O dia que o Tim O'Reilly definiu o termo "Web 2.0", isso lá pra meados de 2004, a internet começava a descobrir seu verdadeiro potencial. Surge a internet como plataforma: "Vamos aproveitar a inteligência coletiva!"...

Sugeriram certos conceitos interessantes naqueles seminários, como o "beta eterno", abertura de API dos sites (que a partir de então não são mais sites, são "serviços"), e também o uso mais abrangente do XMLHTTP (da Microsoft, aliás), que todo mundo conhece hoje como Ajax.

Já tínhamos serviços Web 2.0 desde lá por meados de 2000, 2001. A Wikipedia surgiu nesta época. Em 2004 já não era um fenômeno novo. O que a conferência fez, reunindo vários estudiosos, foi estudar e endossar os sites sobreviventes da bolha da internet e se perguntarem "Porque que estes sites não pereceram, tal qual os demais"? Alguma coisa eles têm, que os fez fazer sucesso.

Pronto. Foi a senha para a explosão dos sites Web 2.0. "Agora alguém descobriu o caminho do pote de ouro", pensou aquele investidor web que estava falido pelos efeitos do estouro da bolha. A partir daquela conferência (o que não faz muito tempo, aliás), sites inspirados nos preceitos ditados na mesma começaram a aparecer. Alguns deles, você olha e vê que realmente deram certo: Flickr, por exemplo. O MySpace. O Orkut (aqui no Brasil, apenas). Mais recentemente, até o lacônico Twitter ou o Digg. Hoje em dia, sites incorporados no nosso uso habitual da internet, muito aceitos, e, estes sim, valendo bastante: É só ver a quantia que o Google pagou pelo Youtube.

De repente o pessoal redescobriu a internet como plataforma de negócios. Se depois da bolha existia um receio inicial de investimentos na web, depois de um tempo após aquela fatídica conferência, vendo o sucesso de certas cartadas virtuais, o dinheiro voltou. E, tal qual como Serra Pelada (O garimpo), quando apareceu o ouro, todo mundo resolveu tentar a sorte.

Muitas startups começaram a pipocar pela rede afora. Muitas delas cópias pouco modificadas das idéias originais: Alguém lembra do surgimento do Orkut? Como os brasileiros gostaram daquilo? O hype que foi?

Pois agora pergunto pra vocês se alguém aqui lembra (ou usa) o Gazzag (hoje Octopop), o UOLkut (?), o Beltrano do Terra o 1Grau (morto)? NetQi (morto), Clubao (morto), Kibop (morto), Muvuca (morto)?

Quem for procurar vai notar que a maioria destes sites não existem mais, ou mudaram de finalidade. Os que persistem tem poucos usuários, e não geram mais hype.

Não há inovação. Só a vontade de entrar na onda. Os acionistas enxergam o lucro: "Ah, se tá todo mundo indo pro Orkut, vamos lançar nosso Orkut também". Fato que todos esquecem que as pessoas não trocam de rede social como trocam de roupa, e que a maioria não tem disposição para freqüentar muitas ao mesmo tempo.

E isso segue como regra para vários serviços: de mapas, agregador de notícias, mensagens instantâneas... Alguns deles realmente agregam funcionalidades que os originais não têm, é fato; mas a maioria esmagadora só copia a idéia. E nisso a bolha vai crescendo...

Bola de neve

O que isso causa? Divisão. O agregadores de notícias, por exemplo, como o Digg e o del.icio.us (que vai mudar de nome, como a Patrícia noticiou. Sábia decisão): Existem um MONTE deles. Quem não notou, em certos blogs, abaixo dos posts, uma barra com trocentos ícones convidando você a clicar e a compartilhar esta notícia? Isso complica, não? Os dados se fragmentam.

Ah, mas a web 2.0 resolve isso para você! Use o SocialPoster, e insira o mesmo link em todos eles! Note a "pequena" lista de sites disponíveis.

Em breve, aparecerão vários SocialPoster, e alguém criará um "SocialPosterSocialPoster" para postar ao mesmo tempo em vários SocialPoster.

Está confuso tentando seguir seus 7.392.792 amigos virtuais pelos trocentos sites que eles freqüentam? Não há problema. Use o profilactic (???) e tenha a disposição a maior rede social de redes sociais do mundo: São 186 sites suportados.

