Antigamente as empresas criavam os produtos, registravam os nomes, conseguiam os direitos e então lançavam tudo. Hoje não há mais tempo hábil NEM é viável registrar uma marca muito antes do lançamento, as informações são públicas. Se todo mundo soubesse que a Apple havia registrado iPhone, o impacto da 1a aparição pública seria muito reduzido.
O lado ruim é que podem ocorrer confitos, como iPhone, que era marca registrada da Cisco, e foi alegremente licenciada APÓS o lançamento do telefone da Apple, por uma quantia extorsiva.
Também podem ocorrer casos como o Nexus One, do Google. Sò agora o processo de registro da marca chegou a seu fim, e para desespero da empresa de Mountain View, Nexus era uma marca registrada pela Integra Telecom, e no entendimento do Escritório de Patentes dos EUA haveria espaço para confusão por parte dos consumidores.
Pra piorar ainda estão sendo processado pelos herdeiros de Philip K. Dick, um dos papas da Ficção Científica e autor do livro que foi adaptado para os cinemas com o título de Blade Runner.
A família não gostou de ver o Google ganhando dinheiro com um negócio chamando Android rodando em um troço chamado Nexus One.
Embora defenda o direito autoral e propriedade intelectual, não posso deixar de achar que os parentes do Philip K. Dick fumaram cigarrinho de artista. A menção mais antiga ao termo “Android” é de 1270, em 1863 já era usado com sentido de robôs mecânicos imitando humanos. (fonte: Wiki de verdade)
Será uma tentativa de faturar uns pacovás, como a LucasArts faturou da Motorola, ao licenciar o termo “Droid”?
Agora o Google tem um problema. Se mantiverem o nome, nada impede que a Integra Telecom processe. Se não processar, nada impede que alguma fábrica xing-ling lance seu próprio Nexus One, ou até um Nexus Two.
De quem é a culpa? De todo mundo. Nós consumidores não temos mais paciência, queremos tudo pra ontem e produtos seguem ciclos loucos de lançamento. Ninguém quer esperar 3 anos por um celular novo ou um Netbook realmente otimizado.
Em software ainda dá para se livrar colocando “Beta”, mas quem compraria um celular nas mesmas condições?
Fonte: Oregon Live
A promessa de 2008 se confirmou. A Microsoft acaba de liberar o download de uma versão de testes do Silverlight rodando na plataforma Symbian, mais precisamente S60 5a Edição, como o Nokia 5800 XpressMusic, Nokia N97 e o Nokia N97 Mini.
Conforme vimos hoje no keynote do MIX´2010, o foco da Microsoft para desenvolvimento mobile é Silverlight e a linguagem é C#. Também vimos gente nas mais variadas plataformas de browsers acompanhando o streaming via Silverlight.
A Tecnologia é intrínseca ao Windows Phone 7, com resultados impressionantes. Vimos ao vivo a criação de um cliente Twitter em 5 minutos e um álbum de fotos em 8.
A vantagem aqui é que antes de vender telefones, a Microsoft é uma empresa de software, então quanto mais developers developers developers, melhor. E que forma mais eficiente de atrair developers do que a facilidade de desenvolver aplicações de conteúdo rico para múltiplas plataformas com pouco ou nenhum trabalho de adaptação?
Boatos fortes dizem que a Novell lançará Silverlight (ok, Mono) para o iPhone. Também á comentários de uma versão para Blackberry e a ZD Net cita uma versão interna para Android. Se isso se concretizar a Microsoft terá dominado TODO o ambiente de desenvolvimento mobile.
Se esses runtimes todos funcionarem de forma consistente a concorrência será pulverizada. Resta saber da performance. Em meus primeiros testes no N97 a velocidade está semelhante a aplicações nativas, e bem melhor que qualquer coisa que Java jamais fez para ambiente mobile.
Dará certo? Bem, o Silverlight como quem não quer nada foi xingado e abominado pelos freetards como uma “cópia do Flash”, teve sua morte anunciada diversas vezes e hoje está pesente em 60% dos PCs com acesso a Internet.
Extrapole isso para um desenvolvedor de jogos, por exemplo, que pode gerar programas para 3 ou 4 plataformas diferentes, com pouco ou nenhuma alteração de código. Qual o incentivo para esse desenvolvedor escrever em Objective C?
O SIlverlight tem grande possibilidade de se tornar o padrão de facto para desenvolvimento mobile. Quem não gostar pode ir chorar no colo do Eclipse e desenvolver aplicação J2ME para o OpenMoko. Já quem sabe que Resistance is futile, pode clicar neste link e baixar gratuitamente as ferramentas de desenvolvimento do Windows Phone, compostas de:
Não se esqueça de baixar as Apps de desenvolvmento Symbian, com direito a emulador.
