Facebook prepara-se para oferecer serviços financeiros

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E a moda da vez dos serviços mobile é oferecer serviços financeiros através de suas próprias ferramentas. A ideia aqui seria não depender de PayPal, Boa Compra e similares e dar ao usuário a opção de realizar suas transações de modo direto. No ano passado o Google integrou o Wallet ao Gmail, permitindo enviar grana a migos ou pagar contas diretamente com uma taxa de 2,9% ao mês. A Apple também admitiu que o Touch ID também seria utilizado para pagar contas embora ainda não tenha implantado nada do tipo, algo que a Samsung já fez com o Galaxy S5 em parceria com o PayPal.

O próximo a entrar na brincadeira sem muita surpresa é o Facebook, já que ultimamente Mark Zuckerberg está atirando para todos os lados.

Segundo o jornal Financial Times, o Facebook está prestes a receber uma autorização do Banco Central da Irlanda, país onde sua sede financeira na Europa está sediada para que ele possa oferecer o serviço, que permitiria armazenar dinheiro na rede social e operasse como uma instituição financeira no continente, emitindo uma moeda eletrônica, que seria emitida localmente e em tese aceita em todo território europeu. Com isso os usuários poderiam utilizar o e-money do Facebook para comprar serviços e realizar transferências, sem intermediários.

Para facilitar o processo de transferência o Facebook estaria em negociações com três start-ups de Londres que oferecem o serviço em escala internacional; a TransferWise, a Moni Technologies e a Azimo estariam segundo a reportagem desenvolvendo soluções para que o serviço fosse utilizado em dispositivos móveis.

De minha parte até compreendo o movimento de Zuck em centralizar todas as operações de seus usuários no Facebook, mas a questão principal é se eles se sentirão confortáveis com isso. Toda notícia de uma nova aquisição ou de uma simples mudança no visual é recebida como se fosse o fim do mundo. Tanto o Facebook quanto o Google levantam preocupações acerca da segurança dos dados dos usuários (em tempo, ambos foram afetados pelo Heartbleed) e adicionar dinheiro à equação pode não ser uma boa ideia, entretanto facilitar negociações através da rede social é um recurso interessante, mesmo que seja para comprar moedas verdes.

Fonte: FT.

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Autor: Ronaldo Gogoni

Profissional de TI auto-didata, blogueiro que acha que é jornalista e careca por opção. Autor do Meio Bit e Portal Deviante, podcaster/membro fundador/Mestre Ancião do SciCast e host/podcaster do Sala da Justiça.

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