Essa escala, obviamente, entope a internet de informação repetida. Lembrem-se, a banda da internet tem fim, o armazenamento é caro e o fluxo de dados só aumenta. Mas, antes repetir a exaustão dados "úteis" (ou pelo menos com potencial de serem), do que encher a internet de coisas inúteis, não é mesmo? É, seria isso. Mas diga isso pro povo da web 2.0: Afinal, a Web 2.0 veio para abalar as estruturas! A Web 2.0 é uma revolução.

Os revolucionários

Serviços "interessantes", que parecem saídos de um brainstorm de crianças no recreio do jardim da infância aparecem todos os dias na web 2.0. Afinal, veja como é divertido ficar advinhando a idade das pessoas nas fotos do Agester, por exemplo.

Você tem um hamster, e seu hamster se sente sozinho? Fica lá na gaiola desolado e triste, e você também não está afim de sair do seu quarto para encontrar um amigo pra ele? Sem problemas! Use o hamsterster. O hamsterster é a primeira (e espero, única) rede social para hamsters fruto da inventividade da Web 2.0. Não fez muito sucesso, como era de se esperar, mas continua lá, firme e forte. Provavelmente feito pelo mesmo cara que criou a fonte "wingdings".

Este tipo de idéia absurda é comum hoje, aonde a pressão para ser original (a tal criatividade exigida pelo mercado de trabalho) acaba encontrando o cara que não tem lá uma grande perspicácia na arte de inventar. Redes sociais para animais são comuns (tem o dogster, e também as temos para crianças, góticos, para neo-nazistas (só a referência, sem link), encontros com presidiárias, gordos...

A criatividade do segregado pela sociedade é o limite. Aliás, limite é algo que a Web 2.0 tem por costume não definir, seja para os desenvolvedores, seja para os próprios usuários.

Limite seus usuários, porque eles não sabem o que fazem.

A PIOR coisa que um site da web 2.0 pode fazer é dar controle excessivo nas mãos do usuário. Felizes são os sites que controlam as alterações de quem os usa, e não permitem os excessos. "Mas não, uma das premissas da Web 2.0 é a interatividade", disseram os donos do MySpace. Quando, por meados de 1999, você imaginou que o poder de edição dinâmica na web, culminaria NISSO, ou NISSO?

Alguém aqui imagina o que seria da pobre web, caso o Orkut permitisse personalizações no layout do perfil?

Aliás, o próprio worstofmyspace também é um site com vocação web 2.0. Como se nota isso? É fácil, pelo formato.

Formato?

Você reconhece um site web 2.0 de cara. É só olhar certas características em comum.

Viu um logo com fontes modernas? Sem serifa? Tons pastéis? Cores chapadas ou gradientes suaves? Viu um "beta" bem pequenininho, escondido perto do mesmo? Pronto, acho um site Web 2.0. E você nem precisa se esforçar para criar o logo da sua próxima startup: use o Web 2.0 logo creator, um site da web 2.0 que... cria logos para a web 2.0.

O site geralmente mantém o minimalismo do logo. A tática que inicialmente era para poupar os servidores de um grande overload usando imagens e estilos complexos, foi imitada pelos designers à exaustão: Sempre tons pastéis com cinza clarinho, uma sombrinha aqui e ali, e pronto.

Mesmo sendo minimalista, qual o problema do site ser pesado, não é mesmo? Afinal, o processador está aí para ser usado, correto? Sites como a rede social "all in wonder"Wixi estão aí para levar seu pobre Core 2 Quad ao limite: Tudo é arrastável, clicável, "transparenciável"; até aquilo que podia muito bem ficar lá no lugar estático dele, sem incomodar ninguém.

API aberta. Todo desenvolvedor deve poder desenvolver seu site web 2.0 usando as ferramentas do seu site Web 2.0, que provavelmente usou alguma ferramenta de outro site web 2.0, que, por sua vez, provavelmente usou algo da API do Google. Claro que ninguém pensa no efeito de um dos sites no meio da salada fechar. Mashup é a palavra da vez.

É importante também o site possuir widgets. A barra lateral dos blogs é o lar perfeito para a proliferação desta espécie: Eles fazem barulho, eles se mexem, eles incomodam quem não tem nada a ver com isso, mas, estão lá. Nem que seja um bonequinho 3d esquisito e cabeçudo, que se resume a dançar. Ou uma tagcloud com palavras relativas a comida.

Falando em tags... A moda agora são as tags. Não importa aonde elas vão.

