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DMR–Eulogia a um Gigante

Por: em 14/10/11 na(s) categoria(s): Apple e Mac, Indústria, Software


dennis_ritchie6Uma velha piada nos anos 90 dizia mais ou menos:

  • Hello, World! em Visual Basic: 15MB
  • Hello, World! em Delphi: 6MB
  • Hello, World! em Clipper: 3MB
  • Hello, World! em Pascal: 500KB
  • Hello, World! em C: 1KB
  • Hello, World! em Assembler*: SYSTEM HALTED

* Sim, nós falávamos ASSEMBLER, não Assembly, aprendemos a programar na marra, com manuais xerocados e fazendo engenharia reversa em listagens de revistas.Vá corrigir sua avó, empurrador de mouse!

Nessa época vivíamos o mundo ideal para os linuxeiros mais xiitas, daqueles que acham que Slackware já se vendeu aos preguiçosos da usabilidade: 100% dos micreiros eram programadores. Qualquer um com um computador em casa que só usasse programas prontos estava subutilizando sua máquina.

As várias linguagens buscavam seu espaço, passando por vários sabores de BASIC, Pascal Forth, Pascal e até a linguagem especial para crianças especiais –LOGO. Todas tinham seu mérito (menos Pascal) mas o sonho dourado de todo micreiro era aprender C. Não aquela boiolice de C++, que mané herança, Cezão, C puro.

Saber C era a diferença entre homens e meninos. Enquanto todo mundo brincava com linguagens de brinquedo ou obsoletas, a base do mundo digital moderno era construída em C, com alicerces de Adamantium, pilastras de Uru e paredes de Tritanium. Os sistemas operacionais mais modernos ainda retém código derivado dos sockets BSD, escritos nos anos 80.

A Apple, a Microsoft, o Google, o Android e o Linux só são o que são, só conseguiram chegar tão alto porque estão apoiados em ombros de gigantes, e poucos deles são maiores que Dennis Ritchie.

Por isso mesmo foi triste saber de sua morte dia 8, aos 70 anos.

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Windows 8: Metro provavelmente não funcionará naquela porcaria que você chama de netbook

Por: em 10/10/11 na(s) categoria(s): Indústria, Microsoft, Software


Toda vez que a Microsoft lança um sistema operacional novo um monte de gente reclama que precisa atualizar o hardware de seus sistemas antediluvianos para que o novo sistema rode de forma decente.

No caso do Windows 8 a quantidade de otimizações feitas conseguiu o feito de não só exigir especificações iguais ao Windows 7 como produziu uma performance melhor em sistemas limitados, como eu mesmo pude comprovar.

Mesmo assim ele só rodará na maioria dos netbooks e laptops mais velhos com cara de Windows tradicional, não com o Metro.

“mimimi a Microsoft quer me forçar a comprar um computador novo, mimimi”

Exato. É isso mesmo.

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Tizen: YAY! Tudo que o mundo precisava, outro sistema operacional baseado em Linux pra celulares

Por: em 29/09/11 na(s) categoria(s): Linux, Open-Source, Software


SisyphusUma coisa eu tenho que admitir: Se há algo que a comunidade open-source é boa é reinventar a roda. Não importa que já exista uma solução excelente, é sempre mais fácil (na visão deles) criar um fork, ou mesmo um projeto inteiramente novo do que participar do projeto principal e corrigir os eventuais problemas.

Isso gera situações cômicas como a quantidade de distros Linux existentes, mas gera um problema muito sério: Desperdício de recursos. Quanto há uma concentração de talento o resultado em geral é ótimo, vide o kernel do Linux, Chrome, Apache, MySQL.

O problema é que isso mexe com vaidade, um projeto bem-sucedido gera inveja, todo mundo quer os holofotes, e que melhor forma de chamar atenção do que criar um produto concorrente com promessas mirabolantes?

É o caso do Tizen, que se propõe a ser um sistema operacional mobile para smartphones, tablets, smart TVs, netbooks, etc. Será baseado no kernel Linux (pareço o Stallman falando isso mas no caso é correto) e trabalhará com HTML5, web standards, bla bla bla.

Prometem um release no primeiro trimestre de 2012, o que dá entre três e seis meses para fazerem um SO mobile do zero. OK. Tá bom.

