Quando foi anunciado, muitos acharam estranho o Lara Croft And The Guardian Of Light não utilizar as palavras Tomb Raider no título e poucos dias depois, quando foi confirmado que o jogo usaria uma visão isométrica, para muitos foi como se tivesse recebido um balde de água fria nas costas.
Alguns funcionários do alto escalão da Crystal Dynamics trataram então de explicar o motivo das mudanças e esclarecer que o novo game não segue a linha de tempo da franquia estrelada pela aventureira, funcionando mais como um spin-off.
“Ultimamente decidimos que queríamos tentar coisas novas, então começamos a olhar para o mercado para ver o que poderia ser feito com a Lara e The Guardian Of Light foi o que surgiu disso.
A razão pela qual o Tomb Raider sumiu do título é justamente porque esse não se trata de um Tomb Raider. Essa parte está reservada para o lançamento de um game completo e não queríamos que esse jogo afetasse a franquia.”
Mesmo tendo um certo receio quanto a qualidade do jogo, pelo menos não posso culpar a produtora pela falta de inovação. Pelo jeito eles não estão com medo de arriscar e por estar sendo construído em cima da mesma engine da série principal, por ter um modo cooperativo e por, segundo o pessoal do VG247, se parecer com o Diablo II ou o Baldur's Gate: Dark Alliance, acho que eles merecem um voto de confiança.
Os fãs da saga O Senhor dos Anéis e que apreciam um bom hack and slash receberam uma bela notícia: Um jogo do gênero está sendo produzido e para deixá-lo um pouco mais tranquilo quanto a qualidade, saiba que a desenvolvedora é a Snowblind Studios, agora pertencente a Warner Bros. Interactive e que produziu os excelentes Champions of Norrath e Champions: Return to Arms.
The Lord of the Rings: War in the North seguirá a história mostrada nos livros e filmes baseados na obra de J. R. R. Tolkien, levando o jogador a lugares marcantes e encontrando personagens consagrados, além de introduzir novas partes ao enredo e possibilitar a customização dos personagens, que evoluirão ao longo do jogo, assim como suas armas. Também será possível viver a aventura com outros dois amigos, seja online ou localmente.
“Utilizando o premiado time da Snowblind Studios, nós procuramos evoluir a experiência de RPG e entregar o jogo do Senhor dos Anéis pelo qual os fãs estão esperando,” comentou Martin Tremblay, presidente da WB. Interactive.
Infelizmente ainda teremos que esperar até 2011 para poder colocar as mãos no game, que será lançado para o PC, Xbox 360 e Playstation3 e na minha opinião, não haveria estúdio melhor para desenvolver o jogo e como disse recentemente, os consoles estavam carentes de um jogo neste estilo. Não sei quanto a você, mas eu fiquei bastante empolgado com o anúncio.
A discussão sobre utilização excessiva de violência nos jogos talvez nunca chegue ao fim e qualquer pessoa que tenha jogado algum dos God of War sabe que a saga vivida por Kratos não pode ser considera um passeio no parque.
Como o terceiro jogo da série foi feito para um console com capacidade para de mostrar um banho de sangue bastante realista, Steve Caterson, produtor sênior da Sony Santa Monica, falou um pouco sobre o perigo de chocar ao colocar o protagonista mutilando, estripando e estraçalhando seus inimigos.
“Acho que nós tentamos duramente seguir um de nossas orientações chave que foi definida quando estávamos fazendo o God of War e que era ‘Não faça nada que não se encaixe ao personagem.’
Não faça nada apenas para ser sensacionalista. Não faça nada apenas para ser controverso. Deve haver um propósito e uma razão para as ações e representações mostradas na tela.”
Como o game gira em torno de um ex-soldado acostumado as atrocidades do campo de batalha e que busca vingança, fica um pouco mais fácil aceitar as atitudes do personagem, que passa todo o jogo matando, inclusive civis, com requintes de crueldade, mas será que não haveria outra maneira de contar a mesma história?
Isso me fez lembrar do filme Violência Gratuita, uma das produções mais perturbadoras e angustiantes que já vi, que cumpre muito bem o seu papel de chocar apenas sugerindo os atos mais violentos.