Frases de efeito. Buzzwords. Filosofia de web 2.0 é o novo Nietzsche: "Post anything. Customize everything". "Socialize everything", "Everything anything".

Ajax. Requisição HTTP normal é tão semana passada... Se não vemos aquelas bolinhas girando como sinal de loading, o site já perde o crédito. Se seu site não possui as bolinhas de loading girando, crie uma no AjaxLoader, ferramenta da web 2.0 que permite a criação rápida de bolinhas que giram para loading.

Nomes? Essa é a parte mais legal. Oyogi, Utterz, Plurk, Jaiku, Tumblr, Quechup, Xanga...

Alguém resolveu no meio dessa balbúrdia toda, definir que “nomes pequenininhos e silábicos são legais”. Mas se esqueceram que o alfabeto tem um número limitado de letras... Hoje, as combinações de 6 letras estão acabando, e a tendência é que os nomes piorem, pelo menos até a bolha estourar.

Bolha?

"Ah, não tem bolha!" Dirão alguns. "Isso é exagero!", dirão outros. "Fala baixo", dirão os donos das novas startups. Eu não sei se vocês conhecem o deadpool do techCrunch, que reúne as startups que já se foram. Lá pro fim de maio, por exemplo, a startup de vídeos Akimbo fechou. Quanto o Akimbo levou junto com ele? 56 milhões de dólares. Sim, US$ 56,000,000 foram vaporizados junto com o serviço: Recupera-se o que de uma startup falida? Nada. Não tem bens físicos, não tem massa falida, não tem nada.

É um investimento de altíssimo risco. Todos sabem. E mesmo assim, o pessoal continua investindo feito louco. Não foram poucas as notícias aqui no próprio Meio Bit, aonde "fulano compra sicrano por uma quantia astronômica". Boa parte deles são sites que não possuem anúncios. De vez em quando um adsense. Considerando que programador também come, de onde vem o dinheiro?

Investimentos. Muitos. Executivos doidos para terem sua startup. Se todo esse investimento não gerar retorno, o que nos resta?

Há uma linha de pensamento que trabalha com uma espécie de "geladeira da globo" para websites. Os sites seriam comprados por grandes quantias, geralmente por portais, aonde o preço se dá pela idéia, e não pela própria empresa: Isso lemos aqui mesmo no próprio MeioBit. Mas há certos fatores não esclarecidos a se pensar acerca, como o fato do Google pagando bilhões num Youtube, mesmo tendo um serviço idêntico e funcional.

Esse vídeo aqui mostra que eu não estou sozinho nesta linha de pensamento.

A que destino será que esta onda da Web 2.0 nos leva? Estamos voando na bolha sem saber usar o GPS?

Ah, mas Você não tem um site web 2.0? Não tem problema. Crie um no weebly, a ferramenta da web 2.0 para criação de sites web 2.0.

Fontes:

Businessweek, Walleywag, Micropersuasion, Techcrunch, e intensivamente usada, a Internet Wayback Machine, já que startup nascer e morrer é algo mais efêmero do que salário mínimo.

Notícias relacionadas

Excelente artigo (mas poderia ser dividido em algumas partes). Tentando responder à essa questão: "Mas há certos fatores não esclarecidos a se pensar acerca, como o fato do Google pagando bilhões num Youtube, mesmo tendo um serviço idêntico e funcional."

É que acontece o seguinte... simplesmente tem algumas coisas que "colam" e outras não. Isso acontece muito com danceterias, restaurantes, etc. Às vezes, o sujeito faz tudo certinho, tem uma boa idéia, uma excelente localização, preços competitivos, etc... mas simplesmente, o lugar não "pega". Aí o sujeito fecha a empresa, reabre com outro nome e vez ou outra, tem sucesso. Não há explicação.

Texto excepcional, um dos melhores que já li, principalmente alertando a respeito dessa farra toda da web 2.0. As pessoas entram na festa, investem milhões de dólares sem pensar duas vezes e esperam para... ter um site da moda? E se o site for pro saco, perde-se o dinheiro, senta e chora? Tem algumas pequenas aberrações também...já viu alguns sites que são todos baseados em flash? Barf! Pode até não ser específico da web 2.0, mas está relacionado certamente. Só digo uma coisa: o último a sair que apague a luz. E pague a conta. Evil

M.M.

"There's absolutely no bubble in technology" he he he

Ps:
Aquele menino no teclado deve ser parente do Cardoso...

