Empresa ameaça HTC por causa do celular Vivid e você já sabe o motivo, não é, seu malandrinho?
Entre os muitos imbróglios legais que as empresas costumam enfrentar de vez em quando aparece alguma quizumba curiosa. No caso é uma ameaça de processo por violação de marca que a HTC recebeu da Vivid Entertainment, uma produtora e distribuidora de filmes educativos que fez entre outros a excelente paródia de Batman, com a edificante Lexi Belle como Batgirl:
(pode clicar)
Em uma comunicação extra-judicial a Vivid deu até segunda-feira para a HTC a Vivid alertou que o uso de seu nome pela HTC em um celular “cria a falsa impressão de que a empresa e seus produtos estão afiliados, conectados ou associados e ou sancionados pela Vivid Entertainment”.
Hoje em dia é complicado achar nomes legais que não estejam sendo usados, a própria Apple passou por uma saia justa quando a Cisco apareceu com um “iPhone” registrado antes. A Microsoft se protege chamando tudo de Windows. A Motorola deixa um gato passear no teclado e o que sair é o nome do aparelho novo, ou simplesmente licencia um nome cool, como o Droid.
Outras empresas usam nomes genéricos mas bons, Samsung Galaxy é excelente, por exemplo.
Vivid não é um nome ruim, mas para o público-alvo do aparelho a associação é inevitável. Poderiam ter pensado mais e achado um nome melhor, talvez HTC Sasha Grey.
Agora é tarde. Provavelmente entrarão em um acordo, a Vivid licenciará por uns caraminguás e todo adolescente dará risinhos de cumplicidade quando a mão de um amigo tirar um HTC Vivid da bolsa.
Já aqui aguardamos o lançamento do CCE Brasileirinhas.
Fonte: TC
Inovar pra quê? SMS é a maior fonte de renda para as teles
Essa é uma daquelas certezas íntimas que a gente tem mas não quer ver comprovada, como a inexistência de Hogwarts e o fato de que a Luciana Vendramini nunca irá retornar meus emails, depois do incidente com o avestruz, mas o fato é que poucas coisas são mais conservadoras que operadoras de telefonia.
A elas não interessa inovar, novidade para operadoras são novos e fantásticos planos onde você paga mais pelos serviços de sempre. Quanto mais simples menor o custo (interno) envolvido e mais fácil de vender para parceiros.
Convenhamos, em tempos de nuvem cobrar por blocos individuais de 160 caracteres é no mínimo ridículo. Se oferecem ligações ilimitadas entre aparelhos da mesma operadora, qual a lógica de cobrar uma fração razoável de Real por uma cuspida de dados que não comporta nem um “alô” compactado?
A resposta é que as pessoas pagam, e muito, o consumidor médio não entende o absurdo das tarifas. O resultado podemos ver em uma pesquisa da firma inglesa Portio Research.
Eles apuraram que as operadoras de celular no Mundo faturaram em mensagens móveis US$179,2 bilhões em 2010, Só SMS faturou US$114,6 bilhões, é a rubrica mais rentável do portfólio de serviços, agora que o uso de voz está caindo. MMS, que ninguém usa faturou meros US$32.5 bilhões no mesmo período.
Até hoje desde sua invenção na década de 1990 o SMS acumulou receita de US$585 bilhões.
Agora… a pergunta: Estão erradas? Se você vende bolo de fubá tem uns 50 anos e tudo que consegue fabricar é comprado, qual o sentido de tirar de linha o bolo? Mesmo com o crescimento projetado de email e outros serviços, mesmo com projeções de crescimento mais lento, estima-se que até 2018 SMS renda US$1 TRILHÃO para as operadoras.
A culpa é de quem vende ou de quem usa?
Fonte: Textually
Google, Apple e a boa e velha Schadenfreude
O termo Schadenfreude é uma palavra alemã que significa o sentimento de íntima satisfação diante do infortúnio de outros. Claro, só um povo amante de vida e feliz por natureza como os germânicos poderiam criar uma palavra pra isso.
Ele pode ser usado para descrever a sensação de ver o carro do Nigel Mansel quebrar, o seu rival tomar um toco da menina que ambos disputam ou ver o inimigo que ocupa seu país tentar invadir a Rússia no inverno.
No caso descreve a atitude da Apple diante da App do Gmail, lançada com certa fanfarra pelo Google e escurraçada da AppStore com o rabo entre as pernas algumas horas depois.
A tal App além de chata feia e boba não tinha sequer suporte a múltiplas contas, parecia algo feito nas coxas como a App do Google+, se bem que no caso o Google+ é uma rede social feita nas coxas, então se aplica.
O maior problema foi que o Google não testou NADA, a App dava erro no sistema de notificações do iOS5, e erro feio. O povo, claro, foi xingar muito no Twitter.
David Coursey, da Forbes percebeu e fez a pergunta que não quer calar: Como a Apple, tão perfeccionista deixa uma App cagada como essa ser aprovada? Onde estão os critérios? Os testes internos são bem mais rígidos, se há uma certeza que usuários de iOS têm é que não serão surpreendidos por Apps capengas.
O próprio David sugere que foi intencional. Eu concordo, mas não creio que seja só a vontade da Apple de ver o Google atirando no próprio pé, acabando com a imagem do Gmail no iOS e provando pros fãs da Apple mais uma vez que ela sabe o que é melhor para nós. (all Glory to the Hypnotoad!)
