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Aurous, o balde de pipoca musical já entrou na mira da RIAA

Conheça o Aurous, o serviço de streaming de música que utiliza redes P2P e, por causa disso, já está sendo processado pela indústria do copyright.

4 anos atrás

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O balde de pipoca mostrou que é possível viver da Locadoratm sem ter que sofrer revirando a internet atrás de arquivos com qualidade decente, legendas e tudo mais. A filosofia por trás da aplicação, de ser tão simples quanto o Netflix se provou um sucesso, gerando cópias e filhotes e claro, uma bela dor de cabeça à indústria do copyright. A MPAA está pegando pesado, até quem ouse ensinar como utilizar o programa está indo em cana.

Só que como a caixa de Pandora foi aberta, mais e mais programa do tipo que utilizam a API pública do software ou que sigam seu princípio, se alimentando da rede P2P continuarão a aparecer. O mais recente a surgir é o Aurous, que utiliza a mesma ideia para fornecer um serviço de streaming de música com uma interface interessante. E claro, a RIAA já está fula da vida.

Criado por dois desenvolvedores, Andrew Sampson e um conhecido apenas como “Dana”, o Aurous possui visual simples e é bem intuitivo. Ele permite que os usuários pesquisem por artistas, nomes de música ou de álbuns e criem suas próprias listas, só que ao invés de baixar os arquivos o programa se conecta às redes P2P e realiza o streaming.

Os devs prometem que não introduzirão nenhum tipo de propaganda, como acontece com a versão gratuita do Spotify. E por falar nele é possível importar suas listas hospedadas no serviço, bem como em outros como YouTube e Pandora. O Aurous reconhece não só MP3 como FLAC, OGG e WAV, entre outros formatos e sua API é de código aberto, permitindo a qualquer um adaptá-la como desejar.

Claro, mal o programa ficou famoso a indústria já se moveu para atomizá-lo. A RIAA abriu um processo contra os desenvolvedores, dizendo que eles tinham a intenção deliberada de infringir os direitos de copyright ao fornecer um serviço que facilite o compartilhamento de material pirata. Sampson se defende dizendo que as APIs apenas se conectam a sites legais; embora ele de fato se alimente de sites como YouTube, Spotify e SoundClound, as APIs públicas utilizadas (cerca de 120) também podem se conectar a fontes ilegais.

O processo acusa o Aurous de não só se conectar a sites piratas como se utilizar do BitTorrent, algo que Sampson nega. A defesa se baseará no fato de que o serviço não hospeda nada, apenas indexa o material. Mas francamente, dada a situação do outro aplicativo não deve demorar para que este também seja eliminada da face da Terra, tal como aconteceu com o Grooveshark.

Aos interessados: o programa está disponível para Windows, OS X e Linux, mas não postaremos os links. Google it.

Fonte: The Next Web.

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