O homem está condenado a ser livre - Jean Paul Sarte

Rocky's picture

Exatamente o meu ponto de vista, mesmo assim ainda existe espaço para startups, eu por exemplo estou com uma que faço questão de intitular que segue as idéias das Web 0.23b Evil

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IndyCar Brasil tudo sobrea Fórmula Indy!

Primeiro Pro-Commenter da Blogosfera Brasileira.

Não é só você que pensa assim mesmo, eu concordo com tudo, muito bom o texto, eu não vou comentar muito porque tenho que criar meu site no weebly. aushusahuhsauhsauhusahsa.

Rafael Vasconcelos's picture

Esse é o tipo de texo que a gente nunca vai ver numa Info da vida.
Por isso que eu gosto de blogs, muito bom Fabião.

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Quer aprender idiomas online e de gratis, http://www.livemocha.com/

GuZ's picture

Como diz a música Info = Shit! Sticking out tongue

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GuZ

Rafael Vasconcelos's picture

Não sei que aqui disse que a Info é a Caras/Tititi da informática.
Eu achava que só eu pensava assim.
O IDGNow deve ser algo como a Você S/A.

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Quer aprender idiomas online e de gratis, http://www.livemocha.com/

GuZ's picture

A única coisa na Info que presta são os Gadgets. De resto..

O IGD e a PCWORLD são melhores Eye-wink

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GuZ

INFO é boa para quem não entende muito de informática e ainda acham o pentium 4 de 3,6Ghz o computador mais rápido do mundo Barf! Barf! (lógico,m afinal de contas para eles computador=processador). Mas sério, algumas reportagens delas sao uteis, em especial a INFOLAB.

M.M.

GuZ's picture

Fuja do "Escolha Info" (ou traduza para Escolha infame)...

A Info é como a revista VEJA ...
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GuZ

Rafael Vasconcelos's picture

O chato do IDG é que eles usam tantos jorgões corporativos que acabam enchendo o saco.
Info e informática para salsichas e a IDG é informática para o Roberto Justus.

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Quer aprender idiomas online e de gratis, http://www.livemocha.com/

GuZ's picture

E a (extinta) revista GEEK era pra quem?

Já sei: Ratinho Sticking out tongue

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GuZ

Fabião's picture

a Geek era mais ou menos algo como "O dia que o Alborghetti começasse a escrever sobre computador".

Rafael Vasconcelos's picture

Notícia da Info:
"Valerie Jarrett, assistente do candidato à presidência dos EUA, Barack Obama, caiu e se machucou quando digitava uma mensagem no seu BlackBerry, na semana passada, em Chicago." Barf!

O site da Geek de vez em nunca aparece alguma coisa legal.

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Quer aprender idiomas online e de gratis, http://www.livemocha.com/

As desculpas da INFO para as escolhas do infolab são hilárias. E tem algumas vezes que quando leio alguma reportagem me sinto como um retardado de 5 anos que não sabe nada e os titios da INFO me explicam até pra que serve um mouse. Além de certas palavras que me lembram aquelas tias chatas de 80 anos... Barf! Barf!

M.M.

Fabião's picture

Eu não dou a mínima pra Info, mas ela ganhou muitos pontos comigo ao chamar os MVP de "entusiastas" e provocar a ira da turminha da rua de baixo.

Fico só imaginando a cara de certas pessoas quando viram. Dava um real e dois risoles pra estar presente e ver.

v1d4l0k4's picture

Ha ha ha... Eu também gostaria de estar presente. Evil

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Livre. Menos de impostos... Laughing out loud

Altruísmo: http://en.wikipedia.org/wiki/Freedom_Toaster Evil

Donnie Darko's picture

Peraí!!!A Info pode não ser uma revista excelente, mas dizer que a PCWorld é melhor só pode ser fanfarisse! A tal PCWorld (que me enviam gratuitamente, mesmo após ter ligado pedindo para pararem) é uma revista podre. Ninguém da área de TI pode levá-la a sério.

GuZ's picture

Já comparou com a info? Sticking out tongue

Acho que no Brasil faltam revistas de TI com alguma qualidade...

(exceto as Java/PHP/MSDN magazines da vida)

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GuZ

rod.stuchi's picture

Isso é o lado bom dos blogs que se presam, e artigos assim são sinônimos de boa leitura.