Quem lembra do mimimi-preemptivo que a Opera fez para lançar seu navegador no iPhone, criando contadores online e alertando contra um pseudo-futuro-possível boicote da Apple? OK, mais gente do que os que lembram que existe Opera no iPhone.
EU ACHO que se a Apple tivesse simplesmente rejeitado a App do Google correria o sério risco de ser acusada publicamente de boicotar a concorrência, enquanto secretamente os programadores corrigiriam a cagada, assim quando a App voltasse estaria correta, seria a palavra da malvada Apple contra o bonzinho Google, e o fantasma de Jobs continuaria assombrando Cupertino.
É uma atitude infantil? Com certeza, mas o mundo dos negócios funciona assim, e convenhamos, qual o mais lógico, admitir que cometeu um aborto da natureza em termos de programação ou ativar uma estratégia de controle de danos e culpar seu concorrente?
A Regra de Ouro do mundo dos negócios continua valendo e não poderia ser mais clara: Não dê mole.
Até porquê quando a Apple lançou aquele aborto da natureza que foi a primeira versão do Safari pra Windows, todo mundo caiu em cima. Com razão.
Novidade: usuários de tablet também não querem pagar por conteúdo online
Uma pesquisa divulgada essa semana sobre o hábito de usuários de tablets norte-americanos é uma espécie de balde de água fria em quem esperava cobrar por acesso a conteúdo nesses computadores sem teclado. E não era pouca gente que acreditava nisso. Pior. Pesquisas mais antigas apontavam nesta possibilidade.
O que eles não contavam é que com a popularização do suporte, pessoas pouco dispostas a pagar para ler notícias (err, nós) passariam a dividir espaço com os endinheirados early-adopters (leia-se macfags e hipsters em geral). Hoje a coisa anda tão popular que 11% dos adultos norte-americanos possuem um tablete para chamar de seu.

A coisa toda fica ainda mais patética para quem torcia por um novo mercado quando a pesquisa fala que o segundo uso mais popular dos tablets é para ler notícias. O primeiro é navegar na internet.
Ou seja, mais de metade das pessoas usa o aparelho para ler notícias, mas não aceita pagar por isso. Pior ainda (sim, fica ainda pior). Esses mesmos usuários declararam que lêem mais notícias no seu não-computador sem teclado do que leria em outros dispositivos.
O problema para quem quer cobrar por conteúdo na verdade não é a pouca disposição das pessoas desembolsarem, mas a absurda oferta de conteúdo de qualidade ofercido gratuitamente. Grátis é um preço imbatível.
iPhone suportando GLONASS, mas não é pra ser camarada.
Hoje o suporte a GPS é completamente difundido, até embalagens de Pastilha Valda utilizam o serviço, mas nem sempre foi assim. Criado pelos militares dos EUA o sistema de GPS era originalmente destinado a uso por aviões, soldados e mísseis. O sinal disponibilizado para civis era bem menos preciso, mas diversos truques tornaram a localização boa o bastante para ser utilizada até por veículos comuns.
Compreensivelmente a União Soviética não embarcou no bonde do GPS, pois depender de um sistema cujos mestres imperialistas capitalistas ocidentais poderiam ordenar o desligamento a qualquer momento não é muito estratégico.
Daí a criação do ГЛОНАСС, o Globalnaya navigatsionnaya sputnikovaya sistema, o equivalente soviético do GPS. Só que como a abundância de carros de passeio e aventureiros na falecida União Soviética não era exatamente… abundante, e como não era do interesse do Comitê Central do Partido que civis tivessem acesso a esse típo de serviço, pouco foi feito para disponibilizar receptores não-militares.
Como falhar miseravelmente integrando celulares e equipamentos médicos
Toda hora surge um dispositivo novo aproveitando celulares e tablets para viabilizar equipamentos médicos simples, baratos e eficientes, como o AliveCor, um monitor cardíaco baseado em um iPhone (e em breve Android) que custará por volta de US$100,00 e fará uma diferença enorme em países onde isso é mais ou menos o PIB.
Infelizmente nem todo mundo que embarca nesse bonde tem a mesma percepção, e conseguem anular toda a vantagem de utilizar um equipamento acessível e de baixo custo como um smartphone.
É o caso do MobiUS SP1, sistema de ultrassom portátil da Mobisante, uma startup dos EUA. A idéia originalmente era excelente, um sensor de ultrassom conectado a um smartphone ou tablet, com todas as vantagens de um equipamento portátil.
Dá para imaginar facinho um monte de serviços sociais de saúde fazendo visitas domiciliares colhendo dados para acompanhamento pré-natal, uso em zonas de conflito e principalmente como auxiliar para médicos dos tais países cujo PIB acumulado da última década só dá para comprar dois Gamadinhos e um amendoim japonês.
Problema: O brinquedo custa US$7.495,00
Problema 2: A imagem capturada tem resolução de 480×480 pixels
Problema 3: O equipamento usa USB, o que deixa de fora iPads, Ipods, iPhones e tablets com conectores proprietários.
problema 4: O único celular certificado para uso com o aparelho é o Toshiba TG01, de 2009, rodando Windows Mobile 6.5.
problema 5: Um equipamento portátil convencional como o VScan Mobile da GE custa… US$7.900,00. Um modelo menos mas ainda “portátil” no eBay sai por US$899,00.
Esse MobiUs vai vender? Talvez, o hype “mobile” é forte, mas é o tipo de dispositivo que não acrescenta em nada, Uma pena, mas serve para provar que você pode investir em uma tecnologia sem entender seu espírito.
Fonte: VB

