HP anuncia mega-passaralho, 27 mil demitidos até 2014
A HP não vai mal das pernas como um Yahoo da vida, mas está longe de ser saudável. Claro, dado o tamanho da empresa, receita de US$30.7 bilhões no 1o Trimestre de 2012, acima da estimativa dos analistas, de US$29.9 bilhões, a situação não é periclitante, mas a longo prazo a empresa não está se mostrando muito atraente.
A impressão é que a HP quer entrar no “futuro” mas não sabe por onde, e usando de uma estratégia mais apropriada à IBM, decidiu “subornar” esse ingresso, achando que todo problema é solúvel se jogarmos bastante dinheiro nele.
Não funciona assim, como a HP descobriu, depois de comprar a Palm pra nada, lançar smartphones e tablets que ninguém comprou a não ser quando o preço caiu vergonhosamente, e no final das contas foram US$3,3 bilhões torrados no Touchpad.
Sem uma cabeça de ponte no futuro, a HP precisa se reinventar, mas decidiu fazer isso da forma menos criativa possível: Através de cortes de pessoal. Em um comunicado avisam que 27 mil funcionários, 8% dos quadros da empresa irão rodar até o final do ano-fiscal de 2014.
Como sempre acontece os melhores, mais brilhantes e mais empregáveis irão aproveitar os pacotes de demissão incentivada (esqueci o termo em português) e quando os gerentes perceberem estarão presos aos funcionários mais ineptos, incapazes de arrumar emprego em outro canto, que não poderão demitir pois a cota já foi atingida.
O resto do plano de reestruturação é um primor do óbvio: Irão investir em pesquisa e desenvolvimento, marketing e vendas, investirão em soluções de nuvem, virtualização e data mining, além de serviços. Sim, você já viu esse mesmo papo em 5421 outros releases.
A HP quer se reinventar sendo mais do mesmo.
Pelo visto o Mercado não gostou muito.
Com receita anual de US$127 bilhões, a HP tem lastro de sobra para se reinventar, mas quem vive de louros é empresário dos Paquitos. Não importa o tamanho da sua montanha de dinheiro, se você ficar sentado nela sem fazer nada, em algum momento acaba. RIM que o diga.
Fonte: ATD
HULC Esmaga! Desta vez no Afeganistão
O uso militar sempre foi grande fonte de tecnologia para o mundo civil, mas em geral esse caminho é tortuoso, a tecnologia precisa ser desmilitarizada, coisas que fazem cabum não costumam chegar às nossas mãos.
A Guerra Assimétrica dos tempos modernos, onde forças convencionais enfrentam inimigos em escala pequena e muito móveis, se embrenhando em população civil neutra, nega a utilidade de armamento pesado, bombardeios de saturação e –minha preferida- napalm.
Assim como nos desenhos das manhãs de Sábado, o Destino do Mundo Livre está na mão de um grupo pequeno de guerreiros altamente treinados, no melhor estilo Centurions, e igual aos velhos desenhos, a tecnologia está se aprimorando para dar vantagens ao soldado individual, mudando a doutrina antiga, onde navios e aviões eram as estrelas.
RIAA surta completamente, encarna Dr Evil e pede US$72 TRILHÕES de indenização
A única função real da RIAA – Recording Industry Association of America é fazer com que o ECAD, Hitler, o Imperador Palpatine e o Capitão Gancho, que perseguia os Brasinhas do Espaço não pareçam tão ruins em comparação.
A entidade (e-hê) representa uma indústria falida que come na mão da Apple e da Amazon, mas insiste em viver no século passado, um mundo de jabá, Restarts, Milli-Vanillis e outras porcarias pré-fabricadas. Em suas táticas terroristas a RIAA resolveu ir atrás de indivíduos. Alguns casos:
Fred Lawrence – Processado pela MPAA (a RIAA de Hollywood) por pirataria. O neto de 12 anos baixou QUATRO filmes (3 dos quais eles tinham em DVD). A MPAA exigiu US$4 mil de indenização. O coroa achou um absurdo. Corrigiram para US$600 mil.
Sarah Ward – Professora aposentada de 66 anos, acusada de baixar milhares de músicas via Kazaa, em especial Snopp Dogg. Só que ela era usuária de um Mac antigo, Kazaa só existia pra Windows. Não que a RIAA, os juízes ou alguém se importasse.
Gertrude Walton – Outra das avós que a RIAA ama perseguir. Essa tinha 83 anos, processada em 2005 por baixar 700 músicas. Só não deu muito certo por dois atenuantes menores: Gertrudes não tinha um computador, e estava morta desde 2004.
A lista segue adiante, mas com este caso a RIAA se superou. Processando o LimeWire, aquele site/serviço P2P que nem usuários do eDonkey usavam, resolveram extrapolar o valor aleatório e irreal dos “danos” causados pela pirataria, provavelmente argumentando que toda entidade sensiente da galáxia iria eventualmente comprar 10 CDs do Justin Bieber,
Câmeras reflex – como escolher?