GuZ's picture

Hoje os clientes de webmasters querem o tal 2.0, acham modernoso, chiquérrimo e bonitinho, mas por que?

Por que é moderno. Vai ser uma moda tipo a do macbook air ou eeepc, vai passar, mas enquanto isso, vamos ser obrigado a ver bolinhas girando sites beta, etc.

Isso até que se venha a era da Usabilidade, onde se utilizarão os recursos do Ajax para o "bem" e não para o "mal"..

Lembram da moda do flash?

Em tempo Este post promete! Sticking out tongue
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GuZ

carlosgaucho's picture

no meio de tudo isso que tu falou, só acho q vai durar é a moda eeePC (com suas variantes).

Victor Hugo Rocha's picture

Pense numa lapa de artigo! Consegui ler tudo.
Só vale ressaltar um fato. A busca por idéias esquisitar mas originais é justificável pelo fato de que muitas das que dão certo hoje são assim. Nada contra o Orkut for Hamsters. Há um tempo atrás um rapaz ganhou um dinheirinho massa vendendo um site de compartilhamento de slides Jawdropping!. Percebe que coisa ridícula? Acho que se deve arriscar mais realmente. Se a "bolha estourar", só os mais fortes sobrevivem. Mas não acredito nesse fenômeno.
Mas se nem você acredita na sua idéia, é uma pena.

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I thought what I'd do was, I'd pretend I was one of those deaf-mutes. That way I wouldn't have to have any goddam stupid useless conversations with anybody.

leitesf's picture

Cábum!!!!!!!!!!!!!
Espero que essa modinha passe logo...
Gosto muito mais da simplicidade e da praticidade...

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Rafael Leite de Freitas

GuZ's picture

Esse post me lembrou aquele Episódio dos Simpsons, que o Bart faz um personagem de desenhos animados baseado no homer, e vende - ou melhor, licensia - para uma empresa WEB conhecem?

Se alguém souber dele no Youtube, ou algo do gênero avisa aí Sticking out tongue

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GuZ

carloshp's picture

Sei qual é esse episódio, em inglês o nome é "Incredible Homer" (é o mesmo em que aparece o Stan Lee e o Homer vira o Hulk).

Excelente post, Fabião. Eu apenas acrescento que essa onda de web 2.0 me lembra muito como todo mundo fazia "ooooohhhh!" para a trilogia Matrix por causa da estética, dizendo que os filmes eram revolucionários, que iam mudar a estética do cinema e mais um monte de baboseiras. Bom, tirando o efeito bullet time (que depois foi usado até a exaustão em outros filmes), pouco ou nada ficou. Eu vejo uma similaridade muito grande na falta de conteúdo relevante da web 2.0. É mais uma embalagem sofisticada à procura de algum conteúdo, no fim das contas.

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Tecnologia deve ser o meio, não o fim.

rod.stuchi's picture

Mas a trilogia Matrix rendeu o que rendeu, não só pela maquiagem e efeitos especiais, sendo que não tinha como evitar não ser revolucionário nos efeitos, o filme exigia isso (afinal em um sonho/real tudo é possível).
Mas não foi só por isso, Matrix é um aglomerado de idéias que começou se não me engano com Platão (o grego), e até Buda pensava de maneira parecida a Matrix, onde não há como se definir claramente o que é realidade e ilusão.
Matrix é algo "absurdo"¿ pode até ser, mas com certeza intriga muitas pessoas.

unfear's picture

isso você fala do primeiro Matrix certo? pois os demais para mim são só filmes de efeito e pancadaria.

GuZ's picture

Realmente, os odois ultimos matrix podem ser colocados num desenho animado (a questão da historia)

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GuZ

rod.stuchi's picture

Não exatamente, Matrix foi um filme revolucionário porque questiona a realidade, e os 3 filmes mostram isso (o 2 nem tanto), mas o 3 sim, uma população que vive em algum lugar embaixo da terra, e pode ser comparado com a idéia de Platão, dos povos que vivem em cavernas escuras (que nem se importariam e se sentiriam estranhos sob a luz do sol).

Heero's picture

Muito bom o artigo. Meus parabéns.

O que falta, além de criatividade como citado no texto, é o gerenciamento do conteúdo para que ele permita remuneração.

