“Steam no Linux é antiético”–Adivinhem qual mala soltou essa…

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Isso mesmo. Richard Stallman, santo-padroeiro do software livre, defensor dos fracos e oprimidos que não querem ser defendidos da opressão que sofrem por parte de seus iPads, XBoxes e PS3s.

Enquanto todo mundo comemorava o anúncio de que a Valve estava desenvolvendo uma versão do Steam para Linux, enquanto todo mundo elogiava a notícia de que o Left 4 Dead 2 seria o primeiro jogo portado para a plataforma, ninguém imaginava que algum ectoplasma suíno (© BruxaOD) acharia isso ruim.

Pois bem: Stallman não só acha ruim, como explica que ao rodar um jogo do Steam você está abrindo mão de sua liberdade (♫de pé, ó vítimas da fome…♫), mesmo estando em um ambiente Linux, pois o Steam utiliza DRM – Digital Rights Management, para controlar o acesso aos jogos.

Não importa para o Stallman que a gente compre jogos no Steam com uma facilidade nunca vista, não importa que milhares de desenvolvedores pequenos tenham sua grande chance ali, não importa que o DRM do Steam seja feito da forma mais correta possível, protegendo os interesses de quem desenvolve, quem vende e quem joga, sem ser chato, intrusivo ou –sendo realista- sequer aparecendo.

 

Para Stallman o que vale é uma tal liberdade idealizada, na qual teríamos computadores livres, puros, imaculados e sem bosta nenhuma pra rodar neles, claro.

E vai mais longe:

“Qualquer distro GNU/Linux que vier com software para oferecer esses jogos está ensinando aos usuários que o ponto não é a liberdade”

SIIIIIMMM Seu hidrofóbico anacrônico, LIBERDADE é algo que se conquista na Praça Tahir, em Damasco, não um conceito abstrato de burgueses gordos entediados de mimimi pois a Microsoft não colocou player de DVD nativo no Windows (coisa que você resolve em 5s de download).

O ponto não é liberdade, o ponto é OPÇÃO, É existir sempre alternativa. Isso regula o mercado.

E por falar em alternativa, laro que ele oferece alternativa, no melhor estilo Autocad->FreeCad e Photoshop->Gimp. Stallman sugere que você baixe jogos do FreeGameDev, um fórum com pérolas do quilate de “SuperTux” e “SuperTuxKart”, ou então busque sua diversão na Liberated Pixel Cup, que tem coisas assim:

house7

Desculpe, Stallman, mas por mais que eu tenha boas lembranças dos jogos de 1983, eu prefiro que meus games hoje sejam assim:

miau

E sou tão inimigo da liberdade que quero que todo mundo do Linux, do Mac, do PS3 e do Amiga tenha acesso a esse tipo de jogo. Dizer “chupa Linux” detonando o cara no Modern Warfare é muito mais digno do que zoar sem o sujeito ter como reagir, pois um xiita barbudo quer manter a plataforma presa aos anos 70.

Fonte: BBC

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Autor: Carlos Cardoso

Entusiasta de tecnologia, tiete de Sagan e Clarke, micreiro, hobbysta de eletrônica pré-pic, analista de sistemas e contínuo high-tech. Cardoso escreve sobre informática desde antes da Internet, tendo publicado mais de 10 livros cobrindo de PDAs e Flash até Linux. Divide seu tempo entre escrever para o MeioBIt e promover seus últimos best-sellers O Buraco da Beatriz, Calcinhas no Espaço e Do Tempo Em Que A Pipa do Vovô Subia.

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