O Android está sendo um excelente experimento, a adoção por parte dos fabricante está sendo boa, mesmo com o Google cometendo alguns erros primários, como o lançamento de um aparelho de marca própria. (isso desagradou muita gente)
Os celulares disponíveis com Android vão do medíocre ao excelente, o Motorola que o Nick Ellis está usando é tão bom que o fez desistir do iPhone. E ainda falam que a macfagagem é um caminho sem volta.
Aparentemente tudo está dando certo para o Google, certo?
Mais ou menos. A Motorola por exemplo acaba de anunciar um acordo com a Microsoft; irá incluir os serviços Bing em seu novo smartphone a ser vendido no mercado chinês. Podem fazer isso? Claro, o telefone é deles, o sistema operacional é open source. O Google não pode fazer absolutamente nada.
Pior; o Google não ganha nada com o Android, a idéia de geração de receita é estimular o uso dos serviços online da empresa, como Mapas e Busca. Ao fazer um acordo como esse a Microsoft tirou o leitinho da boca do Sergey. Lembrem-se, o Windows Mobile Phone tem custo de licenciamento, então mesmo que você compre um aparelho WM apenas para o Stallman quebrar, a Microsoft já terá faturado uns caraminguás.
Se o futuro estiver mesmo na Nuvem como todos acreditam, produzir um sistema operacional mobile open source que sequer amortize seus custos deixa de ser algo atraente e se torna uma despesa a mais, você está a mercê da concorrência que pode perfeitamente produzir serviços agregados MAIS atraentes que os seus.
Por quanto tempo o Google continuará investindo no Android se o Bing ou o Yahoo(caso ressuscite) se tornarem majoritários?
Talvez o lançamento do Nexus One seja uma espécie de Plano B, para garantir uma renda real e ao mesmo tempo se tornar uma plataforma de referência, uma forma de apresentar uma versão kosher do Android.
Do jeito que está o Google tem um sistema operacional mobile bem-sucedido (o que é estrategicamente crucial) mas o fato de ser open source adicionou uma camada de complexidade. Para dar dinheiro o sistema tem que ser bom e os SERVIÇOS do Google tem que apresentar igualmente qualidade. Só isso garante que uma Motorola não mude as aplicações para o pacote Bing.
Então o modelo Open Source não presta para sistemas operacionais mobile?
Outro dia um freetard sofrendo de alucinações colocou em um mapa de aplicações o Open Source como a metodologia dominante no mercado mobile (usando o Symbian como argumento, como se ele tivesse conquistado seu share já open). Não é preciso delirar assim. Basta seguir os blogs de tecnologia, é fato que Androids NÃO são openmokos e tuxphones. Funcionam bem, vendem bem.
A questão estratégica é que dado o modelo de monetização indireto do sistema operacional mobile open source, quem se aventurar tem que ser competente não em uma, mas em duas áreas de expertise: SO E Serviços. Quem entrar achando que open source significa mão-de-obra gratuita descobrirá que o modelo é MUITO mais cruel e darwinista do que imaginam.
Claro, apesar das evidências fotográficas o Google não é uma quitanda, então a menos que façam algo muito errado, ainda veremos por muito tempo o único robô que parece mais uma lata de lixo do que o R2D2. A menos que a maior praga que atinge projetos Open Source, a fragmentação de versões não seja resolvida, e rápido.
Durante a conferência Digital Landscapes, em Dublin, Irlanda, John Herlihy, vice-presidente global de operações de anúncios do Google, disse que os desktops não são mais o foco da empresa, o que guia o desenvolvimento de novas aplicações. Segundo ele, os dispositivos móveis estão crescendo com mais rapidez, e dentro de pouco tempo, deverão ser a principal forma de acesso à web no mundo inteiro. Nas palavras dele:![]()
"Em três anos, desktops serão irrelevantes. No Japão, a maioria das pesquisas hoe são feitas em smartphones, não em PCs.”
É uma informação valiosa, e mostra realmente uma tendência forte, a da convergência para dispositivos móveis. Essa declaração do executivo europeu bate com o discurso de Eric Schmidt, CEO do Google, no Mobile World Congress, realizado mês passado, em Barcelona, Espanha. Na ocasião, Schmidt disse que a empresa passara a focar mais em mobilidade do que em desktops, e pediu aos desenvolvedores para que façam o mesmo. Também lá, ele comentou que as vendas de smartphones e outros dispositivos móveis crescem num ritmo muito forte, e em pouco tempo ultrapassarão as de PCs convencionais.