Muitas startups adotam a idéia de 'Não vamos colocar anúncios pois nossos usuários podem não gostar' e desde o início projetam os sites sem pensar em 'Como vamos colocar algo que gere renda para nós?'.

horphus's picture

O fato é que tudo que dá certo é aproveitado até ninguém mais aguentar...
A web 2.0 tem seus pontos fortes, mas nem tudo serve pra web 2.0 e a web 2.0 não serve pra tudo.
Ótimo artigo Smiling

robson_franca's picture

Como diria o narrador do Mortal Kombat: "Excellent!"

De fato, Fabião, a bolha 2.0 está bem perto de estourar. Por isso que eu sou da opinião que não existe Web 2.0. A Web evoluiu, só isso. Por versão na Web é apenas uma estratégia de Marketing para que os grandes investidores voltem a investir na Web.

Abraços

rod.stuchi's picture

Mas não concordo com isso "está bem perto de estourar".
A Internet como está hj, dinâmica, informativa, não tem como definir um momento certo para o fim, o vulgo "2.0".
Sempre surgirão idéias novas, que serão aperfeiçoadas, melhoradas e de uma forma ou de outra o que não agrada definitivamente um dia acaba, como mostra o próprio post.

Salsinha's picture

Mais um ótimo post, Fabião.

Sobre a bolha, lembro da época que começaram os investimentos da Web. Conheci alguns espertos (péssimos profissionais) que se especializaram em vender "idéias de sites e/ou domínios" para grandes empresas. Provavelmente eles estão nessa hora fazendo exatamente o mesmo tipo de "serviço".

Ótima oportunidade para quem tem uma boa lábia ganhar dinheiro fácil e queimar o próprio filme. Incrível é que existem pessoas que não dão o menor valor à própria imagem.

Eu sou usuário de tipo uma meia dúzia de sites assim.
Eu gosto de sites que fazem UMA COISA, e fazem ela direito, e não colocam montes de frufru e blablablah social quando não precisa.
Também não gosto de interface carregada, tem muitos serviços que fazem a mesma merda que algum outro só que com mais putaria, como por exemplo o plurk (se bem que o twitter tá sempre down).

Eu por exemplo gosto do delicious como ele está, e se ele se tralalar todo eu mudo pra algum outro mais simples.

xymor's picture

Belo artigo, muito bem escrito.

A Web2.0 surgiu por que a interação com os usuário se tornou o foco principal da web ou seja, veio corrigir uma limitação da Web1.0.

Essa fragmentação mencionada já é amplamente estudada e deve ser o foco da Web 3.0, a Web Semântica, uma maneira de transversar e abstrair a fragmentação toda da web para a sua visão unificada e única para casa usuário.

Reza a lenda... Smiling

PS: Você não mencionou, mas causa da bolha 2.0 já foi descoberta há muito tempo(é uma grande possibilidade pelo menos). São os Ads. Logo vão perceber que a mina de ouro a qual todos os sites 2.0 tentam garimpar é bem menor do que se pensava e que grande parte dela está nas terras do Google.

Fabião's picture

Os Ads são um caso a parte.

São a esperança dos investidores de obter o dinheiro que estão investindo feito rinocerontes desembestados agora, no futuro.

Quando eles caírem na real que proporcionalmente pouquíssimas pessoas clicam no adsense deles, aí vão ver que pagar 10X por algo que vale X foi uma tremenda furada.

Aí, ações caem, demissões ocorrem, sites fecham, o O'Reilly faz outro seminário exaltando os sobreviventes e temos a Web 3.0, desta vez agora focada em alguma coisa qualquer que, segundo eles, é o futuro.

Sheng Long's picture

Tipo Limão.com.br Barf!
O que é aquilo? Os caras gastam grana com propaganda em TV pra oferecer "aquilo"?
O lado bom da Web é q é barato vc começar qualquer negócio, mais o pessoal tá exagerando na "criatividade". Sticking out tongue

You must defeat me to stand a chance

Fabião's picture

Me parece um portal comum, olhando o site.

Rocky's picture

Um texto que postei no meu blog a um ano atrás quando a moda de Web 2.0 estourou no Brasil:

"Web 2.0? Farsa!

Ultimamente você deve ter percebido que o termo Web 2.0 está na moda, seja na banca de revista ou até mesmo na própria internet, em todo canto você encontra algo falando sobre essa tal de Web 2.0. Pois bem, primeiramente vou descrever o conceito que as pessoas usam para definir um site como sendo Web 2.0.