O Android já se tornou um sistema viável, já caiu no gosto do público e já é até chamado pelo nome por leigos que nem sabem o que é um startX. Seu maior problema é a falta de aplicativos, comparado com o iOS. Isso é resolvido com desenvolvedores, que deveriam investir na plataforma e não perder tempo e dinheiro tentando criar MAIS UM concorrente em um mercado tão saturado que sequer a Microsoft com o excelente Windows Phone consegue espaço.

 

Fonte: Cellular News

Autodesk University Brasil 2011


Unanimidade desde os tempos do DOS (Sorry, FreeCad) o Autocad chega em sua versão 2012 com uma penca de novidades, inclusive a capacidade de visualização (E EDIÇÃO!) de projetos na nuvem, via web browser ou aplicações Android ou iOS. Só que fora do nosso meio pouca gente sabe que a Autodesk tem mais que um produto.

Na verdade sâo mais de 150 produtos, cobrindo de simulação a pós-produção e computação gráfica, além de joguinhos de iPad.

MUITO antigamente eu cheguei a brincar de computação gráfica com o 3D Studio no DOS, mas graças a meu protetor Arcanjo Samael, tudo se perdeu nas areias do tempo. (sim, era vergonhoso)

Mesmo assim a área sempre me atraiu, então fiquei muito feliz quando semana passada fui a São Paulo a convite da Autodesk para participar do Autodesk University, um encontro entre usuários e empresa, onde são apresentadas novidades, cases e aulas com gente top do mercado.

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App do Dia: Electools–identificador de resistores e capacitores

Por: em 12/09/11 na(s) categoria(s): Apple e Mac, Software


Photo 12-09-11 11 32 48Existem algumas codificações que meu cérebro simplesmente não consegue processar. Uma delas é notação musical. Já tentei MUITO mas está além de meus poderes. Outra que não consigo decorar de jeito nenhum é a identificação de cores para resistores e capacitores.

Não foi por falta de tentativa, desde os tempos da Saber Eletrônica, Newton C. Braga e companhia venho tentando, mas até hoje só consigo lembrar que marrom-preto-vermelho é um resistor de 1K.

Antigamente usávamos tabelinhas, mas eu sempre perdia as minhas. Agora podemos usar o celular. No caso o iPhone, com o Electools.

Essa simpática aplicação identifica resistores de 4 ou 5 anéis, 3 ou 4 números, capacitores de 4 ou 5 cores ou 3 números.

Ele também funciona de forma reversa, assim você coloca o número e ele retorna as cores correspondentes. Assim quando pegar um esquema em algum lugar que diga “resistor de 10MΩ” você não precisa pedir pro cara da loja anotar no envelopinho, para poder identificar depois.

O Electools custa US$0,99 mas de vez em quando rola uma promoção, e dá para baixar di grátis no iTunes.

O estado da arte da tecnologia 3D. Em 1972.

Por: em 06/09/11 na(s) categoria(s): Indústria, Meio Bit, Miscelâneas, Software


Nos anos 70, quando os primeiros polígonos renderizados começaram a aparecer nos laboratórios de pesquisa e departamentos de P&D das universidades e empresas, o futuro da computação gráfica estava começando a se delinear. Até aquele momento, o máximo de gráficos gerados por computador de que se tinham notícia eram os osciloscópios das máquinas americanas e inglesas, restritos aos mesmos laboratórios já citados. Ao público, a interação com esses gráficos começaria bastante passiva, no cinema e em comerciais de televisão. E em videoclipes, claro.

(Sobre)Viventes da primeira década do século XXI, temos a oportunidades de apreciar o estado da arte da computação gráfica, e ainda de vê-la se construindo em tempo real diante dos nossos olhos em nossas próprias máquinas. Para quem se interessa pela história das coisas, é até emocionante ver o vídeo abaixo, onde Ed Catmull (nome bastante familiar para quem já usou qualquer software 3D na vida) e seu colega Fred Parke fazem experimentos no departamento de informática da Universidade de Utah.

40 Year Old 3D Computer Graphics (Pixar, 1972) from Robby Ingebretsen on Vimeo. Continue lendo »