Estariam os desktops próximo do fim, mesmo? Para o Google, que obtém renda exclusivamente de anúncios na web, é bastante interessante. Mas decretar o fim dos desktops, ou mesmo o declínio deles, é um pouco exagerado. Um smartphone, por mais evoluído que seja, não substitui um computador comum. Acredito que há espaço para todos, e essas declarações duras do Google são mais para chamar a atenção do que previsões propriamente ditas.
Fonte: PC World.
A Nokia anunciou mais um celular e, com isso, mais uma linha deles: o Nokia C5. A fabricante finlandesa diz que esse dispositivo é “um smartphone no corpo de um feature phone”, o que parece fazer sentido, já que roda Symbian S60 3ª Edition, e o aparelho, do tipo candybar, parece bem “comum”.
“Mais uma linha!?”, pode pensar o leitor. Sim, mais uma linha. Com a chegada da série C, foi preciso explicar como todas as demais sem encaixam, de modo que uma não canibalize a outra. A própria Nokia explica os públicos de cada uma:
A princípio, o número que procede o “C” dos aparelhos determinará o nível de avanço e funções. Assim, quando sair, o Nokia C1 será o mais simples de todos; o C5, já anunciado, é o meio termo; e o vindouro C9, será o mais completo, possivelmente uma alternativa mais econômica, porém quase tão bom quanto, os modelos de entrada dos Nseries.
|
Vendas |
mundiais ao |
consumidor |
em milhões |
de unidades |
|
Empresa |
2009 |
market share (%) |
2008 |
market share (%) |
|
440.881,6 |
36,4 |
472.314 |
38,6 |
|
|
Samsung |
235.772 |
19,5 |
199.324,3 |
16,3 |
|
LG |
122.055,3 |
10,1 |
102.789,1 |
8,4 |
|
Motorola |
58.475,2 |
4,8 |
106.522,4 |
8,7 |
|
Sony Ericsson |
54.873,4 |
4,5 |
93.106,1 |
7,6 |
|
Outros |
299.179,2 |
24,7 |
248.196,1 |
20,3 |
|
Total |
1.211.236,6 |
100 |
1.222.252,9 |
100 |
Por Mari-Jô Zilveti
Quando o assunto é resultado de pesquisas, sempre é possível fazer várias leituras. No mundo dos fabricantes de celulares e sistemas operacionais, essa cena se repete.
Aqui vão duas vertentes de levantamento para smartphones realizado pelo Gartner Group durante 2009 e revelado em fevereiro. No market share dos sistemas operacionais, o Symbian mantém a liderança, ocupando 47%. A Research in Motion, dona do famoso BlackBerry, vem em segundo lugar. No próximo posto, iPhone OS comparece com 14,4% em 2009. Eu quarto lugar, o Microsoft Windows Mobile, com 9 %, e Android, com 4%. Os demais são o resto. A segunda leitura que pode ser feita aqui é a seguinte: os sistemas iPhone, RIM e Android vêm aumentando seu espaço em velocidade impressionante.
Por Mari-Jô Zilveti
Os americanos do norte passam cerca de três horas diárias navegando na rede pelos seus celulares, precisamente, 2,7 horas. É o que diz estudo realizado pela Ruder Finn. O site é bacaninha e vale a pena passar o mouse em vários itens para esquadrinhar quais segmentos são mais ou menos usados pelo consumidor dos EUA dotado de telefone móvel com acesso à internet.
Um ponto chave: a maioria deles (91%) entra na web para fazer um social, comparado aos 79% usuários tradicionais da internet. Mais: dos que fazem parte de comunidades, 47% usam redes sociais, 45% postam comentários nessas redes e 43% se conectam a outras pessoas pelas redes sociais.
Vale notar que do povo que adota as redes sociais, 35% comentam fotos em serviços do tipo Flickr e Picasa e 33% postam fotos nos ciberálbuns.
No quesito compartilhar informações, alguns dados relevantes: Dos 88% que dividem o que veem, 38% encaminham fotos, 32% linkam sites com amigos e familiares e 28% mandam adiante links de artigos, sem esquecer que 27% dividem documentos, apresentações e imagens com intuito profissional.
A metodologia do estudo é atualizada, segundo o site, trimestralmente. A cada período, colhem-se informações de uma amostra de no mínimo 500 cidadãos adultos com mais de 18 anos.
A pesquisa indagou aos entrevistados com que frequência eles usam seus celulares para acessar a rede em 295 itens. Os resultados revelam que o impulso é o fator principal que os leva a esse comportamento.