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Anatel bota ordem na casa dos paus de selfie

Anatel homologa apenas um modelo de pau de selfie, que custa salgados R$ 250; todos os demais vendidos no Brasil são agora piratas, ou seja, ilegais

5 anos atrás

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Vocês se lembram que pouco tempo atrás o governo sul-coreano declarou guerra aos paus de selfie vendidos pelos camelôs de lá? No caso a briga se deu por causa do disparador Bluetooth, que Seul cismou que por não serem homologados poderiam causar interferência e por isso, não poderiam ser comercializados.

Pois bem: ainda que a princípio não tenhamos uma represália do mesmo tipo (com multa e prisão), a Anatel também resolveu organizar a venda dos selfie sticks homologando apenas uma marca. E claro, o preço não é dos melhores.

A Kaiser Baas, uma empresa australiana especializada em acessórios para fotografia, smartphones e outros devices submeteu a homologação de seu selfie stick próprio há quatro meses, e a papelada saiu em dezembro. Ele é vendido em seu site oficial, é compatível com dispositivos Android e iOS de até 500 gramas e 8 cm de largura, e seus controles são embutidos no cabo ao invés de dispostos em um acessório à parte.

O pau de selfie da Kaiser Bass só é vendido no site oficial e nas redes Angeloni e Condor, que só atendem os estados do Paraná e Santa Catarina. Segundo o gerente de produtos no Brasil Jean Felipe Rigo, a meta é passar a vender o acessório em todas as cinco regiões do Brasil até março. Ele espera que as vendas aumentem até o carnaval.

Claro, ainda não mencionei o preço: o pau de selfie da Kaiser Bass custa 250 reais.

Para todos os efeitos, a homologação é obrigatória para produtos do tipo comercializados no Brasil. Como até agora a Kaiser Bass é a única permitida a vender seu pau de selfie pelo governo, todos os outros comercializados aqui passam a ser ilegais ou piratas. Não digo quanto aos vendidos por R$ 50 nos camelôs, as chances desses serem regularizados é nula. Já os melhorzinhos vendidos em lojas devem procurar a Anatel para regularizar sua situação.

De minha parte não acredito que os paus de selfie vão sumir das ruas, até porque a fiscalização em cima do que é vendido pelos camelôs já é razoável, apenas irão adicionar mais um item à lista. Agora, 250 paus no que o Cardoso chamou certa vez de “vara da solidão” é um pouco demais.

Fonte: E.

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