Esse texto é baseado em uma dúvida mandada por um leitor do Meio Bit. O Marco Henrique Martins Araujo está cheio de dúvidas sobre qual câmera reflex comprar e não entende muito bem a baciada de especificações técnicas que a gente sempre coloca em todos os textos que publicamos por aqui. Como saber se a câmera que você quer comprar é a ideal para o que você quer fazer? Essa é a grande dúvida que assola a maioria dos fotógrafos iniciantes e, infelizmente, creio não existir uma resposta fácil e certeira. Mas, podemos levantar alguns fatores para aqueles que estão nessa grande dúvida existencial.
IBM repete 2001 e declara ter medo da Siri
Nas primeiras versões do roteiro do clássico de Stanley Kubrick e Arthur Clarke, 2001 – Uma Odisséia no Espaço o computador inteligente HAL9000 se chamava Athena e era uma criação da IBM.
Fazia sentido. Na época –1968- não havia Apple, Microsoft, Sun. A IBM era “A” referência em computadores. Não era sequer merchandising, a associação de HAL com a empresa era algo natural.
Natural e desejado, afinal o computador que até hoje, mais de 40 anos depois continua sendo sinônimo de inteligência artificial, o computador que definiu como todos os outros iriam se comportar, o computador que é a meta de todo pesquisador de inteligência artificial. Ser associado ao HAL9000 é algo que todo fabricante de computadores gostaria, certo?
Errado. Os GÊNIOS de marketing da IBM entenderam que o HAL era o vilão de 2001 e não acharam bom associar a IBM com um computador maléfico. Todas as referências à empresa foram removidas (exceto em uma cena, onde a logo aparece no painel do ônibus espacial Orion) e o computador mudou de nome.
Arthur Clarke jurou até o dia de sua morte que HAL vem de Heuristic ALgorithm, e não por ser “um passo adiante da IBM”. Nós, fãs, fingimos que acreditamos.
Agora a IBM demonstra que sua fobia de sistemas inteligentes continua firme e forte. A prórpia CIO da empresa, Jeanette Horan, confirmou que Siri está banida em todas as redes internas.
A justificativa é que as informações pesquisadas são enviadas para a Apple, que não diz quanto tempo elas permanecem em seus servidores, e os funcionários da IBM poderiam pesquisar termos e frases sigilosos e/ou estratégicos, aos quais a Apple teria acesso.
Isso mesmo. Acham que a Apple vai monitorar as consultas Siri vindas das IBM, e deduzir projetos secretos a partir do que os funcionários pesquisam.
Curioso é que não falaram em banir o Google, Gmail, Hotmail, incredimail, Wolfram Alpha, Bing e trocentos milhares de serviços que recebem informações pesquisadas e as guardam (ou não) por tempo indeterminado.
Mesmo descontando a acusação séria e leviana de que a Apple monitoraria a empresa, banir o acesso à Siri só serve para demonstrar uma falta de disciplina e treinamento entre os funcionários da IBM, que aparentemente dariam com a língua nos dentes.
Fonte: Wired
Leap: Salvação do Windows 8 Metro no Desktop ou apenas vapor?
Muito, muito tempo atrás uma imagem começou a aparecer nos sites de Palm: Um teclado laser revolucionário que projetaria as teclas em qualquer superfície. Seria conectado via Bluetooth a seu PDA, seria maravilhoso e futurista.
Levou uma década para aparecer, não pegou e quem comprou jogou na gaveta. Aparentemente o negócio não sobreviveu ao hype criado, não conseguiu entregar a experiência prometida.
Esse foi um, mas qualquer um com mais de 6 meses no mundo da tecnologia conhece várias histórias semelhantes. Por isso mesmo estou com 3 pés atrás com esse Google Goggles Leap:
O vídeo é muito legalzinho, mas é só um vídeo coreografado. Alegações como “200 vezes mais preciso que Kinect” são lindas no papel, mas o papel aceita tudo (que dirá websites).
Me assusta o site prometer o produto só para 2013, mas já terem noção até do preço (US$70,00).
Por outro lado, a empresa conseguiu respeitáveis US$12,75 milhões em investimento, e irão distribuir 20 mil kits de desenvolvimento, tentando criar todo um ecossistema em torno do aparelho. Isso é essencial, hardware sem suporte e nada é a mesma coisa.
Enquanto isso, a Microsoft lançou versão 1.5 do Kinect para Windows, com recursos bem interessantes, incluindo detecção de expressões faciais, sobrancelhas, formato da boca e esqueletos sentados.
Não esse.
É melhor que o Leap? É, pois efetivamente existe, mas nada impede que o Leap se torne realidade e varra o Kinect para debaixo da tapete da História. Até agora o sistema da Microsoft falhou em prover uma killer app, um uso tão cool, tão irresistível que faça todo mundo comprar Kinect para usar no PC.
A Microsoft não fala um “a” sobre Kinect + Windows 8, mas seria burrice não promover essa integração, e se há uma coisa que a Microsoft não é, é burra. Esperemos que com a chegada do Oitão (você leu primeiro aqui) todas essas peças sendo posicionadas no tabuleiro sejam finalmente integradas, ou gente que está correndo por fora vai morder feio a fatia do Kinect.


