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Apple entra (do seu jeito) no mercado de tablets de entrada

Ao fixar o preço do primeiro iPad mini em US$ 249, Apple indiretamente faz dele um concorrente de peso dos tablets de entrada

5 anos atrás

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Tirando a grande exceção da Apple TV, Cupertino definitivamente não vê razão em comercializar produtos baratos pois vê sua linha de computadores e gadgets mobile como produtos "premium", e tudo o mais abaixo não passaria de lixo. Só que o tempo passou, os smartphones e tablets de menor custo melhoraram em performance e os produtos da Apple, principalmente os iPads estagnaram em vendas.

A solução foi cortar em mais 50 dólares o preço do primeiro mini no chão e indiretamente entrar na briga pelo mercado de tablets de entrada.

Os valores do iPad Air 2 e do Mini 3 tradicionalmente ocuparam a mesma faixa de preços de seus antecessores, com o modelo de 32 GB dando adeus e o de 128 GB se tornando o top de linha. O primeiro Air foi tradicionalmente reduzido para US$ 399, o mesmo valor inicial do iPad mini 3 (o que acredito que será mortal para aquele, pois pelo mesmo valor o cliente levará para casa um tablet com Touch ID e Apple Pay, ainda que menor). Já o iPad Mini original, o último produto com tela XGA da Apple que ainda é comercializado sofreu um corte adicional, ao invés de ser sido descontinuado: por US$ 249, ele se torna um concorrente perigoso para tablets Android mais baratos.

Só que mesmo essa estratégia de marketing não é bem vista pela Apple. O que a empresa pretende verdadeiramente ao oferecer um iPad “de entrada” é atrair o consumidor para suas lojas e então convencê-lo a comprar um modelo mais caro, de preferência o iPad Air 2.

O CEO Tim Cook também não está muito confortável com essa situação, tendo dito em entrevista que “a Apple possui 'algo' para quem procura um produto muito barato”. Porém ressaltou que “para aqueles que querem gastar um pouco (na verdade muito) mais, temos o iPad com a belíssima Tela Retina”.

Indireto ou não, o fato é que com um iPad na faixa dos 200 dólares muita gente se sentirá atraída a adquirir um ao invés de um modelo Android ou com Windows, e caso essa estratégia menor se mantenha, isso pode levar a um aumento nas vendas suficientes para aumentar novamente a tração de sua linha de tablets. Mesmo que isso signifique vender um produto com uma etiqueta de preço não-premium.

Fonte: C.

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