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GloboPlay: emissora entra no mercado de streaming com os dois pés na porta

Rede Globo entra na Guerra do Streaming: GloboPlay, serviço multiplataforma disponibilizará conteúdo ao vivo e selecionado da maior emissora do país

4 anos atrás

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A Rede Globo enfim entrou na era do streaming. Nesta segunda-feira, durante evento em São Paulo a maior emissora do país anunciou o GloboPlay, seu serviço multiplataforma que transmitirá tanto sua programação ao vivo quanto conteúdo à la carte de suas produções originais.

Em primeiro lugar, a Globo sabe que o perfil do telespectador mudou. Também pudera, com 115 milhões de brasileiros com internet, 38% dos domicílios com banda larga e 80 milhões de pessoas com smartphones, esperar que ele continue passivo na frente da TV é idiotice. 34% da população brasileira assiste vídeos pela internet e entre YouTube e outros formatos, o público também consome TV pela rede.

Os números verificados pela emissora mostram a mudança: Verdades Secretas, a mais recente novela das onze da Globo atingiu 145 milhões de pessoas em todo o país via TV, e seus capítulos foram assistidos online mais de 190 milhões de vezes. Só o último capítulo teve 1,5 milhão de visualizações.

Assim a equipe da Globo constatou o óbvio: o Globo.TV, o serviço de exibição de vídeos da rede tinha que evoluir. Aí entra o GloboPlay.

Como funciona?

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O serviço nasce como uma iniciativa multiplataforma, estando disponível em iOS, Android, web via navegadores e em Smart TVs. Há planos para 2016 de incluir o app pré-instalado em smartphones Motorola e Sony, bem como disponibilizá-lo para console e outros dispositivos. Compatibilidade com o Chromecast também foi prometida para o futuro.

O que ele vai fornecer? Absolutamente todo o acervo de produções originais da Globo: teledramaturgia, esportes, jornalismo, humor, reality shows e variedades. Além de claro a programação ao vivo da emissora estar disponível, com uma pegadinha: num primeiro momento o simulcasting só estará disponível nas regiões de cobertura de São Paulo (canal 5) e Rio de Janeiro (canal 4), com restrição por GPS e IP.

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Como assim? Simples: se você estiver em São Paulo vai assistir à programação ao vivo da região, com os programas locais. Se viajar para o Rio o app vai detectar sua localização e mudar a programação. Isso foi feito para não desmerecer as redes associadas quando o serviço for expandido no futuro, e não haverá opção de assistir à transmissão de um determinado lugar ao vivo se estiver em outro. Entretanto haverá opção de assistir o acervo de programas passados livremente.

O acesso ao acervo é onde a emissora pretende se destacar. Hoje o app, liberado para jornalistas em fase de testes já conta com uma quantidade enorme de programas disponíveis. Quando ele entrar no ar todo o conteúdo de 2010 até hoje estará liberado, com a promessa de atrações mais antigas serem introduzidas no futuro (vai depender do esforço da Globo em digitalizar seu acervo). Ele trará a íntegra de programas, novelas e noticiários e trechos selecionados, os mais relevantes serão selecionados pela curadoria do app e destacados.

Por fim, cada vídeo terá ferramentas de compartilhamento com redes sociais, um botão like (para medir a resposta dos usuários) e área de comentários, que você nunca deverá acessar. E mais: teremos vídeos em 4K de produções futuras (a transmissão ao vivo é em 1080p). Dupla Identidade, série exibida este ano será a primeira no formato e Ligações Perigosas, que estreia em janeiro também terá suas íntegras disponíveis em Ultra HD.

Vamos faturar! (ops, canal errado)

Como era de se esperar o GloboPlay já nasce com uma forte estratégia de marketing. A Rede Globo fechou parcerias com seus principais anunciantes, que vão inserir promos nas páginas dos programas relacionados com suas campanhas já veiculadas.

Por exemplo: o famoso bife acebolado do Tufão, personagem de Avenida Brasil foi uma peça da Unilever promovendo a maionese Hellmann’s, daquele jeito descarado que é marca registrada da emissora. Com o GloboPlay, se a novela estivesse no ar hoje a página da novela conteria um vídeo promovido pela marca com a receita.

Assim, os parceiros da Globo poderão desenvolver conteúdos próprios para o app promovendo seus produtos aproveitando suas estratégias reservadas para a TV.

E aí vem ele, o formato “not really”

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Bem, vamos clarificar quanto custa a brincadeira. O GloboPlay será disponibilizado em formato freemium, embora algumas estratégias foram modificadas. Para trechos de programas bastará clicar e curtir, sem nenhum tipo de empecilho. O acesso ao simulcasting também é gratuito, porém exige login na Globo.com (aceita Facebook). As íntegras por outro lado ficarão atrás do paywall, liberadas por R$ 12,90 por mês. E diferente do que ocorre com o Netflix, para acessar o conteúdo em 4K não é preciso pagar um plano mais caro.

O GloboPlay entrará no ar no dia 03 de novembro, inicialmente iOS, Android (apps dedicados para smartphones e tablets, nada de tela esticada), navegadores a partir do endereço globoplay.com e modelos de Smart TVs a partir de 2013 das marcas Sony, Samsung, LG, Panasonic e Philips.

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