Por volta do ano de 2005 surgiu o termo Web 2.0 para descrever sites cujo conteúdo era uma plataforma para aplicações que antes eram executadas no computador do usúario ou então site que se comunicavam entre si como os serviços do Google. Isso se tornou rapidamente a nova coqueluche da internet, porém havia algo de muito errado nisso tudo, mudava-se o nome porém o processo de desenvolvimento continuava o mesmo, logo esse termo Web 2.0 não passava de Marketing para atrair a atenção do usúario e do cliente para poder justificar o alto custo de implementação de alguns serviços simples.

Aos poucos "web-designers"(sim entre aspas mesmo, porque não da pra chamar esse tipo de pessoa por o termo em si) começaram a construir todos os seus trabalhos como "Web 2.0" , até o site do padeiro da esquina estava abarrotado de Tags e outras coisas inúteis, AJAX em todos os cantos, e muitas outras coisas inúteis. Agora me pergunto, o que isso interessa ao publico alvo dele? Nada, os usuarios do site do padeiro querem no máximo pedirem uns pãezinhos e outros produtos pelo site, eles não precisam de algo que apenas dificulte a usabilidade do site.

Mas se o processo de desenvolvimento é o mesmo, e os fins normalmente não são uteis, porque isso tornou-se popular? Simples, pessoas que não tinham conhecimentos para fazer um bom site começaram a "enfeita-lo" com funções da suposta "Web 2.0" que não passavam das mesmas coisas que eram usadas antes e até mesmo de técnicas defasadas e abandonadas a anos. Ou resumindo, a Web 2.0 não existe, é apenas marketing para justificar um custo de desenvolvimento maior que não trará nenhuma vantagem para o dono do site e muito menos para os usuários."

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IndyCar Brasil tudo sobrea Fórmula Indy!

Primeiro Pro-Commenter da Blogosfera Brasileira.

v1d4l0k4's picture

É o que eu sempre digo... Web 2.0 é fachada de marketeiros e abismo de salsinhas da profissão. Smiling

Qualquer dia lançam a Web 2.4 Flex, Web 2.8 Turbo, Web 3.0 Nitro... Evil

Antes que eu me esqueça, terminei de ler. Parabéns pelo post ao Fábio, nota 10! Eye-wink

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Livre. Menos de impostos... Laughing out loud

Altruísmo: http://en.wikipedia.org/wiki/Freedom_Toaster Evil

Rocky's picture

Sem falar que a Web atual nem chegou na versão 1.0, nem sequer os navegadores consegue renderiza paginas da mesma maneira...

Falta muito pra web sair do estado beta (verdadeiro e não o beta google like).

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IndyCar Brasil tudo sobrea Fórmula Indy!

Primeiro Pro-Commenter da Blogosfera Brasileira.

v1d4l0k4's picture

He he he... Se depender da velocidade das inovações, a Web continuará a ser (é que eu já acho isso) um eterno beta. Laughing out loud

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robson_franca's picture

Excelente! É exatamente isso que eu penso. Parabéns!

Abraços

v1d4l0k4's picture

Antes que eu continue lendo, uma correção...

XMLHTTP (da Microsoft, aliás)

Sim, o XMLHTTP é da Microsoft. Mas o XMLHttpRequest dos outros navegadores é uma implementação, mesmo que baseada na da Microsoft, própria. A W3C está criando um padrão baseado nesses modelos (http://www.w3.org/TR/XMLHttpRequest/) que atualmente está em fase de Working Draft. Alguns já estão se re-adaptando.
Isto é, o termo correto para referência seria XMLHttpRequest, não XMLHTTP. Eye-wink

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RodrigoACK's picture

Bela resposta pro comentário do outro post!!! Laughing out loud

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"Uso Windows, uso Linux, Mac OS, Symbian, DOS ou bloquinho de papel. O importante é que funcione!"

Só acho engraçado ler noticias assim na blogsfera brasileira. Sem querer parecer chato mas a blogsfera daqui é um lixo. Milhares de propagandas, links que prometem uma coisa e no fim são 'ocultos' do buscapé e varias caixas laterais enormes com zilhões de parceiros, muitos deles inclusive com blogs ja fechados.

Naveguei por 3 dias em sites do mexico e me surpreendi. Não vi nada disso lá, ao contrário, vi conteudo. Sempre fui contra aquelas propagandas do Estadão, mas depois dessa navegada no exterior.. começo a repensar..

Fabião's picture

Vai ver porque eu não sou da "blogosfera".

Nem blog