13% do total de vendas, um numero nada desprezível.

Outro fator importante: o preço. Esse brinquedo vai custar US$ 399,00 sem subsídio de operadoras. Um preço pra lá de atraente. Haverá duas versões: 16 GB por US$ 399 e 64 GB por 499 dólares. Muita gente que não “podia ter” um iPhone deve considerar ter um agora. Motivos para isso não faltam, pois além do preço esse iPhone tem praticamente o mesmo hardware do iPhone 6S (não terá o 3D Touch. Veja as especificações completas aqui). Ou seja: nada de versão menor e capenga do irmão maior. Esse apesar do tamanho terá bala na agulha.

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A usabilidade é a chave desse modelo. Smartphones pequenos atendem a demandas bem específicas do mercado: crianças e adolescentes, mulheres com mãos pequenas, idosos e pessoas com mobilidade reduzida são excelentes exemplos de potenciais consumidores desses aparelhos com telas menores. Eu tenho uma mão imensa e acho incomodo manusear aparelhos com telas de 5″ pra cima.

Se em dado momento a demanda do mercado forçou a Apple a produzir aparelhos maiores, indo de encontro ao que disse Steve Jobs quando falou que “ninguém iria comprar smartphones enormes”, parece que Jobs não estava totalmente errado. O correto seria nem todo mundo vai comprar smartphones enormes.

No fim das contas, o fantasma de Steve parece ainda rondar Cupertino e influenciar algumas decisões. Fica o recado para a concorrência: há mercado para smartphones top de linha com telas menores.

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