[via Gamasutra]
Para alguns jogadores, Peter Molyneux é um dos maiores visionários da indústria, mas para outros, o game designer inglês não passa de um maluco megalomaníaco. Seja qual for sua opinião sobre ele, o fato é que se um sujeito que criou jogos pretensiosos como Populous, Black & White e Fable elogia uma criação alheia, é bom darmos atenção, ainda mais se o título em questão é para uma plataforma para qual ele não desenvolve. Para ele, Heavy Rain representa o futuro dos jogos eletrônicos.
“Recomendo a qualquer um que queira começar a ver os primeiros vislumbres do futuro dos videogames a sair e comprá-lo. Pessoalmente, não consegui jogar por mais de 90 minutos porque o mundo em que ele se situa era tão sombrio e emocionalmente envolvente que eu me senti arrasado.
Mas não há dúvidas na minha cabeça de que jogos como o Heavy Rain - jogos que tenham uma nova fidelidade na forma como apresentam suas experiências, evidentemente feito cinematograficamente e com a captura de movimentos em mente - podem realmente mostrar o caminho para uma nova forma de entretenimento, que envolvem a história, as escolhas e suas consequências.”
Há algum tempo eu venho pensando nisso, como os jogos exploram pouco esse aspecto de que nossas ações deveriam gerar consequências e como poucos são os títulos que nos fazem temer, ou pelo menos nos deixar preocupados se nossas decisões poderão interferir na “vida” dos outros personagens. No fundo, talvez hoje a interação, principal vantagem dos games em relação aos filmes, não seja tão complexa quanto gostaríamos.

[via ActionTrip]
Se você acha que entre o Xbox 360 e o PS3 a melhor escolha é o videogame da Sony pela sua capacidade de rodar filmes e jogos em Blu-ray, saiba que para Aaron Greenberg, chefe de produção da Microsoft, o motivo que levou o 360 a ter vendido mais unidades está justamente na ausência do formato.
“Ser US$ 100 mais barato é parte dos motivos pelos quais nós temos uma base instalada quase duas vezes maior (nos EUA).
A Sony apostou na mídia física e há custos associados a isso. O fato de podermos oferecer um console com preço base de US$ 199 é o benefício de não termos de arcar com esse custo.”
Ah! Mesmo sabendo que nessa indústria as coisas mudem completamente de um dia para o outro, outro funcionário da empresa, Stephen McGill, garantiu novamente que a empresa não possui planos de adotar o Blu-ray como drive do Xbox 360 e que os filmes em alta definição no console continuarão sendo distribuídos digitalmente, o que segundo a Microsoft, significa o futuro do entretenimento.

A Bethesda comunicou que publicará Hunted: The Demon’s Forge, jogo em desenvolvimento pela pouco conhecida inXile Entertainment, mesma do The Bard's Tale e pertencente a Brian Fargo, fundador da Interplay.
Utilizando uma câmera em terceira pessoa e ambientado em um mundo de fantasia medieval, o jogo será focado na exploração de calabouços e na cooperação entre duas pessoas, sendo que um dos personagens fará uso de combate corpo-a-corpo, enquanto o outro acertará os inimigos a distância. Com a possibilidade dos jogadores se esconderem atrás de objetos, sua jogabilidade pode ser resumida a uma mistura entre Army of Two, Gears of War e Diablo.
Embora esse estilo de jogo tenda a se tornar repetitivo com o tempo, se a sua jogabilidade for bem trabalhada, houver uma boa quantidade de inimigos e o enredo não for muito raso, nos obrigando apenas a ficar no esquema “avançar/matar monstros/procurar chave/avançar”, acredito que ele tenha potencial para ser bastante divertido, principalmente devido ao co-op.
Segundo Fargo, Hunted: The Demon’s Forge será um retorno às origens para sua equipe e embora a data de lançamento não tenha sido mencionada, o jogo aparecerá no Xbox 360, Playstation 3 e PCs.
[via Bethesda Blog]
Tenho que admitir que não era a pessoa mais empolgada com a CryEngine 3, muito provavelmente porque até cerca de duas semanas, eu nunca tinha visto o Crysis rodando no máximo, o que é realmente de cair o queixo.
Ao saber que o motor gráfico seria compatível com o Xbox 360 e o PS3, esperava que os jogos lançados para eles sofreriam uma grande queda de qualidade visual em relação ao PC e depois de ver o vídeo exibido na GDC 2010, mesmo que um downgrade aconteça, é impossível não nos impressionarmos com o nível atingido pelo pessoal da Crytek.
Apesar de ter sido gravado com uma câmera, dê uma olhada e perceba que, com exceção da parte onde é mostrada a animação facial quase perfeita, todo o resto representa um jogo criado para os console.